Quase Um Playboy
11 Capítulo 10 - O anel da Nona
Notas iniciais
Eu tive uma crise de falta de criatividade nessa porra, só consegui pensar em SDP. Desculpem gente.
Aqui está o novo capítulo, espero que gostem e me desculpem a demora.
Beijos ♥
Gif do capítulo: http://data.whicdn.com/images/69486169/large.gif
Tomei um banho rápido. Não conseguia parar de pensar na minha avó doente e na cara que a Marcela fez ao dizer que gostava mesmo de mim.
Vesti uma calça preta e me joguei na cama. E então o celular começou a tocar. Quando eu vi "Marcela ligando" fiquei meio preocupado, porque ela devia estar passando mal, considerando os acontecimentos da noite.
Eu: Oi Má. Tá tudo bem?
Marcela: Não. Eu cansei, Gonzales. Cansei de você me usar. — Usar?
Eu: Quê? — Do que ela tava falando?
Marcela: É isso o que você escutou. Você acha que é só ligar que eu vou de quatro por você. Tá entediado e pra ter o que fazer vem e trepa comigo, mas não vai mais ser assim. Cansei.
Então ela desligou. Eu só queria saber por que ela tava falando aquilo. Sendo que há menos de uma hora ela praticamente se declarou pra mim. Eu tinha que resolver aquilo.
Coloquei uma camiseta branca de mangas compridas, avisei minha mãe que ia sair e corri pro prédio da Marcela.
Então parei pra pensar. Talvez a porta da casa dela estivesse trancada. Mas eu sabia que ela tinha uma chave reserva do lado de fora. Só não sabia onde era. Passei pela portaria, pedi pro porteiro não avisar que eu tava lá e subi. No elevador, liguei pra Mariana.
Mariana: Que você quer?
Eu: A Marcela tá em casa?
Mariana: É pra estar.
Eu: Onde estão os pais dela?
Mariana: Aqui na festa. Você sabe que ninguém se importa com ela, Pedro.
Eu: Eu me importo. Você sabe onde fica a chave reserva dela?
Mariana: No vaso, ao lado da porta.
Ela desligou e eu peguei a chave, que ficava semi enterrada do vaso de planta. Coloquei a chave na fechadura e destranquei, abrindo a porta e fechando ao entrar. O apartamento tava escuro e silencioso, a não ser pelo som de suspiros e soluços, que vinham do quarto da Marcela. Andei até lá em silêncio e a vi deitada na cama, abraçando um travesseiro e chorando. Acendi a luz e ela se assustou.
Eu: Má. O que foi aquilo no telefone? Por que disse aquilo tudo?
Ela sentou na cama e secou uma lágrima.
Marcela: Você me usa. Me come quando quer e vai embora. Eu cansei disso.
Fui até a cama e segurei a mão dela.
Eu: Não. Má, eu gosto demais de você.
Marcela: Ninguém gosta de mim, Pedro. As pessoas me aturam. Até meus pais.
Eu: Marcela. Eu não sou nenhuma dessas pessoas. Você é minha melhor amiga. — Ela riu irônica — Eu gosto de você, como se fosse minha irmã e você sabe disso. — passei a mão na bochecha dela, secando uma lágrima — Eu não quero ver você mal. Eu quero te ver com um sorriso e se pra isso eu tiver que sumir da sua vida eu faço. Olha pra mim, por favor. — ela soluçou e me olhou nos olhos — Você quer eu faça isso? Quer que eu vá embora? Que eu desapareça?
Marcela: Não. Não, por favor, não faz isso. — Ela me abraçou. — Desculpa, Gonzales. Me desculpa. — Beijei a cabeça dela.
Eu: Tá tudo bem, Má. Sou eu quem te devo desculpas. — segurei o rosto dela — Você me perdoa? Por ter te tradado desse jeito? — ela disse que sim e encostou a cabeça no meu ombro — Eu vou voltar pra casa, tá?
