Quebranto.

94 O primeiro pecado é a Vaidade.


Notas iniciais
Olá, pessoal! Estou começando a acertar o ritmo com a fic, e espero que gostem deste capítulo. Foi um pouco dolorido, pois eu também estava de luto quando o escrevi. De certa forma, muito do que eu digo nele serviu para mim mesmo. Boa leitura, e amo vocês! OBS: Bem vindo de volta, Moreira! :D

Hugo.

Apesar do sol abundante naquele dia claro, a manhã era fria e recheada pelo sopro constante dos quatro ventos. Caminhando no gramado das fazendas, observei de longe o pequeno gado da Fortaleza, que ruminava como se o mundo nunca tivesse mudado. Com uma sensação frígida de irrealidade, abracei meu próprio corpo, esfregando os meus braços sob o tecido fino e vermelho. Secretários e Conselheiros eram os únicos que podiam usar aquela cor. Eu não entendia o porquê até aquele momento. Era tudo uma questão de perspectiva. De falsa ordem. Para que cada um de nós se mantivesse sempre preso em seu lugar. Em seu caminho. Para que uns fossem mais importantes do que outros, como sempre. E para que a sociedade parecesse tão real, que ninguém questionaria tal situação. Naquele ponto do jogo, por outro lado, eu só queria dormir. Totalmente enojado com toda aquela vaidade, comecei a ver a Fortaleza pelo que realmente era. Um lugar cercado de mentiras, e degradação disfarçada de irmandade. Um lugar onde coisas terríveis já haviam acontecido, e das quais não tínhamos qualquer conhecimento. Eu não sabia mais o que era pior. Estar no continente, correndo o risco de ser morto pelos zumbis, ou ali naquela ilha artificial com a cara do seriado clássico Lost. Ricardo gostava daquela velharia. Mesmo com décadas desde a exibição.

Nossa procissão parou um pouco antes da pequena floresta artificial. Os poucos moradores da Fortaleza que acompanhavam o cortejo com nosso grupo, hesitaram. Não entendi muito bem os olhares nervosos em seus rostos, mas fui surpreendido pela mão de Nanda na minha. Os cabelos dela estavam muito brilhosos, e suas mãos eram quentes como um abraço. Sua unhas pareciam completamente normais, revelando seu total controle sobre o próprio corpo. Juntos, suspiramos enquanto o caixão era levado à sete palmos. Muitos haviam questionado a brutalidade de Fernanda na noite anterior, quando ela matara um dos assassinos rebeldes. No entanto, Allan a julgara inocente e declarara o caso como legítima defesa. Muita gente o questionara, o que significava que meu grupo caíra ainda mais no conceito da população. Mas a grande maioria também temia aos assassinos, e mantinha-se agradecida pela nossa presença. Quando a dupla de coveiros do Hospital (dois senhores bem velhinhos) terminou o serviço de sepultamento, todos foram afastando-se aos poucos. Todos, menos nós. Ainda segurando a mão de Nanda, senti meu rosto completamente lavado pelas lágrimas. Eu sequer as entendia. Não tinha consciência do meu pranto. Mais distantes, todo o resto do grupo nos observava. Eu encontrei o olhar de Dante, e ele parecia arrasado. Não suportei encará-lo, e desviei o rosto. Encarar o chão parecia mais condizente com meu estado de espírito. Todos respeitaram meu espaço. Eu realmente não queria o toque de mais ninguém. Respirando fundo, olhei para o céu claro e lindo. Aquela chuva dramática e sentimental devia ser coisa de novela, mesmo. Esfreguei as mãos contra os olhos, limpando-os. Quando localizei-me, fitei o ambiente ao redor. Surpreendentemente, todos os Nove estavam lá. Otávio permanecia como uma sombra para Silvia e Martha. O que estava havendo com ele? Não me importei naquela hora, embora tenha estranhado. Éramos tão próximos, e ele sequer falara comigo há dias... Mesmo Cecília parecia frustrada com a postura vaidosa do namorado. Ele não estava ao lado dela.

