Que sempre volta.
1 Que vem e vai.
O vento que bate a janela, pueril,
Transforma em forma tão bela
Da oda que bate na cortina, gentil.
E opunha ao sol da saliva que bate em sua goela.
E da chuva que se espera a um momento,
Joga as cartas por sobre a poeira.
Ansiando pelo seu eterno relento
que conduz as suas mornas areias.
E das bulhas que empesteiam as cidades,
dos lixos matam-se a fome dos ratos.
Almejando que aquele que o sucumbira
Onipresente seja a sua eterna metade.
O vento cessa quando da mente o conto se apaga;
A luz torna-se o ambiente morto,
Tendo de suas ideias a morbidade vaga,
O rato esperando seu retorno.
Fale com o autor