Quase Um Playboy
6 This is London, baby!
Notas iniciais
Tô postando aqui porque esse capítulo está pronto há algum tempinho, mas eu realmente não tive tempo de ligar o pc pra ver a foto do meu desktop, então imaginem minha situação.
Mas enfim, logo menos tem capítulo novo de fim de temporada em SDP pra vocês e... acho que é só.
Boa leitura ♥
Gif do capítulo: http://data.whicdn.com/images/55650294/tumblr_mjv0asxjpU1s7uyh0o1_500_large.gif
Tava tudo indo de acordo com o planejado. Eu tava no avião, sentado do lado de dois caras que nunca vi na vida, mas ia estudar com eles esse ano. Comecei a olhar pras pessoas sentadas no avião e vi uma garota com cabelo castanho olhando pra mim. Vi um cabelo loiro do lado dela e me estiquei pra olhar direito.
Caralho, era a tal da Olívia que achei no Facebook. Tinha mais um cabelo loiro do lado e a dona dele tava rindo. E era a Natallie, eu acho. A garota de cabelo castanho olhou pra mim e falou alguma coisa pra elas que me olharam e eu olhei pro outro lado, numa tentativa frustrada de disfarçar.
O piloto anunciou que ia fazer uma escala sei lá pra que e eu vi que as garotas tavam falando com a aeromoça.
Umas três horas depois o avião pousou em Londres.
(…)
Deitei na cama do quarto. Dois caras entraram.
Cara 1: E aí?
Eu: E aí?
Cara 1: É novato também?
Eu: Aham.
Cara 2: Qual seu nome?
Eu: Pedro.
Cara 1: Meu nome é Carlos.
Cara 2: Arthur.
Bateram na porta. O Arthur foi abrir.
? : Oi. Eu sou o Maurício, professor de Educação física e vim trazer esse aviso pra vocês. Ia ter uma reunião pros alunos, mas como já são… — ele olhou no relógio — três e vinte da manhã, não vai ter mais.
Arthur: Tá. Brigado.
Maurício: Até amanhã.
Carlos: Que tá escrito aí?
Arthur: Amanhã às nove da manhã vai ter uma reunião com um palestrante brasileiro que vai passar um cronograma sei lá do quê.
Carlos: Então beleza. Eu vou pra sorveteria que eu vi lá embaixo quando a gente chegou. Alguém quer ir?
Eu: Não, valeu.
Arthur: Eu vou.
Cara, Londres é perfeita mesmo. Sorveteria 24 horas…
Nem pensei antes de trocar de roupa e me enfiar na cama e dormir.
(…)
Fui pro auditório do hotel e anotei o meu nome numa lista de presença.
Tava cheio de gente, foi meio difícil de passar pelas pessoas, mas consegui e sentei na frente.
Vi um cara subindo no palco.
Cara: Good morning. Are you brazilian?
Um coro de alunos gritou “yeeees”.
Cara: Que legal! Eu também!
Nossa, cara. Como você é engraçado.
O cara começou a falar um monte de coisa lá e eu só ouvi o cronograma.
Cara: O dia trinta será dedicado a curar o jet lag [tradução popular: cansaço de viagem.] Sabemos que vocês estão cansados e merecem dormir bem. Então a viagem começa oficialmente no dia trinta e um, já com a nossa famosa festa de Réveillon, que começará às nove e não terá hora para acabar. — Deu pra ouvir murmúrios de aprovação que começou entre os alunos — Teremos mais festas sempre anunciadas no quadro de avisos e alguns eventos pra distração dos alunos. Os que não quiserem ficar aqui podem passear por Londres, até as onze da noite.
Onze? O caralho.
(…)
Aluguei uma BMW Cabriolet prata e descobri um pub não muito longe do hotel. Seria legal ir com alguém pra lá…
Foda-se.
Passei numa Starbucks e fiquei lá umas duas horas sozinho mesmo.
Fiquei o dia todo andando de carro pela cidade, sem rumo.
Resolvi voltar pro hotel e ficar um pouco na piscina.
Tinha umas pessoas do Alpha lá. Umas garotas bem… legais, se assim posso dizer. Mas não falei com nenhuma. Todas elas tinham jeito de putas. Coisa que eu realmente acho nojenta numa garota.
(…)
A festa foi legal. Não encontrei nenhuma das garotas do avião.
