Notas iniciais
Oi! Finalmente parei de enrolar e decidi chegar ao ponto. A adoção. E agora? O que será que irá acontecer com os nossos heróis? Não no próximo capítulo, aqui e agora!

House tentava, à todo custo, pensar em algo para conversar.

Algum tempo depois... — Ainda no carro.

– Você já sabe o que quer adotar? — House perguntou distraído.

– Como assim? — Cuddy perguntou agora prestando atenção na estrada.

– A idade, o sexo, tamanho, essa coisas. — House respondeu ainda distraído.

– Ah, não tinha pensado nisso.

– O que? Você só pensou nas outras coisas, nos detalhes, e não no principal? — House perguntou cético. Como ela haviva pensado em tudo, menos no principal? Ele bufou.

– Vamos resolver agora. Que tal uma menina? — Cuddy perguntou temerosa quanto a reação de House.

– Menina? Eu tava pensando em um menino... Nós já temos a Rachel.

"Nós? Temos? Uau. O House tá diferente... Mais, humano." Ela pensou.

– Se nós tivéssemos uma menina ela poderia nos ajudar a cuidar da Rachel. — Cuddy explicou.

– Ok. Vamos ter uma menina! — House "comemorou". — Qual vai ser a idade? 12, 13, 14?

– 13... Acho que tá bom. Né?

– Boa idade...

Eles foram conversando sobre qual adolescente iam adotar, mas chegaram a conclusão de que quando chegassem lá, veriam a melhor opção.

Minutos depois — Já no orfanato.

Eles estavam esperando pela vez deles. House batia a bengala no chão, impaciente. Cuddy estava nervosa. Chegou a vez deles.

– Senhor e senhora House? — Uma assistente chegou e perguntou, escrevendo em uma prancheta.

– Não. — Cuddy se apressou em corrigí-la. — Senhorita Cuddy. — Ela apontou pra si mesma. — Senhor House. — Cuddy apontou para House. Que a olhou rapidamente.

– Desculpa. Meu nome é Almira. — Disse a assistente estendendo a mão.

– Tudo bem. — Respondeu Cuddy. — Meu nome é Lisa Cuddy. — Ela também estendeu a dela. — E ele é Gregory House.

– Desculpa. É que vocês parecem casados... — Cuddy e House coraram. — E apaixonados. — Almira comentou.

– Ainda não... — House sussurrou pra si mesmo quando Almira disse que eles pareciam casados.

– Bom, vocês já tem idéia de quem vocês querem adotar? — Almira perguntou.

– Queremos uma menina, adolescente. — Falaram Cuddy e House simultaneamente.

– Ah, bom. Venham por aqui, por favor. — Almira mostrou-lhes o caminho.

Eles estavam entrando em um quarto cheio de meninas. Algumas pulavam, gritavam, se descabelavam... House e Cuddy ficaram assustados. Mas duas meninas chamaram a atenção deles. Uma delas tinha a expressão triste mas estava animada. A outra, parecia, que estava ligada no 220. Elas conversavam, e tentavam, ao máximo, ignorar a gritaria das outras meninas.

– Quem são aquelas? — Cuddy perguntou apontando para as meninas.

– Ah, acho que vocês vão gostar delas. São melhores amigas, quase irmãs. Aquela é bem quieta e a outra é mais "solta". — Explicou Almira.

– O que houve com os pais delas? — House perguntou curioso.

– Morreram em um acidente de carro. Estavam indo para casa e um caminhão acertou eles em cheio. Só elas sobreviveram. Que sorte... — Almira contou a eles.

– Ah. — Fez Cuddy.

– Querem falar com elas? — Almira perguntou animada.

– Sim. — Cuddy respondeu também animada e triste pela história das garotas.

House só a observava. Ela pareceu gostar das garotas. E ele, de certo modo, também.

– Ok. Vou chamá-las. Esperem aqui. — Falou Almira indo ao encontro das garotas.

– Elas parecem legais, não é? — Cuddy cochichou para House, que só fazia olhar para as garotas, tentando entendê-las.

– Qual são os nomes delas? — Perguntou House curioso.

Perto da cama da garota...

– Hey? Tudo bem com vocês? — Almira perguntou. Ela adorava as meninas, eram como se fosse filhas dela.

– Tudo... Só estamos um pouco tristes hoje... — Falou a garota com a expressão triste. Ela com certeza tinha chorado, e muito. Mas tentava esconder. Não gostava de dar trabalho, e nem preocupação pra ninguém.

– Ah... Hoje foi o dia que os pais de vocês morreram, não? — Perguntou Almira, preocupada com as meninas.

– Sim... Hoje... — Falou a outra menina.

– Calma, vai ficar tudo bem. E tem gente querendo ver vocês. — Almira piscou para as meninas.

Elas se viram para ver quem era. Cuddy acenou.

– Nossa... Um casal bem vestido, bonito. — A primeira menina sussurrou para a outra. Elas sorriam involuntariamente. Cuddy viu elas sorrir e sorriu também. Elas levantaram e foram cumprimentá-los. As meninas tentavam se mostrar amigáveis.

– Oi. Eu sou Lisa, e ele é o Gregory. — Cuddy estendeu a mão.

– Oi. Sou a Alison. E ela é a Roberta. — Alison e Roberta sorriram e cumprimentaram Cuddy.

– Vocês não querem ir para um lugar mais reservado? — Almira perguntou sorrindo.

– Sim, queremos. — House falou.

Alison e Roberta se surpreenderam com House, que até então havia ficado calado.

– Alison, você pode mostrar o caminho pra eles? — Almira perguntou.

– Claro. Vocês podem vir comigo? — Perguntou Alison simpatizando com o casal.

