Notas iniciais
Pode parecer meio vaga a história, por narrar momentos um longe do outro, mas quem leu Sangue do Olimpo, sabe o que é ser vago! Eu me senti obrigado a narrar o próximo fato aqui embaixo. Mesmo não fazendo parte das lembranças de Castiel. Quem ai leu Dan Brown sabe o que é narrar fatos do passado sem ter necessidade(Ás vezes tinham, ensinar arte aos presos

Castiel estava totalmente envolto em seus pensamentos. A realidade fora dali parecia ter deixado de existir. E no lugar, se passava sua própria vida.

Desde o momento em que ele abrira os olhos e se encontrou num vasto campo verde, onde havia outros iguais a ele. Todos pareciam despertar de um sono profundo e começar a absorver os detalhes do lugar onde estavam. O momento em que ouvira uma voz lhes dizer que eles eram fruto da criação do Divino, Deus. E que deviam total devoção a ele. Como filhos a um pai. E fora ali que Castiel teve sua primeira impressão do que é ser uma família. Ali onde conhecera seus irmãos. Onde conhecera Lúcifer, o Anjo Rebelado.

— Por que devemos amar a essas criaturas? Elas são imperfeitas e destroem a vossa Criação!— Lúcifer bradava em direção aos céus, na esperança de ouvir alguma resposta sensata de seu Pai.

— Por que eu os criei. E toda minha criação deve ser amada e preservada, assim como Meu Nome.

— Mas o Senhor nos revelou o futuro deles. O Senhor nos mostrou o que eles irão fazer com o mundo se colherem aquele fruto. Pois um dia, ó Pai, eles irão colher. Mais cedo, mais tarde!

— Por isso escolherei você a impedi-los de tal ato. Você Lúcifer, como mais velho de todo os anjos, deverá alerta-los das consequências da desobediência. O futuro deles estará em suas mãos.

Lúcifer soube que aquelas eram as ultimas palavras de seu pai. Ele era assim, dava a ordem. Sem mais detalhes, sem mais ajuda ou uma pequena dica.

Lúcifer contra vontade dirigiu-se ao Jardim.

Entre os arbustos, vislumbrou um casal deitados a sombra da arvore que ficara no centro do jardim. A mulher era bela e tinha a pele como barro molhado. Sua pele brilhava aos raios de sol que passavam entre as folhas. Não dispunha de nenhum tipo de vestimenta. Ao seu lado, havia um homem alto, cuja pele era branca como a areia. Não era tão belo perto da mulher ao seu lado. Mulher, que os pássaros paravam a cantoria ao ouvir sua voz a imitar os cantos de outros. Até as flores perdiam um pouco a cor quando ela passava em seus caminhos. O Éden inteiro se rendia a perfeição da mais nova criação de Deus.

Mas aos olhos de Lúcifer, ela não havia beleza alguma. Ambos não haviam beleza. Não passavam de um monte de barro remodelado e que pensavam. Lúcifer conseguia apreciar toda a Criação, desde uma pequena formiga até um enorme leão. Mas Aquilo não havia beleza aos seus olhos.

E mesmo assim Deus insistia que ele e seus irmãos amassem a eles tanto quanto ao próprio Deus. Aquilo era inaceitável para ele. Contudo, Seus irmãos obedeceram às ordens e o repudiavam por recusá-las.

Vendo os dois ali, deitados, serenos, foi o gatilho para Lúcifer bolar um plano para expulsar essas criaturas indignas do Paraíso.

O tempo se passava, e ele precisaria voltar logo para o Céu antes que sentissem sua ausência prolongada. Quando o sol estava a pino, teve a ideia que faria Deus ver a verdadeira natureza insana e pecadora do casal. Transformou-se em uma serpente de cor esverdeada e se esgueirou até à árvore onde eles estavam, que sem perceber a sua presença, continuaram a dormir.

— Adão e Eva, quanta honra. — disse com a voz cheia de mentiras e meios sibilos. Ao ouvirem a voz, despertaram e contemplaram a serpente pendurada no galho mais próximo. Seus olhos vermelhos pareciam brilhar de puro prazer.