Talvez as coisas estivessem piores do que eu previra. Dino e Vilma também estavam lá, e as lágrimas de ambos foram muito mais dolorosas para mim. Eu sabia que eles consideravam Ricardo como um tio e um herói, por ter sido nosso líder por tanto tempo. Deus... Era uma tortura passar por aquilo. Para duas crianças (os dois sempre seriam crianças para mim), devia ser pior ainda. Eles tinham Victoria com eles, e Diogo. Cecília estava abraçada com Carol, que olhava para Otto de cara feia. Arantes e Helena estavam logo ao lado dos dois, assim como o pai de Vicky e Faye. João Pedro parecia angustiado enquanto olhava para o caixão de Rico, e perguntei-me o que faria se descobrisse que aquele homem estava por trás daquilo tudo. Totalmente vestidas de preto em ternos idênticos, Martha e Silvia retiraram-se, acompanhadas por Otto e mais dois sentinelas. Atrás delas, Helga e Francine seguiram. Assim como Renée, João e Tássio. Ao perceber o afastamento da presidente, Allan puxou Faye consigo, mas ela recusou-se a seguir os Nove. Ele retirou-se em silêncio, e a Conselheira da Ciência veio até mim. Ela estava bonita, apesar do momento. Usava um vestido azul marinho, na cor de seu Ministério. Um xale negro estava dependurado sobre seus ombros. Não poderia parecer mais digna. Eu e Nanda sorrimos para ela, que abraçou-me calorosamente.

– Ah, meu querido... Eu sinto tanto... Tudo isso é culpa minha. — Ela fungou, alisando meus cabelos. Emocionei-me com seu toque consolador, e desabei em seus braços. — Eu juro, querido, nunca pensei que algo tão terrível pudesse acontecer a vocês. Eu só queria ajudar.

– Não é culpa sua, Faye — garantiu Nanda, bem baixinho. — Sabíamos os riscos quando viemos para cá. Poderíamos ter continuado naquele inferno, mas você nos tirou.

– É verdade. Fica tranquila. O responsável por isso vai pagar. — Prometi, soluçando.

– Obrigada por ser tão compreensivo, Hugo. Você foi um dos meus primeiros amigos, quando conheci seu grupo. Você não sabe o quanto significa para mim. É muito importante que você não me odeie. — Ela secou algumas lágrimas, e sorriu docemente. — Seria uma tragédia para mim.

– Imagine, eu não poderia odiá-la, Faye. Você representa nossa salvação. O fim disso. — Falei, colocando uma mão em seu ombro. Ela assentiu, e depois afastou-se solenemente. Ao vê-la saindo percebi que meus amigos todos estavam olhando para mim, e sorri ao vê-los. Trocando um olhar significativo com Vicky e Carol, fiz com que elas percebessem que eu estava grato, mas não queria conversar. Foi o que bastou para que elas dispersassem todos, rapidamente. Exceto Dante. Quando todos saíram, ele veio até mim, e abraçou-me apertado.

Primeiro, fiquei irritado sem motivo aparente. Talvez estivesse segurando meus verdadeiros sentimentos por tempo demais. Percebi que não havia falado sobre aquilo. Percebi que não havia sentido de verdade, todos esses anos. Mesmo quando estamos perto da morte, tudo parece mais fácil. Lidar com a perda é que é difícil. Sentindo o quão frágil minha mente era, a ponto de ter ignorado a monstruosidade de tudo por tanto tempo, senti algo ruir dentro de mim. Minhas pernas ficaram bambas, e um grito de dor escapou dos meus lábios, logo transformando-se em um choro sofrido. Ao meu lado, pude ouvir Nanda soluçando, extremamente comovida. Ela também havia perdido muito. Tiago, Gabriel, Diana, sem mencionar o demais amigos que havíamos deixado no caminho. Descontrolado, acho que contorci-me, totalmente consumido por aquele momento infinito. Uma opressão tão profunda, que parecia onipotente. E em sua onipotência, esmagava-me o ser. Soquei o peito de Dante com força, mas acho que ele não se importou. Quando dei por mim estávamos no chão, e Manuela estava de pé ao meu lado, amparando Fernanda. Dante estava sentado na grama, abraçando-me. Suas roupas amarelas completamente sujas de orvalho, terra e clorofila. Agarrei sua camisa e escondi o rosto ali, querendo sumir. Ficamos assim por alguns minutos, e eu não saberia dizer exatamente quantos nem para salvar minha vida.

