Queen Of Blood Os Ramos Do Pecado
1 Capítulo 1
Terceira Pessoa POV:
A garota de apenas 19 anos apressava-se cuidadosamente desviando-se de vários raios de luzes mortais lançadas em todas as direções por inúmeras pessoas encapuzadas e mascaradas. A cidade de Phoenix estava sendo atacada. Por comensais da morte. E a garota que corria era Isabella Swan.
Muita coisa aconteceu depois que os Cullens a abandonaram após o seu aniversário de dezoito anos. Isabella se aproximara de Jacob Black ganhando um modo de escape para sua tristeza na presença do amigo. Mas em pouco tempo ele também a abandonara. Isabella então, tomada pela tristeza e desejo de morte jogara-se de um penhasco na reserva Quileute. Ela ainda não entendia bem o que acontecera naquele dia.
Lembrava-se de Jacob a retirando das águas violentas, lembrava-se vagamente das vozes dos médicos quando Jacob a levou para o hospital, o barulho das máquinas que a mantinham respirando e seu coração batendo. Lembrou-se de alguns gritos e então... A escuridão.
Quando ela acordou estava em um quarto totalmente branco, ainda no hospital, lembrou-se de escutar uma breve conversa entre Charlie e Jacob. Ambos discutiam sobre como contar algo a Renée. Lembrou-se de achar estranha a reação de Jacob ao entrar no quarto e a encontrar acordada, ele parecia... Ver um fantasma.
Ele então começara a tremer parecendo com raiva e saltou em sua direção como se a fosse atacar, ela desviou caindo da maca no processo. Ela continuou a se esquivar de seus avanços tentando fazê-lo se acalmar e parar de atacá-la sem motivo. Então... As coisas começaram a ficar meio sem sentido. Jacob parecia criar garras e dentes afiados o que assustara Isabella. Com uma velocidade incrível ele a lançou pelo quarto fazendo-a adquirir vários cortes no processo. Ele perguntou quem tinha transformado-a e que tipo de monstro morto vivo ela era. Inicialmente ela não compreendeu. Estava assustada e confusa, Jacob a atacou novamente pegando-a pelo pescoço e quando ela estava a beira do pânico com medo da morte... Tudo aconteceu.
Um tipo de calor poderoso se instalou dentro de Isabella e de repente ela já não era mais pendurada metros do chão pela garganta. Jacob pairava alguns metros do chão debatendo-se em fúria. O mais assustador era o que o mantinha no ar não eram mãos de outra pessoa era... Sangue. Tentáculos de sangue, como chicotes ou caldas se formavam no ar segurando Firmemente Jacob no ar, um dos tentáculos estava envolvido ao redor do seu pescoço, outro ao redor de seu dorso mantendo seus braços presos ao lado do seu corpo. Suas pernas também eram mantidas firmemente pelos tentáculos, assim como seus lábios estavam selados por outro. Mas de tudo isso o que mais assustou Isabella era que... Os tentáculos ou o que quer que fossem aquelas coisas... Vinham dela. Ela os sentia como um membro extra. Um membro extra que a salvou da fúria de Jacob. E enquanto o mantinha preso, uma estranha vontade de forçar os tentáculos a lenta e dolorosamente esmagarem cada osso presente no corpo de Jacob a consumia. Certo que ele tinha tentado matá-la, mas ele era seu melhor amigo! Ou pelo menos até algum tempo atrás antes que ele também a abandonasse.
Isabella foi retirada de seu torpor ao ver a porta da sala se abrir e Charlie entrar no local olhando com horror para Jacob em seguida parecia assustado ao encarar Isabella. Ele empalideceu consideravelmente a ponto de parecer que desmaiaria. Mas isso logo passou quando Jacob começou a se debater tentando se libertar dos tentáculos que o mantinham preso. Charlie então fez algo que Chocou Isabella, mais do que o ataque de Jacob ou os tentáculos estranhos. Ele sacou a arma e mirou. Nela.
