Que Os Jogos Comecem!

19 - É tudo minha culpa.


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- CADÊ ELA. — Patrick chegou gritando.

- PATRICK, SOCORRO, ME TIRA DAQUI POR FAVOR. — Ela começou a gritar, vadia.

- RACHEL. — Ele gritou e foi a caminho do trailer.

- Patrick espera. — Um carro veio numa velocidade assustadora, causando um barulho alto.

Escutei os gritos da Rachel.

- PATRICK. — Ela gritava.

- PATRICK. — gritei. — Não pode ser.

- NÃO - Gritei novamente.

- Alice, o que faremos?

- Chama a policia e solte-a e conte toda a verdade pra ela.

- Toda mesma? Desde o inicio?

- Sim, vai ser melhor.

- Tudo bem. — disse e entrou no trailer.

A policia chegou logo depois, e vieram até mim, eu tava chorando numa árvore.

- O que aconteceu aqui?

- E-ele fo-oi atro-tropelado, o carro fo-oi embo-bora. — disse gaguejando [n/a: Não sei escrever gaguejando u.u]

- O que você é dele.

- Na-na-namorada.

- Tudo bem, eu não vou perguntar mais nada, você deve ta em choque né? Bom vou te mandar pra casa.

E assim o vez, fui pra minha casa na viatura. Cheguei e logo fui pra cama, com a mesma roupa que estava, não acreditava no que tinha acontecido, Patrick morreu diante dos meus olhos. Chorei todas as possíveis lágrimas que eu tinha, logo adormeci.

Rachel POV.

Hora do Acidente.

- NÃO. — Novamente escutei a voz da Alice.

Escutei o barulho de porta se abrindo, era o Nick.

- O que quer aqui?

- Como você é ingênua, aquilo nem era uma bomba de verdade, nem se parecia com uma, mas eu não estou aqui pra falar disso, tem algo mais importante e você tem que saber.

- O que?

- Patrick morreu.

- O que? Como?

- Um carro o atropelou na hora que ele vinha pra cá, a Alice até tentou impedir, mas ele não deu ouvidos.

- Alice? Afinal o que ela faz aqui?

- Era tudo um jogo Rachel, você fazia parte de um jogo.

- Um jogo? Que jogo?

- David tinha que transa contigo, antes da Alice e o Patrick. Se o David ganhasse ele teria o que mais quis em toda a vida, a própria Alice, mas por outro lado se ela ganhasse ele perderia totalmente sua liberdade, assim ficando preso somente a ti. David ganhou o jogo, mas a Alice não queria admitir que tinha perdido, afinal ela nunca perdia, então ela teve a ideia de te sequestrar e te tortura com a bomba falsa, o que funcionou perfeitamente, você tinha que ver a sua cara quando o cronômetro começou a rodar.

- David me enganou? Como ele pôde? Patrick sabia disso?

- Sim sabia, mas ele só fez isso pra te proteger, Alice ia acabar com a sua vida, só pra ganhar o jogo, ela faz isso, sua amizade com ela? Falsa. Aquela "ajuda" que ela te deu quando os caras te bateram? Fazia tudo parte do plano. Você só foi usada.

- Mas o David não ganhou esse jogo.

- Como não?

Alice POV.

Acordei com o rosto melado pelas lágrimas, fiquei um bom tempo na cama, até que ouvi um barulho vindo lá de baixo, provavelmente subindo a escadas, bateram na porta.

- Alice, você tem que comer minha querida. — Era Jennifer.

- Eu não quero, quero ficar sozinha.

- O que houve? Desde que você chegou só fica nesse quarto.

- Patrick aconteceu.

- O que foi que ele fez?

- Morreu.

- Eu sinto muito.

- Não sinta. — respondi friamente.

Não escutei mais nada depois disso, só passo se distanciando. Adormeci novamente. Acordei com o telefone tocando.

- Alô?

- Alice Parker?

- Sim, quem ta falando?

- Aqui é a mãe do Patrick, eu queria saber se você vai no enterro dele, vai ser no cemitério no fim da rua [n/a: Ela mora numa rua com cemitério, bizarro].

- Ah claro, devo ir sim. — Respondi, mas na verdade eu não queria aparecer nesse enterro, mesmo não gostando dele de verdade, dói de lembrar que ele morreu bem na minha frente.

- Tudo bem, e as 2h, te espero lá. — disse chorando e desligou.

Fui pro banheiro, precisava de um longo banho pra apagar a noite passada. Tomei um banho bastante demorado, não tava com presa, queria mesmo era ir depois que todos já tivessem saído, não queria ver ninguém, a culpa me consumia. Sai do banho e David estava sentado na minha cama.

- Eu soube o que aconteceu. — Ele disse se levantando e vindo na minha direção.

- Hum.

- Eu sinto muito.

- É tudo minha culpa.

- Não, não é sua culpa, não é culpa de ninguém além daquele motorista filho da puta.

- Mas se eu não tivesse mandando ele ir pras montanhas talvez ele tivesse vivo agora.

- Você não tinha como saber o que ia acontecer.

- Mas se eu não fosse tão orgulhosa, isso não teria acontecido e ele estaria vivo aqui, e eu apurrinhando o saco dele.

- Mas ainda sim não é culpa sua, você não tem culpa, assume logo isso. Foi um erro, o cara que o atropelou não você.

- Vai embora por favor me deixa sozinha.

- Eu vou, mas lembre-se você não tem culpa.

- Tchau David.

Ele saiu, sozinha novamente, nem demoro muito e a cabrita tava de novo batendo na minha porta.

- Abre Alice por favor.

- O que quer. — Abri a porta de forma violenta.

- Vai ficar assim mesmo? Deprimida, no escuro, sem comer? Cade aquela Alice que não se balava por nada? Cadê aquela Alice que não se importava e que passava por cima de varias pessoas pra conseguir o que queria?

- Morreu junto com o Patrick.

- Não não morreu, ela só não quer admitir que ela tava errada, você não tem culpa Alice, como é que você ia adivinhar que um carro ia passar justamente na hora que o Patrick estava passando? Para com isso Alice, vai ser feliz.

- Você está certa, eu não tinha como saber, mas ainda me sinto culpada por ter chamado pra ir pra lá.

Ela saiu, olhei no relógio duas e meia da tarde, o velório, me vesti prendi o cabelo em um rabo de cavalo e sai rumo ao enterro.