Quase felizes para sempre!

5 Dúvida dúvida dúvida! Aaaaaah!


Notas iniciais
É gente mais uma vez eu atrasei, sorry. Sou lerda pra escrever e durmo muito, me desculpem a falta de comprometimento. Juro que isso vai mudar!!

27 setembro, 2009

Oi Diário, sabe hoje é aniversário do Carlos e eu não faço a mínima ideia do que comprar de presente para ele, sei que ele é meu amigo e conheço os gostos dele, mas acontece que sou desempregada e minha mãe só me deu vinte reais para eu comprar uma coisa legal pra ele. Fala sério!

***

–Po mãe, só vinte? – perguntei indignada enquanto balançava a nota de vinte na mão.

–Primeiro: crianças de 14 anos não devem namorar. Segundo: se não quiser os vinte me devolve que eu compro alguma coisa pra comer quando estiver saindo do trabalho! – disse minha mãe com a maior cara de bunda do universo.

–Não, vinte ta ótimo valeu! Vou conversar com o Caio pra ver se ele me ajuda, to indo mamãe! Beijo. – dei um beijo em minha mãe e fui pra escola correndo, pois já estava atrasada. Ia parar em alguma loja na volta da escola pra ver se encontrava alguma coisa legal por vinte reais.

Chegando na escola fui correndo pra sala, mas antes de chegar na porta vi Carlos parado ao lado da porta da sala de aula, devia estar me esperando.

–Bom dia princesa! – disse ele com aquele sorriso gigante. – Estava te esperando para estrarmos juntos.

–Bom dia amor, e feliz aniversário! – Dei um beijinho na bochecha dele e o abracei bem forte. – Não comprei nada pra você ainda meu amor, me desculpa!

– Aah para garota, você aceitar namorar comigo já é um presente! Nunca achei que isso ia dar certo. – disse Carlos todo fofo, como sempre.

– Ai meu Deus, ok! Fofo. – não queria que ele soubesse que eu ia comprar alguma coisa pra ele correndo na hora da saída. – Vamos entrar?!

– Claro linda! – disse Carlos pegando minha mochila e colocando-a no ombro, ele abriu a porta e nós entramos. Como era aniversário dele todos começaram a cantar parabéns pra ele assim que o viram. Carlos na mesma hora começou a corar, ele era bem tímido para algumas coisas.

– A gente, para com isso vai! – disse Carlos meio sem graça.

– Iih, vai ficar com vergonha agora é bonitão?! – disse Caio se levantando para dar um abraço no amigo. Me afastei e fui andando em direção a mesa quando olhei de relance e vi que tinha um monte de salgadinhos sobre as mesas lá da frente. Corri para as meninas para saber oque estava acontecendo.

– É... então gente, o que ta rolando? Que salgadinhos são esses? – perguntei já que não sabia de nada.

– Pois é, a Naty e a Camila trouxeram para fazer uma surpresinha para o Carlos. Elas não te falaram nada?? – perguntou Mari.

– Pior que não me falaram nada, que bosta o namorado é meu e eu não trouxe nada pra ele, nem presente eu comprei ainda! – estava ficando nervosa com tudo isso – Que tipo de namorada eu sou gente? Não vou dar nada pro garoto!

– Calma Jully, ele vai entender tenho certeza! – disse Mari tentando me confortar.

– É cara nada a ver você ficar com neura, elas são amigas dele. Era de se esperar que fizessem alguma coisa! – disse Ju. Me acomodei na minha cadeira e esperei que todos parassem de o abraçar para ver como ele iria reagir com a surpresa que as amigas fizeram.

– Parabéeens Calinhos!! – Disse Camila toda toda indo em direção a ele com os braços abertos. Sei que isso é estranho mas naquela hora eu desejei que ela tomasse um super tombo e caísse no chão toda estabacada.

– Aaah Mila, foi você que fez isso? – disse Carlos olhando para frente onde estavam os salgadinhos e o quadro com várias dedicatórias escritas. Quando reparei no quadro mudei de ideia, não quero mais que ela caia, quero que o quadro caia na cabeça dela.

– Surpresaaa!! – disse Camila e Naty. As duas o abraçaram e depois começou a palhaçada, o professor do primeiro tempo cedeu o tempo para aquela bobeira desnecessária. Fala sério, estávamos na escola, nós devíamos estudar e não bancar um bando de crianças idiotas.

