Quem é você, Tiffany?

1 Addie. Addie. Addie.


Notas iniciais
Primeiro capítulo, segunda fic. Pois é. Obrigada a todos que lerem. Ficarei muito feliz. Caso queiram dar uma olhadinha na minha outra fic, seu nome é Awkward.
Boa leitura ;)

Addie. Addie. Addie. Eu havia pensado muito em Addie nos últimos dias. Isso era algo comum, mas eu apenas pensava na boa amizade que tínhamos. Atualmente, quando eu pensava nela, eu me sentia nervoso e minha barriga começava a doer. Eu não conseguia mais conversar com ela como sempre conversávamos. Eu não conseguia olhar para ela como sempre olhava. Nossa amizade não era mais a mesma por minha causa, e eu me sentia culpado.

Hoje é 12 de junho, dia dos namorados, dia dos amigos – como costumamos dizer. Addie e eu temos a tradição de trocar um leve beijo nesse dia, e hoje é o dia. Estou nervoso. Talvez eu faça alguma coisa errada, talvez eu tussa, talvez eu vomite ou talvez algo pior aconteça.

— Adivinhe quem é – suas mãos tamparam meus olhos, fazendo-me abaixar um pouco para não derruba — lá. – Feliz dia do amigo, casado, noivo, amante ou namorado, entenda como quiser.

Ela fechou os olhos e aproximou os lábios. Minha respiração acelerou e eu parecia estar suando como um porco. Isso nunca havia acontecido antes. Então, ela encostou seus lábios nos meus e se afastou rapidamente.

— Certo, tradição anual cumprida – ela sorriu. – Recebeu muitos cartões?

— Nenhum, na verdade.

— E esses bilhetes rosa no seu armário são uma alucinação? Anotações de aulas? – perguntou ela, apontando para dois ou três cartões que eu havia recebido de algumas garotas.

— Isso? Não são nada demais. São apenas... Cartões – respondi, fechando o armário e impedindo-a de continuar vendo os cartões.

— Stuart, não há porque se envergonhar disso. É tão legal receber cartões. É legal saber que alguém admira você.

Andamos rapidamente até o refeitório e sentamos em nossa mesa de sempre – escondida de tudo e de todos. Addie levantou as mãos e colocou algumas poucas mechas que caiam em seu olho atrás da orelha. Por algum motivo, eu havia achado isso sexy. Não que eu ache Addie sexy. Addie é bonita, mas não é sexy. Ela tem seu próprio jeito de ser, e acho que isso a difere de qualquer garota por aí.

— O que estou dizendo é que você não precisa ficar com frescura. Receber cartões no dia dos namorados é algo comum.

— Acho que receber cartões é uma besteira. As garotas de hoje não gostam de cartões. Elas gostam de atitude.

— Eu gosto de cartões – afirmou ela, apoiando os cotovelos na mesa. – É um gesto romântico. E cartões são como atitudes. Atitudes muito bonitas.

— Atitudes – bufei, virando o rosto.

— Fiz um cartão para você. Mas acho que vou deixar para lá, afinal, isso não é considerado uma atitude – disse ela, virando o rosto de lado também.

— Não! – gritei, ficando envergonhado. – Não, tudo bem, desculpe. Posso ver o cartão?

Ela me encarou, usando sua famosa expressão de rivalidade. Addie tem diversas expressões, que usa para determinadas ocasiões. Foi assim que a conheci, na sexta série. Estávamos na hora do intervalo de aulas, e ela estava caminhando com as amigas. Eu estava com uma vontade imensa de fazer xixi, e quando isso acontece, começo a olhar para o lado, tentando me distrair. Bem, eu estava fazendo isso e acabei batendo no braço de Addie, fazendo seu lanche cair. Ela me olhou com uma expressão tão horrível que me causou pânico. Tive que pagar um lanche para ela, mas valeu a pena.

Addie me entregou seu cartão, escrito em uma folha branca comum.

— Desculpe por não escrever em uma folha decorada com diversos corações. Gosto de coisas simples – disse ela, abrindo seu pequeno sorriso tímido.

— Não me importo com isso – falei para ela, fazendo-a sorrir um pouco mais. – Posso ler em voz alta?

Ela fez um gesto, confirmando. Pigarreei antes de começar a ler seu cartão.

— ‘Querido Stuart, é um prazer pode-lo chamar de querido; é um prazer poder escrever cartas a mão; é um prazer poder contar meus segredos a você e é um prazer poder ter te conhecido. Com amor, sua Addie.’

Sorri ao ler as duas últimas palavras da carta. Sua Addie soava de uma maneira diferente, de uma maneira só nossa. Era como se ela pertencesse a mim de verdade. Sorri ao pensar nisso.

— Não sou um completo livro aberto como você. Não consigo me concentrar direito quando sei que alguém lerá o que escrevi – disse ela, olhando para suas próprias mãos. – O que achou? Ruim demais?

— Incrível – foi à única coisa que consegui dizer. E eu estava certo; a carta de Addie era realmente incrível.

Ela sorriu, piscou para mim e se levantou. Ela sempre fazia isso para se despedir. Addie era extremamente bonita, mas não de um jeito exagerado. Seu cabelo negro e liso a deixava mais tímida, juntamente com seus olhos esverdeados. Suas roupas a deixavam tão mais linda quanto ela já era. Addie não é tradicional. Ela tem o seu próprio jeito de fazer as coisas. Addie é única.

Notas finais
Reviews? ;)