Notas iniciais
Talvez tenha um ou outro erro e ortografia... >.

Marshall Lee

A Fionna de óculos era diferente da Fionna de verdade. Não por causa do cabelo ou da vista toda ferrada. Sei lá, ela só não parecia ser a mesma Fionna que estava do meu lado.

Enquanto a gente a assistia entrar na escola, eu só esperava o momento em que eu apareceria. Ainda não sabia o que tinha de diferente naquele universo, mas tinha que ser algo bem louco para deixar a Fionna daquele jeito.

— Para de bater esse maldito pé. — Ela resmungou com muita raiva. Parei de bater o pé e passei a batucar meus dedos na minha perna no mesmo ritmo. Depois de cinco segundos, ela agarrou minha mão e quase a quebrou com aquela sua força de ogro.

— Ah, qual é. — Eu reclamei. — Isso nem barulho faz.

— Está tirando a minha concentração. — Ela me respondeu, ainda sem soltar minha mão. Acho que se ela não soltasse nos próximos minutos, eu teria que arranjar um gancho para pôr no lugar.

— Quanto de concentração você precisa para ver TV? — Retruquei. Ela ficou vermelha enquanto pensava em alguma resposta. Já estava sem sentir meus dedos quando ela afroxou o aperto.

— Só fica quieto, Marshall! — Eu até a responderia, mas nós dois ouvimos uma voz vir da tela da máquina coisada do Simon e nos viramos para ver.

A Fionna de lá tinha acabado de entrar na sala de aula e saiu cumprimentando todo mundo. A tela mostrou toda a sala e eu não me encontrei. Bom, não é de se impressionar, afinal. Eu passo mais tempo fora da aula do que dentro dela. Qualquer desculpa é motivo para eu matar aula.

— Bom dia, Chiclete. — Olhei para o príncipe rosinha do outro mundo. Na verdade, ele parecia exatamente igual.

— Ah. — Ele murmurou sem nem olhá-la e continuou lendo seu livro, de cabeça baixa. Ok, isso foi estranho. Normalmente ele é todo educadinho e metido a amigo.

A outra Fionna nem ligou e se sentou ali por perto. Ainda era esquisito vê-la daquele jeito. A tela focou no rosto dela por alguns segundos e nós pudemos perceber quando ela fechou a cara. Devagar, a tela virou e mostrou para onde ela olhava. O Finn estava na porta, sorrindo como sempre.

A minha Fionna deu um suspiro todo estranho e voltou a pegar a minha mão. Já ia reclamar de dor quando vi o que ela viu.

O Finn daquele universo estava parado na porta, sorrindo como sempre e sentado em uma cadeira de rodas.

Notas finais
-.-
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.