Quatro Estações

18 Como se fosse a primeira vez


Notas iniciais
Boa noite gente ❤ e aí preparadas para essa atualização? Pra quem ainda não morreu com os spoilers... kkkkkk Enfim, esse capítulo é muito especial para os personagens, e eu adorei escrevere ele, principalmente a primeira cena. Quando vocês lerem vão entender a contradição dela. Além é claro, do tão esperado: eu te amo. ❤ Eu já tinha essas falas na minha mente desde que comecei a história, ansiava muito em escrever. Ahhh, gostaria de dizer o quanto eu fiquei surpresa de tantas de vocês shipparem Archilena ❤ e se encantarem com o casal, eu não esperava tanta torcida e contentamento, quando eles não aparecem vocês até me perguntam por eles... hehehe e eu to adorando isso. Espero que vocês gostem, boa leitura!

“O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente..."

—Mário Quintana

Robin

Uma hora desde que parti do apartamento de Regina passara. Passei os quarenta minutos seguintes sentado no sofá da minha sala, questionando a mim mesmo que eu fiz de errado para acarretar a mudança súbita no comportamento da mesma. Sem encontrar uma resposta plausível para tal. Fora evidente o pavor e aflição que seus olhos retratavam, Regina certamente vivenciava um grande conflito, sinto a necessidade de ajuda-la. Mesmo que isso signifique enfrentá-la, serei firme.

Um porto seguro, um homem, que está disposto a encarar a maré mais densa que seja para ficar ao lado da mulher que ama.

Seguindo meu coração, retornei ao recinto dela. Adentro o corredor que me leva até seu quarto, a porta do aposento está entre aberta o que me facilita vislumbra-la. Regina está encolhida na poltrona que havia ao lado oposto de sua cama, diante da lareira. Um robe bege lhe cobre por completo.

Suas mãos dispunham de pedaços de papel.

Entro no quarto em passos leves, Regina permanecia distante, inerte, dispersa em suas próprias reflexões. O fogo, mesmo baixo, estalava. Pude sentir seu calor ao me aproximar. Me ajoelhei no tapete em frente a Regina, debrucei minhas mãos em seus joelhos e a fitei.

—Eu pedi para que você fosse embora, nisso estava incluído não retornar.

—Mas eu voltei –retruquei, encarando-a. Seus olhos estavam úmidos, lágrimas haviam sido derramadas.

—Você não era assim antes –ela comentou com o olhar distante –Se eu pedisse para ficar sozinha você me respeitaria. Por que é tão difícil fazer isso agora?

—Eu não sou mais aquele homem. Pensei que você já soubesse disso.

Bradei magoado. Não é a primeira vez que Regina faz insinuações de como nosso relacionamento era antes, quando parte de mim era outro homem.

—Estou preocupado com você.

Revelei. Acariciando seu joelho. Sentindo a sutileza de seu robe suave.

—Vai embora e me deixe sozinha, por favor –suplicou.

—Eu não vou sair daqui. Você está abatida, triste –deslizei minha mão por seu rosto. Ela fechou os olhos, o carinho sempre lhe agradava –Eu sou um novo homem. Sei que precisa de mim e estarei aqui.

—Robin... –murmurou abrindo os olhos castanhos, perturbados. O que poderia lhe afligir daquele modo?

—Shh. –respondi no mesmo tom na tentativa de acalmá-la.

Fora então que tornei a perceber os pedaços de papel que Regina segurava com firmeza, alguns completamente amassados, certamente ela fechara o punho com destreza.

Minha mão livre encontrou a dela com o intuito de desvendar o conteúdo que havia por detrás daquele papel.

—Não! –exasperou ríspida. Cerrou o punho fortemente.

—Por que? Me deixe ler...

—Robin, por favor, vai embora.

—O que você tem tanto medo que eu descubra?

Um silêncio nos abateu, nossos olhares se afrontavam em disputa, o meu emitia certa dureza, todo esse segredo está me consumindo e a falta de confiança dela, além de seu olhar entristecido. Está me matando.

No entanto, todo o meu desespero fora deixado de lado, a partir do momento em que o olhar de Regina fora arrebatado por lágrimas, densamente marejados. Seu lábio fora aberto, porém ela não conseguiu proferir nenhuma palavra. Eu acariciei seu joelho demonstrando o meu apoio.

—O que está acontecendo, Regina? Você está me assustando...

Confessei aflito. Meu coração desfalecia ao vislumbrar seu olhar esvanecido.

—Eu... Eu...matei uma pessoa.

Revelou.

Eu lhe afrontei por alguns segundos, incrédulo. Até me recordar de uma de nossas conversas, semanas atrás...

—Regina, você não pode se responsabilizar pela morte de sua mãe para sempre...

—Não é dela que estou falando, Robin! –interveio aumentando o tom de voz.

As mãos soltaram os papéis que colidiram ao chão sob o tapete. Tremiam, até que ela depositou ambas sob as minhas, estavam frias. Seu rosto era tomado por lágrimas.

—Eu sou uma assassina!

