Quase Um Playboy

8 Amiga de infância


Notas iniciais
Eu peço cinco milhões de desculpas por demorar tanto pra atualizar aqui, de verdade. Mas eu tive um bloqueio e não consegui continuar, mas como acabou a luz aqui em casa e ainda tinha bateria no meu MacBook (mentira, é um HP mini haha) eu resolvi pegar essa bosta e terminar de escrever. Por isso tô postando à uma e quarenta da manhã, quando do eu podia estar me embebedando numa festa e quebrando um braço depois de cair da escada da balada (Fanatycs entenderão)

Enfim, beijos e Boa leitura ♥

Gif do capítulo:

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Era dia de voltar pra casa. Eu não tava com a menor vontade, mas fazer o quê?

Todo mundo tava inquieto no avião. O cara que tava do meu lado viu a Naty, a Camila e a Olivia e ficou de fogo no rabo pra ir falar com elas. Eu fui junto pra intermediar, já que conhecia as três e aproveitava e tirava a Naty dali. Ela tava morta. Nós a chamamos umas três vezes, mas ela nem se mexeu. Parecia que nem tava respirando. E como o cara tava todo bicha pra cima das duas almas vivas naquele assento eu resolvi tirar a Naty de lá e levá-la pro meu assento. Eram três cadeiras de diferença. Não ia ser tão difícil levá-la.

Dormi um pouco, não sei dizer o quanto ao certo. Mas a Naty não acordou em momento algum. Parecia uma velha dormindo. Ela fazia umas caretas de vez em quando, teve até uma hora que deu risada.

Faltava pouco pra chegarmos no Brasil. Ela abriu os olhos e ficou tentando se acostumar à luz.

Eu: Bom dia.

Naty: O que você tá fazendo aqui?

Eu: Eu te trouxe pra cá.

Naty: Como assim?

Eu: Você tava desmaiada total. Um cara que tava sentado do meu lado viu suas amigas e resolveu ir falar com elas. Mas como você tava lá ele pediu pra eu te chamar, mas você nem se mexeu quando a gente te chamou. Aí eu te carreguei pra cá. — Não era totalmente verdade, nas também não era totalmente mentira… — Tá com fome?

Naty: Um pouco.

Peguei minha mochila no bagageiro e peguei um pacote de Ruffles dentro dela. Eu comi pouco, não tava com muita fome. Mas ela em compensação… o bagulho acabou em menos de cinco minutos.

(…)

Alguém me chacoalhou forte e eu senti que o avião tava parado. Puta que pariu, não foi um sonho.

Eu: O que aconteceu? O avião caiu? — em pânico.

Naty: Não, a gente chegou. — passando a mão na minha testa.

Eu: Eu sonhei que essa porra tinha caído e que a gente ficou tipo Lost, sabe?

Naty: Nem sonha com uma porra dessas. Vem, só falta a gente.

No aeroporto as nossas malas foram as primeiras a chegar. Me despedi da Naty, que ia pegar carona com a Olivia e fui lá pra fora pegar um táxi.

Cheguei em casa era nove e pouco da noite. Paguei o táxi e entrei em silêncio, até ver que a luz do andar de cima tava acesa.

Eu: MÃE, VOLTEI! — fui até o quarto dela — Mãe?

Ela tava jogada na cama, não sei se tava dormindo ou desmaiada, com uma garrafa de Jack Daniel’s e um frasco de comprimidos aberto. Pulei na cama e comecei a sacudi-la, na tentativa de acordá-la.

Eu: Mãe acorda. Mãe, o que você fez? Acorda, por favor.

Mãe: Pedro? — com a voz fraca — Você voltou, filho. — sorrindo.

Eu: Voltei, mãe. — abracei-a forte — Cadê a Lígia e meu pai?

Mãe: Dei folga pra ela. Seu pai teve que viajar ontem pra Alemanha. Vai passar poucos dias.

Eu: Tá. E o que aconteceu com você?

Mãe: Eu pirei. A Márcia veio aqui mais cedo e jogou na minha cara que era culpa do seu pai o Carlos estar na cadeia agora, que o Victor não era mais o mesmo, está andando com uma garota estranha, chegou em casa drogado e arrumou brigas na rua.

Eu: Eu vou falar com ele, tá? Fica calma. E nunca mais beba e tome esse monte de comprimido aí.

Fui pro meu quarto desfazer as malas e tomei um banho. Liguei pro Victor e mandei ele ir pra minha casa o mais rápido possível. Em menos de dez minutos ele tava no mu quarto.

