Queen Magic
1 Ladrões
Notas iniciais
Meu nome é Clayter Wolfric, agora sei quem eu sou, o que até certo tempo não sabia, é impressionante como mesmo perdido você pode encontrar seu caminho, eu não quero estragar a surpresa do final... então bem, veja por você próprio as aventuras e medos que eu passei...
Tudo aconteceu quando eu acordei na beira de um penhasco, minhas costas doíam muito e sentia tanto sono como se nunca tivesse dormido na vida, o pouco de coragem que juntei para olhar lá para baixo vi apenas a escuridão, o penhasco era tão alto assim ? Caminhei tentando descobrir como sair dali, estava me sentindo extremamente sujo, caminhei pelo penhasco em busca de água, o que encontrei era uma pequena poça de água que deve ter sobrado da chuva, olhei para meu próprio rosto, parecia cinco anos mais velho, mas isso não era o que me impressionou de verdade... eu tinha asas !
Não sei o que diabos aconteceu enquanto eu dormia, tinha apenas de descobrir onde estava, lembrava apenas dos momentos que eu trabalhava em um mercado tentando me sustentar, aquilo não parecia a terra... não podia ser... que mundo era aquele ? Bem... tinha de sair dali, então por um caminho desci o penhasco, fui apenas parar em um lugar reto, mas ainda alto, onde se encontrava uma imensa arvore, eu diria que ela tinha o tamanho de um prédio se não fosse um completo exagero... mas tinha algo estranho ali, um humano parado, ele era um pouco velho e cansado, o negro de seu cabelo se misturava com o branco, eu diria até que ele era um fantasma, me aproximei dele, ele percebeu minha presença e disse:
_Oi Clayter...
Eu primeiramente me assustei, demorei um pouco para responder, até que perguntei:
_Como você sabe meu nome ?
_Eu sei de muitas coisas por aqui... – ele parou um pouco para respirar e continuou – só não sei de uma coisa, eu admito !
_O que ?
_Como eu morri...
Eu me assustei, ele estava morto, sim, ele era um fantasma ! Sem pensar perguntei:
_Como você morreu ?
Ele ficou furioso e gritou:
_Eu já disse que EU NÃO LEMBRO ! ele parou um pouco de falar ficando calado por vários segundos, até que se acalmou e disse – O que você esta fazendo aqui ? Ah lembrei, você não sabe quem é e nem o que esta fazendo neste lugar...
_Bem... Eu tava em um penhasco...
O fantasma colocou a mão no rosto e disse:
_Eu sei... é óbvio que você estava, devia ter te empurrado lá de cima na primeira chance...
_Ai que maldade...
_Então... você quer descobrir quem você é ?
_Na verdade eu estou com sono e queria dormir... mas agora eu quero...
_Falando sério, eu não sei...
Parei um pouco para pensar e perguntei:
_Não sabe o que ?
_Quem você é !
_Quem você é tambem não sei – disse confuso – por que você tá perguntando quem eu sou, se você já sabe, depois diz que não sabe...
_Ah, eu sei de um modo que você descubra quem você é...
_Como ?
_A onde estou apontando você deve seguir, você ira encontrar os portões de uma bela cidade... se conseguir atravessar a cidade você ira parar em um imenso castelo, lá temos uma bela rainha que dizem ser uma deusa ou um ser mágico, algo do tipo... se você conseguir chegar até lá ela provavelmente vai lhe revelar...
_Obrigado, vou ir para lá...
_Outra coisa...
_O que foi agora ?
_Você devera fazer outra coisa por mim...
_O que ? Sempre tem algo a mais, fala logo...
_Você devera perguntar a ela como eu morri... é de extrema importância...
_Tudo bem, mas poderia saber qual é o seu nome ?
_Lois Diviton, ao qual me chamam carinhosamente de espirito das sombras...
_Carinhosamente ?
Ele desapareceu se evaporando no ar, ele podia ter ficado ao minímo para ajudar, mas por mim estava ótimo, eu iria lá e descobriria quem eu sou e que lugar bizarro era esse, e também como esse mané do Lois morreu...