Gritou. Sua voz era carregada de sofrimento. Eu a fitava espantado. Regina não é capaz de tirar a vida de ninguém, tenho convicção disso. Me sinto aturdido, sem ar, o coração não poderia estar mais acelerado.

—Foi há três anos... –ela parecia divagar. Levou a mão direita ao rosto secando as próprias lágrimas, tornando a apertar minha mão, segurava ambas com força como se dependesse disso para viver –Um acidente –sorriu em meio a desgraça. Não era um sorriso alegre, longe disso, era um sorriso triste, amargurado, do qual jamais imaginei ver.

—Eu estava vivendo um momento delicado, havia acabado de descobrir o diagnóstico de que meu pai estava com Alzheimer, aquilo me frustrou tanto –confidenciou com a voz embargada, seus olhos voltaram a ficar marejados, porém ela suspirou e as conteve –Então, eu fiz algo do qual eu não fazia há mais de uma década –Bradou descontente, executando um sinal negativo com a cabeça em desaprovação –Eu sucumbi ao meu antigo vício... fui beber. Havia um bar a três quarteirões do hospital, e foi lá que eu consumi copos e mais copos de bebida, e nada parecia fazer eu suportar aquela dor.

Uma lágrima silenciosa escorreu dentre sua face.

—Eu não estava completamente bêbada, então resolvi retornar ao hospital. Ao chegar uma enfermeira me lembrou da cirurgia que eu deveria realizar em alguns minutos, a paciente já me aguardava, assim como minha equipe. Com toda confusão com o meu pai eu havia me esquecido de tudo. Eu acreditei estar consciente –engoliu em seco, eu via a dor a cada palavra que ela declarava –Apta para realizar a cirurgia. Afinal ninguém aparentava perceber meu pequeno estado de embriaguez... Eu lembro exatamente o que aconteceu nos minutos que antecederam a cirurgia, me encaminhei a minha sala, bebi café, e banhei meu rosto. Eu só pensava em esquecer meus problemas, eu fui egoísta, Robin, não pensei na mulher que dependia da minha capacidade profissional. Era algo simples, procedimentos comuns que eu já havia realizado outras vezes, eu poderia ter cancelado e executar no dia seguinte, mas eu não cancelei.

O choro ameaçava retornar. Ela respirou fundo, após alguns segundos tornou a falar:

—Vinte minutos depois, os aparelhos apitavam absurdamente, nada mais foi capaz de salvá-la. Eu havia cometido um erro grave. Eu havia a matado.

Proferiu desta vez o choro não fora contido e as lágrimas banhavam seu rosto por completo.

—Ei, você precisa se acalmar... Erros médicos acontecem o tempo todo.

—Não foi apenas um erro médico, Robin, foi uma falha humana. Eu fui fraca. E isso acarretou na morte de duas pessoas...

Eu lhe afrontei aturdido.

—Ela estava grávida...

Disse em meio as lágrimas.

—Eu sou uma assassina, Robin, eu matei duas pessoas inocentes, por causa dos meus problemas, do meu vício, porque eu fui egoísta. Eu não consegui encarar o noivo dela e pedir perdão.

Regina disse fitando meus olhos com sinceridade. O remorso lhe acometia.

—Então começaram as ligações, me acusando –eu a encarei com espantado, cada vez mais surpreso pelo rumo daquela história –Ele me xingava, berrava ao telefone, me culpava, pelo seu tom de voz e as palavras embaraçadas ele sempre estava bêbado, consumido pelo mesmo vício que eu diante da dor. As acusações começaram, além de constantes, se tornando perturbadoras, assim como seguir trabalhando naquele hospital. Por conta desses motivos, resolvi me mudar de Nova York com meu pai, me afastei por um tempo, ficamos em Hampton na casa de uma tia. De lá pedi transferência para Washington, fugindo de todo mal que causei. Com o objetivo de recomeçar. Mas, agora ele me encontrou e está começando tudo de novo... com esses bilhetes –Regina afrontou os papéis no chão. Medo era visível no seu olhar –Eu destruí a vida daquele homem e agora ele está destruindo a minha.

Pela primeira vez me desvencilhei das mãos dela e tateei os pedaços de papel que encontrei, haviam cinco deles. Ambos constavam a mesma afirmação.

Assassina.

Eu caminhava de um lado para o outro aflito, ainda incrédulo. Fitando a anotação, tentando desvendar qual seria a verdadeira intenção de quem estava por trás de tudo aquilo.

—Esse homem está ameaçando você!

Afirmei descontrolado, atônito. Só de pensar na possibilidade de ver Regina daquele modo, sofrendo... E, o pior o medo de que ela esteja a mira de um psicopata doentio, sedento por vingança, faz meu coração saltar em disparate.

—Há quanto tempo você vem recebendo esses bilhetes?

Questionei ainda afrontando um por um.

—Há uns três meses...

—Três meses!? E por que você não me disse?

A encarei frustrado.

O pranto retomava a voltar. Fui até ela e me ajoelhei novamente, não suportava mais vê-la chorar. Segurei sua mão afagando-a. Regina logo deslizou pelo sofá e se ajoelhou diante de mim, abraçamos um ao outro com destreza. As lágrimas dela banhavam meu pescoço, minha mão afagava sua costa, confortando-a. Naquele momento eu tive a certeza de que sou seu porto seguro. Sua respiração arfava e seus soluços preenchiam os meus ouvidos.

