Quatro Elmenters
2 Capítulo 1
Notas iniciais
Obrigada a quem comentou!
E a quem favoritou.
Fiz um capitulo até que compridinho.
Arizona, Flórida, Llinóis e Nevada quatro estados que abrigam quato garotas, quatro garotas especiais, Grace, Melody, Febe e Carly
Suas vidas até hoje foram mentiras, nenhuma delas sabia quem realmente era, viveram em uma farsa e acreditaram nela.
(***)
Era Dezembro, a neve cobria quase todo os Estados Unidos, menos o sul, O clima lá era muito quente para isso.
No Arizona não é comum precipitação de neve, mas em uma pequena cidade chamada Flagstaff localizada ao norte no pé da montanha mais alta de todo o Arizona, a neve tomava conta pelo simples fato dessa cidadezinha estar próxima à uma montanha.
Como de se esperar o dia estava frio, o vento cortava a todos que não estavam devidamente agasalhados. Grace acabará de sair de sua cafeteria preferida, carregava um saquinho de em suas mãos, sua mãe a esperava no outro lado da rua.
Grace olhou para os dois lados antes de atravessar e logo correu, apesar de estar com o seu casaco mais grosso, seu cachecol vermelho e felpudo, o seu preferido e um gorro preto com um pompom branco na ponta, podia sentir um arrepio e uma pequena dor causada pelo frio toda fez que o vento soprava em seu corpo frágil.
-Olá- Disse dando um beijo no rosto de sua mãe assim que entro no carro.
-Oi querida.- a mãe disse enquanto ajudava a filha a fechar a pesada porta do carro.
-Trouxe para você. — Grace lhe entregou um saquinho de papel onde continha dois Kanelbulle, são bolinhos de canela com um formato que lembra um caracol e uma generosa camada de algo pastoso e branco que Grace jurava ser feito com muito açúcar.
-Hum... Isso é muito bom. — Murmurou sua mãe após dar uma mordida no Kanelbulle enquanto partia com o carro. Grace riu com o comentário da mãe.
-Mãe, você sempre diz isso. — Grace comentou já enfiando o bolinho em sua boca para poder dar uma mordida.
-Mas realmente é muito bom. — Grace balançou a cabeça negativamente e soltou um suspiro ou um riso abafado.
A casa de Grace não era muito longe do centro da cidade, era uma casa até que grande para apenas duas pessoas, tinha dois andares e era uma casinha branca com várias flores bem cultivadas a frente, era modesta, era bem meiga. As duas eram felizes ali.
Ao estacionarem o carro na garagem se depararam com uma mulher, seus cabelos ruivos estavam amarrados em coque bem alto e sem defeito, tinha uma expressão severa, estava dentro da garagem ao lado da porta usada em dias de chuvas e nevascas como era o caso.
-Fique no carro. — A mãe de Grace disse já descendo mas a curiosidade da garota era maior e além do mais não viu perigo nenhum em uma mulher como aquela.
-Disse para você ficar no carro. — Sussurrou sua mãe assim que Grace a alcançou.
-Eu não ouvi. — Ela respondeu no mesmo tom de voz de sua mãe que logo lhe jogou um olhar repreensivo pois sabia muito bem que a filha estava mentindo.
-A senhorita é Grace Pinther? — A senhora perguntou enquanto se aproximava.
-Sim, sou eu. — A garota disse dando um passo a frente e sendo interrompida pelos braços de minha mãe que me impediram.
-Senhora Pinther, você sabe chegou a hora, não temos mais como adiar isso. Temos de conversar. — A mulher disse se dirigindo Annelise Pinther, mãe de Grace, que relutantemente tirou os braços da frente da filha e pegou a chave em sua bolsa e assim seguiu em direção a porta, a senhora fez menção com os braços para que Grace seguisse sua mãe e foi o que ela fez logo em seguida mulher de expressão severa seguiu ambas atrás de Grace.
(***)
Já em Gainesville, Flórida, não nevava, fazia muito frio, chovia forte e chovia granizo, mas não nevava.
Gainesville por ser uma cidade localizada em um estado extremamente quente, não segui muito bem os padrões de clima do pais.
Sim tinha precipitações de neve, mas não eram muitas, e não eram extremas.