- Quem é você? O que fez com a minha filha? O que pensa que está fazendo com Jacob? O liberte agora mesmo ou eu vou atirar! –Isabella estava chocada de mais para fazer alguma coisa. Seu choque pareceu lavar todo o pânico e adrenalina que mantinha os tentáculos ‘vivos’ então assim que Charlie fechou os lábios os tentáculos pareceram perder a força que os mantinham se movendo no ar e todo o sangue se derramou em poças no chão. Isabella se sentiu tonta não só pelo aroma metálico que a atacava, mas por começar a sentir o quão machucada estava.
Ainda apontando a arma para Isabella, Charlie caminhou até Jacob que tinha desmaiado, mas parecia se recuperar rapidamente e começou a checar se ele estava bem. Um tipo de impulso invisível dizia a Isabella para sair. Correr pra bem longe. O pânico retornava ao seu sistema e sua pulsação parecia aumentar cada vez mais a fazendo perder mais e mais sangue.
Ela não entendia o que tinha acontecido, mas algo a dizia que se ela não saísse dali imediatamente ela morreria. O que mais doía era a lembrança do olhar frio de Charlie em sua direção, e a sensação de que seria ele seu executor se ela não corresse.
Seguindo seus instintos ela correu. Somente quando dobrava a esquina do segundo corredor as pressas escutou Charlie gritando atrás dela. Sem mais escolhas ela entrou na primeira porta que encontrou o que para sua sorte era onde as enfermeira trocavam de roupa vestindo seus uniformes. Sua mente trabalhava tão rápido que ela sentia uma dor de cabeça vindo, mas ela não tinha tempo para parar. Escutava a comoção do lado de fora e tinha que ser rápida.
Pegou um uniforme de uma enfermeira qualquer usando as roupas anteriores para limpar os ferimentos que tinha e amarrá-los brevemente para não sujar o uniforme e causar suspeitas. Colocou uma touca para disfarçar os cabelos e passou uma maquiagem forte e ao mesmo tempo disfarçada para que seu rosto não fosse facilmente reconhecido. Em seguida saiu cautelosamente da sala. Por sorte todos procuravam por uma ensangüentada e ‘selvagem’ garota de cabelos cor de mogno vestida de paciente, ela fingiu ajudar na procura fazendo lentamente seu caminho para a saída do hospital evitando o máximo todos os policiais e tentando se apressar, pois sabia que em pouco tempo, Jacob acordaria e facilmente a rastrearia, portanto ela tinha que estar longe quando ele despertasse.
Assim que saiu pelas portas do hospital correu para longe o mais rápido possível parando na pequena rodoviária da cidade. Trocou suas roupas de enfermeira por uma roupa normal pega no armário de uma das enfermeiras e comprou uma passagem para o próximo ônibus que partisse com o pouco de dinheiro que achou nas coisas das enfermeiras.
Quinze minutos depois ela embarcou em um ônibus rumo a Phoenix. Cinco horas depois desembarcou na cidade e alugou um quarto em um motel qualquer para passar a noite.
No dia seguinte sua mente já trabalhava incansavelmente em vários modos de evitar que Charlie a encontrasse. Sabia que os Cullens tinham uma casa em Phoenix, comprada e completamente decorada após o incidente com James. Assim como sua mãe tinha uma casa na cidade. Sabia que nenhuma dessas pessoas estariam em casa portando foi primeiro a casa de Renée pegando vários de seus pertences e mais algum dinheiro em seu cofre escondido em seu quarto. Deu graças a Deus por ter insistido em manter seu fundo de universidade em casa e não em um banco. A próxima coisa que fez foi ir a casa dos Cullens, onde arrumou inúmeras roupas no Closet de Alice e Rosalie, pegou também algum dinheiro dentre mais alguns pertences para que pudesse se arrumar sozinha. Considerou aquilo uma pequena parcela do que os Cullens teriam que pagar pelo que a fizeram sofrer. Afinal tudo que tinha acontecido com ela era culpa deles.
