Quem Diria?
3 Capítulo 3 - Ressaca e Suas Consequências
Notas iniciais
- Ai que dor de cabeça!
Foi a primeira coisa que ele disse assim que acordou, coitado, ele nunca havia tido uma ressaca! Mas ao acordar ele não se deparou com ultima cena que viu antes de dormir, agora a sala estava arrumada, os papéis organizados em cima da mesa e... Rangiku dormindo tranquilamente no outro sofá do quartel.
- Hum... Foi ela mesma que fez os relatórios? Que milagre aconteceu ontem? Droga, eu não consigo me lembrar de quase nada e minha cabeça dói! – disse ele olhando os papéis e colocando-os na gaveta – Até chocolate ela deixou... E são com sem açúcar! – disse animando-se um pouco, até que a dor de cabeça voltou — Eu me lembro de alguma coisa de ontem... Fui comer com a Matsumoto... Ah! Ela me embebedou! Argh! Não acredito... O que eu devo ter dito?! Não acredito, ela me paga! – disse ele esquecendo-se totalmente que quem quis beber as outras vinte doses não foi ela – Bom, eu vou fazer alguma coisa para essa dor e depois vou entregar a lista da droga da festa para o comandante antes que mais um me encha o saco! – ele comeu o chocolate deliciando-se e saiu
Após entregar a lista, resolveu passar em seu quartel para descansar um pouco, antes de ir ao quarto esquadrão, tendo uma longa e torturante caminhada por conta da ressaca, pois dor de cabeça de ressaca não é flor que se cheire. Principalmente porque você fica com um bafo horroroso depois.
Assim que se sentou em sua cadeira, escutou uma voz familiar dirigindo-se a ele...
- Taichoo! – cantarolou Matsumoto – Gostou do que eu fiz para o senhor? – disse ficando mais animada do que já estava
- Você não fez nada além de sua obrigação, Matsumoto – disse friamente o baixinho, fazendo com que a loira se entristecesse
- Ah taicho, você diz isso como se eu não fizesse nada! – indagou indignada
- Mas você não faz nada mesmo, passa o dia se divertindo e tomando sake! – falou revidando – E mais uma coisa, o que aconteceu ontem, depois que você quase me fez engolir o copo de sake? Eu não me lembro de nada!
- Ééé taicho... Falando nisso... Como vai a Momo? – disse a loira provocando
- Como assim como vai Hinamori? Eu não tenho que saber dessas coisas! – ele cora ao se lembrar da garota
- Bom taicho, algumas pessoas dizem que quando você bebe demais, acaba falando demais... — diz ela cautelosa — então, acho que já está claro para boa parte do décimo primeiro esquadrão que você está, hum... Digamos, caído pela Hinamori! – diz ela se soltando mais, fazendo um tom de quase deboche – é taicho, quedinha não, é tombo mesmo, caído, você disse que matava quem tentasse algo com a Hinamori! Ho, ho! – disse a tenente levando uma das mãosà boca
- OQUE?! – disse incrédulo – Eu admiti isso mesmo? Não! Não acredito! Será que isso vai chegar aos ouvidos dela? Eu... E você? O que você vez? Porque não disse que era mentira?
- Ora taicho, eu só brinquei com você, aí você soltou tudo! – disse defendendo-se
- O QUE? Eu disse tudo? Eles sabem que eu tenho medo da Yachiru? O que mais eu disse? Ou contei sobre o incidente com os doces, aquele em que fiquei acordado três dias seguidos? – disse já descontrolado, quase pulando no pescoço de Matsumoto
- Você tem medo da Yachiru? Ho ho! Eu não acredito! Mas não se preocupe taicho, você não disse mais nada! Bom, deixe-me dizer o que aconteceu...
Assim a Matsumoto conta tudo que ocorreu na noite passada, e encerrando a conversa. Já que não tinham mais nada a dizem um ao outro, ele foi ao quarto esquadrão, por conta de sua terrível dor de cabeça... Ou seria dor de cotovelo? Ele sempre achou que Hinamori era apaixonada por Aizen, e agora com o décimo esquadrão sabendo de sua pequena “quedinha” por Momo, as coisas ficavam bem piores.
Escutam-se batidas na porta do quarto esquadrão, e com um mau-humor danado Hitsugaya xinga-se internamente por ter aceitado o pedido de Matsumoto de ir ao bar, pois resultou em coisas que Matsumoto não devia saber, até que alguém grita...
- Entre! – diz Hanantarou, um shinigami que cuidava de um ferido – Ah, ohaiô Hitsugaya taicho! O que deseja? – não é que o quarto esquadrão foi feito para ser capacho?
- Er, você tem aí algum remédio para dor de cabeça? – diz o taicho corando levemente
- Shiro-chan? O que faz aqui? – fala Momo com inocência
- É Hitsugaya taicho Hinamori, e o que você faz aqui? – responde o taicho perdendo um pouco, mas não todo seu mau-humor
- É que eu estava acompanhando o Ukitake taicho, que teve alguns probleminhas e... – diz Momo, fazendo com que Ukitake aparecesse atrás dela, perguntando-se quem o chamou
- Ukitake taicho! Ukitake taicho! Vim lhe entregar os relatórios! – disse Hisagi, que entrou na sala correndo, com os papéis todos caindo ao chão
- Ah, droga! – disse abaixando-se para pegar as folhas
- Deixe-me ajudá-lo Hisagi-san – disse Momo abaixando-se instantaneamente
- É claro... – disse Hisagi com seu sorriso e sua voz sedutores – Opa me esqueci, nada de tocar na Hinamori, senão estou frito, não é Hitsugaya taicho? – disse ele com um sorriso amarelo – Ah, mas o que faz aqui? “acho que estou fazendo tudo de acordo com o que a Rangiku me disse”
- Aqui está seu remédio, Hitsugaya-sama, ele cura qualquer dor de cabeça, até as mais fortes! – Hanantarou disse entregando o remédio ao Hitsugaya, que por sua vez arregala os olhos pelo que Hisagi disse, — “Matsumoto então disse a verdade, isso me causa mais problemas do que já tenho!” – pensa o baixinho
- Aaah, então é por causa da ressaca de ontem que está aqui não? Eu nunca vi você beber daquele jeito, na verdade eu nunca tinha visto você beber! Nunca pensei que você soubesse algumas piadas! – disse Hisagi alegremente “é, estou fazendo sim”
- Beber? Ressaca? Piadas? Shiro-chan, dês de quando você faz tudo isso? – pergunta-o incrédula – Então é por isso que você estava dormindo hoje de manhã! Eu ia te entregar o chocolate pessoalmente, mas a Matsumoto disse que você estava cansado e não ia ficar nada feliz se fosse acordado!
- Foi você que me deixou o chocolate? Eu não sabia que você sabia que eu sou... “Alérgico” a chocolate – disse ele esquecendo-se completamente que queria matar Hisagi – Er, — ele retomou sua pose de taicho e disse – Estavam muito bons, obrigado. – Ele já ia saindo quando lembrou-se – É Hitsugaya taicho!
Notas finais
Uma coisa que vou esclarecer, por incrível que pareça, eu comecei a escrever essa história pelo último capítulo. Eu escrevi-o e depois comecei a formular essa história. É doido mais deu certo! Até o próximo capítulo!
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