Depois do meu ataque repentino de ciúmes decidi que era hora de ficar perto de Carlos um pouco antes que o sinal batesse indicando o fim do primeiro tempo. Se a Camila acha que vai chamar a atenção dele desse jeito ridículo ela está bem enganada. Me levantei e fui em direção a ele, enquanto estava andando Caio veio e derramou um pouco de refrigerante no chão logo a minha frente e ao mesmo tempo Carol chegou me oferecendo um copo.

– Você ta com raiva né? – perguntou Carol enquanto me servia o refrigerante.

– Claro que não Carol, elas são amigas dele era de se esperar que fizessem algo do tipo. – eu disse, quase não conseguindo manter minha voz de ciúme dentro de mim. Peguei o copo e continuei andando em direção a Carlos quando de repente sinto que pisei em algum lugar escorregadio, era o pouco de refri que caio tinha derramado. Só consegui ver minhas pernas subindo e indo em direção ao teto, meu copo de refrigerante veio todo para minha cara e eu fiquei ali, estatalada no chão olhando o ventilador de teto girar.

– Ai meu Deus, Jully você ta bem amor? – Carlos já estava ao meu lado me ajudando a levantar, e eu estava com tanto ódio que nem quis saber de nada. Simplesmente levantei e sai correndo da sala para o banheiro para me limpar. Assim que entrei no banheiro as meninas entraram logo atrás de mim.

– Jully, amiga, o que aconteceu lá na sala?- perguntou Mari com os olhos arregalados.

– Ai não sei, só sei que nunca estive tão irritada na minha vida! – assim que eu disse isso comecei a chorar igual a uma pateta descontrolada.

– Amiga o que ta acontecendo com você? Ta maluca? – perguntou Ju. Eu não conseguia pensar em nada, pra ser sincera eu nem sabia por que estava chorando tanto e tão de repente. Eu estava tão nervosa, estava sentindo uma coisa apertando meu coração e não sabia dizer o que era, devia ser ciúme e vergonha ao mesmo tempo. Sentei no vaso e chorei até me acalmar.

– Jully, ta melhor agora? – perguntou Mari enquanto acariciava meus cabelos.

– To bem sim, não sei o que me deu. Desculpa to toda suja, alguém pode pegar minha blusa reserva no armário?

***

Depois desse show de horrores, graças ao bom Deus bateu o sinal da hora da saída, fui correndo para perto do Caio pedir ajuda a ele para o que comprar para o Carlos.

– Caio Caio Caio por favooor preciso de ajuda, não sei o que comprar para o Carlinhos. Você me ajuda?

– Calma garota, eu ajudo sim, mas o que você tem em mente? – perguntou Caio tentando me ajudar.

– Quero fazer alguma coisa romântica, uma coisa para ele não se esquecer.

– Já sei, chega mais! – disse caio me puxando para o canto.

***

Depois de conversarmos eu já sabia o que iria fazer. No dia seguinte bem cedo liguei para Carlos e disse para ele se arrumar que íamos sair. Mandei ele me encontrar no Jardim Botânico. Conversei com minha mãe e pedi para que nos buscasse depois.

Com os vinte reais comprei algumas coisas para nós comermos, estava preparando um piquenique. Peguei meu pouco de dinheiro que eu estava guardando e comprei mais coisas.

Chagando lá Carlos ainda queria saber o que eu ia fazer, mas em momento nenhum eu disse, era pra ser uma surpresa romântica.

– Ai amor, o que você vai aprontar? – perguntou Carlos curioso.

– Calma você já vai ver! – disse eu pegando na mão dele e o conduzindo para onde tinha arrumado o nosso piquenique. Chegando lá Carlos parou e ficou olhando tudo aquilo sem dizer nem uma palavra.

– Ai meu Deus... Meu amor! – disse Carlos ainda paralisado.

– Você não gostou não é? Sabia que não era uma boa ideia, vem vamos embo... – Carlos colocou a mão na minha boca para eu parar de falar, se aproximou e me abraçou. Nunca fiquei tão confortável assim, o abraço dele me envolvia por inteiro, acho que é pelo fato dele ser gigante e eu ser minúscula.

