Quebrando Regras
1 Quebrando regras
Notas iniciais
É viver com meu pai não foi ruim
Mentira. Viver com o meu pai foi a pior coisa que já poderia ter acontecido, mas essa revolta toda começa há uns anos atrás quando meu pai era mais novo. Meu pai desde seus 23 anos já era considerado um grande empresário, pela sua fama ele conseguia todas as mulheres que queria entre esses rolos ele conheceu minha mãe, ela era linda tinha longos cabelos pretos olhos verdes que nenhum homem se atreveria a machucar, meu pai logo não passou despercebido e logo tratou de conhecê-la, mas ele não era o tipo de que gostava de relacionamentos sérios então logo deixou minha mãe como todas as outras, o que ele não esperava era que ela engravidasse, minha mãe ligou para o meu pai e explicou o que tinha acontecido, eles esperaram eu nascer pra ver o que fariam comigo, então eles resolveram me deixar com meu pai já que ele era um empresário rico e podia me dar uma boa educação e uma vida de qualidade e luxuosa, então ele comprou uma casa pra minha mãe em Atlanta e ele ficou em L.A, eu cresci na casa de meu pai, de vez em quando minha mãe ligava mas meu pai sempre dava um jeito de pararmos de nos falar já que ele achava que ela não era um bom exemplo pra mim por causa do tipo de trabalho que ela fazia, mas eu realmente não me importava já que o único jeito dela ganhar dinheiro é utilizando sua beleza, mas ele nunca permitiu que nos encontrássemos a não ser por fotos, e como ele ficou com medo de eu cometer os mesmos erros que ele, ele fica com medo de que eu faça alguma besteira e que eu possa denegrir sua imagem então ele faz o máximo possível para eu não sair de casa e ter amigos, ele proíbe as pessoas de falar comigo, as raras vezes que eu saio na rua é com dois seguranças para me “proteger” , segundo ele isso é respeito mas pra mim isso é medo , e eu já estava cansada, já estava decidida hoje seria o dia da mudança das coisas por aqui.
Desci as escadas e fui direto para seu escritório, chegando lá encontro ele sentado na cadeira com uma de suas biscates em seu colo se beijando, fico com nojo, e logo pigarreio para notarem minha presença, ela me olha com vergonha e sai de cabeça baixa.
-Então filha o que você quer aqui?- meu pai fala abotoando sua camisa e ajeitando seu cabelo.
-Então, será que eu posso sair hoje a noite?- eu perguntei
-Isso é uma piada ou que ária?-ele pergunta seriamente
-Não é piada nenhuma, eu realmente quero saber por mais quanto tempo você vai ficar me prendendo aqui nesse inferno.
-Inferno? Ter gente pra fazer tudo o que você quiser é inferno? Gastar dinheiro em todos os tipos de roupa é inferno? Ser filha dos maiores empresários do mundo é inferno? Ter tudo o que quer nas mãos é inferno?-ele ri- ah queria estar nesse inferno então.
-Eu não quero luxo ou dinheiro, isso é coisa sua, eu quero é liberdade.
-Pra que? Pra ficar como sua mãe?-essa foi a gota d’água explodi, como ele pode falar isso da minha mãe?-
-Pelo menos não foi ela que introduziu a porra do pau em mulheres que o único sustento é esse.-eu gritei-
Ele se levantou da cadeira chegou perto de mim e então minha visão escureceu, senti meu rosto arder e logo encaixei minhas mãos na bochecha, ele tinha me batido, meu próprio pai tinha me batido, acabou, eu não vou morar mais aqui.
-Filha eu- ele gaguejou
-Não me toca seu animal. — eu saio correndo chorando e ouvindo-o gritar pra eu voltar só que já era tarde de mais, peguei minha mala e enfiei minhas coisas lá dentro, peguei meu celular e comecei a procurar o endereço de minha mãe, logo que achei, peguei meu dinheiro que eu uso para emergências e sai correndo de casa com uma mala enorme 2000 dólares e sem destino, peguei um táxi e fui pro aeroporto, assim que cheguei lá sentei em uma cadeira e enterrei as mãos no rosto procurando uma saída, e então ouvi:
-Última chamada para vôo 456 para Atlanta
Sai em disparada a uma agência e comprei uma última passagem para Atlanta, entrei no avião e logo cai no sono.
Assim que acordei o vôo já tinha aterrissado peguei minha mala e fui pra o centro de táxis de Atlanta, e peguei do meu bolso o endereço de minha mãe e esperei o táxi chegar no local, pra falar a verdade a casa não é nada parecida com que pensava, na verdade ela é uma casa bem grande e luxuosa e bem moderna, sai do táxi e buzinei a campainha da casa então alguém abriu a porta.
-Mãe?
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Ária:
Pai ( Louis):
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