Alugou então um pequeno apartamento no centro da cidade e foi a um salão de beleza onde mudou sua aparência o máximo possível. Seus cabelos antes cor de mogno escuro, ficaram completamente negros e mais longos, pintou as unhas de vermelho sangue, mudando totalmente seu visual de adolescente nerd para mulher sensual e matadora, ainda que tivesse um pouco de sua inocência guardada dentro de si. Através da internet comprou lentes de contato para mudar levemente a cor dos seus olhos e por ultimo arranjou um emprego numa loja do shopping da cidade entrando em uma academia para desenvolver seu corpo mais rapidamente o que quase não foi necessário desde que ela parecia ter desenvolvido seu corpo magro e reto em um curvilíneo e belo em menos de uma semana. Ela então arranjou novos documentos e identidade mudando seu nome de Isabella Marie Swan de 18 anos, para Isabella Kentury Blade de 20 anos.
Depois de muitas pesquisas e tentativas de descobrir o que tinha acontecido com ela, Isabella conseguiu aprender mais sobre o que ela tinha se transformado e como controlar melhor seus poderes.
Não foi fácil visto que a maioria das informações que conseguia eram falsas, mas no lugar mais improvável, um site clichê da internet onde os seguidores eram taxados de loucos, ela encontrou descrições parecidas do que acontecia com ela.
Aparentemente era um tipo de lenda ancestral, onde pessoas desenvolviam o poder de manipular o próprio sangue podendo moldá-lo ao seu dispor. Isso só acontecia com pessoas que fossem descendentes de Deadman’s (Que é o que ela descobriu ser o nome da sua espécie) que durante sua vida humana tiveram conhecimento do mundo sobrenatural, então se um descendente de Deadman conhece o sobrenatural em sua vida humana, e convive com seres sobrenaturais por um determinado tempo, antes de ter uma morte onde seres sobrenaturais estão envolvidos, seus genes de Deadman’s os trazem de volta da morte dando-lhes uma segunda oportunidade de viver tendo nessa segunda vida, herdado os poderes dos ramos do pecado (Que é como se chama o controle e manipulação do sangue) de seus descendentes. Antigamente Deadmans eram usados conhecidos como demônios do sangue no mundo sobrenatural muitos os temiam por serem uma das criaturas mais poderosas do mundo perdendo apenas para os bruxos.
Ser um Deadman tem muitas vantagens e desvantagens. Eles podem manipular seu sangue da forma que quiserem criando espadas de sangue, balas, adagas, tentáculos dentre várias outras formas de ramos do pecado, mas isso não muda o fato de que o sangue usado nos ramos do pecado continua a ser sangue do Deadman e uma perda muito grave de sangue leva primeiro ao choque então a morte, dessa vez definitiva. Por isso os Deadman’s devem aprender a controlar seus ramos do pecado o mais rápido e mais eficazmente possível aprendendo a controlá-los de uma forma que você possa usá-los sem perder sangue ou seja, o Deadman usa os ramos do pecado sem disparar jatos de sangue ou algo assim, usando-o de forma que o sangue continue ligado a ele para que no final o Deadman possa fazer o sangue retornar ao seu sistema normalmente não enfraquecendo o Deadman pela perda sanguínea.
Dentro de alguns meses, após muitos desmaios, cansaço e luta, Isabella conseguiu finalmente controlar seus ramos do pecado podendo usá-los sem perder sangue. Ela também aprendera que sua especialidade como Deadman era os tentáculos-chicotes. Eram mais fáceis de serem usados, mas de acordo com o que ela sabia seus ramos do pecado eram incrivelmente mais fortes do que o normal.
