Sangue, que derrama, e torna escarlate a alma

transforma em ilha o coração perfurado e

destruído.

Amores vem e vão, te levando o que há,

te levando o que não existe, levando de

modo violento o que resta.

Se eu pudesse te cortar em carne viva, sim!

Eu o faria! Te cortar em carne via e te queimar

nas chamas da mágoa que percorrem minhas veias

e borbulham em minha pele, como uma maldição

onde não existe antídoto.

Eu arrancaria seu coração com minhas mãos

ainda pulsante e vivo, e o observaria morrer

diante dos meus olhos, e sorriria com o

sofrimento dos ultimos espasmos, porque

se na vida há beleza, ela existe na morte

Dancemos ao redor do fogo, com a luz da aurora

do norte, a encantar nossa vista, vamos abraçar

o que nos é dado, não tenha medo do escuro,

ele também é generoso, ele também é luz

basta observá-lo pelos olhos da lua ou das

estrelas.

Ah, meu peito arde, meu coração está partindo,

nunca o abismo foi tão profundo, tão intenso

e perigoso.

Ah, o fogo, queime comigo, me leve ao teu âmago,

me deixe ser o que és, e me tire desse lugar desolado

e maldito, absorva minha desgraça, e eu queimarei

até o pó.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.