Regina me abraçou ainda mais forte, até que se acalmou. Após fungar, roçou seu nariz no meu, de olhos fechados, a respiração tornava a normalidade. Por fim respondeu a minha pergunta.

—Eu fiquei com medo de que você não gostasse mais de mim.

Sussurrou.

—Como eu poderia deixar de gostar de você se eu te amo.

A mesma ficou estático em meus braços, suas mãos que acariciavam minha costa, estagnaram. Sua respiração voltou a ficar desregulada, posso jurar sentir o coração dela em disparada contra meu peito.

Abriu os olhos lacrimejados tomados por emoção, me fitava surpresa. Apesar do olhar marejado, dessa vez eu vislumbrei contentamento misturado a comoção. Um brilho de felicidade, diante de uma tempestade.

Eu vi amor.

Após, senti seus dedos deslizarem em minha face.

—É a primeira vez que você diz que me ama.

Revelou. Esboçava um sorriso terno.

—Te amava e nunca te disse? –perguntei incrédulo.

—Não –suspirei frustrado –Mas, eu também tinha dificuldade em dizer. Me declarei apenas uma vez –Regina me encarava com esplendor –É como se ouvisse essas palavras pela primeira vez da boca de um homem.

Colocou os dedos em meu lábio.

—Então... você já ouviu isso antes? –inquiri enciumado.

—Sim. Mas, nenhuma mexeu dessa maneira comigo!

Afirmou sorrindo genuinamente.

—Mas, você chegou a amar esses outros homens? –perguntei curioso. Meu interior torcia por uma resposta negativa.

—Antes eu acreditava que sim. Depois percebi que conheci o amor quando encontrei você.

Proferiu com sinceridade. Fora a minha vez de sorrir, beijei a costa de sua mão.

—Eu fico com tanto ciúme só de imaginar outro lhe dizer isso.

—Você fala como se não tivesse amado outras mulheres...

—Não amei nenhuma como amo você –Regina sorriu mais uma vez –Todos nós só encontramos um grande amor durante a nossa jornada, alguns o descobrem na juventude, outros na meia idade, e outros no fim da vida. E, eu, como sou um homem de sorte, encontrei meu grande amor há tempo de viver ao seu lado pelas próximas três décadas.

Minhas palavras soaram quase como um pedido, para que somente a morte fosse capaz de nos separar.

Tornei a beijar sua mão e no instante seguinte meu lábio adentrou o dela. Um beijo demorado e enamorado. Selando a veracidade de nossos sentimentos. Comprovando o amor que muitos esperam a vida toda para encontrar. Nós havíamos deparado com essa dádiva tempo o suficiente para sermos felizes pela vida inteira.

Com ou sem memórias, eu tenho certeza de que Regina é o amor da minha vida e nada irá mudar isso.

Devido a necessidade de ar, o beijo foi encerrado. Nos levantamos do tapete com certa dificuldade, sorrimos. Em pé, coloquei uma mexa do cabelo de Regina atrás de sua orelha, beijando sua testa em seguida.

—Eu não vou deixar ninguém machucar você. Precisamos revelar isso a polícia.

—Dizer o que? Que eu matei alguém na sala cirúrgica porque estava bêbada?

Questionou aflita. O que fez eu me arrepender de tocar naquele assunto.

—Eu vou dar um jeito nisso.

Logo a mesma afastou-se, Regina debruçou suas mãos sobre a guarda dos pés da cama, suspirando profundamente. Está de costas para mim, em passos leves me aproximava até que a mesma proclamará um pedido irrecusável.

—Fique aqui esta noite?

—Claro. Vou cuidar de você.

Proferi suavemente.

A mesma virou-se e surpreendeu-se ao me ver tão perto, seu corpo se chocou contra o meu. Regina fitou profundamente o meu olhar esboçando um pequeno sorriso.

—Você não entendeu. Eu quero que você faça amor comigo... –declarou sensualmente ao pé de meu ouvido –Até minhas pernas fraquejarem, os gemidos ecoarem e os raios solares nos atingirem.

Finalizou deixando com que uma onda de arrepios percorresse o meu corpo, mesmo que ela não pudesse ver, sabia o efeito que as palavras haviam me causado.

Levou minhas mãos até o laço que amarrava seu robe de seda. Desfazendo o nó. Eu engoli em seco. Desejo amá-la loucamente da forma que ela me pediu, porém não sei se é o momento adequado. Antes que o nó fosse desfeito proferi minhas primeiras palavras, depois deste pedido provocante.

—Regina, eu não se esse é o momento –ela me encarou incrédula, interrompendo o ato. Parecia decepcionada, o que eu mais temia... –Digo, eu quero você, muito. Mas, acabasse de passar por um momento frágil, estava triste. Você precisa de compreensão, carinho -acariciei seu rosto –não de... sexo. Não quero que se arrependa. Para mim será como se fosse a primeira vez. Quero que seja especial.

Afaguei a maçã de seu rosto, Regina sorria emocionada.

