Quebrando as correntes do destino
29 Príncipe do Quilombo
Notas iniciais
─ Te arriscaste muito vindo aqui esta noite. – enquanto falava, Edward contornava toda a extensão da coluna de Isabella com o dedo, indo até suas nádegas.
Isabella estava deitada de bruços, com o queixo apoiado nos braços cruzados.
─ Parece que se arriscar para vir ao seu quarto é uma coisa que as mulheres gostam de fazer.
Edward revirou os olhos.
─ Já lhe disse que não acontecera nada, aliás, tu mesma viste.
─ Conheces o marido dela? – Isabella virou o rosto para ele.
─ Eu o vi quando veio busca-la.
─ Por quanto tempo vocês se relacionaram?
Edward passou a mão no cabelo. Tanta coisa para se preocupar e Isabella com ciúmes de Jéssica. Ele continuou acariciando suas costas.
─ Não foi um relacionamento, Isabella. Ela ficou por aqui uns dois meses e só nos vimos algumas vezes, durante o mês de Janeiro. Isso já faz dois anos.
─ Quantas vezes?
─ Como?
─ Quantas relações tiveram ao todo?
─ Mas meu Deus, Isabella! Que pergunta mais descabida! – Edward teve vontade de rir.
Isabella apoiou a cabeça nas mãos e ergueu as sobrancelhas, esperando uma resposta. Edward olhou para ela e soltou um riso debochado.
─ Vejamos... – ele fez uma careta como se estivesse forçando muito sua memória, mas fato era que Edward contava sim suas relações, principalmente aquelas que lhe davam lucros. – Umas 8 ou 9 vezes.
Isabella franziu o cenho.
─ Isso dá umas duas vezes por semana... – ela não estava acreditando muito.
─ Sim. Foi isso. Em geral eu estava às voltas com o irmão dela, ou na corte ou na senzala. Senhora Jéssica detesta a senzala, nem sequer ousava chegar próximo, dizia que a senzala tinha um cheiro ruim, entre outras coisas. – ele deu de ombros.
─ Gostavas dela?
─ Bella! Não, não gostava. Nunca gostei de ninguém e isso tu bem o sabes. A primeira mulher a qual eu já amei em toda minha vida, é agora prometida a outro homem e eu nada posso fazer.
Os dois se encaravam. Edward segurava sua fúria.
─ Bem, eu queria lhe falar sobre isso.
Edward caiu de costas bufando.
─ Qual sua ideia magnífica.
─ Não me subestime. Eu pensei... – ela baixou o olhar. – Pensei em contar toda minha história.
Edward tirou o braço de cima dos olhos e olhou seriamente para ela.
─ Não serias louca a ponto disso.
─ Mike jamais aceitaria se casar com uma...
─ Isabella, sua mãe morreria de desgosto e seu pai... – ele puxou o ar com força – Nem gosto de pensar o que ele poderia fazer.
─ Mas então como faremos? – ela jogou os braços – Vamos aceitar isso assim? Sem lutar? Eu não posso ser obrigada a casar com alguém que não amo! Meu pai tem que me escutar e...
─ Ouça. – Edward a pegou nos braços quando viu que ela havia começado a chorar. – Pensaremos em algo. Juntos. Jasper me disse uma coisa que pode funcionar...
─ Contou para Jasper?
─ Sim. Jasper é meu amigo, sei que posso confiar nele. Eu tinha que contar. Eu estava na roda de capoeira para tentar aliviar a cabeça, mas de repente me tornei agressivo e acabei machucando Sam. Jasper me tirou de lá e me trouxe para cá, viu como eu estava transtornado... Daí, contei-lhe tudo.
─ E o que ele lhe disse?
─ Disse que poderíamos fugir para o Quilombo de lá tentar sair do Estado e depois até do país. Tenho a pele branca e seria muito difícil ser reconhecido por alguém como escravo fugido.
─ Sim! Poderíamos ir para um país onde a escravidão já tenha sido abolida e... – Isabella ficara eufórica com a ideia.
─ Acalme-se. É apenas uma ideia. Temos que trabalhar muito nisso ainda. O Quilombo ainda é um local perigoso, vítima de ataques e perseguições constantes. Tudo precisa ser bem arquitetado, não posso deixar que corra risco algum.
─ Do jeito que falas, parece conhecer bem toda essa estrutura. – Isabella falou analisando o rosto de Edward.
─ Conheço o suficiente para saber que agora mesmo não é seguro. – falou com autoridade.
