Queen of the Wolves
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Emma's Point Of View:
Abro meus olhos. Está escuro. E mesmo assim eu consigo enxergar. Olho para as minhas roupas manchadas de sangue.
— Você finalmente acordou. Já são umas três da manhã. — Diz uma voz masculina atrás de mim.
— O que aconteceu? Eu só lembro de... Ver uma garota e depois desmaiar, eu acho.
— Isso é porque você está morta.
Arregalo meus olhos para o homem no escuro. Como eu posso estar morta?
— Grace matou você.
Repentinamente, minha memória voltou com tudo. Aquele rapaz era um vampiro, eu e ele havíamos transado , eu o esfaqueei e bebi seu sangue e, a últma coisa que eu vi, antes de tudo se apagar foi Grace. E ela me matou.
— Isso é normal... — Ele começa a falar, mas eu o corto.
— Espera, se eu estou morta, significa que eu sou uma vampira? — O desespero toma conta de mim. Eu nunca tinha planejado isso. Tudo o que eu pretendia era só atrasar a minha morte, não me tornarimortal.
— Bem. Eu vou deixar você aqui até sua amiga Grace conseguir um talismã para você.
— Luz do Sol... Droga! Por que fez isso comigo?
-Eu? Você fez isso consigo mesma.
— Masvocême atraiu! Você me fez sonhar com aquilo tudo! Todo o momento sobrenatural da minha vida passou diante de meus olhos, enquanto eu estava morta!
— Eu sei, é normal isso acontecer.
Eu estoumuitoconfusa. Eu só quero que tudo isso acabe logo. Eu estou ficando com fome. Uma fome que parece que está me corroendo!
— Isso é torturante! — Eu ofeguei. — Essa fome!
— Eu creio que vai ter que esperar até amanhecer. Tem lobisomens lá fora. São um pouco mais fortes do que nós.
Eu me lembrei quando estava naquela casinha com Dante. Devido a um lobo albino, ele me trouxera para esse lugar. Eu vira suas asas pela primeira vez.
— Ei, isso significa que eu também tenho as... — Eu gesticulo em direção às minhas costas. — Asas?
Ele assente.
— Eu queria poder voltar atrás e nunca ter ido procurar por você! — Eu assumo uma postura mais orgulhosa e ríspida. — Eu fui tola! Como eu fui idiota!
— Você deveria gostar de ser vampira.
Eu fico calada. É verdade que ser vampira tem suas vantagens, talvez eu pudesse tentar usufruir desse privilégio.
— Sim, eu deveria...
Me dirijo à janela. O Sol está começando a nascer.
— Eu estou faminta!
Ele continua calado. Aquele silêncio me irrita.
Meu corpo está frio. Vou para a luz do Sol nascente, mas imediatamente volto para as sombras. O Sol me queimou! Eu tinha esquecido desse chato detalhe que ele acabara de me falar.
Eu olho para Dante, enquanto me sento na cama, em seguida me jogo nela, contemplando o teto. Olho para o lugar onde ele está, e seus olhos azuis estão cintilando intensamente. Deve ser por causa da pouca luz no ambiente. Eu tento dormir para tentar parar de sentir fome por um tempo. Mas meus olhos não fecham.
— Cansei de...
Dante não está mais aqui.
— Mas onde...?
Em pouco menos de três minutos de espera, ele volta, trazendo nos ombros uma garota de mais ou menos dezoito, dezenove anos. Ela estava viva, mas inconsciente. Eu consego sentir o cheiro do sangue que flui por suas veias. Sem perceber, eu corro com a minha habilidade sobrenatural até ela. Ele a põe na cama. Eu tiro os cabelos que cobriam seu pescoço e o mordo. O gosto cúprico do sangue invade minha boca. Em alguns segundos, eu dreno todo o sangue do corpo da pobre garota.
— Eu quero mudar essas roupas. O cheiro do meu sangue humano está me deixando ainda mais faminta.
— Eu tenho as roupas da minha irmã.
— Corroídas por traças.
— Você não reclamou da última vez.
— Eu era idiota.
— Você nunca se chamaria de idiota.
— Mas agora eu estou me chamando de idiota, quer dizer, eu humana. — Eu olho para ele, indiferentemente.
— Você está mudando, parece.
— E...?
— Uma outra pessoa.
— O.k., e daí? Continuo sendo eu mesma... Hã, de um jeito melhor!
— Interessante... Sempre quis ver isso.
— Ver o quê?
Grace's Point Of View:
Já é dia. Eu ouço o distante canto dos pássaro. Me sento no chão, um pouco tonta. Droga! Minhas roupas estão em farrapos! Completamente rasgadas. Me levanto com dificuldade, minha cabeça dói, meus olhos ardem à luz do Sol.
Ouço um barulho. Olho em volta, nada. O barulho aumenta. Está vindo de algum lugar à minha direita. Mas nada acontece. Acho que meus poderes sobrenaturais estão começando a aparecer, como a audição. Esfrego as mãos no rosto, e depois na cabeça, afastando os cabelos dos olhos. Oh, meu Deus! Não, não, não! De jeito nenhum! Isso não pode estar acontecendo. Minhas orelhas! Estão pontudas! Era só o que me faltava! Como não percebi isso em Augusto? Bem, ele estava com os cabelos compridos... Acho que deve ser isso. Merda!
E Emma? Eu me esqueci completamente! Me levanto abruptamente. Eu a matei! Novamente, ouço um barulho. Eu caminho em direção à origem do ruído cautelosamente.
— Grace? — Eu ouço uma voz familiar.
— Augusto! — Eu corro até ele, aliviada, abraçando-o
— Você se transformou? — Ele pergunta surpreso.
— Sim. Mas foi um acidente... — Eu mordo o lábio, e me machuco ao fazer isso, meus caninos inferiores estavam decididamente maiores.
— É normal coisas desse tipo acontecer, até você se acostumar. Notou as orelhas? — Ele pergunta.
— Sim. — Eu levo a mão à orelha. Meus cabelos eram lisos, as orelhas iriam ficar descobertas, eu tinha que dar um jeito de escondê-las.
— Quem foi a vítima?
— Ah... Bem — eu respiro fundo -, foi a Emma.
— O QUÊ? — Ele arregala os olhos.
— Bem, tecnicamente ela não está morta...
— O que você quer dizer? — Ele aperta os olhos. Sim, a mudança repentina de olhar foi estranha.
— Ela tinha sangue de vampiro no corpo.
— Então, elesrealmenteexistem. Eu não acreditei muito quando Paloma me contou...
— Paloma?
Ele assente.
— Ah, é. Bryan me contou. Vocês têm uma matilha, não é?
— Não exatamente, não temos um líder.
— Mas deveriam ter.
— Paloma disse que não tem necessidade, já que não nos controlamos na forma lupina. Você está namorando o Bryan, não está?
— Sim, eu estou... — Sinto meu rosto esquentar. — E você está namorando Paloma. — Eu retruco.
— Ela é legal, é, tipo... — Ele tenta escolher uma palavra — poderosa?
— Bem, eu tenho que voltar, papai deve estar preocupado.
— Vem comigo, por favor, eu posso te mostrar onde ficamos.
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