—Robin –a mesma retribuiu o gesto –eu estou bem. Desabafar com você sobre meus medos e frustrações foi ótimo, me sinto em paz, como não estive por muito tempo. Há um ano, ou quando cometi todos esses erros que me atormentam, eu estava unicamente só, agora somos dois, eu quero você. E jamais irei me arrepender de fazer amor contigo. Já é especial, você disse que me ama. – sorriu genuinamente, tornando a mover sua mão e a minha para que o último nó enfim pudesse ser desfeito –Está na hora de selar esse amor.

Murmurou.

Desta vez, eu não serei tolo para discordar, as palavras de Regina e seu olhar sincero me convenceram de que não há momento mais apropriado que este. Todos os nossos receios e confissões haviam sido compartilhados, não há mais segredos que sejam capazes de nos separar. Nesta noite seremos um só pelo resto de nossas vidas.

O nó fora desatado, revelando a camisola que a cobria. Era da mesma cor e tecido que o robe, apesar do comprimento ultrapassar os joelhos, ela era sensual, acetinada, as alças da mesma eram rendadas assim como o contorno do decote em V sob cada um dos seios de Regina. O tecido não era apertado contra seu corpo de modo que eu poderia facilmente fazer o que quisesse por baixo da camisola.

Não vejo a hora de ver o tecido colidir-se contra o chão, desvelando seu corpo. Primeiro preciso me livrar do robe que apesar de me revelar sua veste ainda lhe resguardava. Levei minhas mãos ao par de ombros de Regina tirando-o por fim, o mesmo percorreu as costas dela chocando-se ao chão. Deixando seus braços descobertos, a pele que eu anseio em tocar.

Ambos sorrimos.

Apanhei minha namorada com pela cintura com firmeza, beijando-a. Nossas línguas selavam um beijo doce e tranquilo, no entanto, o calor que prenunciava em nossos corpos chegou a língua tornando o beijo quente. Minhas mãos acarinhavam a silhueta de Regina sentindo a maciez de sua camisola. Já as dela, contornavam minha nuca. A guiei em passos lentos até a lateral de sua cama.

O beijo duradouro fora finalizado, devido à falta de ar que nos afligia.

—Você ainda não quer me tocar? –me provocou a voz carregada de malicia.

—Mudei de ideia –respondi firme.

—Ótimo. –disse sorridente. Virou-se de costas colocando minha mão em sua cintura.

—Me acompanhe.

Regina ordenou.

Agachou-se fazendo com que o tecido da sua camisola roçasse contra o chão. Eu fiz o mesmo sentindo ela requerer minha mão em seu tornozelo, realizando o meu desejo de tocar sua pele. Por onde iniciei a carícia dela. A mão de Regina cobria a minha, enquanto meus dedos começavam a deslizar pela sua pele com ternura. Sentindo-a tão lisa e macia quanto a camisola que lhe vestia.

As mãos dela conduziam as minhas, cada uma delas traçavam suas pernas. A sensação de tocá-la é indescritível. Minhas mãos fazem moradas em sua pele, conhecendo-as pela primeira vez. Seu corpo inteiro se arrepiava a cada toque meu.

Aos poucos nossos corpos vão decolando do chão, quando minhas mãos chegaram aos joelhos dela, notei um detalhe que havia passado despercebido até então, a camisola possuía fendas de ambos os lados, o que tornaria a carícia ainda mais espalmada. Sorri com astúcia.

No instante em que minhas mãos alcançaram uma palma acima do joelho de Regina já estávamos em pé novamente. Aproveitei para aproximar ainda mais meu corpo ao seu, de modo que nenhuma distância poderia nos separar. As curvas de Regina são robustas e apalpáveis. Meu membro começava a comprovar isso. Fora neste momento que decidi ser desobediente seguindo o caminho que eu queria com minhas mãos.

—Robin –reclamou.

—Shh –disse em seu ouvido.

Meu par de mãos apanharam suas coxas com vontade, lhe despertando um calor ascendente.

—Oh! –ela gemeu quase que inaudível.

Minhas mãos se aproximaram de sua vagina, decidi parar por segundos, esperando a respiração desregulada de Regina voltar ao normal. A mesma certamente achou que eu havia acabado. Fora nesse momento em que levei minha mão até a intimidade dela apalpando-a.

—Ah! –ela grunhiu de imediato, desfalecendo seu corpo contra o meu. Recostando seu peso, tombou a cabeça em meu ombro –Robin... –sua voz soou fraca.

Meu braço esquerdo lhe firmava pela cintura, enquanto minha mão direita permanecia sobre seu sexo, em uma carícia prazerosa para ambos, minha mão deslizava pelo tecido fino rendado. Toquei mais uma vez fazendo-a gemer alguma palavra desconexa. No entanto, dessa vez despertando meu membro duro e ereto que roçou contra o bumbum abundante de Regina.

—Você está me enlouquecendo... –murmurei. Retirando minha mão de sua vagina.

—Eu sei –respondeu sorridente, ainda de olhos fechados. Aguçando em mim o desejo de beijá-la –Posso sentir.

Finalizou. Certamente se referia de meu membro rijo contra seu corpo.