Me encontrei no caminho de três retas, pequenos caminhos sobre o penhasco que levavam a lugares diferentes, levando em conta de onde ele me apontou eu peguei o caminho do meio. Depois de pouco tempo andando pude perceber de longe uma linda mulher de cabelos longos e castanhos observando o além, me aproximei mais e mais, mas tinha algo errado nela... era um homem ! Ele me olhou e perguntou:
_O que foi ?
_Eu estou indo em caminho da cidade senhor...
_Isso não é da minha conta, adeus !
_Não espere, você sabe um caminho melhor para ir para o castelo ?
_Como você sabe do castelo ?
_Diviton me contou...
_Que Diviton...
_Lois... Lois Diviton...
_Oh, achei que ele estava morto a muito tempo...
_Ele morreu, agora é um espirito, não me leve a mal... mas ele é um espirito bem bobão...
_Não fale assim do Lois Diviton, ele era um de nós...
_Vocês quem ?
_Já te falei demais, agora saia do meu caminho...
_Não, saia você...
Em fúria ele me segurou pelo pescoço e me levantou ao ar, em uma tentativa de fuga chutei seu estomago, que o fez ele me soltar e se curvar gemendo de dor, eu começo a correr em uma tentativa de fuga, nem olho para trás, apenas ouço bem longe de mim alguém gritar:
_Eu irei te matar...
Ao observar tinha parado do outro lado do penhasco, onde um muro alto fechava a cidade que estava trancada, com dois guardas na frente, me aproximei e tentei inventar uma desculpa, então falei com minha melhor atuação dramática:
_Me deixem entrar, um homem quer matar a rainha, tenho de a proteger...
O mais alto diz bravo:
_Pare de brincadeira... eu conheço um truque de longe, não vamos deixar você entrar...
_Saia da minha frente... – disse em fúria – e me deixe entrar...
O menor me disse:
_Saia você da minha frente e volte para as sombrar que você veio... daquele lado surge apenas demônios e criaturas do mal...
Eu fiquei confuso e com medo de contrariar ele, então resolvi voltar e falar para aquela assombração que a missão dançou, então falei:
_Tudo bem, vou voltar...
Eles devem ter pensado que era um truque, mas relaxaram quando virei as costas e apenas voltei. No meio do caminho aquele cara irritante que tentou me matar me levantou pelo pescoço e disse:
_Opa meu amigo... te encontrei de novo...
Dei um chute na barriga dele novamente, ele caiu mas quando comecei a correr ele me agarrou pelo pé e me derrubou, e gritou:
_Onde você vai ? Vamos brincar...
Tentando abrir a mão dele com pouca força vi sangue saindo e ele gritou:
_Você arrancou meu dedo... como você fez isso ?
_Saia da minha frente...
_Tudo bem... pode passar...
Passei sorrindo enquanto ele gemia no chão de dor, e enquanto eu caminhava ele disse tão baixinho que mal pude ouvir:
_Mas saiba de uma coisa, quando você morrer... eu vou levar sua alma...
_Tá bom, vou estar morto mesmo...
_Você vai acabar como Lois Diviton...
_Hum legal – disse irônico – falar um monte de baboseira para qualquer um que nasce em um penhasco e quer apenas dormir, tudo bem...
Agora estava mais confiante de mim mesmo, decidi voltar e falar com aqueles guardas idiotas, quando cheguei a onde eles estavam eles gritaram:
_Já não mandei vocês sairem daqui ?
Eu ri e disse:
_Vocês não mandam em mim, se eu quiser entrar eu vou entrar...
_E se eu meter esta espada em seu peito o que você vai fazer ?
_Bem... tenta a sorte...
_Você esta brincando comigo garoto ? Você nem espada tem...
_Esta com medo ? Sim você esta com medo...
_Essas asas são macabras... todos que vêm daquele lado tem asas... saia daqui agora...
_Não... você não manda em mim, eu vou entrar...
