Notas iniciais
Me desculpem miiiiiil vezes pela demora e por não ter postado segunda, aconteceram uma coisas e eu não pude escrever muito essa semana mas segunda tem outro capítulo sem falta. Beijos :*

15, setembro 2009

Oi Diário aconteceu muuuita coisa nesses dias que eu fiquei sem escrever aqui. Vou tentar resumir.

***

Estava eu na escola em um dia normal, era intervalo e eu conversava com a Mari e com a Ju. Estávamos falando sobre um amigo nosso, que era bem feio por sinal, ele parecia estar afim de alguém só que nós não conseguíamos saber quem era. Ele nunca dizia nada.

–Eu aposto que é a Camila, eles estão sempre juntos e tudo mais – Dizia Juliana.

– Aah não, eu ainda acho que é a July, não sei porque mas tem alguma coisa de diferente quando ele olha pra ela.

– Aaaah nem vem com essa Mariana, eu mato você se essa sua teoria sair daqui, fala sério, olha como ele é dentuço cara – sei que soou meio rude mas era a verdade, ele tinha os dentes maiores do que a própria boca, as vezes eu achava que ele nem conseguia fechar a boca por conta disso.

Enquanto riamos de toda essa baboseira que estávamos falando eu reparei que o Carlos, o dentuço, estava olhando muito na minha direção, tive uma vontade enorme de sair correndo mas me controlei. O sinal bateu e nos levantamos para irmos para sala até que sinto uma mão no meu braço, quando me virei dei de cara com ele, (sim ele mesmo, o dentuço) quis correr ou sei lá, gritar por ajuda mas ele era meu amigo, eu podia acabar magoando o pobre do menino.

– É e ai July?! Beleza? – ele não parava de sorrir. As meninas me olharam e tiveram um ataque de riso, subiram as escadas quase caindo de tanto rir.

– Aaan tudo sim Carlinhos, e com você? – não sabia oque dizer então preferi agir naturalmente, vai que não é nada né.

– Tudo beleza comigo, assim, eu queria conversar com você depois das aula, pode me encontrar aqui na lanchonete da esquina? – assim que Carlos me perguntou isso eu senti uma super vontade de dizer que não e que precisava ir embora mas eu nunca fui assim então ele iria estranhar, achei melhor ir ver oque ele queria.

– Tudo bem sim, a galera vai pra lá? – melhor eu me fazer de desentendida.

– Na verdade não, eu quero conversar só com você, tem um tempo que não fazemos isso né?!

– Verdade, bastante tempo, ok então a gente se encontra lá – sorri e subi as escadas de uma vez só. Entrei na sala e fui correndo para minha carteira, as meninas me olhavam com uma cara de quem diz “ e ai? Ele se declerou?”, nunca senti uma vontade tão grande de bater nelas como senti naquele momento.

– Ele quer conversar comigo na lanchonete ali da esquina – Fui logo direto ao ponto, sei que com elas não adianta enrolar porque elas não iam me deixar em paz até saber oque ele tinha falado.

– Ai meu Deus, Jully eu disse que ele te queria hahaha eu sabia, toma essa na sua cara. – Mariana não parava de rir de mim, eu estava com medo do Carlos reparar e achar que estávamos rindo dele.

– Para Mari, o Carlinhos pode reparar, vai deixar o namoradi da Jully se estressar com ela logo agora no começo? – Julia caiu na gargalhada assim que acabou a frase.

– Meninas é sério, ele vai achar que estamos rindo dele, melhor vocês rirem depois ok?!

– Ta bom ta bom, mas eu te disse que era você que ele queria.

– Ta bom Mari agora cala a boca e presta atenção porque agora é aula de matemática e você sabe que eu não sou boa.

Parece que o tempo voou, só por que eu queria que demorasse ele passou rápido, a cada minuto que passava eu ficava mais desesperada, não sei como agir nessas horas e o pior de tudo é que eu gosto muito do Carlos, ele é super meu amigo e tal.

– Ai merda! – sussurrei assim que ouvi o sinal indicando que a aula tinha acabado e que estávamos liberados, comecei a guardar meu material bem devagar para ver se ele ia embora e esquecia de mim, quase todos haviam saído da sala só restava eu e as meninas que não paravam de me apressar. Olhei para a porta e vi que ele não estava lá, decidi levantar para irmos para casa. Começamos a andar para sair da escola e nada de eu ver o Carlos, ótimo talvez ele tenha esquecido, talvez não fosse nada demais, já estávamos na rua andando, eu estava saltitante já que tinha conseguido despistar o Carlos mas como minha avó diz “alegria de pobre dura pouco”, olhei para os lados para atravessar a rua e o vi sentado bem ali na lanchonete sozinho com duas latinhas de coca na mesa, melhor eu ir logo para acabar logo com isso.