Faltava dois dias para o natal, todas as famílias se preparavam ao máximo para aquela época do ano mágica.
Melody queria que chegasse logo, apesar de ter seus quatorze anos ainda se animava muito com os presentes que ganhava e com o almoço de natal.
Para o tempo passar mais rápido decidia que dormir era sempre a melhor solução de seus problemas e além do mais era férias não tinha muita coisa para fazer.
Melody acordou incomodada com o forte barulho de chuva batendo em sua janela.
Olhou o relógio que ficava em seu criado mudo.
-Onze e meia. — Ela murmurou para si mesma e suspirou.
Levantou com muita preguiça de sua cama e colocou pantufas. Segui para a porta branca que se encontrava ao lado de seu armário e entrou no banheiro, lavou o rosto, escovou seus dentes e penteou calmamente seus longos cabelos loiros.
Desceu as escadas correndo como sempre fazia e foi direto para a cozinha onde encontrou seu pai sentado a mesa enquanto lia seu jornal e sua mãe preparando para o café da manhã o doce preferido da garota.
-Cupcakes!! — A garota deu gritinho e logo correu para o lado da mãe e assim pegou um e já o mordeu antes mesmo que a mesma pudesse toma-lo de sua mão.
-Mel! Ainda não acabei de decora-los. — A mãe se virou para a filha para chamar-lhe a atenção mas a menina já tinha comido o bolinho praticamente inteiro.
-Bom dia pai. — Melody disse dando um beijo no rosto do mesmo e se sentando ao lado dele.
-Bom dia querida. — Respondeu ele passando a mão de leve nos cabelos da filha.
A família pode desfrutar de mais café da manhã todos juntos em harmonia, bom puderam desfrutar do ultimo café da manha em harmonia.
Minutos depois a campainha tocou e lá se encontrava um senhor de cabelos grisalhos.
O motivo pelo qual ele estava ali? O mesmo pelo qual tinha uma mulher desconhecida na garagem de Grace.
(***)
Em Chicago cidade de illinois as coisas aconteciam bem diferentes.
Sim, sim a neve cobria a cidade toda! Mas em uma casinha amarela com os telhados cinzas todos lotados de gelo, a garagem impossibilitada de ser usada e apenas um caminho que a neve fora retirada para dar passagem até a porta da casa.
Febe e sua irmã mais velha Amber tinham acabado de retirar toda aquela neve, a pedido da mãe que nesse momento estava sentada em frente ao computador tomando chocolate quente enquanto terminava sua ultima reportagem deste ano.
As duas garotas nunca se deram muito bem, viviam a brigar, ambas não gostavam nem um pouco da outras mas era incrível como faziam tudo, tudo juntas.
Amber se tacou no sofá sendo surpreendida por Febe que se jogou em cima dela. Após todo o trabalho que tiveram para retirar a neve ambas achavam que mereciam um belo descanso.
Pena que ele não iria durar muito.
-Febe me devolve o controle. — Amber deu grito agudo.
-Não, agora ele está comigo e quem vai escolher o programa sou eu! Você já me obrigou a ver aquela novela idiota com ontem.- Amber era dois anos mais velha que Febe e mesmo assim as duas agiam como criancinhas de seis e oito anos e não de quatorze e dezesseis anos, bom, agiam mas não no aspecto televisão.
-Eu sou a primogênita então tenho direitos! — A mais velhas disse como se tivesse dado um ponto final aquela disclusão.
-Direitos iguais a todos baby. — Febe colocou no canal que queria.
-Eu vou gritar se você não me entregar o controle. — Ameaçou a filha mais velha.
-Pode gritar não tenho medo do que possa acontecer. — Retrucou a mais nova.
Dito e feito, a mais velhas gritou, a mãe apareceu. Pronta para dar uma bronca e deixa-las de castigo por mau comportamento. A campainha toca e as duas garotas foram literalmente "salvas pelo gongo."
Bom, mais ou menos já que eu particularmente não consideraria Febe salva.
A mãe deu um suspiro e foi até a porta olhou pelo olho mágico que ali contia, logo se virou brutalmente e encostou de costas na porta e assim deslisou lentamente até o chão.
