Notas iniciais
Desculpem a demora mais é que eu estou um pouco sem tempo.

P.O.V de Laura

Assim que terminei de organizar tudo com as meninas eu olhei e estava tudo maravilhoso, tudo muito lindo. Me despedi das meninas e corrir pra casa para me arrumar. Quero estar linda esta noite.

Quando cheguei em casa corrir para o meu quarto e a Sol já estava me esperando lá.

–Nossa, ainda bem que você chegou. Preciso de um vestido emprestado para hoje a noite.

–Certo, vamos escolher.

Corremos pro meu Closet e ficamos por um bom tempo experimentando roupas, queria achar a roupa perfeita e impressionar um certo dono de morro de olhos verdes. Queria mostrar a todo mundo que eu também sou bonita e elegante como qualquer outra mulher.

A Sol achou um vestido antes de mim, afinal tudo fica bom nela. Ele era vermelho bem apertado e ia até o meio da coxa. Ele era meio curto e eu nunca tinha usado por este motivo.

–O meu é este. Voce me empresta?

–Claro, você pode até ficar com ele pra você, eu não gosto muito dele.

–Ai amiga, obrigada.

–Por nada, agora me ajuda a encontrar o meu.

–Ta bem.

Ficamos mais um bom tempo até eu encontrar o meu vestido. Tinha ganhado ele quando minha mãe viajou até Miami, nunca tive a oportunidade de usa-lo. Ele era preto, com as costas toda de renda um pouco apertado até metade da coxe e depois ele tem uma abertura da metade da coxa até o pé. Quando eu andava ele mostrava um pouco a minha perna.

–É esse.

–Tem certeza Laura, porque você não é de usar muito esse tipo de roupa. Ele combina mais comigo.

–Não é este mesmo que usarei hoje.

Nos despedimos e fui me arrumar. Tomei banho, fiz alguns cachos no meu cabelo, uma make leve e vestir meu vestido, o combinando com uma sandália preta bem alta. Faltando meia hora para a inauguração eu desci ale fui a encontro de meus pais.

Assim que desci as escadas percebi que todos me olhavam.

–Você está linda filha.

–Você também não está nada mal mãe.

–Então vamos logo.

–Vamo-a Sol falou toda afobada.

Fomos de carro até a favela e quando chegamos a entrada do morro estava com uma fila.

–O que está acontecendo aqui?

Desci apressadamente e fui a encontro da Jamile.

–Mile, o que está acontecendo aqui?

–O Leco decidiu que todos devem ser revistados antes de subir o morro e ir para a inauguração.

–Ótimo.

–Eu vou ter mesmo que ser revistada?

–Vai sim Sol é melhor entrarmos logo na fila ou não chegaremos na festa hoje.

Fui entrando em uma das longas filas e o avistei: ele estava lá, incrível como sempre. Ele me observava, ele me despia só com o olhar. Ele também estava lindo como sempre, com uma camisa social preta e com uma calça jeans preta também. Parecia que tínhamos combinado as cores. Tentei disfarçar para ele não perceber o fascínio com o qual eu o observava. Mas ele já estava vindo em minha direção.

Fiquei um pouco nervosa só pelo fato de ele estar vindo até mim. O que será que ele quer comigo?

–Laura, nossa você está... Nossa, você está muito gostosa hoje.

Revirei os olhos.

–Obrigada Leco, aposto que toda mulher gosta de ouvir isso.

–Na verdade elas gostam sim.

Suspirei e voltei minha atenção para a fila.

–Vem Laura, deixa que eu te revisto.

–Não precisa.

–Eu mandei você vim.

–E eu já disse que não precisa.

–Vou proibir todo mundo revistar, só eu posso te revistar aí você não vai poder participar da sua festinha.

–Tá bom.

Fui com ele até a parte de cima da entrada da favela, de onde eu podia ver todo mundo. Nem percebi que a Sol estava nos seguindo.

–O bonitinha-o Leco se dirigiu a Sol- melhor você voltar até a fila porque eu só vou revistar ela.

–Mas...

–Mas nada, volte até lá agora.

A Sol desceu batendo o pé e eu o fitei. Ele me olhava da cabeça aos pés.