Nossas mãos se encontraram, a partir dali percorri desde seus pulsos, explorando a pele em seu braço com esmero, delicadamente minhas mãos subiram até seus ombros. Meu nariz inspirava a nuca dela.

—Regina, eu te venero –sussurrei. Beijando o pescoço da mesma.

Em um gesto ágil a virei de frente para mim necessitando de seu lábio. Adentrei a boca dela, beijando-a com voracidade me deliciando com o calor que nossas línguas continham. Pressionava os lábios de Regina, inebriado, excitado.

Nossas intimidades se encontraram durante o beijo. Ambos gememos contra os lábios um do outro, porém não bastou para que findássemos o ato. Enquanto nos entregávamos a este beijo descomedido, Regina topou a barra de minha camiseta. A qual ela começou a retirar, suas mãos delicadas deslizavam sob o meu abdome, suas mãos percorriam meus músculos a medida que o tecido subia -, estou maravilhado com as carícias e sutilezas de Regina ao me tocar -Serei incapaz de esquecer esta noite.

O calor do momento me impediu de avisá-la sob um detalhe diferente que havia em meu tórax. Infelizmente só percebi isto quando a vi fitando com incredulidade a marca em meu peito.

—Robin, eles... –murmurou chocada.

—Me queimaram – finalizei chateado. Encarando a marca de queimadura em formato de U em meu tórax que subia e descia em uma respiração ofegante.

—Eu sinto muito –sussurrou penalizada.

—Tudo bem se não quiser olhar, nós podemos tapar...

—Não, Robin –respondeu imediatamente levando sua mão ao meu rosto, me encarando profundamente –Essa marca faz parte de quem você é agora, do homem que se tornou. Eu não tenho nojo apenas me assustei, me desculpe.

Eu vi um prelúdio de culpa se instaurar no olhar dela.

—Não há o que desculpar –respondi esboçando um sorriso, no momento em que guiava minha mão a nuca dela.

Para minha surpresa, Regina levou o dedo indicador sobre a marca que eu desprezo. Selando seu lábio delicadamente sobre ela. Regina é a mulher mais eclética que conheço, em um momento me deixa enlouquecido de prazer, no outro me mantém inebriado por seu amor. Fazendo meu coração disparar.

Minha respiração ofegante procurava pela dela, nossos narizes roçaram um no outro, logo em seguida fizemos o mesmo com nossos lábios, um beijo lento e sereno, onde o amor predominava. Mas, nem por isso nossas línguas deixavam de ficar quentes. Assim como nossos corpos que continuavam a desejar ardentemente um ao outro, devido as carícias anteriores.

Aprofundamos o beijo a medida que as mãos de Regina continuavam a percorrer meus bíceps, apalpando-os. O que me fez arfar contra sua boca, meu membro clamava por ela. Mas, ele teria que esperar.

Senti ela tocar os músculos do meu braço, os mesmos que a envolviam pela cintura. O ar fora escasso fazendo com que finalizássemos o beijo.

Nossos olhares se encontraram repletos de luxúria. Regina afastou-se de meus braços dando um passo para trás. Em um primeiro momento a encarei descontente, eu a quero, a desejo, necessito que ela esteja em meus braços.

A mesma segurou em minha mão onde depositou um beijo singelo antes de levá-la a alça de sua camisola. Repetiu o gesto com a mão esquerda, ambas sentiam a camada de renda sob a pele de Regina.

Mergulhamos nossos olhos um no outro, um oceano profundo onde o desejo era mútuo. Eu almejo vê-la nua, acaricia-la, amá-la por completo. As mãos dela moveram as minhas, deixando com que as alças caíssem desnudando os ombros. Logo depois, o tecido de cetim deslizou coerente pelo seu corpo, acompanhei o movimento da camisola dela a partir do caminho de sua cintura, pois antes eu ainda estava hipnotizado pelo seu olhar, dizendo que a amava sem proferir uma única palavra, esperando que ela decifrasse.

Meu olhar tornava a fitar o caminho percorrido de baixo para cima, parando um instante sob as coxas torneadas e robustas dela. Encarei a calcinha vermelha rendada; a cor da paixão. Regina fora ousada e eu haveria de recompensá-la.

Depositei minhas mãos em sua cintura, logo depois afrontei o que era novidade para mim. Seus seios fartos.

Permaneci fitando-os com esplendor. Eram tão grandes... maiores que eu havia imaginando. Meu olhar devia ter me denunciado, pois a mesma proclamou suavemente.

—Você gostou?

—Eu adorei! –não me contive nas palavras fazendo um sorriso aflorar do lábio dela.

—Toque-os, apalpe-os, sugue-os –ela dizia me surpreendendo, Regina é tão... quente, me excita apenas com suas palavras –São seus está noite.

—Uma noite só não basta, eu quero eles para mim a vida toda.

Revelei encarando o olhar dela profundamente, vislumbrando uma feição surpresa e satisfeita surgir em seu rosto.

—A vida toda –repetiu.