Eu me aproximei com animô, acho que ele não tentaria fazer nada, mas ele se aproximou, iria enfiar aquela lança no meu peito, teria de agir rápido, desviei rapidamente descendo um soco que lhe arrancou um dente, enquanto o outro guarda assustado corria para fora da cidade, um homem que estava dentro da cidade me observava assustado, me aproximei dele e ele gritou:
_O que são essas asas ?
_São apenas asas, não sei por que estou assim... estou aqui para descobrir isso...
_Você é um dos caras do mal não é ? Que vêm do outro lado da montanha e...
_Não, nossa... esta muito confuso para mim ! Todo mundo dizendo que sou mal, dizendo que sou um demônio ou algo do tipo...
_Saia da minha frente por favor, não me machuque, eu tenho uma familía...
_Eu não vou lhe machucar... nem sei quem você é... só quero descobrir da onde eu vim...
_Não é comigo, não sei, eu juro... só me deixe ir, por favor...
_Tudo bem... tudo bem...
Andei por pouco tempo me deparando com casas, resolvi entrar em uma taverna para pedir uma informação, quando entrei um homem forte e mal encarado pegou sua espada e gritou:
_Demônio... saia daqui...
_Eu só quero descobrir de onde eu vim...
Um segundo se levanta com sua espada e grita:
_Eu vou arrancar suas asas... elas serão minhas, e sua cabeça vai enfeitar a minha parede...
Ele correu em minha direção com a espada, assustado minhas asas batem uma contra as outras, eu vôo derrepente e bato a cabeça contra o teto, como eu tinha feito isso ?
Eu corri e fui perseguido, invadi uma casa tentando fugir deles, uma mulher, que morava naquela casa gritou:
_Por favor, não machuque meus filhos...
_Eu não vou os machucar, eu prometo...
_Você é um demônio, um demônio que veio daquela taberna com ladrões, que sempre nos roubam...
_Não eu fugi de lá...
Eu olhos para os seus filhos, estão doentes e quase desmaiando, eu pergunto:
_Eles estão doentes ?
_Sim, no último roubo dos ladrões eles pegaram o remédio de meus filhos por custar muito caro e guardaram no bar...
_Para provar minha inôcencia no minímo para você vou pegar o remédio e devolver a ti...
_Jura ?
_Sim... eu vou...
Voltei para a rua, provavelmente os ladrões tinham voltado para dentro, entrei lá com ira e um deles gritou:
_Olha, se não é o cara das asas negras que voltou...
O mesmo homem que tentou roubar minhas asas gritou:
_Desta vez eu pego as asas dele...
Ele corre na minha direção com sua espada, eu lhe derrubo e o ameaço com a espada dizendo:
_Se tentar algo outra vez sua morte sera certa ! Não tenho medo de matar, muito menos de morrer...
Todos sairam do meu caminho, perguntei:
_Onde estão os remédios ?
Um homem tremendo feito um bambu disse:
_Estão naquele quartinho senhor...
Me apontou uma porta atrás de uma mesa que eu achava que era uma saída ou algo assim, e disse:
_Não precisam ter medo, só não roubem mais ninguém...
Voltei animado com os remédios e outras coisas usadas entre os braços, a mulher disse:
_Obrigada, eu também amanhã irei devolver as outras coisas roubadas...
_Tenho de ir agora...
Quando resolvo sair pela porta apenas vejo a escuridão tomando o lugar da luz, a mulher diz:
_Como recompensa pode dormir aqui, não saia nessa escuridão, tem algo ruim lá...
Eu aceitei, enquanto dormia apenas pensava, por que Lois não foi por ele mesmo no castelo ? Bem, devia ter algo no caminho ou lá que ele temia...
CONTINUA...
Notas finais
Duas cenas foram tiradas, a primeira tirada foi para diminuir o tempo, era um encontro de Clayter com o fantasma pouco antes de ele entrar na taberna, e a segunda tirei por que achei um tanto violenta, onde um dos vilões da taberna perdia um olho e em seguida morria, outros eram diálogos com pouco sentido então diminuídos...
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