Isabella sabia pouco sobre os Quilombos, mas desde que chegara escutara aqui e ali entre os escravos sobre isso. Edward mesmo já lhe falara sobre os grandes feitos dos Quilombolas, mas ela sabia também que eles cercavam diligências e assaltavam pelas redondezas. E sabia também sobre o famoso Príncipe do Quilombo que entrava bravamente nas fazendas e resgatava escravos com valentia e maestria.
─ Você... – ela estreitou os olhos. – é o Príncipe do Quilombo!
─ Isabella...
─ Sim! Era disso que Renée estava falando outro dia com Emily e quando cheguei elas pararam. Era do tal príncipe e esse príncipe é você! – ela falava com grande assombro. Levantou-se e começou a andar, nua, de um lado a outro do quarto.
─ Bella, escute-me! – Edward pegou-a pelos ombros e a sacudiu. – Não podes dizer isso a ninguém, a ninguém, estás a escutar?
─ Eu não vou contar.
─ Sei que não. – ele a abraçou.
─ Edward isso é tão perigoso, sei que os senhores andam a perseguir o príncipe... quer dizer você! – ela afundou a cabeça no peito dele e o apertou.
─ Não tem com o que se preocupar. Na verdade existem mais de um príncipe. – ele sorriu. – E eu não tenho ido ao Quilombo desde que chegaste. – ele puxou o rosto dela para olhá-la nos olhos. Ela estava chorando.
─ Isso é verdade?
─ Por que eu mentiria para você? – ele começou a enxugar suas lágrimas com o polegar.
Ela assentiu e assim, nessa posição que estavam, os dois nus, ele segurando seu rosto, Isabella sentiu uma excitação se agitar dentro dela. Começou a movimentar as mãos, acariciando timidamente as costas de Edward. Ele se arrepiava ao seu toque. Edward cerrou o maxilar. Isabella sabia que estavam decidindo coisas cruciais, mas o que fazer com todo aquele desejo?
Edward arquejou, tirou as mãos do rosto de Isabella e segurou sua cintura, tomou os lábios dela com os seus, com paixão e conforme a beijava, empurrava-a de encontro ao tronco.
─ Um segundo. – Edward falou desgrudando os lábios e deixando Isabella desorientada.
Ele foi até o baú e após procurar um pouco, trouxe alguns objetos até ela. Isabella olhou e reconheceu alguns.
─ Para que serve esta planta?
─ Esta planta contém uma seiva natural que as parteiras costumam usar para ajudar no parto. Vai servir para que tudo fique mais confortável para você. – Isabella mordeu o canto da boca. Sabia o que ele queria e já sentia seu sexo se contrair só de imaginar. – Mas quero que use isso. – ele ergueu um lenço preto. – Quero todas as suas sensações somente para mim.
Edward virou Isabella de costas pare ele, gentilmente, prendeu as já conhecidas correntes e algemou Isabella no tronco. Segurou seu queixo, virando seu rosto para ele e a beijou. Isabella podia sentir seu sexo latejando, pedindo por ele.
Isabella ainda o beijava de olhos fechados quando sentiu o toque sedoso sobre seus olhos.
─ Poderia apenas ter pedido que eu ficasse de olhos fechados.
─ Não teria graça. E você não ficaria de olhos fechados. – ele beijou a ponta do nariz de Isabella e se afastou.
Ela teve uma sensação toda nova. Realmente, sem poder abrir os olhos, tudo era diferente. Ela podia até ouvir sua respiração, e a sensação de abandono criava uma corrente fria que subia pela barriga e deixava seu coração acelerado.
Isabella pulou quando Edward disferiu o primeiro tapa em sua nádega. Foi forte. Todo seu corpo se contraia. Ele se aproximou e apertou massageando o local que batera. Edward pegou a planta e a cortou no meio. Passou um dedo na gosma incolor e sujou a entrada do sexo de Isabella com ela. Isabella sorriu e se arrepiou, estava fria.
Outro tapa, agora na outra nádega. O mesmo processo. Edward agora enfiava lentamente um dedo, sujo da gosma da planta, no sexo de Isabella. Ela se contorcia.
─ Lembra quando falamos sobre isto aqui? – Edward passou a mão lambuzada da gosma, por entre as nádegas dela. Ela assentiu mordendo o lábio inferior. Edward deu um sorriso torto.
─ Já disse que será seu. A única coisa que consegui conservar para aquele que um dia merecesse.
Edward se excitava só de pensar que seria o primeiro. Precisava controlar sua ânsia, ou acabaria machucando-a de verdade.
─ Sabes que não quero machuca-la. – ela balançou a cabeça concordando. – Se estiver sentindo dor, qualquer coisa, é só dizer “pare” e eu vou parar.
─ Eu direi senhor Edward. – Isabella falou de uma forma altamente sensual. Edward franziu o cenho e passou a línguas umedecendo os lábios.
