Queen Sweet Evil?
4 Capítulo 3- Direitos de reinado
Notas iniciais
Robin sorria para a Rainha que estava incrédula, como aquele ser soube que ela estaria passando pela estrada? Regina estava desprotegida dos muros de seu castelo e isso a deixava vulnerável, sem a sua magia, ela não tinha defesa.*(leia as Notas)
–Fale seu ...Seu ladrão, sei que anda roubando minhas carruagens-Sua raiva contra aquele que sempre a enfrentou estava grande naquele momento.
–Eu roubando?-Robin a olhou ironicamente sorrindo, mas por dentro ele estava temeroso- Já não é a vossa majestade que o faz antes?
–Me poupe- Regina sorriu também ironicamente daquele homem que a estava enfrentando- Um reino não anda sem recursos, as pessoas devem pagar impostos!
–Mas acho que impostos abusivos não devem fazer com o que o povo prospere, e pior eles são coagidos por sua opressão
–Sério que você vai discutir a politica ?-A Rainha estava achando ate mesmo interessante a forma daquele que a enfrentava sem demonstrar medo.
Ele deu um sorriso debochado
–Acho que discutir a politica não seria certo sem estar na presença da Rainha por direito, não acha?
–Só podia estar de complô com aquela pirralha insolente da Branca, o que foi agora? ela quer me tirar mais? Não vive ela bem com aquele marido entre os rebeldes?
–Sim presumimos que ela vive muito bem, mas isso não justifica que ela não esta governando.
–Seu pai George não era tão diferente do que meu reinado esta sendo.
–Mas branca pode ser diferente.
–O que o faz pensar assim? Pelo fato dela esta vivendo agora com o povo? Acha que isso a faz diferente?
Regina riu alto observando o homem que estava sério, "insolente miserável" ela pensava em seu intimo.
–Creio que ela não recorreria a magia para um bom reinado.
–Eu não recorro a magia, tanto que este reino esta livre dela.
–Menos seu castelo.
Neste instante duas batidas na carruagem e um dos homens de Robin abriu colocando a cabeça para dentro
–Tudo pronto podemos partir!
–Partir?- Regina perguntou incrédula, como partir ela pensou- onde irão me levar?
–Vamos então João .-Robin respondeu ao homem que fechou imediatamente a carruagem.
A carruagem começou a se mover e Regina se manifestou.
–Não, parem, eu ordeno- Regina estava desesperada com o que acontecia, ela estava desprotegida.
Robin segurou o braço da rainha, não com força, mas exercendo Pressão necessária para ela o encarar, mesmo com medo da rainha Robin viu uma beleza nos olhos raivosos e profundos, o cheiro de sua pele era tentador.
–Acho melhor ficar sentada quieta, ou não terá esse tratamento , posso te amarrar e amordaçar se assim desejar.
Regina viu que não tinha chance sem sua magia, e sentou calada pelo canto do seu olho ela observou o sorriso de vitória de Robin, ele era ate atraente a seus olhos, há tempos Regina se privou de perceber a beleza ou charme nos homens, no entanto aquele homem diante dela tinha algo especial.
–Patético.
–Veja isso como um presente
–presente? não quero nada vindo de você
Regina respondeu recebendo um sorriso de Robin.
A carruagem estava andando em uma estrada menos convencional, pois sacolejava e balançava mais que o normal
–Estou me sentindo enjoada.
–Não se preocupe estamos quase chegando.
Robin estava curioso, por mais que estivesse ao lado de Branca nessa disputa, ele não conseguia ver toda maldade naquela bela mulher que estava naquele momento frágil, não parecia a Rainha imponente que todos temiam, sua pele era tão clara, não tanto quanto a de Branca, mas era delicada ele sentia seus dedos formigarem de vontade de tocar naquela face.
–Porque acha que Branca não seria melhor rainha que você?
Regina deu um sorriso
–Ela viveu no castelo a maior parte de sua vida, sempre teve pensamentos egoístas , não foi diferente de George, não mudaria muita coisa, eu por outro lado, sei muito mais sobre sofrer.
–Você?- Robin entrou em uma gargalhada sem fim, ele não acreditava que Regina podia estar se comparando a Branca, ou a qualquer um que passou dificuldades em sua vida.
–Não deixe as aparências o enganarem.- Regina deu um suspiro lembrando de tudo que já havia passado.
