Que Os Jogos Comecem!

10 A Palavra Causadora de Problemas


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Hoje, eu com dezoito anos, abandona pelos pais, morando sozinha, e sendo sustentada pelo meu pai, que não deixou de depositar uma boa quantia em dinheiro na minha conta bancaria, ele continua o mesmo. Depois daquela briga que nós tivemos ele não me ligou e espero que nunca mais volte. Mas o meu problema só estava começando.

Depois do casamente deles, eu descobrir que ele traia a minha mãe com aquela mulher a muito tempo, e que o fato da minha mãe ter fugido só tornou o fato mais fácil dele se casar com sua amante, ele tinha uma filha com ela, ele mantinha duas família. Ele tinha outra filha com ela, o nome dela é Jennifer.

Voltando a realidade.

Estava de frente pra essa tal de Jennifer. Ela era ruiva, tinha uma altura mediana, tinha olhos pretos iguais os do meu pai, ela era bonita eu tinha que admitir.

- Alice, você ta bem? — Ela perguntou.

- Claro, eu só tava pensando.

- Uhum, você ficou nesse momento aéreo por muito tempo.

- Desculpa, mais voltando ao assunto, você esta aqui porque mesmo? — Eu tinha que perguntar isso.

- Porque meus pais me expulsaram de casa.

- Porque? — Perguntei assustada.

- Eu faço muita merda, e depois que a minha mãe engravidou depois do casamento, nada é como antes, por isso eu faço isso, mais eu só quero atenção deles, mas parece que aquele pirralho conseguiu toda a atenção da família.

- Quantos anos você tem?

- Dezessete, vou fazer dezoito daqui a alguns meses.

- Hum. Mais então o que exatamente você fazia lá pra eles terem te expulsado?

- Eu saia pra boate, transava loucamente com quase todos os garotos de lá, só voltava de manhã, quando a família tava toda reunida pro café, eles falavam que se eu não mudasse eles iam me expulsa de casa, mas eu nunca levava a serio, até ontem.

- E sem ser grosseira, mais porque está na minha casa?

- Quando eles me expulsaram eu perguntei pra onde iria, meu pai — ela fez aspas quando falou pai — se é que eu posso chama-lo assim, me disse que você morava aqui, ele me deu seu endereço, telefone, dinheiro pro passagem, e aqui estou.

- Ah e ele acha que eu vou mesmo te abrigar? Como se o problema fosse todo meu?

- Por favor, eu te imploro, eu não tenho pra onde ir.

- Tudo bem, mas ou você vai pra escola comigo, ou vai trabalhar.

- Escola? Isso é serio?

- É, ou vai ou trabalha.

- Tudo bem eu vou pra escola.

- Amanhã eu resolvo isso pra você mais agora eu tenho um trabalhinho pra você, se você me ajudar eu deixo você fica aqui.

- O que quer que eu faça?

- Seduza e transe com um cara pra mim, será que você pode fazer isso pra mim?

- Claro, será moleza.

- Amanhã eu te mostro quem é, tudo bem?

- Claro.

- Bom agora eu vou dormi, que amanhã será um longo dia.

~

Acordei com um ser pulando em cima de mim, abri os olhos e vi David, perai David?

- MAIS QUE PORRA VOCÊ TA FAZENDO AQUI? AINDA POR CIMA PULANDO NA MINHA CAMA?

- Calma amor, o que aquela puta ta fazendo na sua casa?

- Quem a Jennifer?

- É, o que ela ta fazendo aqui?

- Ela é filha do meu pai, ele expulso ela de casa, porque ela tava fazendo muita merda, ai meu pai mando ela pra cá.

- Me diz que ela não vai estudar na mesma escola com a gente?

- Vai, mas que porra tu ta tão preocupado?

- Essa garota é mó vadia, ela queria me pagar um boquete numa balada mês passado.

- Eu achava que você gostava desse tipo de coisa David. — Disse irônica.

- Eu gosto, mas porra, ta certo que ela é muito gostosa, mas ainda sim, ela é uma desconhecida.

- Ah nem tanto assim, até que ela é bonitinha.

- Eu já falei que ela é gostosa, mas cuidado ela pode querer fazer o mesmo com o seu querido Patrick.

- A gente já combino sobre isso, ela vai seduzi-lo, levá-lo pra cama, eu vou da um jeito da Rachel ver e ficar com raiva dele.

- É, você pensou em tudo hein. Só não pensou que o Patrick com certeza vai recusa-la, acorda pra vida ele te recusou.

- Como pode ter certeza? Ele pode ter me recusado por causa das coisas que eu faço, mas ela, ele nem conhece, pode achar que é uma menina doce. E como você mesmo disse, ela é gostosa não é? Vai da certo confia em mim.

~

- Não deu certo, ele me recusou legal. — Jennifer chegou na minha frente falando.

- Ah qual foi desse cara? Me recusa eu até entendo, mais recusa você? Qual é o problema do Patrick? Ele agora deu uma de virgem?

- Eu avisei.

- David, porque você não cala essa boca?

- Lice, David — Rachel nos cumprimentou.

- Nunca mais me chame de Lice. — Disse com raiva e saindo.

O que aquela menina pensa que é pra me chamar de Lice? Só uma pessoa pode me chamar de Lice, e ela me abandonou no meu aniversário de sete anos, quando me chamam de Lice, eu simplesmente lembro dela, mas é difícil lembra-lá e não chorar. Entrei numa sala vazia. E comecei a chorar, por mais que eu me mostre forte, ao lembrar da minha mãe e como ela me abandonou machuca, fiquei lá chorando até que Patrick entra.

- Alice? O que aconteceu? Porque tá chorando? — Ele perguntou preocupado.

- Nada, só sai daqui.

- Eu vi você sai correndo e te segui.

- Só me deixa sozinha por favor.

- Não, o que você esta precisando é só de um abraço vem cá.

Ele me abraçou, simples assim, eu já não tinha força nenhuma pra impedi-lo, o abraço dele era confortável e isso só me fez chorar mais, eu queria um abraço, mais um abraço da minha mãe, por mais que eu fale que ela deveria ta se prostituindo por assim, eu ainda acho que não é verdade, eu ainda tenho esperanças que um dia ela volte.

- Porque que ela tinha que me abandona Patrick? Porque? Eu só tinha sete anos poxa!

- Do que você está falando Alice? E afinal porque diabos você tá chorando?

- Da minha mãe, porque diabos ela tinha que me abandonar?

- Calma Alice, então é por isso que esta chorando? — fiz que não com a cabeça — Então é porque?

- Porque eu a odeio.