– Quer que eu te leve para o dormitório? — Ele ofereceu-se. Mas se eu não pudesse andar, o que mais faria? Qual o sentido de continuar vivo, se eu não fosse ser útil? — Sério, Hugo. Não se faça de durão agora.

– Estou péssimo, Dante. Não vou questionar isso. Mas posso andar. Só fique perto, pro caso de eu tropeçar ou coisa assim — sorri, mas a expressão em seu rosto não parecia convencida. — Eu consigo, ok?

– Ok. — Ele levantou-se, puxando-me para cima pelo pulso. Passando um dos braços sobre meus ombros, começamos a caminhar de volta. Olhei para trás uma última vez, apenas para contemplar a beleza da cruz de pedra feita para Rico, repousando sob o sol da manhã.

– Sabe Nanda, eu sempre fiquei impressionado com a forma amorosa com que você sempre me tratou. — Olhei para minha amiga, e ela sorriu em resposta. Eu esquecia-me que ela também era muito nova, quando tudo ruiu. — Mesmo sendo católica, nunca agiu de maneira diferente conosco, por causa da sua fé. Obrigado por isso.

– Não devemos agradecer pelo amor, Hugo. O mesmo amor que dei a vocês, eu recebo diariamente. Ninguém me julgou pelo meu descontrole. Mas ele faz parte da minha natureza. O que quero dizer, é que mesmo que eu tivesse algo contra quando descobri sobre vocês, percebi há muito tempo que isso não faz o menor sentido. Nunca fez. O amor é eterno, e bom. É só isso o que resta no fim de tudo. — Involuntariamente, Nanda segurou o pingente em seu pescoço. Há muito ela não fazia aquele gesto. Seus olhos encheram-se de calor, e foi como se ela encontrasse a si mesma, novamente. Surpreendendo-me com a naturalidade daquele momento puro, toquei a mão de Dante sobre meu ombro, apertando-a. Senti seus dedos reagirem, e a expressão emocionada em seu rosto. Ao nosso lado, Manuela sorria para ele, ainda de braços dados com Nanda.

Os cabelos dela brilharam negros, sob os raios de sol. Naquele vasto gramado banhado pela luz, o Apocalipse não poderia ser mais belo. Fitando os enormes portões de aço e concreto da Fortaleza, que erguiam-se abertos numa altura de quase vinte metros, tomei fôlego. Era hora de voltar ao tom cinza da segurança. Mesmo que eu já não considerasse qualquer centímetro daquele lugar seguro.

Victoria.

Eu tinha Dino e Vilma bem apertados a mim, e meus braços acariciavam as costas de ambos. Chorando, eles pareciam completamente perdidos. Talvez o momento de luto tornasse as coisas ainda mais reais, mais intoleráveis. Perdido, Diogo permanecia ao meu lado quando sentei-me num dos banquinhos do Pátio Central. Os gêmeos deram as mãos, e continuaram a fungar, enquanto eu lutava para permanecer forte. Por eles. Carlos veio caminhando com meu pai, e parecia comovido. Ele não conseguira ir até o fim, e permanecera dentro dos muros da Fortaleza. Segundo papai, a morte de minha mãe mexera demais com meu irmão mais novo. O deixara assustado e tímido quando a questão eram momentos de dor. Beijando o topo da cabeça dos meus quase filhos, fiz com que ambos olhassem para mim. Diogo entreolhou-se com papai, e esperou.