— A quem devemos a honra? — Lúcifer não iria revelar seu verdadeiro nome, então inventou qualquer outro que veio a mente. — Gadreel. — Eles a reverenciaram.

­— Tenho uma oferta para vocês dois. Uma oferta que mudará suas vidas para todo o sempre.— pela ingenuidade do casal perante o anjo, eles deram ouvidos a cobra, que continuou com seu plano perfeito. — Vocês conhecem Deus não?

— Sim, nosso Criador. O nosso Pai. — Lúcifer se contorcia ao ouvir aquelas palavras. ‘’ Quanta audácia esses macacos pelados tem ao tomarem para si o meu Pai. ‘’

— Vocês veem como ele é sábio e poderoso não? Onipotente e imortal. Receptor de toda sabedoria do universo. Vocês não gostariam de ser iguais a Ele? Serem melhores que Ele?

— Isso não é errado? — Eva indagou com seus olhos que transpareciam pureza. Mas por pouco tempo.

— De maneira alguma. Basta vocês comerem o fruto da árvore da vida. Isso os tornará iguais a Deus. Melhores!

— Ouvimos de nosso próprio Pai que não devemos comer dessa árvore. Temos um jardim inteiro para nos desfrutarmos. Não devemos.

— Isso é o que Ele diz. Ele tem medo de perder para alguém. E esse alguém pode ser você, Eva. Uma linda mulher comandando ao lado de Deus e de seu marido. Vocês irão poder criar! ­— Eva tentou-se a pegar o fruto da árvore e dar uma bela mordida. Para mais tarde, reinar junto de seu Pai e seu marido o universo que lhe tanto falavam.

— Basta dar uma mordida?

— Apenas uma mordida... — Eva relutante, aproximou-se da arvore e apanhou o único fruto que ali havia. Por um instante ela parou e comtemplou o fruto que lhe concederia poderes iguais a de Deus.

Enquanto Eva passava a fruta entre suas mãos, Adão começara a duvidar dos planos da serpente.

— É errado. Deus irá nos castigar!

— Você acha certo passar a eternidade obedecendo a Deus? Sem poder fazer o que quiser? Junte-se a sua mulher Adão, e juntos, irão governar mais que Deus! — Adão ainda incerto sobre aquilo tudo, se dirigiu em direção a sua mulher. Ambos se encontravam com a fruta diante de seus olhos, e tomados pelo súbito desejo, Eva da sua primeira mordida. Ofereceu a Adão que deu uma mordida como a qual de quem passara dias em jejum. Ambos sentiram suas cabeças latejarem, suas visões tornaram-se escuras e seus músculos cederam ao incrível peso que seus corpos assumiram de hora.

O Jardim retumbou aos seus pés, fazendo a arvore sacudir e Lúcifer receber sua deixa e sair antes que a ira de Deus caísse sobre aquele lugar.

Então deixou Adão e Eva experimentando a nova sensação que o pecado lhes propôs.

O medo.

Claro, Castiel não conhecia essa versão por completo. Apenas soube o que Lúcifer contara a todos no dia em que Deus o condenou a vagar no mundo. Seu castigo original, não era o inferno, como muitos acreditam ser. Ele seria preso a Terra até aprender a amar os humanos. Mas contrariado, ele usou a alma de Caim para dar origem ao primeiro demônio. Desde esse pequeno ocorrido, ele fora banido ao inferno e mais tarde a jaula. Longa historia.

Castiel pensava agora na proposta que Morte lhe oferecera.

‘’ ser apenas um humano normal’’

Ele tinha medo. Sem negação nenhuma.

Em 2000 mil anos que vira a humanidade erguer-se e caminhar com passos lentos ao progresso, via que eles eram falhos. Eram fracos e fortes ao mesmo tempo. Matavam uns ao outros, às vezes por dinheiro, bens, e muitas outras por apenas diversão.

Via sangue derramado na família. Genocídios dos piores meios que se podiam praticar. Irmão matando irmão. Mãe jogando o filho no lixo como se fosse apenas uma parte dela que não valesse tanta preocupação.

Lideres que diziam que estavam fazendo o melhor para seus iguais, matando os nãos merecedores da vida.

Mas tudo isso se aplicava aos anjos também.

Castiel tinha as mãos sujas de sangue das varias vezes que recebera ordens de matar.