– Ta tudo lindo meu amor, você sem sombra de dúvida é a melhor namorada do mundo! – disse Caio com seu enorme sorriso, ele se abaixou e me deu um beijo de leve.

– Gostou mesmo? – perguntei com a testa colada na dele olhando bem fundo em seus olhos para ter certeza de que ele não mentiria. Eu ainda estava na dúvida se ele tinha gostado.

– Se eu gostei? Eu adorei! Vem me mostra o que você trouxe pra gente comer. – Carlos pegou na minha mão e nos sentamos na toalha que eu tinha estendido na grama.

***

Depois de algumas horas minha mãe estava me ligando para avisar que já estava lá para nos levar para casa.

A viagem de volta para casa foi tranquila, conversamos, rimos e brincamos dentro do carro. Minha mãe deixou Carlos na esquina de casa e nós seguimos para casa.

Chegando em casa desço do carro para abrir o portão da garagem para minha mãe poder entrar quando escuto alguém me chamando.

– Jully, vem pra cá. Nós vamos jogar vídeo game. – disse Thiago vindo em minha direção.

– Ok, mas nós quem? – eu não via ninguém além dele.

– Ah é que eles estão lá em casa já. Chamei o Thiago, Lívia e a meio-irmã deles, acho que você não conhece ainda, o nome dela é Mônica.

Assim que ele me disse que o Thiago estaria lá eu não quis mais saber de nada, rapidamente aceitei e disse que ia tomar um banho. Tomei meu banho correndo e fui para casa do Guinho. Assim que avistei Thiago da janela meu corpo já começou a ficar estranho. Minhas mãos começaram a suar, meu coração disparou, minha perna ficou bamba e minha barriga gelada. Eu sabia que isso era errado tendo em vista que eu tinha um namorado agora, mas eu não conseguia resistir à vontade de ficar perto dele. Chegando lá, assim que entrei na sala Thiago parou de jogar e fixou os olhos em mim e ficamos assim por uns segundo que para mim pareciam horas, até que Guinho interrompeu nossa troca de olhares para me apresentar as meninas.

– Aqui Jully, é a Mônica e essa aqui é a Lívia. – disse Guinho apontando para as meninas que estavam sentadas no sofá. Lívia tinha olhos grandes e um narizinho de batata, cabelos castanhos lisos e brilhosos enquanto Mônica tinha cabelos esvoaçados, uns dentinhos de rato e olhos menores, e o nariz dela pareciam de um porquinho.

–Prazer Mônica – disse eu me abaixando para dar dois beijinhos na bochecha de Mônica. – Oi Lívia prazer – abaixei e dei dois beijos nela também.

– E esse aqui é o Thiago, mas ele você já conhece. – disse Guinho apontando para Thiago e indo em direção ao sofá para se sentar.

– Oi Jully. – disse Thiago vindo em minha direção, só depois notei que ele vinha para me dar dois beijinhos também.

Assim que nossas bochechas se tocaram eu senti um frio na barriga que parecia que eu estava em uma montanha russa, era muito estranho o modo como ele me deixava. E eu nem o conhecia direito, só sabia que não queria que isso acabasse.

– Oi Thiago, tudo bem? – disse eu meio sem graça. Não sabia se alguém tinha reparado como eu estava estática depois daqueles dois beijinhos.

– Tudo sim, vem jogar com a gente! – Disse Thiago me entregando um controle.

Depois começamos a jogar e a conversar, foi ótimo conhecer as meninas. Mônica parecia ser bem legal e Lívia era mais na dela, quando falava alguma coisa era bem baixo e na maioria das vezes falava com Mônica. Depois os três voltaram pra casa pois já estava ficando tarde e eu me despedi de Guinho. Chegando em casa tomei mais um banho e me deitei, mas ainda estava com Thiago na cabeça.

***

Pois é Diário, como você reparou Thiago ainda mexe comigo e parece que a cada dia mais. Enquanto eu estava deitada eu demorei a pegar no sono, esse menino não sai da minha cabeça. Preciso tomar uma decisão. Ou o Thiago ou o Carlos, nessa dúvida eu sei que não fico mais!

Notas finais
Espero que tenham gostado do vídeo, se inscrevam no canal e deixem um like aqui em baixo (y)... Ops site errado. Valeu gente, desculpa a demora. Se vocês estão gostando comenteeeeeem! Beijo!! :*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.