– Quando vamos parar de perder as pessoas que amamos? — Vilma perguntou, e parecia arrasada. Sua pele tão clarinha, estava totalmente vermelha.

– Quando os nossos inimigos estiverem mortos. — Dino respondeu, num tom frio e voraz. Não era a primeira vez que as reações dele assustavam-me. Acho que era um lado sombrio de seus pais que eu não conhecera, e de Tiago, que sempre estivera lá. Por algumas vezes temi este lado oculto. Com a ajuda de Hugo e Fernanda, pensei que o tivéssemos banido. Mas eu não contava que ele fosse aparecer novamente, ali. Por sorte, eu entendia uma coisa ou duas sobre um lado negro. Nora era a prova disso. Talvez pudesse ajuda-los.

– Temos que nos concentrar em quem está vivo. Ricardo está num lugar melhor, agora. Tenham a certeza de que ele olhará por nós junto com os nossos amigos — afirmei, passando a mão no rosto de Vilma e tirando os cabelos do seu rosto. — Você acredita em mim? Por pior que uma situação pareça, sempre temos um jeito de seguir em frente. Basta pensar no que ainda temos. Basta ficarmos juntos.

– Essa não pode ser a solução pra tudo. Eu não aceito isso. Primeiro a Ana, e agora o Ricardo. O simples fato de decidirmos vir pra esse lugar, já matou dois amigos nossos. E vocês são todos idiotas, se acham que não vão matar todos nós! Eu não vou morrer aqui! — Dino reagiu com violência, empurrando meu braço quando tentei consolá-lo. Ele correu na direção dos portões, passando direto por Hugo, Dante, Fernanda e Manu. Gritei seu nome, e Vilma voltou a chorar. Diogo correu para alcança-lo, e Carlos veio na minha direção. Ele e Vilma abraçaram-se, o que me deixou surpresa. Papai também os fitou com curiosidade, mas não dissemos nada. Minha menina precisava daquilo. E Dino também. Aflita, levantei-me para procura-lo, mas achei que seria melhor que ele e Diogo tivessem um momento de garotos. Era bom poder dividir aquilo com alguém.

– Diogo vai encontra-lo. — Papai afirmou, consternado. — Mas não custa ajudar. Vou pedir pra dois sentinelas seguirem o menino. Ele não pode entrar naquela floresta. Muitos já desapareceram naquele lugar. Tem cavernas e riachos, além de declives capazes de isolar alguém em minutos. Seria um desastre.

Ele retirou-se, enquanto meus amigos aproximavam-se. Ao perceber a movimentação, a presidente Silvia resolveu juntar-se a nós, com Otávio e Martha. O que diabos Otto estava fazendo? Cecília desviou o rosto quando ele aproximou-se, e Carol parecia mal-humorada. Estranho. Ele estava tão bem alguns dias atrás. Com o burburinho, logo outras pessoas aproximaram-se, até que meu pai começou a expulsá-los de volta para suas funções. Os olhares dirigidos a nós eram sempre desconfiados, e uma parte bem arrogante no fundo da minha alma desejou feri-los de algum modo. Fazer com que tivessem um motivo real para terem medo de nós. Olhei novamente para os Nove, e meu amigo sorriu levemente para mim. Retribui o afeto, mas ele passou tão rápido como veio. Otávio estava murmurando algo no ouvido da Conselheira da Justiça. Martha assentiu, e tocou a mão de Silvia com a sua. Diante do gesto, a presidente ergueu uma das mãos, e pediu a palavra. Todos pararam o que estavam fazendo ou falando, e fitaram-na. Com retidão e pesar estampados em seu rosto, Silvia me pareceu um pouco exagerada. No entanto, seus fãs emocionaram-se apenas por pousarem os olhos na ilustre figura de vermelho.