– Sim. — Respondeu Cuddy. Ela também havia simpatizado com Alison e Roberta.

E eles foram em direção à sala de entrevista.

– Por aqui. — Ela estava guiando House e Cuddy, quando uma menina sapeca passou por eles e esbarrou em Alison. — Cuidado Catherine! Temos visitas. Peça desculpa.

– Desculpa Alison. Desculpa moça e moço. Oi Roberta. — Falou a menina de nome Catherine. Cuddy sorriu. E Catherine correu de volta para o encontro das outras meninas.

Alison foi mais à frente para mostrar o caminho, e Roberta a seguiu.

– Ela parece ter liderança. Muito bom. — Sussurrou Cuddy para House.

– Verdade... — House falou.

Eles chegaram na sala, que foi especialmente criada para que os casais pudessem falar, conversar com as crianças que estavam pretendendo adotar.

– Podem se sentar. — Falou Alison sorrindo enquanto se sentava também. Todos se sentaram.

– Obrigada. — Respondeu Cuddy também sorrindo.

– Bom... Sobre o querem conversar? — Perguntou Roberta.

– É que... Nós gostaríamos de saber mais sobre vocês. Como vocês se enxergam, convivem com outras pessoas, essas coisas... — Falou Cuddy.

– Ah, tudo bem. Bom, eu sou a Alison, tenho 13 anos, nós viemos pra cá com uns 3, depois que nossos pais morreram... — Elas deram um sorriso triste. E Alison falou, sorrindo.

– E eu sou a Roberta, também tenho 13 anos, a Alison é minha amiga, mas nos consideramos irmães. Nós temos muitas coisas em comum, como, adoramos casais que se amam e se odeiam ao mesmo tempo, que vivem muito tempo separados mas vem alguma coisa e junta eles. — Roberta falou sorrindo.

Cuddy pensou na semelhança dos casais que Alison e Roberta gostam. Parecia a história deles.

– Ah, e alguma de vocês já foi adotada? — Perguntou Cuddy.

– Não. E com o passar do tempo as chances de ser adotada diminuem, afinal quem quer adotar um adolescente? — Disse Alison.

– Ela. — Respondeu House apontando pra Cuddy.

– Hey! — Fez Cuddy.

– Calma gente. — Alison tentou acalmar House e Cuddy.

Os dois olharam pra ela.

– Que foi? — Perguntou Alison confusa.

– Nada. — Respondeu House.

– Ok. Agora é nossa vez de perguntar. — Falou Roberta.

– Podem perguntar o que quiser. — Falou Cuddy.

– Vocês tem filhos? — Alison perguntou.

– Nós dois juntos? — Perguntou House.

– Sim. Vocês são casados, não são? — Roberta perguntou.

– Na verdade, não. Estamos namorando faz um ano. — Respondeu House.

– Desculpa, não queremos ser grossa. Às vezes eu sou meio lesada. Mas vocês parecem casados e apaixonados. — Falou Alison.

– Engraçado. É a segunda vez que nós ouvimos isso hoje. Coincidência? — Falou Cuddy se virando para House.

– Não acho que seja. Vocês parecem recém-casados, e que voltaram da lua-de-mel em Paris. — Comentou Roberta.

– Ah... — Fez House.

– Continuando, algum de vocês tem filhos? — Alison perguntou.

– Eu tenho, uma menina de dois anos, a Rachel. E ele não tem, que eu saiba. — Respondeu Cuddy.

– Ah, e a Rachel, ela é de casamento anterior? — Roberta perguntou.

– Não, ela é adotada. — Falou Cuddy.

– Eu adoraria conhecer a Rachel. Ela é muito sapeca? — Perguntou Alison, sorrindo.

– Sim, e muito. — Respondeu House, arrancando risadas de Cuddy.

Os quatro continuaram a conversa por horas e só param quando Almira abriu a porta e disse que já havia passado da hora de visitas.

– Bom, gente, sinto muito, mas vocês vão ter que ir. Já passou o tempo de vocês. — Disse Almira.

– Ah, que pena. Foi um prazer conhecer vocês, House e Cuddy. — Falaram Alison e Roberta ao mesmo tempo.

– Também foi um prazer conhecer vocês, Alison e Roberta. Talvez um outro dia nós encontremos. — Cuddy dá um abraço em Alison e em Roberta.

– Foi bom conhecer vocês — House falou sem jeito — Boa noite.

House e Cuddy saem da sala, deixando sozinhas Almira, Alison e Roberta.

– Eles parecem muito legais, você não acham? — Perguntou Almira olhando House e Cuddy saírem da sala.

– Também gostei deles. Pena que eles não vão nos adotar. — Respondeu Alison triste.

– Por que você acha isso? — Almira perguntou.

– Quem vai querer adotar um adolescente? — Roberta deu de ombros.

– Mas se eles são legais mesmo, não vão ter motivos pra não adotar vocês. Vocês são meninas doces, gentis, que se importam com os outros. Me dá um abraço. — Falou Almira esticando os braços, pedindo um abraço.

– Você é uma amigona, sabia? É por isso que ninguém tem motivos lógicos pra não gostar de você. — Falou Alison, abraçando Almira junto com Roberta.

Perto da saída...

– E aí? — Perguntou Cuddy .

– E aí o quê? — Devolveu House.

– Você gostou delas?

– E você? Gostou delas?

– Eu gostei. Elas pareceram meninas dedicadas, vão ser ótimas irmãs pra Rachel. O que acha?

– Elas parecem... Decentes. — Falou House dando de ombros.

Os dois chegaram ao carro e entraram. House ia ligar o rádio, mas viu o olhar de Cuddy, e parou no meio do caminho.

Notas finais
Que tal? Gostaram? Reviews?