– Tchau meninas, o Carlos está ali, amanhã falo com vocês! Beijos! – me despedi das garotas que não paravam de rir da minha cara e atravessei a rua, estava tão nervosa com oque iria acontecer que minhas pernas não paravam de tremer.

– Fala ae Carlinhos!

– Senta ai jully, comprei coca pra você.

– Ah valeu, não precisava não, quanto foi? – perguntei já com a mão na mochila pra poder pegar a carteira.

– Não quero dinheiro, só quero que você sente e me escute, pode ser?! – ele perguntou olhando bem nos meus olhos, não sei como ele conseguiu isso mas eu fiquei tranquila quando olhei nos olhos dele. Assenti e sentem.

– Ainda acho que eu deveria te pagar.

– Para de graça garota, a gente sempre pagou as coisas um pro outro e sem essa neura de ficar dando dinheiro por outro depois – Droga ele tinha razão, sempre que a galera tava junta e alguém estava sem dinheiro o outro pagava e nunca recebia nada em troca além da companhia do amigo.

– Ok então, diz ai oque você queria conversar comigo.

– Quer que eu fale agora de uma vez?

– Acho melhor, acaba logo com esse suspense porque você sabe que eu sou super curiosa.

– Ok então – Ele disse e sorriu com aqueles dentes enormes que pareciam que iam me devorar, e o mais assustador é que eu não estava mais tão nervosa ao lado dele.

– Olha, eu estava meio estranho essas dias, não conseguia pensar em nada que não fosse sobre uma certa garota, sabe Jully, eu acho que eu estou apaixonado. Não sei oque ela tem nem oque ela fez comigo, só sei que não consigo tirar ela da minha cabeça, penso nela quando acordo, penso nela enquanto tomo meu café da manhã, penso nela quando estou andando pela rua e as vezes até acho que vejo ela em todo canto, fico feliz quando a vejo na escola sorridente como sempre, o cheiro dela me deixa maluco, quando ela passa por mim e eu vejo os cachinhos dela voando parece que o tempo para e só existe eu e ela.

– Nossa Carlinhos, nunca pensei que você fosse tão fofo.

– Ainda não acabei – disse Carlos pegando na minha mão e colocando a mão no bolso – Sabe Jully, eu realmente estou apaixonado por você, não sei bem como é isso já que nunca me apaixonei antes e também nunca namorei, não sou nada experiente nisso mas eu queria que você me desse uma chance, me desse uma chance pra eu te mostrar que posso ser mais do que seu amigo, eu acho que posso te fazer feliz, sei que não sou perfeito e sei que vou errar mas eu vou tentar fazer o possível e o impossível pra não te magoar. Namora comigo Jully? – Ele tirou a mão do bolso e me deu uma pulseira dourada linda com um pequeno microfone já que ele sabe que eu gosto de cantar.

Meu mundo parou, não sabia oque estava acontecendo, esse era mesmo meu amigo Carlos? Eu não podia namorar com ele, não enquanto eu não tirar o Thiago da cabeça, eu só pensava nele e em mais ninguém, precisava abrir o jogo com ele.

– Olha Carlos, você me pegou super de surpresa, eu nunca tinha pensado em você desse jeito, você é meu amigo cara. Eu não quero que depois fique um clima chato no meio da galera e tal... Ai meu Deus... Quer sabe? Eu aceito!! – Não acredito que eu disse que aceito, eu ia negar, droga oque ta acontecendo comigo?? Acho que fiz isso pra ver se o Thiago sai da minha cabeça, merda eu fiz besteira eu vou acabar magoando o Carlos, agora já era não posso terminar agora, não hoje.

– Jura??? – o sorriso de Carlos ia de orelha a orelha. Ele pegou a pulseira e colocou no meu pulso. Meu Deus eu estou namorando um dos meus amigos, e pior, ELE É DENTUÇO. E se os dentes dele me machucarem?? Meu Deus eu devo estar louca. Ele se levantou e veio até mim, pegou minha mão e me levantou, me abraçou e depois passou a mão pelos meus cabelos, olhou em fundo nos meus olhos, eu fechei os olhos, não conseguia olhar pra ele naquele momento, minha vida estava uma bela de uma confusão. Eu sentia a respiração do Carlos bem perto de mim e não sabia oque fazer até que senti a mão dele no meu rosto, abri os olho e ele estava muito perto de mim, nossos narizes estavam se encostando, ele se aproximou mais e me beijou, nossos lábios se tocaram e foi tudo tranquilo, foi calmo, tinha um gosto doce acho que por causa da coca. O beijo foi bom.

***

Não sei oque fazer agora diário, minha vida ta uma bagunça, gosto de um e estou namorando com outro. Meu Deus oque eu estou fazendo????

Notas finais
Segunda tem mais gente, mais uma vez mil desculpas. Comentem oque estão achando por favooor. :*