─ Áh sinhazinha Isabella... – mais um tapa. Isabella gemeu.
Edward se posicionou atrás dela e segurou seu quadril empinando sua bunda. Pegou toda a gosma restante da planta e passou por dentro das nádegas de Isabella, enquanto ela se contorcia. Com a mão ainda suja de gosma, ele passou também por toda a extensão de seu membro que já estava extremamente excitado.
Isabella sentiu um calor subir por entre suas pernas quando Edward tocou-a. Estava tudo muito melado e aquilo era muito gostoso. Com uma mão ele tocava seu clitóris e com a outra ele abria sua nádega introduzindo seu membro bem devagar.
─ Ai! – Isabella gritou e gemeu ao mesmo tempo. Edward parou e retirou a pontinha que havia entrado. – Por que parou? – Isabella perguntou quase sem ar.
─ Pensei que a tivesse machucado...
─ Eu não disse “pare”, só disse ai.
Edward deixou escapar um sorriso e puxou o cabelo dela.
─ Cuidado com o que brincas, sinhazinha Isabella. Não esqueças que estás presa, totalmente a minha mercê. – falou com voz rouca em seu ouvido.
─ Não tenho medo de você. Senhor Príncipe dos Quilombos.
Edward sacudiu a cabeça sorrindo. Isabella sempre conseguia deixar tudo ainda mais divertido. Essa era a forma de Isabella conseguir trazer Edward ao centro dela, fazer com que ele não se perdesse e acabasse esquecendo que era ela, o seu amor, a sua doce Isabella que estava ali, entregue a ele.
─ Não se mexa.
Edward voltou a penetrá-la por trás, colocando só a ponta de seu membro enquanto massageava o clitóris dela. Ele segurava a base de seu membro e mexia como quem abre passagem no anus de Isabella, fazendo com que a musculatura se acostumasse e se abrisse para ele. Mas conforme ele a tocava, Isabella já estava mais do que relaxada e quase a ponto de chegar ao clímax.
─ Edward... eu vou... – falou gemendo.
─ Não. – ele retirou a mão e ela reclamou. – Ainda não.
Com ainda mais carinho e cuidado, Edward foi deslizando seu membro para dentro das nádegas dela e quanto mais dentro ele estava, mais excitado ficava. Era apertado, muito apertado e Edward precisava se segurar para não acabar gozando antes da hora. Isabella deu um grito bem alto quando ele enfiou tudo e parou. Ela tentava controlar a respiração.
Isabella sabia que se ele desse o mínimo toque nela, ela iria gozar. Que sensação estranha, um misto de prazer e dor, ou uma dor prazerosa. Era difícil explicar. Ele começou a apertar suas nádegas e a se movimentar bem devagar. Por um segundo Isabella se perguntou como era possível algo tão grande caber num espaço tão pequeno e apertado. Mas anatomia não era algo que ela dominava, e nem estava nem um pouco interessada no momento.
Ele se inclinou e começou a apertar de leve seus mamilos enquanto se movia. O fato de estar com olhos vendados, fazia com que Isabella ficasse atenta a outras sensações. A gosma da planta deixava tudo escorregadio e o atrito sedoso do membro de Edward entre suas nádegas, era delicioso. Ele aumentou o ritmo e deitou a cabeça em suas costas. Ela sabia que ele não aguentaria por muito tempo e apesar de estar muito gostoso, ela queria gozar. Estava mais que preparada para isso.
─ Goze para mim, Edward.
Ele ergueu a cabeça.
─ Posso? – perguntou ofegante sem acreditar no que ela pedia.
─ Agora.
Edward aumentou a velocidade de suas estocadas e Isabella gritou. Era possível chegar ao ápice sem penetração frontal?
─ Áh! Bella, meu amor! – Edward falou e jogou a cabeça para trás gozando com toda sua força e vontade. Ele estremecia e arfava.
Quando ele abriu os olhos, viu Isabella à espera. Ele sorriu. Não iria retirar seu membro. Iria dar a ela um prazer imensurável também. Edward se inclinou e com uma mão ele enfiava dois dedos dentro de Isabella e com a outra, ele massageava seu clitóris e junto todo seu corpo movimentava o dela empurrando seu membro dentro do anus. Isabella nunca sentiu nada parecido, estava preenchida pela frente e por trás e ele ainda atacava seu ponto mais sensível.
Edward parou de se mexer assim que Isabella começou a gozar. Ela tinha convulsões e gritava e gemia e arfava. Edward sorria. Isabella estava tendo orgasmos múltiplos e o prazer de dar prazer superou seu sadismo e ele gozou novamente. Os dois estavam completa e apaixonadamente saciados.
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