Marcela: Não! Fica comigo, por favor.
Eu: Vai pra minha casa então. Vai te fazer bem ficar longe daqui um pouco.
Ela pegou umas roupas e fomos pra minha casa. Minha mãe já tava dormindo quando chegamos, então ficamos em silêncio. Ela parecia com sono, então deixei que ela dormisse na minha cama e fui pro porão dormir no sofá de lá, que era até mais confortável que a minha cama.
(...)
Acordei com a Luna passando o rabo no meu nariz. Peguei-a no colo e fui pro meu quarto. A Marcela ainda tava dormindo, então entrei no banheiro em silêncio, tomei um banho rápido e vesti qualquer roupa. Fui passar desodorante e derrubei o frasco, fazendo um barulho alto, que a acordou.
Marcela: Oi, Gonzales. — falou bocejando.
Eu: Bom dia. Quer café?
Ela levantou, me deu um abraço e descemos. Minha mãe tava na mesa e então conversamos e comemos e ela disse que a gente ia passar o dia com minha avó.
(...)
A casa da minha avó era grande, dourada e... enfeitada. Eu gostava bastante de lá, porque sempre cheirava a bolo.
Minha mãe ficou com a Marcela na sala e me pediu pra ir pro quarto da minha vó, e eu fui. Ela tava deitada, com toda aquela classe de "Velha Senhora Rica".
Eu: Oi, Nona. — ela era italiana, então eu a chamava na devida língua.
Nona: Meu querido, como está?
Eu: Eu que tenho que perguntar isso, não acha? — sentei na cama, ao lado dela e peguei sua mão. — Tá melhor?
Nona: Acho que sim. Mas eu já tenho experiências familiares demais, e sei que quando nos sentimos melhores, é quando vamos embora. — ela sorri delicada e eu apertei os olhos. — Mas querido, eu quero me despedir e te dar uma coisa.
Eu: Não vai se despedir, Nona. Não chegou a hora.
Nona: Escute, eu sei do que falo, querido. Mas esqueça isso por enquanto ok? Pegue essa caixinha vermelha na cômoda. — ela apontou pra uma caixinha de veludo vermelho e eu a peguei. Ela sentou na cama e a abriu, revelando um anel de diamante. — Esse anel foi presente do seu avô, quando ele me pediu em casamento. E ao colocar nesse dedo aqui — mostrou o anelar direito — ele disse "Você é a mulher que eu quero para o resto da minha vida". E seguiu do pedido de casamento. Eu não o coloquei no testamento, porque tenho mais uma coisa guardada pra você nele. Mas Eu quero que você fique com ele, meu querido. — colocou o anel na minha mão. — Quero que você o dê para a mulher que queira pelo resto da sua vida. Mas tem que ser a mulher certa. A que te causa arrepios só de falar seu nome. Você já tem essa mulher?
Eu: Não sei, Nona.
Nona: Logo saberá, meu amor. Pegue o anel e a caixinha pra protegê-lo e guarde-o.
Ela pediu que eu saísse do quarto pra descansar e eu abracei minha mãe e a Marcela. Falei o que aconteceu e minha mãe pediu à empregada que diminuísse o remédio dela.
E então voltamos pra casa e eu fiquei no porão com a Marcela ouvindo música.
Marcela: Você já sabe pra quem vai dar o anel?
Eu: Não. Vou deixar guardado por um tempo.
Ela pareceu decepcionada, mas sorriu e pediu pra ver o anel. Mostrei-o, ela ficou meio chocada ao ver o tamanho do diamante e então guardou de volta.
Marcela: Eu poderia apostar que você vai dar esse anel pra próxima garota que você comer. Mas acho que você nãoé assim. Né?
Dei de ombros.
Eu tinha pensado um pouco sobre pra quem dar o anel, mas ainda era cedo pra chegar à uma resposta.
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