Que faço eu da vida sem você?

1 Só preciso de um “sim”


Notas iniciais
Olá :3
Vão ler!

Dalyla não era uma garota perfeita, mas tinha um coração bom. Estava no 2 ano do ensino médio, cursava enfermagem, era relativamente bonita, tinha um ótimo namorado e suas amigas eram as ideais.

Mesmo tendo alguns problemas ela gostava da vida que levava, porém, um dia a garota saiu de sala para ir ao banheiro, sentia-se mal por algum motivo, no entanto ela já tinha uma ideia do que estava ocorrendo consigo. Começou a ficar assim depois que inalou um pesticida de um carro que passava pela rua.

A garota tinha vertigem que só piorava a cada passo. Dalyla sentiu suas pernas perderem forças e logo apagou no meio do corredor, deslizando agressivamente pela parede. Sua melhor amiga, Rachel, que estava fazendo prova no pátio viu o que ocorreu com sua amiga e gritou com todas as suas forças pela amiga que desmaiara.

Rachel correu para socorrer a amiga, mas nada sabia, parecia que esquecera toda aula de primeiros socorros. Rachel gritou por ajuda que logo foi respondido pelo professor, paralisado na cadeira, que carregou a menina para fazer os primeiros socorros. Levantar a perna de Dalyla para estimular a circulação.

Outras pessoas chegaram, inclusive os amigos de Dalyla que estavam chocados com a situação, Rachel que chorava com a agonia em sua garganta. Passou-se 20 minutos e nada da menina acordar, a ambulância chegara bem depois.

Dalyla passou 5 anos em coma profundo, os médicos disseram que a menina estava com intoxicação pelo chumbo que continha do pesticida que atingiu uma parte do cérebro da garota, mas seus pais nunca desistiram dela, muito menos seus amigos.

Raniel, o namorado de Dalyla olhava pela janela do quarto a garota no seu 5º ano de coma, ele sempre fez isso, desde o dia que não pudera fazer nada, nem mesmo Deus sabe o quando o garoto, de 21 anos, chorou.

Raniel, fora fiel a garota mesmo em coma olhava para o anel de noivado que comprara a 1 ano atrás e já tinha posto nos dedos da amada que não acordava. Ele só precisava de um “sim”. O garoto olhava atentamente para a garota e quando viu os olhos da amada abrindo ele correu para dentro da sala, foi devagar para o leito e sentou-se. Quantas vezes repreendido pela enfermeira que não podia sentar ali.

Dalyla estava pálida e seus cabelos estavam longos e claros por causa da intoxicação, mas para Raniel continuava bela do mesmo jeito. Ela abria seus olhos castanho escuro e olhou diretamente para Raniel, confusa.

— Amor? – Chamou Raniel.

— Raniel? – A garota sussurrou – Onde estou? Você é mesmo o Raniel?

Ele riu com seus olhos lacrimejando – Sim meu amor, sou eu... você está no hospital.

Dalyla olhou ao redor e voltou a olhar para seu amado já chorando – O que aconteceu?

— Não chore meu bem, irei explicar tudo o que ocorreu.

Raniel explicou tudo com todos os detalhes para Dalyla, no entanto a garota só lembrava de estar tonta naquele dia. Dalyla olhara os dedos de Raniel e viu o anel.

— Você se casou? – Disse com o rosto virado para que o amado não a visse chorar.

— Não – Ele respondeu – Estou noivo.

Dalyla sentiu seu coração disparar.

— Eu só preciso de um “sim”— Disse Raniel e virou o rosto da amada levemente para si e viu seus olhos cheios de lágrimas e sorriu, encostando sua testa na da amada – Do seu “sim”.

“O mundo é grande e cabe

nesta janela sobre o mar

O mar é grande e cabe

na cama e no colchão de amar

O amor é grande e cabe

no breve espaço de beijar.”

Notas finais
Eu postei essa fic no social spirit, qualquer outro lugar que virem essa além daqui e no social spirit é plagio, denunciem!
O poema presente é do Carlos D. Andrade :3
Até a próxima!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!