Não quis ficar lá pra ver dar meia noite. Preferi ir à um lugar onde eu pudesse ficar sozinho, olhando pros fogos de artifício no céu, com um copo de uísque, Red Label, de preferência.
E então fui pra um pub não muito longe do hotel e pedi meu tão esperado uísque, gelado como eu gosto. De onde eu tava, um canto na janela, com vista privilegiada pro céu, dava pra ver as primeiras explosões coloridas enfeitando a noite.
Tudo bem que eu tava dando uma de bêbado solitário em pleno ano novo. Mas às vezes um copo de Red Label com muito gelo é a melhor companhia do mundo.
E aquele foi meu ano novo. Mas foi um ano novo até legal, porque eu conheci uma britânica carente que já tava meio alta…
(…)
Acordei num sofá marrom do lado de uma garota loira. Era a garota do pub de ontem. Esqueci o nome dela. Cinderela… Rapunzel… Mulan… Anastacia!
Foda-se, eu nunca mais ia vê-la mesmo.
Saí da casa dela e vi o carro que aluguei estacionado na porta. Ela morava numa daquelas ruas que mais pareciam condomínios fechados. As casas eram todas iguais e alinhadas. Bonitinho.
Minha cara de merda ao entrar no elevador se desfez quando entrou uma japonesinha toda sorridente junto.
Japa: Você é do Alpha?
Eu: Sou.
Japa: Vai na festa de hoje? No heliporto?
Eu: Talvez. — festa?
Japa: É às dez. Aparece lá!
Eu: Tá, acho que vou sim.
Japa: Qual teu nome?
Eu: Pedro.
Japa: Kimi. — apertou minha mão. — Vou falar pras minhas amigas da festa. Falouuus
E saiu do elevador. Que garota… eufórica.
(…)
Dez horas. Eu dormi o dia todo, até as dez horas da noite. E mesmo tendo dormido tanto tempo, minha vontade de ir à qualquer tipo de comemoração era nula. Tomei um banho demorado, vesti qualquer roupa quente e confortável e fui andar um pouco. Mas andar mesmo, sem carro.
No saguão do hotel, no quadro de avisos tinha um folheto falando que todos os dias teriam “excursões” por Londres, exclusivamente pros alunos, porque a escola tinha alugado um ônibus daquele vermelho fodão. Até que não era má ideia. Amanhã eu faria alguma coisa de interessante em Londres, finalmente.
Comprei um sorvete (apesar do frio, sorvete é sempre bom) e fiquei andando pelas ruas movimentadas da cidade. Londres era um lugar bonito à noite. E de dia, em qualquer horário.
Não demorei pra ficar cansado e voltar pro hotel. O frio não me deixou mudar de roupa, então eu simplesmente deitei e dormi.
Mesmo estando no mesmo quarto de dois caras, eu nunca os vi, senão de manhã e à noite. Ou melhor, eu os vi no máximo duas vezes. Foda-se, eu não lembrava nem os nomes deles.
Acordei com o despertador do celular e lá estavam eles. Cada um numa cama, jogados de qualquer jeito, capotados. Se explodisse uma bomba no quarto aposto que eles nem se mexeriam. Tomei um banho pra acordar direito, peguei um casaco, meu headphone (não desgrudava deles) e saí do quarto. Eu tava com fome, então fui pro restaurante do hotel.
Tava cheio, todas as mesas estavam ocupadas. Olhei umas noventa vezes em volta do lugar até que a vi: a Natallie, sentada numa mesa sozinha, comendo um bolinho. Acho que dava pra tentar conhecê-la sendo o mais cara de pau possível. Fui até a mesa dela e apoiei a mão no encosto da cadeira de frente pra ela.
Eu: Eu posso sentar aqui? Tá tudo cheio. — com cara de cachorrinho.
Natallie: Pode. Senta aí.
Eu: Valeu. — Sentei e fiquei olhando pra ela. — Qual teu nome? — só pra eu não parecer um maníaco, serial killer que a tinha perseguido na internet.
Natallie: Natallie.
Eu: Meu nome é Pedro.
Ela deu um sorrisinho daqueles de quem não tem assunto.
Natallie: Você é novato, né?
Eu: Sou. Você pelo jeito não é. — outra coisa que eu já sabia…
Natallie: Tô no Alpha desde a primeira série.
Eu: Nossa. Que coragem.
