Que O Jogo Comece...
35 Culpado
Notas iniciais
Desculpem pelo atraso, já que eu disse que ia postar ontem. Infelizmente meu ontem se estendeu até hoje já que eu comecei a escrever antes da meia noite. E sim, eu demoro com os Caps. kk'
Mas eu gostei desse Cap. por algum motivo e depois que eu parei para pensar... Ele até combina com o dia dos pais. kk'
O Cap. é um P.O.V. Nathaniel e eu espero que gostem! ^^
Boa leitura lindos! *---*
P.O.V. Nathaniel
Quando a aula acabou eu não podia me sentir mais culpado.
Fui com pesar até a aula da Amy e fiquei a esperando na porta.
– Oi, Am. – eu disse logo que a vi saindo da sala. Mas eu não estava normal.
– Oi, Nathaniel. – a Amy também não parecia completamente bem.
– Como foi a aula? – eu perguntei interessado. Talvez algo tivesse acontecido para que ela estivesse diferente.
– Interessante. – ela disse rápido.
– Tudo bem, Am? – eu perguntei preocupado. Ela estava olhando para o chão e eu sabia que ela fazia isso com mais freqüência quando não estava bem.
– É claro. – ela disse sorrindo e me abraçou de lado. Eu apenas sorri para ela. Me deixava muito feliz saber que nada a preocupava, mas... Eu me sentia cada vez pior pelo o que eu havia feito. O sorriso dela era tão lindo... Um sorriso que eu não merecia receber. Eu a havia traído. Como eu podia ser tão cínico?! Mas eu a amava tanto... Eu não conseguiria me afastar dela.
Nós entramos no carro e não conversamos durante todo trajeto. Eu não conseguia olhar para a Amy me lembrando do que eu tinha feito.
Eu estacionei o carro e abri a porta para a Am.
– Você está bem, Nathaniel? Você... Não parece bem. – ela acariciou meu rosto suavemente, como só ela sabia. Eu me sentia pior a cada segundo, mesmo que isso já não parecesse mais possível. Mas o que eu poderia dizer a ela se nós nem tínhamos nada? Eu apenas sorri a admirando.
– Estou bem. – eu segurei a mão dela, a acariciando e logo puxando a Amy para um abraço. Eu queria senti-la e pedir desculpas por toda a dor que eu já havia feito sentir. — Eu te amo tanto, Am... – eu queria que ela acreditasse em mim, por que era verdade. Eu não imaginava a perder.
– Eu sei o quanto. – ela disse e eu a abracei mais forte. Eu queria sentir que ela ainda me amava, mas ela não disse isso. Mas mesmo que eu quisesse perguntar a ela eu não conseguiria. Depois de um tempo eu a soltei. – Eu vou para casa. Obrigada pela carona, Nathaniel. – ela disse sorrindo e depois deu um beijo no meu rosto. Eu tive vontade de abraçá-la novamente e não soltá-la mais.
– De nada, Am. – eu sorri a observando... Tão linda. – Até amanhã. – eu continuei.
– Eu... Não vou estar aqui amanhã. – ela disse olhando para o chão agora sem o sorriso.
– Não vai estar? – eu perguntei não entendendo.
– Eu vou para a casa da minha tia Crystine. – ela disse da mesma forma. – Mas não se preocupe, eu volto no sábado. Não esqueci do baile de Outono. – ela sorriu divertida. Eu mal podia esperar para dançar com ela no baile.
– Eu vou sentir sua falta. – eu segurava as mãos da Amy. Eu sentiria muita falta dela.
– Eu também vou sentir sua falta. – ela me abraçou novamente. Eu não queria soltá-la. Eu sentia como se ela fosse embora e nunca mais fosse voltar. – Até mais, Nathaniel. – ela beijou meu rosto novamente.
– Até logo, Am. – eu olhei nos olhos dela, o que eu não havia feito o resto do tempo pela vergonha. Ela esboçou um sorriso leve.
Eu a vi entrar na casa dela e depois fui para a minha casa.
Entrei no meu quarto e joguei a mochila lá. Troquei de roupa e saí de lá para a sala de musculação, que eu já não ia há um tempo. Há um tempo quando eu era apenas uma criança, o meu pai me ensinou a descontar a minha raiva em algo útil, já que eu sempre acabava deixando as coisas piores por agir por impulso quando eu estava furioso.