Tornei a encarar seus seios arredondados e abundantes, além de firmes. Estava inerte. Ela agiu por mim, sua mão se pôs sobre a minha, traçando seu ventre, subindo pela sua barriga elegante. Percebi os espasmos percorrerem o corpo dela, enquanto no meu sentia o sexo aquecer à medida que minha mão aproximava- se do mamilo dela.

Meus dedos subiam o contorno do seio de Regina sentindo a medida em que eles tornavam- se fartos, minha mão máscula quase não fora capaz de preenche-lo. O acariciei lentamente, sentindo todo o conteúdo que dispunha. Tocando-o como havia pedido. Tamanho fora o prazer de Regina que a mesma fechou os olhos no mesmo instante.

—Oh! –ela se contorceu.

—Machuquei você?–perguntei preocupado.

—Não. Tinha me esquecido o quanto isso é maravilhoso.

Sorri.

—Há muito o que satisfazer ainda, Regina.

A minha voz trazia consigo uma rouquidão que a atraía ainda mais.

Apertei os seios dela satisfazendo o meu desejo. Tamanha a volúpia que eles me proporcionaram desde a primeira vez que os vislumbrei.

—Ah, Robin... –sussurrou manhosa.

Deixei seus mamilos enrijecidos. Repeti o gesto com o outro, fazendo-a grunhir ao meu toque. Liberei o primeiro seio acariciado, fazendo-a suspirar. Enquanto meus dedos trabalhavam no esquerdo, meu lábio pressionou o direito, sugando-o com ternura em seguida.

—Oh...

Lambi lhe causando um prazer visível. Repeti o ato com o outro seio. Desta vez, Regina soltará um gemido contido, familiarizada com o gesto. Deixei para trás resquícios quentes de minha saliva.

Fiz uma trilha de beijos desde seus seios a seu colo, até chegar em seu pescoço, a mesma arqueou a cabeça cedendo espaço que eu explorei com beijos e chupões leves.

Senti a mão dela encontrar o cós de minha calça, qual Regina desabotoou depressa, o jeans deslizou pelas minhas pernas revelando minha cueca e meu volume avantajado, o mesmo que a mulher em meus braços encarava com luxúria. Dei um passo à frente me livrando por completo de minha calça.

Selamos nossos lábios mais uma vez, o beijo era quente e úmido. Eu sentia uma queimação me acometer, assim como fazia com o corpo dela, tão quente quanto o meu. Enquanto nos beijávamos minha mão deslizava pelas nuances de seu abdome, parando sob o cós de sua calcinha, sentindo a mesma estremecer. Findei o beijo e me ajoelhei a sua frente, retirando delicadamente sua calcinha -, que percorreu suas belas pernas torneadas –deixando-a nua por completo.

Regina levantou os pés livrando-se do último tecido que lhe cobria.

—Abra as pernas –orientei.

Um pouco hesitante ela fez o que pedi.

Me inclinei mais à frente de sua intimidade. Inspirando o aroma de seu sexo. Escutei Regina suspirar, encarei sua feição ruborizada.

—Robin, o que você vai fazer?

—Uma pré-estreia. Sexo oral, Regina.

—O que?! –perguntou, parecia perplexa.

—Não me diga que eu não lhe dava prazer?–fora a minha vez de ficar surpreso.

—Você me dava na cama...

—Não é a mesma coisa. Apenas sinta, está bem?

—Aham.

Inspirei novamente sua intimidade e a toquei em seguida, escutando gemidos. Me levantei firmando Regina em meu braço esquerdo. Com a mão esquerda deslizei o polegar lentamente em uma carícia delicada que a fez ofegar. Meu dedo insinuava uma penetração suave, fazendo-a arfar vez ou outra. Pressionei o clitóris de Regina com habilidade.

—Oh! –a mesma cravou as unhas em minha pele, tombando a cabeça em meu ombro.

Logo um par de dedos averiguava sua intimidade. Bombeei ambos sem pressa. Um tremor flamejante traçou o corpo dela. As expressões de Regina, seus gemidos abafados ou escandalosos, seu corpo relaxado, seu rosto corado, carregam tamanha exuberância da qual eu me alegro em conceber. Me considero satisfeito em aflorar essas sensações na mulher que amo.

Curvei os dedos e comecei a penetrá-la com movimentos precisos. Seguindo um ritmo constante, acelerando cada vez mais, ouvindo seus gemidos de prazer. Empurrei os dedos profundamente, fazendo-a delirar.

—AH! Robin! –exasperou com a respiração desregulada.

A resistência de meus dedos, se movimentavam com vigor.

—Eu vou queimar por você... –ela murmurou me deixando sorridente.

Somente então senti suas paredes internas serem inundadas por um calor escaldante. Molhada, encharcada. Depositei um tesão exorbitante em Regina com meus dedos. Retirei estes de seu sexo ouvindo-a reclamar algo inaudível -, ela não imaginava o que eu ainda tenho planejado.

Com uma vasta quantidade de beijos a distraia enquanto lhe colocava sentada na beirada da cama. Minhas mãos percorreram desde seus seios até as curvas de sua silhueta, parando por fim sob suas coxas as quais eu afaguei com benevolência. Aproveitei que Regina adorava a sensação do toque e abri suas pernas calmamente até chegar ao espaço que eu necessitava.