Ele era um anjo com muitas mortes nas costas, e se fosse virar um humano, faria o possível e o impossível para não errar duas vezes.

Castiel ouviu uma voz, tão fraca e longínqua que parecia que ele estava no fundo de um poço e alguém na superfície clamava seu nome. Dando apenas para ouvir os últimos sons do eco. Estavam chamando a ele.

E a voz, ele desconhecia totalmente.

— Castiel. — ele tentou responder, mas não saia nenhuma palavra sequer de sua boca. — Qual é Castiel. Não está me reconhecendo? — A voz era áspera e profunda. Mas Castiel continuava a desconhecê-la.

­— Talvez falar a nossa língua natal ajude. — Do inglês foi direto ao enoquiano. E Castiel a reconheceu na hora. Uma onde de pavor o atentou. E sem saber como, ele não estava mais travado na sala da casa de Dean. Encontrava-se num lugar totalmente escuro. Sem saber a profundidade do local. A parede podia ficar a 2 metros ou a 20, ele não via nada diante de seus olhos. — Você está apavorado não está? Se tornar um humano qualquer... Não parece digno de um dos lideres do Céu. — A voz vinha de todos os lugares. Ao mesmo tempo em que estava na direita, estava na esquerda. Impossibilitando assim o anjo de se localizar naquele oceano de escuridão.

— Estou com medo sim. Mas isso não quer dizer que eu irei desistir.

— Não? Olha, olha... Eu desapontei o céu, e olha aonde eu vim parar? Aconchegante não acha?— não era assim que Castiel imaginava o local, mas só de estar lá já era suficiente para detalhes não serem importantes.

— Você não só traiu o céu, como todas as criaturas da Criação. Você teve o que mereceu Lúcifer.

— Eu só fiz uma escolha irmãozinho. Escolhi não abaixar a cabeça para o velho. E olha o que ele me fez? Quatro paredes e nenhum ar-condicionado.

— Você usou uma alma pura para criar essa raça de abominações. Por culpa da sua rebeldia, o mundo lá fora sofre.

— Veja pelo lado bom: você nunca mais irá se preocupar com o mundo lá fora. Não ganhará uma passagem de volta lá pra cima mesmo. Seremos apenas nós dois, aqui, por toda eternidade. ­

— Isso não é real! Não pode ser...

—Ah isso é bem real. Acredite em mim Castiel, eu nunca mentiria para o meu irmãozinho.— Castiel podia não ver, mas tinha certeza de que seu irmão estava esbanjando sorrisos sarcásticos por atrás dele. Mas tinha uma coisa que o preocupava mais do que as expressões faciais do seu irmão. Como ele iria sair dali?

Ele começou com passos largos. Com passos incertos e medo, passou a correr. Com toda sua velocidade, tentava desesperadamente sair dali. Mas a cada passo que dava, nada ao seu redor mudava. Tudo continuava na escuridão completa.

Ele podia estar correndo em círculos sem saber. Poderia estar correndo direto para uma possível ameaça, um abismo talvez? Ou podia simplesmente nem estar saindo do lugar. Não dava para saber o que estava acontecendo ali. Ele então tentou uma coisa que com certeza iluminaria aquilo. Ele iria assumir sua verdadeira forma de pura e cegante luz branca. Concentrou-se e esperava liberar suas forças além daquela casca, mas nada aconteceu. Nem um filete de luz saiu de seus olhos. Ele continuava nas trevas.

Ele só tinha uma pessoa a quem clamar por ajuda. E temia que essa pessoa não o escutasse.

— Dean! — ele voltara a correr e começou a berrar o nome do namorado com toda sua voz.

— Dean! Dean, por favor... Dean! — o silencio o despertou certa preocupação. Não se ouvia nada além de seus gritos. Seu irmão havia parado de lhe lançar palavras desencorajadoras, na tentativa de fazê-lo mudar de ideia de ser humano. Provavelmente Lúcifer devia estar adorando ver à cena. Um anjo, que já fora um dos mais fortes do céu, clamar por ajuda de um humano.

