Notas iniciais
O capítulo é curto, mas enfim... Aproveitem ;)

No fundo ela sabia o que tinha acontecido para Mello e Near serem chamados. Mesmo que o relacionamento que tinha com eles fosse um pouco superficial, ela era inteligente o suficiente para entender o que estava se passando. Tinha chegado a hora de cumprir com o objetivo de estarem ali e era natural que os melhores do orfanato fossem avisados.

Eles eram muito diferentes, mas ao mesmo tempo muito parecidos. Um com excesso de sentimentos e outro que aparentava não tem nenhum. Ambos gênios e ao mesmo tempo crianças que estavam competindo para mostrar quem era o melhor. E como sempre, o garoto de cabelos brancos se sobressaia, deixando o loiro irritado.

O menino albino era com quem ela mantinha o relacionamento mais próximo naquele lugar, mas mesmo assim isso não parecia ser o suficiente. Ela achava o garoto extremamente interessante e com o tempo passou a gostar dele, mas nunca ia muito longe em suas tentativas de entendê-lo pois ele tinha construído uma barreira gigante em sua mente e, principalmente, em seu coração. A possibilidade de Near ter que ir embora era no mínimo dolorosa para ela e conforme ia juntando os fatos a saída dele deixou de ser uma possibilidade e se tornou uma certeza.

No final do dia foi no quarto dele se despedir, levando consigo uma pequena recordação sua que queria que ele levasse. Chegando lá não se surpreendeu ao encontrar todas as malas prontas e o quarto completamente organizado. Depois que ele saísse, não haveria qualquer indício de que algum dia ele já esteve ali.

Near estava no sofá sentado daquele jeito estranho e sem nenhuma expressão no rosto. “Como sempre”, ela pensou. Dali a dez minutos ele iria embora daquele lugar, sem despedidas. Tinha consciência de que ninguém realmente se importava com ele e ele também não se importava com ninguém. Exceto com a menina na sua frente. Não era natural dele sentir qualquer apreço por alguém, mas essa menina era de fato uma exceção.

– Adeus – ele disse.

– Não. Isso é mais como um “até logo” – ela falou entregando uma peça de quebra-cabeças nas mãos do garoto.

– O que isso significa?

– É a última peça do mais difícil quebra-cabeças que já montei. Só falta essa para completá-lo. – ela falou. – Quero que fique com ela.

– Não quer terminar de montar seu quebra-cabeças?

– Eu vou terminá-lo. Quando você voltar.

– Não vou voltar.

– Para o orfanato eu sei que não. Mas não é a esse lugar que estou me referindo. Quando você voltar para mim. Vamos nos reencontrar, tenho certeza.

– Entendo. Mas por quê me deu isto?

– Porque você é a última peça do meu quebra-cabeças. E a principal delas.

Near assentiu e colocou a peça em seu bolso. Ele podia não demonstrar, mas bem lá no fundo estava sorrindo. “Sim, vamos nos reencontrar. E vamos terminar esse quebra-cabeças. Juntos.”



Notas finais
Supostamente era pra ser capítulo único, mas talvez depois eu faça outro capítulo deles se encontrando depois do Caso Kira :D
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!