–Não mesmo, vivo de fatos concretos e único que vejo aqui, é uma Rainha que usurpou um trono.
–Não se usurpa o que é seu, eu fui coroada legitimamente depois da morte de meu marido.
Robin sabia da história na versão de Branca e das várias versões contadas pelo próprio povo.
Robin não foi somente um ladrão justiceiro nesse reino, ele viveu em vário reinos, um deles foi no Pais das maravilhas , mas quando em uma de suas viagens soube que na Floresta encantada estava reinado uma Rainha que oprimia seu povo, ele como justiceiro que era, resolveu prestar seus serviços ao povo.
Anos atrás:
Robin chegava a Floresta encantada andava a cavalo com seus Homens tranquilamente quando uma frota de carruagem passava pela estrada, ele reconheceu que era uma frota real, pois carregava um brasão , a frota praticamente jogou Robin e seus amigos para fora da estrada,
–Vamos Homens- Robin disse virando-se do lado oposto as carruagens.
–Vamos onde?
João perguntou
–Vamos ver de onde essa frota está vindo.
Os homens cavalgaram ate um vilarejo, onde haviam pessoas pegando coisas jogadas no chão, ele percebeu que feirantes tiveram seus objetos saqueados e quebrados, muitas crianças choravam.
Robin avistou uma bela Jovem juntando os cacos de suas estatuas do chão.
–Senhorita- Robin desceu de seu cavalo fez uma reverencia e se ajoelhou ajudando a garota a juntar os cacos.
–Obrigada, sou Marion.
–Prazer, sou Robin, o que ouve por aqui?
–Nada demais, o de sempre, cobrança de impostos.
–Não me parece isso- Robin falou observando a destruição ao seu redor, ele sentiu pena.
–Sim, sei que não parece, mas os soldados da Rainha são assim, se não temos todo dinheiro eles levam o que podem, e o que não podem eles destroem, isso para mostrar que eles tem poder sobre o povo.
Assim que a garota se levantou os seus olhos se encontraram, Robin naquele instante se apaixonou por ela.
Dias atuais
–Não sei onde suas fontes o informam as coisas, mas sei que o reino anda a seu mesmo curso, Branca se faz de boa, mas no fundo ela é uma praga que destrói tudo a sua volta.
Robin não sabia de onde vinha essa raiva que Regina sentia por Branca, ela já era Rainha, e ainda tentava a atormentar.
–Acho que o curso das coisas devem seguir o rumo exato, e o rumo seria que ela deveria governar.
–Todos pensam nela como a mocinha, a que deveria ter um final feliz, mas eu dediquei muito de mim, por ela inclusive, e perdi muito, tive sacríficos, decisões que tomei, e ela me agradeceu como? Me destruindo.
Robin não queria acreditar no que ela dizia, porém não parecia mentira, ele via ali uma mulher amargurada, mesmo querendo saber mais, ele não se achou no direito de fazer mais perguntas.
Chegaram a seu destino, a carruagem parou, Regina desejou que tivesse sem a maldição para usar a magia e ir embora.
Robin desceu da carruagem e estendeu a mão para Rainha descer, essa por sua vez o regeitou. O olhar mortal e duro da rainha fez com que ele retirasse sua mão estendida, e somente a acompanhasse,
Eles estavam em meio a floresta , deveria ser Sherood, haviam varias barracas e casebres , uma musica alegre invadia o ambiente, muitas pessoas sorriam, mas assim que viram quem estava ao lado de Robin o sorriso das pessoas se transformava em temor.
Regina andava de cabeça erguida, ela não demonstrava nenhuma reação ao que via.
No entanto, por dentro de seu intimo ela teve inveja daqueles que mesmo tendo tão pouco sorriam e se divertiam, Regina vivia confinada em seu castelo a muito tempo, era resultado de sua maldição o preço a se pagar por sua vingança.
Oque ninguém sabia era que o poder não era algo que ela almejava a alguns anos, porém ela queria algo em sua vida que justificasse suas ações.
Caminhava ao lado de Robin, somente desviando o olhar para ver o local, chegaram a uma cabana de madeira, era bem rustica e humilde, porém era bem decorada com flores, Regina reconheceu a decoração era típico dela, os pássaros irritantes estavam ao redor o que confirmava, era a casa em que Branca Vivia.
–Vamos acabar com isso logo, se ela quer me matar que o faça logo.