Sua respiração estava alterada, ela estava ofegante.
(***)
Na cidade de Reno, em Nevada, próximo a Carson City a capital.
Reno é uma cidade como Las Vegas, nas verdade é considerada a mini Las Vegas, tanto que Reno é conhecida como "A maior cidade pequena do mundo."
Lá também nevava, as placas que de noite ficavam extremamente iluminadas com suas luzes neon hoje não brilhariam afinal a neve definitivamente impedia.
Em um dos prédios residenciais próximos ao centro morava uma garota com seu pai.
Seu nome? Carly.
Faltando dois dias para o natal o pai da garota estava fazendo trabalho social para ajudar todos os que não tinham dinheiro para passar um bom final de ano.
Ainda eram por volta de onze horas quase meio dia e pai da garota ainda não tinha voltado para casa.
Ela tinha acabado de sair do banho e resolveu colocar um pijama quentinho e felpudo afinal o frio era de congelar até mesmo dentro de seu apartamento que contia aquecedor.
A garota já acostumada com isso pois o pais sempre fora caridoso com os necessitados tinha de se virar para comer na hora do almoço e como sempre preparava macarrão instantâneo afinal era rápido, pratico, fácil e a unica coisa que ela sabia fazer.
Só pelo cheiro sua boca enchia de aguá e ela salivava, não aguentava esperar mais para que aquele macarrão ficasse pronto. Sua barriga fez um barulho como todos dizem ela "roncou" Carly depositou suas mãos nela e a massageou tentando fazer com que a fome diminuísse. Mas ela sabia muito bem de que nada adiantaria.
Quando o almoço finalmente ficou pronto e Carly já não se aguentava mais de tanta fome algo tinha que estragar sua felicidade.
Quatro batidas muito fortes foram dadas na porta. A Campainha estava quebrada.
-Ah meu pai deve ter esquecido a chave de novo. — A garota se lamentou e lançou um olhar triste para seu prato de comida.
Logo que chegou na porta nem se deu o trabalho de confirmar quem realmente era só destrancou a porta deu uma leve puxada para que ela abrisse praticamente sozinha, virou de costas e quando já estava pronta para correr em direção a cozinha foi interrompida novamente.
-Hum senhorita? — Ao se virar se deparou com um senhor de terno, um senhor baixinho e cheiinho.
-Ah, olá! O que o senhor deseja?- Ela perguntou extremamente confusa.
-Desejo falar com Carly Wariord. — Ele disse enquanto lia em um papel, provavelmente o nome da garota.
-Sou eu. — Ela disse meio entediada enquanto pensava em seu macarrão que provavelmente estava esfriando.
-Bom senhorita eu preciso falar com seu responsável ele sabe do que se trata. — Ele disse olhando um pouco o apartamento para tentar encontrar algum adulto no local.
-Meu pai não está no momento, volte ano que vem ele vai poder falar melhor com o senhor. — Ela disse com as mãos na porta pronta para fecha-las.
- Desculpe garota mas não tenho como. Tenho ordens de leva-la hoje mesmo para a sede. Já estou atrasado e posso perder meu emprego se me atrasar mais, além do mais tudo já está atrasado você nunca devia ter morado aqui. — Ele disse impaciente e começou a torcer as mãos.
- O senhor é louco? Não vou a lugar nenhum! Não sei do que está falando. — Quando ela estava pronta para fechar a porta na cara do homem ele colocou o pé entre o batente e a mesma.
-Desculpe não gostaria de ter de fazer isso mas você não me deixa escolhas. — E assim ele borrifou um liquido azul em todo o rosto da garota que logo caiu desmaiada. Ele a colocou no sofá fechou a porta atrás de si e partiu pela casa atrás de um papel e de uma caneta.
Escreveu uma carta para o pai da menina explicando o que tinha acontecido. Seria muito triste ele não poder se despedir da filha mas o homem não tinha escolha. Era o destino dela.
Quando acabou pregou a carta na parede do hall do apartamento e colocou a garota nos ombros.
Seria difícil passar pela segurança do prédio mas nada que mais um de seus líquidos coloridos não ajudasse.
Notas finais
Espero de todo o coração que tenham gostado.
Beijooos e comentem! hahahhaha
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