Direcionei minha cabeça por baixo de sua intimidade, mergulhando o lábio, chupando-a. Inesperadamente.

—Oh!!! –senti os dedos dela afagarem meus cabelos.

Ambos sentíamos prazer um pelo outro. Uma sensação para mim há muito esquecida, para ela uma novidade a deleitar-se. Seu gosto é diferente, original. O aroma, é o mesmo que me salvou tantas vezes; um tanto exótico.

Minha língua explora cada detalhe de sua intimidade com veemência, sua textura é molhada e sensível na mesma medida. Fazendo com que ela arfasse diante do desejo que eu lhe proporcionava.

A suguei por completo, invadindo-a com vontade, lambuzando-a, provocando sua intimidade com a minha língua que ocupa sua entrada, ambas, quentes e úmidas.

Regina mantinha os olhos fechados enquanto soava “Oh” ou “Ah” agudos. No mesmo instante em que seus dedos amassavam ferozmente o lençol branco depositado em sua cama.

Minha língua incansável continuava a explorar seu sexo, fazendo com que Regina impulsionasse o quadril involuntariamente em minha direção. A chupei com voracidade, cedendo aos desejos de nossos corpos.

—Ah! –gritou. Desprovida de fôlego.

Nesse momento a sinto explodir de prazer, o orgasmo lhe atingia. Suguei o líquido quente, sorvendo o gosto do prazer que aflorei em minha amada. É inebriante.

Minhas mãos já seguravam uma toalha que dispunha na guarda da cama, a qual passei por sua intimidade. Regina deitou as costas na cama. Me coloquei sob a mesma com cautela. Logo, meu lábio percorreu o colo dela, encontrando sua boca, a qual beijei com sofreguidão. Disponibilizando a ela o sabor de seu próprio gosto.

O beijo fora duradouro e apaixonado. Nossas línguas se deliciavam a cada vez em que se topavam.

—Sinta como é amar verdadeiramente alguém –dissera Regina percorrendo a mão pelo meu tórax até alcançar a única veste que ainda me cobria.

—Você será a minha amada para sempre.

Pontuei sorridente. Deslizando meus dedos pela sua face corada.

Até meu membro avantajado ser libertado. Regina o encarou com volúpia. Um sorriso travesso esboçou de seu lábio.

—Me faça sua, Robin... –pediu em um sussurro.

—Como se fosse a primeira vez... –proferi no mesmo tom. Um pouco nervoso, não nego.

—Como se fosse a primeira vez.

Repetiu. Os cabelos negros desgrenhados sob o travesseiro macio.

Volúpia e amor divergiam de nossos olhos. Fora nesse instante em que unifiquei nossos corpos com suavidade.

—AH!

Gemeu fechando os olhos. Arqueou a cabeça para trás se afundando nos travesseiros.

Beijei seu lábio carnudo com carinho, com o intuito de distrai-la, adentrando mais profundamente sua intimidade. Ambos sentíamos uma queimação nos acometer. Meu membro é grosso, resoluto e quente. Preenchendo suas paredes internas.

Iniciei uma penetração suave com movimentos precisos. Logo tornando uma velocidade mediana. Ritmava nossos corpos com maestria, dentre beijos e caricias. Escutava os gemidos calorosos que vinham da boca de Regina, me excitando ainda mais a prosseguir. As mãos dela deslizavam pela minha costa enquanto as minhas percorriam as ansiadas de seu corpo esculpido. Suas nuances.

As investidas tornaram-se mais fortes. Cada toque mais eletrizante que o anterior. Reverenciávamos nossos corpos de modo que ficaria para sempre em nossas memórias. Encontrávamos nossas almas e corações em uma só carne; estávamos em chamas, causadas pela noite tentadora de paixão, amor e desejo.

O coração de Regina batia acelerado contra meu peito a cada estocada. Seu lábio pressionava minha nuca, beijando-a. Por vezes gemia próxima ao meu ouvido. Senti seu seio enrijecido chocar-se contra meu peito o mesmo que logo após afaguei com desvelo, sugando-lhe em seguida.

—Oh... Robin.

Apesar do frio uma camada de suor começara a se prenunciar em nossas peles.

—Mais forte... –suplicou em um murmúrio.

Adicionei velocidade com movimentos rápidos. Aprofundei ainda mais, como fora pedido. O corpo dela chocava-se contra a cama. Devido a velocidade da penetração, fazendo a cama ranger. As mãos dela encontraram as guarnições da cama. Na medida em que eu investia com precisão ela se inclinava para mim se impulsionando.

Regina cruzou suas pernas em minha silhueta tornando os movimentos ainda mais acelerados.

—Oh, oh, oh, oh!

Ela gemia inclinando-se enquanto meu membro lhe penetrava. Regina estava completamente entregue ao desejo que lhe acometia, liberta. Naturalmente ousada. Adentrei seu lábio beijando-a com paixão. Percebendo que estávamos prestes a atingir o ápice juntos, aumentei as estocadas.

—Ah!

Ambos sentimos o líquido quente jorrar. O orgasmo havia nos arrebatado.