Regina ia andando em direção a cabana quando a porta se abriu, e saiu um garoto, era pequeno deveria ter pouco mais de cinco anos, ele sorria contente, suas covinhas deixavam ele com ar mais angelical.
–Papai você voltou
O garoto de cabelos escuros e pele clara correu aos Braços de Robin.
–Roland! Voltei meu pequeno
–Quem é a mulher bonita papai?
–Essa é a rainha meu filho.
Regina não pode evitar assim que viu o garoto ela sorriu, se tinha algo que Regina sempre almejou em sua vida foi ser mãe, desde que ela mesma ficou feliz ao saber que seria, antes de acontecer tudo o que aconteceu, desde que tentou ser mãe para Branca de neve.
Mas assim que o garoto soube quem era seu sorriso e suas covinhas desapareceram dando lugar a um olhar de medo, aquilo doeu profundamente no coração de Regina.
Ela desviou o olhar e encarou a casa, que logo pela mesma porta saiu ela Branca de neve, depois de anos sem vê-la anos de raiva, Regina teve um sentimento que nunca imaginaria ter, ela viu que sentia saudades da garota.
–Regina.
–Branca- Ela tentou evitar o seu olhar erguendo seu rosto para parecer soberba ao que sentia.- Vi que esta bem alojada considerando o povo ao seu redor.
–Não me venha com ironias Regina, sabe que esse povo sofre.
–Ironia minha? — Regina gargalhou-Isso vindo da pessoa que tem de longe a melhor moradia desse pequeno vilarejo.
–Minhas senhoras, acho melhor entrarmos, as pessoas não precisam ouvir isso.
Robin falou ainda com seu pequeno em seus Braços.
Todos entraram, por dentro a cabana não era tão grotesca como Regina imaginava, estava bem decorada e limpa. Encantado estava lá dentro, ele igualmente a todos observava Regina firmemente.
–Vamos logo com isso, você deve ter um bom motivo para me trazer até aqui.
–Você sabe Regina o que quero, sabe o que o povo quer- Branca falou firme.
–Que você seja rainha, isso sempre soube, mas acho que ficou bem claro que isso não é negociável
–Regina o povo sofre você não vê o que se passa fora do castelo, ficou tão enterrada em sua amargura que não deixa que ninguém seja feliz.
–Amargura? É uma palavra que surgiu em minha vida por sua culpa, e Feliz, acho que desisti disso a muito tempo.
–Não Regina você se fez amarga.
–Não é o que me lembro, eu estava feliz Branca, estava tão feliz que abdicaria de tudo ate você me tomar a única esperança que tive de felicidade.
–Calma, calma- Encantado intervenho quando viu que as duas estavam tão próximas.
–Esta certo Encantado, terei calma.
Branca respondeu se afastando de Regina
A raiva que Regina sentia de Branca não era de agora ela foi crescendo e foi nutrida durante anos, desde um pequeno acontecimento que fez com que elas se afastassem.
Anos atrás
Regina sabia que um filho do rei significava muita responsabilidade, mas ela estava feliz por ser mãe, foi decidido que não seria anunciado a ninguém sobre a gravidez até saber se o rei viveria ou morreria.
a doença do Rei estava se agravando, o que deixava Regina mais próxima de Branca.
–Criança vamos- Regina falou assim que o médico do palácio disse que o rei não passaria daquela noite
Branca chorava intensamente
–Não posso deixa-lo- ela debruçava sobre o leito de seu pai.
–Venha vamos dar uma volta.
Regina segurou na mão da garota e caminhou por entre o jardim.
–Não vou aguentar perdi a minha mãe, e agora meu pai!
–Criança, não fique assim, eles estrão juntos quem sabe!
–Sim, isso me consola.
Naquele instante Regina se sentiu mal, e não conseguiu conter seu enjoo que correu atrás de um arbusto.
–Esta bem Regina?
Agarota entrou em desespero e começou a gritar.
–Ajudem- ela chorava- Regina esta bem? Não faça isso, se você ficar doente e morrer não vai me restar ninguém.
Regina se recompôs
–Calma criança, eu não estou doente e não vou morrer.
–Mas. .. mas..
–Se eu te contar um segredo, você jura guardar?
–Claro.
Regina se abaixou ficando cara a ara com Branca, ela ficou a uma altura que os seus olhos se encontraram.
–Eu não estou doente, estou esperando um filho de seu pai.
Neste instante Branca ficou feliz, ela não seria mais sozinha no mundo teria um irmão.
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