Queime a bruxa,
1 viver de sonhos dilacera.
Notas iniciais
p.s.: escrevi essa fic ouvindo and i love her (the beatles), porque minha beatlemania chegou num ponto que eu sou humanamente incapaz de desligar beatles quando vou escrever, aí precisei arranjar uma música que se encaixasse com a ideia dessa fic. (quem quiser ler ouvindo, recomendo)
Queime a bruxa,
(disse o bispo)
— viver de sonhos dilacera —
Sansa acreditava que o sol não tinha fronteiras e que o que quer que ela fosse— acorrentada, aprisionada, refém, mártir — o sol não se importava. Brilhava igual para todos. Mas enquanto os muros se levantavam e sua vontade de continuar diminuía, enquanto seus parentes que sobravam iam caindo um a um... O sol não lhe era mais o suficiente. Não lhe fazia levantar pela manhã quando tudo que queria era afundar e afundar e afundar no colchão até que ele o engolisse e a levasse para longe (tão longe).
(mas Margaery era)
X
Margaery se criou sozinha. Ela nasceu e cresceu e foi e voltou e então — livre. Pássaro. Margaery se acorrentava com correntes frouxas das quais se livrava com a mesma facilidade de respirar e sorrir. Sorria, Margaery, sorria.
— Dance pra mim.
(Margaery se acorrentou à Sansa — mas dessa vez as correntes eram sólidas)
X
— As estrelas estão caindo.
E então o espetáculo, mas Sansa não encontrou forças para sorrir, e Margaery também não.
— Segura a minha mão.
— Aqui?
— Aqui. — Margaery a olhou por longos, longos segundos. — Seu cabelo fica melhor solto. — som de respiração e silêncio e estrelas cadentes (ah meu deus Sansa ah meu deus) — Vamos soltá-lo quando sairmos daqui.
X
— Eu amo você. Amo tanto que vou explodir.
— Te amo de volta. — cabeços escuros que fazem trança — Te amo de volta, te amo de volta, te amo de volta. Sansa.
— Margaery.
— Te amo de volta.
X
— Traidora. — murmúrios. — Traidora, traidora, traidora.
— Margaery...?
— Shh. — olhar preocupado. Sua criada. — Não fale o nome dela.
— Mas...?
— Traidora. Ela é uma traidora.
(mas na hora de dormir Sansa murmurou MargaeryMargaeryMargaeryMargaery euamovocê euamovocê euamovocê)
X
— Sonha comigo?
— Sonho.
— Promete, Sansa?
— Estou sonhando.
— Sim, está.
— Vou sonhar contigo pra sempre.
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