Passou-se um tempo, que Castiel não sabia definir se foram minutos ou horas, mas estava esgotado por correr alucinadamente em direção ao nada e gritar o nome da única pessoa que ocupava sua mente. Começou a pensar que tudo aquilo fora um plano para aprisiona-lo aqui. Tudo o que aconteceu antes, Morte conversando com ele sobre ser um humano normal ao lado de Dean, fosse apenas plano de algum outro anjo. Ou na pior das hipóteses, Deus.

Ele cogitava a ideia de Deus ter o castigado por duvidar de Sua existência. Com o Cavaleiro inventando um monte de historias sobre o Céu e pondo em risco a fé de Castiel. Talvez Deus só quisesse ver o quanto ele era leal? O se ele merecia uma nova vida? E se nesse exato momento estiverem torturando Dean? Por ele ser o culpado do afastamento de Castiel do Céu? Não era culpa do humano se Castiel não soube controlar suas emoções e acabou se apaixonando por um humano. Dean não tinha culpa nenhuma.

Uma onda de pensamentos o atingiu de súbito. Naquela hora, naquele lugar, ele finalmente viu como funcionava o Céu. Como funcionava de verdade.

Ele percebeu que o Céu, tinha uma maneira de perdoar totalmente insana e mortal. Para alcançar o perdão dos céus, sangue devia ser derramado. Vidas jogadas foras como se não valessem nada. E talvez não valessem. O que seria a almas de milhões de humanos para seres tão poderosos como os anjos? O que seria uma alma perto de Deus? Ele não ligava se uma, dez ou milhões se perdiam em busca do perdão. Desde que o perdão seja alcançado. Precisava destruir a Terra toda ao invés de mandar um sinal dizendo que o que eles faziam seria punível? Custava ele dar as caras pelo menos uma vez e aconselhar melhor a vida dos outros? Não, ele preferiu matar todos e poupar tempo e forças.

Afinal de contas, por que ele deixou que o pecado se alastrasse? Como um maldito vírus?

Uma pessoa que vê o que o mundo iria se tornar e não faz nada, não merece adoração alguma. E não merecia a lealdade de Castiel.

De uma vez por todas, ele estava se rebelando contra o Céu¹.

Agachado no chão, com pensamentos revolucionários atravessando sua cabeça como uma rodovia repleta de carros, se preparou para o nada. Se ali ele ficasse, estaria tudo bem. Se ele fosse morrer daqui a um tempo, estaria tudo bem. Se fosse arrastado ao Céu e preso pela eternidade, estaria tudo bem. Pois ele poderia ser preso, mas seus pensamentos finalmente estavam livres.

Fora puxado do local como se estivesse no olho de um tornado. Tudo girava na frente de seus olhos. Não se via nenhuma forma definida, e continuou assim por uns segundos até ele abrir os olhos e ver que encaravam outro par de olhos verdes. Sem pensar duas vezes, Castiel colou os lábios nos de Dean. Só queria uma prova que tudo aquilo era real. Que o amor que ele sentia pelo loiro, era real.

— Cas? Está tudo bem? — Dean demonstrava mais preocupação que o normal pra alguém como... Dean.

— Sim, só devo ter apagado por uns minutos. Que horas são? — Castiel recebeu um olhar de Dean que parecia falar ‘’Sério mesmo que você acha isso?’’. Porem com um jeitinho menos agressivo.

— São 5h30 da manhã.

­ — Eu fiquei apagado por...

— Quase doze horas... Pensei que você estivesse passado pro outro lado de uma vez... — ‘’Então isso é um pesadelo? Não me admiro o Dean ter medo deles’’. Castiel ajeitou-se melhor na cama e pode respirar melhor. Dean o envolveu com o braço e lhe indagou:

— O que houve afinal? Você praticamente ficou imóvel lá na sala, com os olhos fechados e largado na cadeira. Eu tive que te arrastar escada acima! E você precisa perder uns quilinhos, sabe... — Castiel iria xingar Dean por fazer piadinhas com a sua massa corpórea, mas depois daquilo, até as piadinhas do Dean o faziam sentir melhor.

— Preciso sair daqui. Quero ficar num espaço aberto, com vista para o céu de preferencia. — Ele rumou em direção à varanda da casa. Por ser madrugada, o vento frio soprava lá fora, fazendo os pelos do braço de Dean arrepiar. Castiel só reparou que estava sem seu terno e sapatos quando sentiu o chão frio aos seus pés, e teve os pelos ouriçados também.