Ela também não teve muito tempo de sentir remorso, culpa ou saudade por sua vida antiga. Primeiramente ela estava é claro, magoada com Charlie, Jacob e ainda os Cullens. Mas seu tempo foi muito curto para pensar muito sobre eles, tendo que trabalhar, ir para a academia que agora servia para reforçar sua resistência, e em trabalhar nos ramos do pecado, o único tempo que restava disponível é quando ela dormia.
Nesse ritmo um ano se passou e sua vida começava a entrar nos eixos novamente, apesar de agora ser só ela, sem Charlie, Renée, Phill, Jacob, os Cullens, amigos, escola ou uma vida de uma adolescente normal.
Ela descobriu que as buscas por ela, que tinham se espalhado por Portland e Seattle, até mesmo alguns comentários breves em Phoenix, foram canceladas depois de seis meses sem nenhuma pista, então após esperar mais alguns meses ela deixou as lentes de contato que tanto a incomodavam.
Isabella descobriu também que seus sentidos pareciam um pouco melhores que antes. Sua audição era mais clara, assim como sua visão, paladar e olfato. Sua velocidade, resistência e força também pareciam um pouco melhores, não tanto quanto um vampiro, na verdade, era provavelmente só um terço da força de um vampiro, que mesmo assim a permitia levantar peso de mais de 100 kg, o que impressionava os caras da academia, aos quais ela ignorava. Um fato interessante era que quando ela usava os ramos do pecado, seus olhos mudavam de cor, mais precisamente para vermelho escuro, um pouco mais escuro que os olhos de um vampiro com dieta regular, mais ainda sim continuava fascinante e assustador.
Naquela noite, num dia de sábado, ela fora convencida por algumas colegas de trabalho a ir em uma boate comemorar a despedida de solteira de uma delas, o que resultou em muita bebida, homens fazendo Stipper e uma volta pra casa tarde da noite com a mente meio nublada e os saltos nas mãos.
Ela já estava a dois quarteirões de seu apartamento, que era numa área da cidade onde tinham muitos bares, restaurantes, boates, supermercados, Starburks, Wall-Marts dentre vários outros centros comerciais 24 hs, muitas pessoas ainda passeavam por ali, e ela não se preocupava com nenhuma delas, afinal estavam em público. Mas então houve gritos e fumaça negra. Em seguida mais gritos e várias pessoas de preto, com mascaras de ferro ou prata, lançando raios de luzes que saiam da ponta de... Varas?
Luzes as quais faziam pessoas gritar de dor, machucarem-se ou morrer instantaneamente. Com um pouco de observação Isabella diferenciou algumas das luzes e suas conseqüências. A azul causava dor, a preta causava cortes, a roxa decepava alguma coisa e a verde matava. Com cautela para não ser atingida por nenhuma das luzes, ou ser notada por qualquer um dos homens mascarados, Isabella fez cuidadosamente seu caminho para seu apartamento.
Seu instinto de sobrevivência era incrivelmente forte como um Deadman, compensando a falta em sua vida passada. Ela era corajosa, e sabia se defender muito bem, tanto fisicamente, verbalmente e sobrenaturalmente. Mas ainda sim, ela sabia que estava em desvantagem já que ela precisava se cortar e manter o sangue ligado a si para usar os ramos do pecado, enquanto essas pessoas misteriosas só precisavam mexer um tipo de vara e disparar uma luz esquisita para matar alguém. Ela podia é claro cuidar de alguns deles, mas tinham muitos. E ela sabia que seria perigoso, por isso tentou fugir, o que não deu muito certo e foi parada por um dos mascarados que tentava atacá-la com a luz azul.
Ela desviava facilmente de seus ataques, dando graças a todos os deuses por ter a vantagem de ser mais rápida e ágil. Ela precisava se livrar dele o mais rápido possível e sair dali. Seus olhos e mente, trabalharam em um plano rápido onde ela calculava qual a melhor forma de imobilizar seu oponente. Força física e golpes de lutas melhorados por sua força e velocidade ou seus poderes com os ramos do pecado?
