P.O. V de Leco:

Sai logo da ONG, aquela morena mexeu comigo. Desde o momento em que eu botei os olhos nela eu percebi que queria ela pra mim, queria vê-la na minha cama, nos meus braços e eu ia tê-la, eu sempre tenho tudo o que eu quero.

Mas ela é diferente, tem o gênio difícil, vai me dar um pouco mais de trabalho, nada que eu tire de letra.

Eu podia ter beijado a boca a força e tê-la agarrado ali mesmo e usado e abusado daquele corpinho deliciosa, não seria a primeira vez que eu faria isso. Mais eu queria a ver implorando por meu corpo.

Assim que eu entrei no meu carro entrou uma mensagem do Zé, um dos meus bandidos meu amigo e assassino favorito, dizendo que tinha conseguido achar e capturar o Joca. Ah, agora aquele idiota ia ver uma coisa. Quem ser amante da mulher de um dos traficantes mais temidos do Rio.

Enquanto dirigia lembrei o jeito em que a Laura me desafiou. Não estou acostumado a ser desafiado, mas gostei. Todos me tratam com o Diabo em pessoa, mas ela, ela me tratou como mais um homem no planeta. Gostei de ver como ela não baixou a cabeça pra mim, de ver que ela não se rendeu só porque sou um traficante perigoso.

Não sei por que mais o fato de ela não ter medo de mim me deixou com uma sensação boa. Tratei de tirar ela da minha cabeça, o que eu ia fazer agora precisava de atenção. Se ficar pensando nela não vou conseguir fazer direitinho do jeito que eu quero.

Desci do carro e percebi que aquilo tava uma bagunça.

–Que inferno é esse aqui.

–Desculpa Leco-o Zé começou- a mãe do Joca tá aqui pedindo piedade para o filho dela.

–Ela não mereci o filho que tem. Leve ela embora pra casa depois faça uma compra bem reforçada e dê a ela. Mas não a deixe saber que só eu que tô pagando.

Dei dinheiro a ele e me escondi enquanto a Dona Dalva passava. Eu tinha sido criado por ela praticamente, ela era como uma mãe pra mim, e o Joca era como um irmão. Até o dia em que eu cheguei da boca mais cedo e peguei ele e a Julia na cama. Naquela hora meu mundo caiu. Aquela era a mulher que eu amava e o meu irmão. Não chorei, gargalhei e peguei minha arma e apontei pra cabeça de Julia, assim que eles acordaram descarreguei minha arma todinha na cabeça dela. O Joca conseguiu fugir mais não foi muito longe não. Agora ele ia pagar. Pagar por ter me traído, pagar por tá fazendo a mãe dele passar por tudo isso e principalmente pagar pelo filho que eu perdi quando matei a Julia. Aquela desgraçada estava gravida, tenho certeza de que o filho era meu. Mas ela não podia me trair e sair viva e na hora eu não me lembrei da gravidez dela.

–Miro-me dirigir ao meu outro capanga- vai até o cativeiro do Joca e leva ele até o galpão, rápido. Neguim avisa que eu quero todo mundo no galpão agora. Quero que todos esperem por mim. E Agulha- chamei o meu outro capanga de confiança- quero que você faça algo importante.

E não sei por que ia pedir isso mais era importante pra mim.

–Fala chefe algum problema?

–Eu quero de pedir um favor man, vai lá na ONG, tem duas patricinhas lá, eu não quero ver elas no galpão. Observe-as de longe e se elas se aproximarem de lá vocês as impede.

–Cara porque você não quer elas lá vey?

Fiquei nervoso, não sabia por que, eu só não queria que ela visse o que eu vou fazer. Não queria que ela me achasse um mostro, apesar de eu ser um.

–Desde quando tenho que te dar satisfação agulha, tá louco é? Perdeu a noção do perigo? Vai logo vey, pega teu rumo.

–Foi mau chefe, já fui.

Dito isso ele saiu. Ótimo, agora eu vou me divertir. Corri pro galpão e já tinha “mó” galera lá. Entrei e subi no palco e o Joca já estava lá, só de vê-lo já fiquei com raivo e me lembrei da Julia, queria q ela fosse a rainha do morro e ela se envolveu com esse idiota. Ele tinha sido um bom amigo na infância, só que na infância. Hoje ele traiu minha amizade.

–Que bom que já estão todos aqui. Hoje vim encerrar de uma vez por todas a historia da Julia. Como todos sabem o Joca tem uma divida de drogas enorme comigo e eu sempre fui paciente com ele. Paciente até demais vale acrescentar. Então ele e a minha namorada, Julia, tiveram um caso, traindo minha confiança. A Julia já está queimado no inferno e esse espertinho aqui pensou que podia fugir de mim.

Estava me divertindo muito com isso tudo.

–Aos traidores é reservado o inferno. Boa estadia no inferno Joca.

No palco havia uma mesa com todos os objetos de tortura possível. Peguei uma faca e sorri vendo meu reflexo nela. Caminhei devagar até Joca.

–Me mate logo Leco, vamos, acabe logo com isso, me mate rápido em nome dos velhos tempos.

–Você perdeu o direito de evocar os velhos tempos Joca. Hoje eu tô a fim de me divertir. Peguei a faca e comecei a passar a parte afiada no corpo dele. Comecei nas perna e fui subindo. Ele gritava de dor e implorando piedade. Continuei a cortar o corpo dele e quando ele já estava todo ensanguentado troquei a faca por alicate, e arranquei unha por unha dos seus dedos do pé e depois passei pra mão, com toda a paciência do mundo. Depois que terminei de arrancar todas as unhas o forcei a abrir a boca e ranqueei todos os seus dentes.

Acabada com a seção tortura peguei minha arma e a descarreguei toda em sua cabeça.

Quando terminei e olhei os seus restos mortais senti um prazer inexplicável, na verdade eu gostei do que vi.

Olhei pra plateia e todos me fitavam com espanto, algumas mulheres até chorava.

–Que isso sirva de lição para o próximo que tentar me trair. E a parti de hoje eu não quero ouvir mais essa historia da traição no meu morro. Só repitam a todos a morte dolorosa que o Joca teve.

–O que eu faço com o corpo chefe?- o Neguim me perguntou.

–Toca fogo nesse lixo todo que eu vou pra casa. Essa tortura toda me deu fome. Mais tarde apareço na boca.

Sair mais tranquilo do que entrei pronto pra ir comer e tomar um banho. Tava morrendo de fome e queria tirar aquele cheiro de traíra do meu corpo.

Notas finais
Não odeiem o Leco, tá bom? Ele não é tão ruim assim. Comentem a opinião de vocês a repeito das atitudes de Leco