Sorrimos uma para o outro. Selando nossos lábios em meio as respirações ofegantes e desreguladas. Meu corpo ainda sob o de Regina, ainda idolatrando a sensação de preenche-la por completo.

—Você é linda! -Elogiei fitando o olhar dela que reluzia amor –E audaciosa.

A mesma gargalhou.

—Audaciosa? –inquiriu em meio ao riso.

—Sim. Eu gostei disso –acarinhei seus cabelos –Eu nunca me senti assim com ninguém. Só com você. A cada dia que passa tenho a certeza de que você é a mulher da minha vida.

Sorri feito um tolo. Fitando o olhar dela enquanto revelava meus sentimentos.

—Eu tive a certeza de que você seria meu grande amor no momento em que nos beijamos pela primeira vez...

Rebateu. Meu sorriso desfaleceu gradativamente. O que não passou despercebido por ela.

—O que foi? –perguntou traçando a mão em meu rosto.

Desvencilhei nossos corpos e deitei ao seu lado na cama. Em silêncio.

—Me desculpe...

—Pelo que?

—Por não me recordar desses detalhes... do nosso primeiro beijo, a nossa primeira noite de amor.

—Quantas vezes terei que lhe dizer que você não precisa se desculpar por causa disso.

—Eu não quero que você pense que não é importante para mim.

—Eu não penso mais assim... Tudo isso tem um lado bom sabia?

—Ah, é? Qual?

Questionei intrigado.

—As nossas brigas por exemplo, você não se lembra delas...

Não pude conter um riso debochado que soltei. Fazendo-a sorrir também. A mesma se aninhou em meus braços recostando sua cabeça em meu peito. Enquanto eu inspirava seu cabelo.

—Nós brigávamos?

—Claro. Todo casal briga, Robin.

—Eu não me imagino brigando com você.

—Mas nós também vamos brigar... isso é natural. E, só para saber, você era o que sempre pedia desculpas, mesmo quando eu estava errada.

Orientou.

—Ótimo. Não vou me esquecer disso -comentei sorridente –Obrigado por me permitir ficar do seu lado e me animar mesmo quando estou descrente. Eu não quero perder isso nunca.

—Você não perderá.

Conversamos por minutos...até iniciarmos novas caricias prazerosas um no outro, instantes depois estávamos excitados novamente, fizemos amor várias vezes durante a madrugada de inverno, lá fora a neve assolava as ruas, enquanto aqui dentro o calor inunda nossos corpos.

Selamos a noite de amor como Regina pedira; até cansarmos por completo e o sol atingir as facetas de nossos rostos.

X X X

Três anos atrás...

A garrafa de uísque findara. Estava na hora do telefonema. Caminhava pelas ruas de Nova York cambaleante, até por fim encontrar um orelhão já que o meu número de celular ela não atende mais. Ela está com medo e eu gosto disso.

Ao discar o número que eu já havia decorado, espero pela chamada. Três toques e sua voz fora ouvida do outro lado da linha.

—Alô –dissera a médica de minha falecida noiva.

—Você consegue dormir, doutora? Mesmo sabendo que é responsável pela morte de duas pessoas? E que essas pessoas significavam muito para mim...

Disse perturbado.

—Você de novo? –proferiu descrente.

—O sangue escorre pelas suas mãos, doutora Mills, você é parecida comigo. Uma assassina.

—Pare! Por favor, eu cometi um erro, ok? Eu sinto muito. É difícil para mim conviver com isso. Apenas me deixe em paz, eu lhe suplico.

—Paz? Você quer a única coisa que tirou de mim naquela noite...

Retruquei com certa dificuldade, a bebida faz com que eu engasgue com algumas palavras deixando-as embaralhadas.

—Você está transtornado, precisa de um tratamento, procure por um psicólogo...

—Você mata a minha mulher e ainda insinua que estou louco?

—Não está louco...só precisa de ajuda! Eu posso fazer algo por você se me permitir.

—Você?! Eu jamais aceitarei a sua ajuda, espero que sua vida seja um tormento assim como deixou a minha. Quero que sofra e se isso não acontecer por consequência dos seus atos eu o farei por conta própria. Destruirei você e sua vida miserável como fez comigo, eu não vou parar, nunca.

O ódio salientava em minhas palavras, mesclando com a dor que eu sinto no meu peito.

Desliguei. Tornando a vagar pelas ruas escuras da cidade a procura do primeiro bar que encontrasse, ansiando pelo dia seguinte do qual eu realizaria mais uma das minhas ligações.

Essa mulher arruinou a minha vida e isso eu jamais serei capaz de perdoar.

Notas finais
E aí o que acharam? Gostaram do hot, me digam por favor que realmente acharam... a opinião de vocês é importante e estou sentindo falta de vocês nos comentários... Robin fazia as ligações de fato...mas, quanto aos bilhetes, quem envia? Afinal nosso tenente está sem as suas memórias... Um grande beijo a todas, até breve. COMUNICADO: É NESSE FIM DE SEMANA A VOLTA DE OUTLAWQUEEN!!! E, para comemorar o fandom está combinando de subir a tag: "OutlawQueen is back", Domingo ás 21:00, mais informações no meu twitter e também vou divulgar na página.