Notas iniciais
Olá Leitores, aqui vai mais um capítulo especial para vocês. Olhem só a passagem de tempo! Como estarão nossos casais agora? Espero que gostem! Mil beijos

O Largo Grimauld já não era mais a sede da ordem da fênix e nele já não havia mais vestígios de um dia a casa pertencerá à família Black. Harry cuidará de fazer uma minuciosa reforma no apartamento: retirou os quadros e tapeçarias velhas, mudou a cor das paredes para creme, trocou os móveis, ocupou o antigo quarto de Sirius, reformou os demais e fez um quarto para Monstro. A casa agora tinha cara de lar. Lar que ele podia chamar de seu. As paredes eram repletas de fotos de seus pais quando eram vivos, da sua época em Hogwarts e de alguns bons momentos que havia passado com a família Weasley que agora ele dizia ser sua também. Ele e Gina costumavam passar as tardes de domingo na casa às vezes conversando, ouvindo música ou não fazendo nada. Mas hoje Gina havia decidido fazer um lindo bolo de nozes, uma antiga receita de sua família. Harry rapidamente se ofereceu para ajudar e a ruiva aceitou. Os dois estavam limpando a bagunça que haviam feito na cozinha quando um forte estouro soou dentro do forno.

— O bolo explodiu! – Gina gritou quando abriu o forno

— Como assim explodiu? Bolos explodem? – Harry olhou para o forno com uma expressão engraçada

— Explodem se você colocar muito fermento. Quanto de fermento você colocou? – ela encarou o namorado

— Fermento é aquele pó? – ele perguntou confuso e a menina apenas fez que sim com a cabeça – Uma colher de sopa. Por quê?

— Harry! Era uma pitada!

— Pitada é uma coisa muito relativa. – ele se defendeu rindo – E ainda dá pra comer o que tá na forma. – ele disse chegando perto do fogão.

— Mas eu ia rechear com creme de nozes. – Gina falou triste – Deu trabalho fazer.

— Podemos comer com torrada. – o moreno sugeriu

— Pode ser. – ela respondeu rindo. Os dois se sentaram no sofá para comer.

Harry observou Gina por alguns instantes, enquanto ela organizava as coisas de volta ao seu devido lugar na cozinha. Às vezes ele achava um pouco engraçado o modo como à menina agia: ora uma mulher muito forte, ora uma menina indefesa, ora namorada perfeita, ora namorada ciumenta. Tentou se lembrar dos motivos que fizeram com que se apaixonasse pela garota, mas coloca-los em uma lista era quase impossível.

— Por que você está me olhando assim? – a ruiva perguntou tirando o rapaz de seu transe.

— Nada. Só estava te olhando. — ele disse sorrindo.

— Pensei que você estivesse pensando em mais algum jeito legal de passarmos o resto do dia. – a ruiva disse rindo enquanto dava a volta na mesa parando diante do namorado e colocando o braço em volta de seu pescoço. Harry apenas a acompanhou com os olhos mantendo um sorriso maroto nos lábios. – Pensou em algo? – a menina disse com uma sobrancelha erguida.

— Pensei milhões de coisas ruiva. – o moreno disse mantendo o sorriso maroto no rosto

— Me mostra. – a menina disse mordendo levemente o próprio lábio inferior. Harry puxou a menina pela cintura para junto de si, fazendo com que os corpos se chocassem de leve, enquanto beijava a namorada. Ele a guiou para traz até que os dois batessem na mesa. Harry aprofundou mais o beijo até o ponto em que estava difícil respirar. Ele traçou uma linha de leves mordidas pela bochecha, passando pela orelha, até chegar ao pescoço da menina, onde achou um ponto de pulso e se demorou por mais tempo – Harry... – Gina chamou seu nome enquanto arranhava seus ombros e pescoço.

— Quer que eu pare? – ele perguntou baixo ao pé de seu ouvido

— Não. – a ruiva respondeu rápido. O moreno suspendeu Gina pela cintura e a colocou sentada em cima da mesa. A ruiva o encarou por alguns segundos para então voltar a beija-lo no pescoço, Harry fez o mesmo. Reiniciou sua trilha de mordidas dessa vez chegando ao colo da menina, que já estava vermelho. A ruiva arranhou seus braços com força. – Harry... Você precisa parar... – ela disse com um fio de voz

— Mas eu não quero. Quero mais. – o moreno achou melhor ser sincero

— Mas eu não posso. É uma tradição as mulheres de a minha família casar virgens.

— Tradições podem ser quebradas. Eu sempre gostei de quebrar regras. – o moreno disse mordendo um ponto do pescoço da menina, que se arrepiou. – E eu sei que você também gosta. E está doida para quebrar essa. – ele a encarou rindo. Gina riu jogando os cabelos para traz.

— Mas é uma tradição. Alguém pode descobrir. – ela disse claramente indecisa

— Vão saber se você contar. – Harry disse prendendo as duas mãos da menina sob as suas em cima da mesa. – Prometo que não conto a ninguém. – ele disse dando um leve beijo na ponta do nariz dela e pressionando quadril na namorada. A ruiva o encarou sorrindo por alguns segundos.

— Dane-se essa droga de tradição. – Gina disse pulando da mesa enquanto Harry ria. – Vem logo antes que eu me arrependa. – ela disse beijando o rapaz.

— Não vai se arrepender. – ele disse rindo enquanto pegava a menina no colo.