Ao fundo, se ouvia um misto de carros transitando na avenida a metros e metros dali. Ele não sabia explicar, mas aquele som era muito reconfortante aos seus ouvidos. Os sons de motores a metros dali o faziam calmo. Saber que as pessoas seguiam suas vidas, o fazia muito feliz por dentro. Ele não sabia o porquê, mas aquele som lhe trazia incrível paz².

— Vai me contar agora o que aconteceu? ­— Eles se deitaram na cadeira de balanço que ficava na varanda. Dean não gostava muito dela, mas fora presente da Sra. Fenty, então... Castiel se aninhou a Dean. Ele estranhou comportamento do anjo. Ele não era tão carinhoso assim. Ele tinha vergonha até de foder! Mas Dean o envolveu num abraço aconchegante devido ao clima lá fora.

— Eu... Eu acho que tive um pesadelo.

— Pensei que anjos não dormissem.

—Eu nem sei direito o que foi aquilo... Mas se é por isso que você tem que passar todas as noites... Você tem coragem por fechar os olhos. — Dean não pode deixar de sorrir.

— Não é bem assim Cas. Às vezes, sim, eu tenho pesadelos. Mas não é sempre. E por mais que seja assustador, uma hora você acorda e vê que tudo aquilo não é real. — ‘’E se eu não tivesse acordado? E se eu ainda estivesse naquele lugar?’’ — O que te deixou desse jeito? — Ele contou o sonho ao loiro, sem omitir nenhum detalhe sequer.

— Eu entendo que deve ser difícil pra você escolher, mas eu não quero te forçar a nada. Se você quiser continuar imortal, eu não vejo problema nenhum. É bom que daqui a 40 anos, pelo menos um de nós ainda vai ter disposição pra transar.

— Dean dá para não falarmos de nosso intercurso sexual agora?

— Desculpe Sr. Intercurso Sexual. Mas você já pensou em uma resposta?

— Sim.

— Sim? Tão rápido?

— Dean, nesse meu ‘’pesadelo’’ eu pensei e vi que minha vida inteira foi feita de mentiras e lealdade pro lado errado. Eu não quero ter nenhum vinculo com um lugar onde há derramamento de sangue só para purificar esse mundo. Se Deus sabia no que esse mundo iria se tornar por que ele não fez nada a respeito? Ele preferiu ver de camarote a destruição? Um ser assim não merece minha lealdade Dean. Não mais. — Surpreso. Essa seria a palavra que definiria Dean nesse momento. Castiel, indo contra todos os princípios do Céu? TODOS? Se bem que Dean concordava inteiramente com ele. Dean, particularmente, nunca fora um fã de Deus, mas depois de um apocalipse e vários outros monstros, todos tinham que se perguntar por que nada foi feito a respeito.

­— Intende o que eu quero dizer?

— Claro. E te apoio 100%. Mas, vê se não fica com essas perguntas na cabeça. Elas só devem trazer mais dor de cabeça e insanidade. Tudo bem?

— Tudo bem. — Dean, vendo que aquele era um momento mais íntimo entre eles, não sentiu vergonha em depositar um beijo nos cabelos do anjo. — Eu quero passar o resto da minha vida ao seu lado Dean.

— É o que eu mais quero também, Cas. — e juntos, deitados naquela cadeira de balanço, esperaram a Morte.

Notas finais
1: eu poderia ter acabado o capítulo ali, mas não parei u.u 2: Eu sinto isso por aqui. Na avenida que fica a uns 100 metros da minha casa, dá pra ouvir os barulhos dos carros ao longe... é uma das coisas que eu me lembrarei pelo resto da minha vida. É tão simples pra mim que merece toda admiração. Um momento mais cute entre eles :3 Só para avisar, sem ser no próximo capítulo, no outro terá sexo! Ou melhor, Sexo narrado!!! Então peguem essas salsichas gordas que vocês chama de dedos e comentem. P.S.: Antes que vocês acostumem-se, esse cap. teve 3000 palavras? Certo. O proximo não deverá passar de 2000. Soooo sorry...