Natallie: Hahaha pois é.
Ficamos em silêncio. Um silêncio meio constrangedor, devo acrescentar. mas ela ficou me encarando o tempo todo, o que deixava o momento ainda mais constrangedor.
Eu: Que foi?
Natallie: Acho que eu já vi você antes. — Vish. Foda-se, vou falar.
Eu: Ah é que… eu fiquei olhando pra você no avião.
Natallie: Ah então você é o garoto do headphone azul? — então ela lembrou…
Eu: Haha eu mesmo.
Natallie: E por que você ficou me olhando? — Golpe baixo isso aí.
Eu: Ah eu achei você muito linda. Eu não consegui não olhar. — Ela olhou pra baixo, sorrindo sem graça. Touché. — Então… você vai com a escola nesse tour das dez e meia? — sempre mude de assunto quando a garota fica sem graça, antes que ela levante e vá embora.
Natallie: Onde?
Eu: Sabe aqueles ônibus vermelhos muito loucos? — Nome oficial: London Bus. Mas na hora eu tinha esquecido o nome. Mas ela fez que sim com a cabeça, sinal de que sabia do que eu tava falando — Então, a escola alugou um e vai levar uns alunos pra dar uma volta por Londres.
Natallie: Que foda. — sorrindo — Você vai?
Eu: Eu vou, mas tô sozinho. — Sinta.A.Indireta
Natallie: Eu vou com você então. — deu um tapinha na mesa
Eu: Então vamos, são dez horas. Tem que tá na porta do hotel dez e quinze.
Ela me disse pra esperá-la lá embaixo e subiu pro quarto, pra pegar umas coisas. Fiquei num canto perto da porta e a vi correndo na minha direção. A fila de alunos pra entrar no ônibus não tava tão grande, mas tinha bastante gente, considerando o fato da escola ser grande e cheia pra caralho. Exatamente às dez e meia todos fizeram o caminho até a entrada do London Bus. Tava na cara que a vontade geral era de ficar na parte de cima, onde é aberto e mais legal, mas não era tão grande pra caber todo mundo e ninguém podia ficar em pé. Eu ia dizer pra Naty para irmos depressa, mas ela já tava passando por cima de todo mundo, correndo e entrou no ônibus. Deduzi que ela tinha guardado um lugar pra mim e subi. Ela tava num canto, com as pernas no banco ao lado dela. Fui até ela sorrindo e sentei.
Eu: Você corre hein.
Naty: Só quando é caso de emergência.
Dei uma gargalhada e então o ônibus começou a andar. Ficamos o dia todo naquele passeio/excursão/viagem/sei lá do que eu posso chamar. Passamos pelo Big Ben, Museu de Londres, Palácio de Buckingham, Globe Teathre, Tower Bridge, London Eye (ela disse que já havia ido, mas eu implorei pra ela subir comigo), Torre de Londres, National Gallery e Hyde Park.
Já tava escuro quando chegamos no hotel. Eu realmente aproveitei o dia. Subi com ela até a porta do quarto dela e beijei a testa dela dizendo boa noite.
?: Quem é? — uma garota falou de dentro do quarto.
Coloquei a cabeça pra dentro do quarto e sorri pras duas garotas que tavam conversando lá dentro.
Eu: E aí?
Garota: OOOI!
Elas me fizeram entrar no quarto e começaram um interrogatório sobre minha vida. Falei o básico: Pedro Gonzales, dezoito anos, rico, fui pro Alpha por causa do meu melhor amigo, que mudou pra lá esse ano (o Victor, mas não precisei falar o nome dele).
A Naty ficou quieta o tempo todo, só me olhando de vez em quando e pedindo desculpas com o olhar. Eu só ri e preferi não comentar.
A gente passou o resto da noite no quarto conversando. A japinha, Kimi, apareceu no quarto com uma mochila cheia de Rum, Absinto e Heineken. Passamos a noite toda bebendo e rindo, até que elas começaram a ficar com sono e então eu e a Kimi saímos do quarto pra que elas dormissem. Dei tchau pra Kimi e fui pro meu quarto. E lá estavam os caras, do mesmo jeito que da última que os vi, mas com outras roupas. Ignorei-os e me joguei na cama.
Gostei da Natallie. Bom, das amigas (Olívia e Camila) também, mas a Naty foi a mais… especial…
Fale com o autor