Entrei lá e depois de colocar as luvas comecei a bater muito forte no saco de pancadas. Eu pensei que minhas mãos fossem sangrar, mas eu não me importava. Continuei socando e chutando o saco de pancadas até perder o fôlego. Respirei mais fundo e comecei a bater ainda mais forte, com tudo o que eu tinha. O saco ia e voltava contra mim, que não o permitia parar.
– Quem está imaginando aí? – era o meu pai, se referindo ao saco de pancadas em que eu batia.
– Eu. – eu respondi sem parar o que estava fazendo.
– E por que quer se matar? – meu pai perguntou normalmente. Eu parei e olhei para ele. Eu não sabia o que dizer então comecei a socar novamente quando as cenas daquela garota e do sorriso da Amy passavam na minha cabeça. Eu não merecia a Amy. – Uísque também ajuda. – meu pai continuava com o semblante sério. Meu pai nunca tinha me convidado para beber. Eu parei e tirei as luvas. Meus punhos sangravam como eu pensava. Meu pai foi na frente até a sala de estar e nos serviu a bebida. Eu me sentei no sofá e peguei o copo que ele me entregava. – Quer falar por que estava torturando suas mãos? – ele continuou parecendo desinteressado como sempre.
– Não. – eu disse e bebi tudo de uma vez só. Eu queria falar, mas eu não conseguiria falar para o meu pai. Além da vergonha que eu sentia fazia anos que eu não conversava com o meu pai desde uma briga que tivemos. Desde então minha mãe era a intermediadora entre nós.
– Tem certeza? — ele me perguntou e me serviu mais bebida. Eu pensei um pouco olhando para o nada. O que eu poderia dizer? Que eu traí a mulher que eu amo depois de tê-la feito sofrer por mim e ter dito que a amava?
– Eu traí a Amy. – eu disse sentindo o peso daquelas palavras sobre o meu corpo. Eu não tinha coragem de olhar nos olhos do meu pai.
– E...? – ele perguntou com a mesma frieza de sempre. Como assim “E...?”? -... Você não traia a Lindsay todos os dias? – agora eu entendi onde ele queria chegar.
– A Amy é... Diferente. – eu disse ainda olhando para o nada e bebendo em seguida.
– Diferente? – ele continuou da mesma forma após beber.
– Eu a amo. – eu disse me lembrando do rosto da Amy.
– Se a ama por que a traiu? – ele olhava para o copo em sua mão.
– Por que... Ela não é minha. – eu disse olhando para o chão novamente. Meu pai expressou certa surpresa.
– Como assim? – a frieza dele voltou.
– Da primeira vez que a Amy foi para o meu quarto nós jogamos vídeo-game. – eu sorri de canto me lembrando. – E da segunda... Nós apenas dormimos juntos. – ele sorriu me escutando falar. Eu não conseguia acreditar que estava tendo uma conversa séria com meu pai depois de tanto tempo.
– Todo o mundo comete erros... – meu pai disse olhando para a bebida no copo novamente como se fosse o homem mais sábio do mundo. -... Mas permanecer neles ou não é que determina o tipo de homem que você é. O que você já fez não pode ser mudado, mas se você a ama e está arrependido eu não vejo por que não se perdoar. – ele deu uma breve pausa. — E pelo modo como ela te olha e como te defendeu... – ele riu olhando para o nada e depois olhou para mim ainda sorrindo de canto. -... Ela te ama e vai te perdoar. – ele disse e se levantou da poltrona em que estava sentado. – Não a deixe escapar, Nathaniel. Ela é uma ótima garota. – ele disse sorrindo de canto e saiu da sala. Eu sorri. Aquelas palavras me fizeram refletir. Sendo faladas pelo meu pai... Eu tinha certeza de veracidade.
Eu me daria a chance de continuar a amando, até mesmo por que eu não conseguiria deixar de amá-la. Eu me tornaria merecedor do amor da Amy. Eu nunca mais a magoaria.
Notas finais
E gente! Fic tremendamente, especialmente e perfeitamente perfeita: https://fanfiction.com.br/historia/250509/Te_Beijar_Ou_Te_Matar_Segunda_Temporada
Bom... Muito obrigada meus lindos leitores! *-----*
Beijos! ^^
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