Decidiu por golpes de luta, seria mais rápido do que se cortar e moldar os ramos do pecado, isso daria ao oponente um segundo mortal de distração que ela teria a satisfação de não conceder.
Aproveitando a raiva e os diversos xingamentos vindos do seu oponente Isabella fingiu recuar alguns passos o que fez o mascarado rir e lançar outro raio de luz em sua direção, ela então deu impulso para a frente saltando alguns metros no ar e pousando atrás de seu oponente confuso. Deu um chute em seu joelho o fazendo cair em seus joelhos xingando pela dor. Deu cinco consecutivos e fortes golpes de mão aberta nas laterais da cabeça do oponente fazendo-o se atordoar por alguns minutos, segurou firmemente os braços do homem torcendo-os a altura dos ombros não o dando oportunidade para lançar algum raio mortal nela então passou os braços ao redor do pescoço do seu inimigo fazendo uma forte pressão por alguns segundos enquanto ele se debatia e gritava xingamentos, até que por fim ele perdeu a consciência.
Isabella o largou o chão pegando a tal vara e a examinando. Pelo que tinha observado seus oponentes não podiam fazer nada sem aquilo, então não iria arriscar deixar o objeto perto de qualquer um que tenha derrotado, guardou o objeto para examinar mais tarde e virou-se para sair do beco onde tinha lutado com o mascarado, encontrando o olhar louco e raivoso de uma mulher com vestes longas e negras semelhantes aos mascarados, exceto que ela não usava mascara.
- Sua vagabunda de sangue ruim! Você vai pagar por fazer isso ao meu marido, Trouxa estúpida! – Rosnou a mulher se apressando em chegar em Isabella que se preparava para outra luta. Sacou uma de suas adagas fazendo pequenos cortes em suas palmas e usando a parte pontuda de seus brincos fez pequenos cortes em sua nuca.
Instantaneamente sentiu a adrenalina e poder dos ramos do pecado correndo por seu corpo. Sentiu seus sentidos já afiados, melhorarem ainda mais, e os tentáculos em forma de chicote se formando em suas mãos e nuca. A mulher olhou surpresa vacilando um pouco, e Isabella sorriu, mais um mostrar de dentes, enquanto piscava seus olhos rubis como se dissesse “Venha logo, vadia!”
Seu lado Deadman era muito agressivo, competidor, frio e adorava uma luta ou um desafio, embora Isabella só tenha lutado uma vez com um oponente ‘de verdade’, um forte o suficiente para que ela corresse perigo. Laurent. Ele apareceu em Phoenix e a encontrou, mesmo que seu cheiro estivesse diferente segundo ele. Eles lutaram e no fim, com algumas costelas partidas e inúmeros cortes Isabella conseguiu transformar Laurent em uma fogueira tendo agradavelmente descoberto que seus ramos do pecado tinham sucesso em esquartejar vampiros. Seria perfeito para quando encontrasse os Cullens e tivesse sua vingança.
Isabella se preparou para lançar o primeiro golpe já que a mulher a tinha visto, e também se recuperava da surpresa começando seu ataque, mas ambas não tiveram tempo para atacar, pois fumaças brancas, exatamente iguais as que se formaram ao redor das ruas antes que os mascarados saíssem delas, exceto pela cor, apareceram em todo lugar pelas ruas, sendo uma delas em frente a mulher que se preparava para lutar com Isabella.
Amaldiçoando de uma forma que faria um marinheiro corar, Isabella recuou para as sombras impedindo-se de ser vista, não era justo que enquanto ela ainda estava em pouca vantagem que o inimigo recebesse reforços.
Observando um pouco ela descobriu que as pessoas que saíram das luzes brancas não eram reforços, mas algum tipo de inimigo dos mascarados. Essas pessoas não usavam mascaras, e Isabella se apressou em marcar o rosto e nome, quando tinha a oportunidade, de cada um. Viu uma mulher de cabelos rosa iniciar um duelo com a mulher de preto que a desafiou e franziu o cenho para as ‘varas’ que eles usavam.
