Notas iniciais
Espero que gostem. Boa leitura. :)

O Brooklyn estava calmo. Este parecia ser um sábado normal para todos até mesmo para o Capitão América. Steve Rogers, já estava se adaptando ao século XXI e até mesmo tinha feito novos amigos, que o chamaram para conversar em um bar perto de onde o Capitão morava.

Vendo que já estava próximo do horário combinado, Steve começou a se arrumar. Vestiu uma camisa verde, com algumas listras de tom mais claro e uma bermuda bege, com um sapatênis branco, o que lhe dava um ar bem jovial.

Como era característica de Rogers ser pontual, só esperaria mais alguns minutos, antes de caminhar até o bar. Nesse meio tempo de espera, saiu até a varanda de seu apartamento. Steve gostava de apreciar a noite, e as vezes pensar. Não mais em seu passado, mas sim em uma certa ruiva que há alguns meses tirava suas noites de sono.

— Eu gostaria de saber o que se passa em sua cabeça, Natasha — suspirou. — Depois daquele beijo na nossa ultima missão, eu não parei de pensar em você um só momento. Eu sei que as coisas mudaram, sei que estávamos trabalhando... Mas não é possível que não tenha significado nada para você. Eu senti que aquele beijo foi além de um disfarce.

Steve conversava com a lua, como se ela fosse Natasha Romanoff. Olhava na esperança que ela estivesse pensando nele também. A cena do beijo deles, se fazia cada vez mais presente nos pensamentos do loiro e ele se achava muito idiota a cada vez que se lembrava disso.

— Não seja idiota, Steve — ralhou para si. — É claro que esse beijo não significou nada, ela é a viúva negra!

Essa ultima premissa, por mais verdadeira que fosse, o deixava triste. Sabia que Romanoff possuía um coração incapaz de amar. Ela nunca o amaria. Ou amaria?

Steve balançou a cabeça a fim de expulsar esses pensamentos. Caminhou até a sala, e ligou a TV tentando se distrair um pouco.

•••

Natasha olhava no espelho sem acreditar no que via. Furiosa era a palavra que a definia. Furiosa com Fury por mandá-la naquela missão, ainda mais estando fantasiada tão ridiculamente. Bem, ela sabia que aquilo era necessário, só não entendia o patriotismo exagerado dos americanos. Era muito para uma russa compreender.

No dia seguinte, seria o dia da independência dos Estados Unidos o que Fury usou como justificativa para a roupa. Porém, não era só a independência, mas também o aniversário de Steve. Natasha achou irônico justo o Capitão América fazer aniversário no dia em que seu país comemorava a independência.

Natasha caminhou até a janela.

— Eu acho que deveria pensar um pouco menos no Steve — suspirou. — Não posso me apegar a ninguém, não faz parte de quem eu sou. Eu sou a viúva negra e não tenho coração. Não é isso que as pessoas dizem?

Saiu da janela e se olhou mais uma vez no espelho, se vendo com o vestido que marcava as cores da bandeira americana. E tratou logo de terminar de se arrumar.

Para finalizar, Natasha guardou no forro da saia, sua arma e tudo o que viesse a precisar para a missão.

— Pelo menos essa coisa ridícula serve para alguma coisa! — Revirou os olhos.

Deu uma ultima verificada em seus equipamentos, pegou a chave do carro e saiu.

Quando estava na porta de seu apartamento, Natasha viu que o elevador estava parado no seu andar, e pediu para que esperassem ela entrar.

Steve, que estava no elevador, segurou a porta para que a dona da voz pudesse entrar. Assim que ele reparou na pessoa que entrou, achou estranha a vestimenta, mas não esboçou nenhuma reação, só cumprimentou de forma cordial.

— Boa noite, senhora!

Senhora é sua mãe, Capicolé! — Natasha respondeu de forma rude.

Steve ainda não tinha reconhecido a ruiva, mas a julgar pelo apelido, achou ser outra pessoa.

— Stark, é você? — O loiro olhou mais uma vez. — Que merda você está fazendo vestido de...

Antes que Steve pudesse terminar, Natasha deu um soco em seu ombro.

— Não é o Tony, seu idiota! É a agente Romanoff — suspirou e colocou as mãos na cintura.

— Natasha? — O Capitão não conseguiu conter o riso. — Por que você está vestida assim? Está parecendo uma senhorinha.

— Que engraçado, Capitão! — Natasha ironizou. — Mas ainda não consegui ver a graça. — O olhou séria.

— Me de-desculpe, Nat. — Rogers disse meio sem jeito.

— Ok, mas vou te dizer porque estou assim. Nick me deu uma missão em que eu... — Antes de completar, Natasha colocou a mão na boca, pensativa. — Espere! Por que é que você está rindo, Capitão Rogers? Eu estou usando essa roupa de patriota em uma missão, mas e você, que usa uma em todas as missões que tem? Aliás, garanto que meu uniforme é muito mais glamoroso que o seu. E mais sexy também.

Olhou para Steve e lhe deu uma piscadinha.

— Com certeza é. — Steve concordou entredentes.

— O que disse, Rogers? — Natasha o olhou, divertida. Tinha escutado o que ele falara, só queria que ele repetisse.

— Não disse nada, Romanoff.

Natasha resolveu provocar Steve. Chegou perto o suficiente para poder sussurrar em seu ouvido:

— Mas acho que fico sexy mesmo com essa roupa, não é, Capitão?

Deu uma leve mordida na orelha de Rogers, enquanto descia sua mão pelo abdômen do loiro.

Steve fechou os olhos e se controlou. Ele sabia que a viúva o tinha provocado, mas não poderia se render naquele lugar, não naquele momento. Se deixasse se levar pela emoção, beijaria a agente ali mesmo e não se responsabilizaria pelo que viria depois.

Mas não era assim que as coisas funcionavam no seu tempo e algumas coisas desse século, ele fazia questão de não se adaptar. Então apenas suspirou e abriu os olhos, ignorando a pergunta de Natasha.

Quando o térreo chegou, foi um alívio para Rogers e uma tristeza para Romanoff, que queria o provocar mais um pouco. Provocar Steve era tão legal quanto trabalhar na SHIELD.

Natasha se despediu do Capitão com um selinho, o que o surpreendeu e também o deixou sem reação. Ele apenas saiu do elevador, enquanto Natasha ainda desceria até a garagem.

Natasha gritou uma despedida antes que a porta se fechasse completamente.

Os amigos de Rogers já o esperavam fazendo festa, no dia seguinte seria seu aniversário e pelo menos por algumas horas ele poderia esquecer de Natasha, e do quanto desejava que ela sentisse o mesmo por ele.

Notas finais
Obrigado por lerem, e até a próxima.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!