O vento que bate a janela, pueril,

Transforma em forma tão bela

Da oda que bate na cortina, gentil.

E opunha ao sol da saliva que bate em sua goela.

E da chuva que se espera a um momento,

Joga as cartas por sobre a poeira.

Ansiando pelo seu eterno relento

que conduz as suas mornas areias.

E das bulhas que empesteiam as cidades,

dos lixos matam-se a fome dos ratos.

Almejando que aquele que o sucumbira

Onipresente seja a sua eterna metade.

O vento cessa quando da mente o conto se apaga;

A luz torna-se o ambiente morto,

Tendo de suas ideias a morbidade vaga,

O rato esperando seu retorno.