Tinha que descobrir o que era aquilo. Mas não agora. Nesse momento ela tinha que se apressar em sair discretamente dali, entrar em seu apartamento, recolher suas coisas e sumir de Phoenix em tempo Record.
Não podia arriscar. A mulher a tinha visto, e o homem também, embora esse ultimo não tenha visto seus ramos do pecado, pelo que descobrira ele era marido da mulher então ela muito provavelmente o diria o que tinha visto e ambos, talvez com outros os ajudando poderiam vir atrás dela. Não. Ela não arriscaria. Pegaria um avião para um outro estado, talvez até outro país. Também tinha que descobrir como funcionavam as tais varas, e se ela podia usá-la ao seu favor. Ela também tinha que sair porque tinha certeza que no dia seguinte, vários policiais e repórteres estariam ali para investigar o acontecido, eles iriam querer falar com todos os moradores, entrevistá-los e ela não podia em hipótese alguma ser reconhecida e mandada de volta para Forks, onde tinha certeza que Charlie e Jacob a matariam. Ela descobriu que era algo ruim ignorar seus instintos e sua intuição portanto ela faria exatamente o que esses dois sentidos mandavam e partiria para longe.
Afastando momentaneamente seus pensamentos, com uma ultima olhada para as lutas, franzindo a testa para as palavras esquisitas ditas por aquelas pessoas, e para os inúmeros corpos no chão, Isabella manipulou seus ramos do pecado forçando-o a se erguer até o telhado de um dos prédios que a cercavam e se prender em algum lugar que desse para ela saltar se segurando nos tentáculos.
Fazendo exatamente isso Isabella prendeu seus ramos do pecado na ultima janela do prédio à sua esquerda e respirou fundo antes de saltar pousando habilmente no telhado do teto. Recolheu seus ramos do pecado, tocando brevemente os cortes em sua nuca criando um tipo de curativo feito de sangue que rapidamente foi absorvido por sua pele e em segundos não havia nenhuma indicação de que antes ali havia algum corte ou sangue.
Mantendo-se apenas com os ramos do pecado situados em suas palmas ela saltou de prédio em prédio até chegar ao seu prédio agradecendo a sua paranóia e desconfiança quando alugou o único apartamento no ultimo andar do prédio. Entrou pela janela da sala e com a ajuda de seus ramos do pecado fez uma rápida mala, com seus itens mais valiosos, não deixando nada pessoal ou qualquer pista de sua identidade em nenhum lugar. Sabia que se investigassem não encontrariam nenhuma digital em todo o local, já que por estar fugindo da policia (Charlie) ela não podia dar pistas para que ele descobrisse seu paradeiro portando sempre usava os ramos do pecado, ou luvas para fazer qualquer coisa dentro do apartamento. Ligaria depois de algum telefone no aeroporto para um de seus contatos que a ajudaram com as identidades e documentos falsos para que mandassem algumas pessoas antes da polícia para esvaziarem o apartamento. Seria fácil e não teriam nenhuma pista de onde ela estava já que para viajar usaria um nome diferente.
Anabella Caroline Clarke. Assim que chegasse à nova cidade assumiria esse nome, e assim seguiria toda vez que me mudasse.
Isabella saiu novamente pela janela enquanto o pessoal nas ruas embaixo ainda lutavam embora a luta parecia quase no fim, apressou-se em chegar a uma parte afastada da luta onde começou a correr com sua velocidade melhorada até que estava longe o suficiente para ser seguro pegar um Taxi para o aeroporto. Comprou a passagem acertando todos os papeis e rapidamente embarcou em um avião para Nova Jersey do outro lado do país. Depois de dez horas dentro do Avião Isabella desembarcou na cidade onde sua vida daria uma volta radical que a levaria para seu destino e vingança.
Fim do Capitulo.
Notas finais
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