– Meus queridos, não há qualquer motivo para transtorno. A pobre criança está de luto, e o melhor que podemos fazer por ele é respeitar o seu momento. Os responsáveis pelo menino já tomaram todas as providencias necessárias para que o menor seja retirado das Fazendas, e a equipe do Conselheiro Tássio permanecerá atenta para que ele não ultrapasse os limites da floresta. Sugiro que todos retornem aos seus afazeres, pois a partir de hoje teremos um toque de recolher às dez horas da noite. Essa medida foi tomada com minha Conselheira de Justiça esta manhã, e será útil para mantermos um controle maior sobre as ações de todos. Além disso, todos os dormitórios serão revistados aleatoriamente. A partir de amanhã as novas medidas de segurança serão implantadas, e comunicados serão distribuídos oficialmente pelo Secretário de Justiça. Fiquem calmos, e em ordem. Cuidaremos de tudo. — As conversas morreram enquanto os sobreviventes retornavam às suas funções como formigas operárias, cada um com seu papel e cor determinados. Aquilo parecia um cenário de filme, e não algo orgânico. Estava me dando nos nervos.

– Quando Otto ia nos contar sobre essas medidas de segurança? Ele esqueceu que estamos espionando os Nove? Manuela podia ter sido pega mexendo nos Arquivos, você poderia ter sido pega mexendo nas coisas do seu pai, ou a Faye poderia ter sido pega tentando entrar nos quartos dos outros Conselheiros. Ele perdeu o juízo? — Carolina estava revoltada, enquanto cochichava em meu ouvido. — Ele precisa de uma intervenção. Urgente. — Concordei em silêncio, disfarçando o movimento.

Eu não sabia o que estava havendo com meu amigo, mas a coisa era séria. Discretamente, caminhei até Cecília e toquei a mão dela, puxando de leve. Ela afastou-se dos outros ao meu lado, e senti o olhar de Otávio sobre nós. Nenhuma das duas olhou por cima do ombro, e seguimos em frente. Quando já estamos longe do grupo, parei de andar e a encarei. A pobrezinha sequer esperou que eu dissesse algo, abraçando-me e começando a chorar. Surpresa, amparei seu abraço, passando as mãos em seus cabelos. O que acontecera? Sentindo as lágrimas de Cecília molhando minha camiseta negra e um pouco do blusão xadrez em branco e preto que eu vestira por cima, a fiz encarar o meu rosto.

– O que está havendo? Por que Otto surtou? — Cecília esfregou os olhos, fungando. Enquanto mordia os lábios, controlou-se e resolveu acalmar-se. Finalmente recomposta, ela cruzou os braços e conseguiu olhar-me nos olhos.

– Ele está estranho há uns dois dias. Mas achei que deviam ser meus pesadelos. Estou muito mal desde que recuperei a visão, Vicky. Não achei que fosse dizer isso um dia, mas eu preferia ainda ser inumana. Ou transgênica, já que esse é o nome certo. Desde que cheguei aqui tenho tido essas mensagens de perigo que não têm ajudado em nada, de verdade. Um sentido de alerta o tempo todo me dizendo que algo estava errado quando pisamos nesse lugar. E agora, Otávio está totalmente envolvido pelos Nove, tentando conseguir uma posição de poder que possa nos ajudar. Isso é o que ele diz, pelo menos. — Atropelando as palavras, ela estava torcendo as mãos como um pano molhado. De fato, seus dedos brilhavam com o suor.

– Isso não faz sentido, Cecília. Esse não é o Otto. Ele deve estar infiltrado, como a Carolina já fez. — Rebati. -Talvez não tenha lhe contado, para protege-la.

– Eu sei que não é isso. Porque eu sou o motivo para o que ele está fazendo. Otávio quer se tornar um dos Nove por minha culpa. Ele não quer me ver em perigo. — Fechando os olhos por um momento a mais, ela tocou minhas mãos e seus olhos cristalinos foram repletos de insegurança. — Estou grávida, Vicky...

Notas finais
Epa. Alguém esperava por essa? Eu sim! XD Espero que estejam gostando, o próximo sairá mais rápido que este! Beijinho! E até a próxima! Kisses by DroppingPieces!