Victor: E aê, viadinho. Pensei que ia virar britânico.

Eu: Vai tomar no cu. Senta aê e me fala: que história é essa de você estar usando droga?

Victor: Eu tô mesmo. Fui numas festas aí e conheci um povinho legal pra porra. Eles me deram maconha uma vez e eu comecei a fumar. Mas fica de boa, não tô viciado.

Eu: Duvido. Quero ver você ficar uma semana sem chegar perto dessa porra.

Victor: Apostado. — apertou minha mão.

(..)

Dormi cedo e acordei tarde no dia seguinte. Meu pai tinha voltado, mas eu nem o vi. Tava uma bosta. Tudo. Uma grande bosta. Meu pai fodendo tudo com aquela profissão maldita dele, meu melhor amigo usando droga, minha mãe tomando aspirina com Jack Daniel’s pra dormir… Como eu disse, uma bosta.

Não tinha absolutamente nada. Nem namorada pra comer, nem álcool pra beber, livro pra ler, música pra ouvir e o tempo tava uma merda pra ir pra piscina. Bom, talvez eu não tivesse namorada pra comer. Mas tinha uma opção. E a opção tinha que estar totalmente disponível. Por favor.

Procurei o celular por todo o quarto e não achei. Pra não me irritar ainda mais, resolvi pegar o fixo e ligar pra ele. Quis bater na minha própria cara quando começou a tocar God Save The Queen (Sex Pistols) no meu bolso. Devolvi o telefone ao lugar dele e subi pro quarto. Não tinha ninguém em casa. A Lígia tava de folga de novo e meus pais foram passar o dia na casa da minha avó, Carmen Gonzales. Me joguei na cama e busquei um nome na agenda. Se ela estivesse livre, eu tava feito.

(…)

Vesti uma jaqueta preta, uma camiseta branca por baixo, calça jeans e um tênis Nike azul. Peguei o iPhone na cama, as chaves do carro na mesa de cabeceira e fui pra garagem. Entrei na Ferrari, peguei um chiclete num compartimento e liguei o motor daquela perfeição. Que carro do caralho. Liguei o rádio, coloquei o Cd do AC/DC e fui pro apartamento dela.

Toquei a campainha e ela abriu a porta, vestindo uma camiseta larga e meias pretas, daquelas que vão até a coxa. Era preta, fina e dava pra ver que ela usava cinta liga por baixo. Só pra foder com meu subconsciente. Ela sorriu com aqueles dentes brancos e os caninos afiados.

Eu: Vestida pra me matar. – ela sorriu e me puxou pra dentro. – Não vai falar nada? – Silêncio. Puxei-a pela cintura e agarrei seus cabelos pretos quando beijei seu pescoço. – Fala comigo, Marcela.

Marcela: Só porque eu não resisto a essa sua carinha. E eu amo ouvir você falando meu nome. – eu sabia disso — Você realmente sabe como derreter uma mulher.

Eu: E você sabe como enlouquecer um homem.

Eu ia beijá-la, mas ela virou e foi pra cozinha. Fui atrás dela e parei na porta, encostando no batente. Ela tirou duas taças do armário e um vinho da geladeira. Abriu a garrafa e colocou um pouco em casa uma das taças. Veio até mim e me deu uma.

Marcela: Um brinde.

Eu: A quê? Nós?

Marcela: Não, isso é brega. Um brinde a o que vamos fazer daqui a pouco.

Eu: Que tal fazermos agora? – começamos a nos beijar e ela me empurrou pra sala, mas eu a peguei no colo e a levei pra cozinha. Coloquei-a sentada no balcão e a deixei tirar minha camiseta e a calça e, depois de tirar os tênis, tirei a camiseta branca dela. Ela tava sem sutiã, filha da puta. – Desgraçada.

Marcela: O que? Queria tirar meu sutiã?

Eu: Não, você facilitou meu trabalho. Eu só não tava esperando por isso.

Marcela: Foda-se, chega de conversa. Vamos pra parte que interessa.

(…)

Nos jogamos no sofá e ela sorriu pra mim, beijou minha barriga e deitou no meu peito. Mexi no cabelo dela até ela dormir. Levantei do sofá e peguei a garrafa de vinho que ficou largada no chão e bebi tudo sentado na poltrona à frente dela e olhando pra ela, aquele corpo perfeito nu e deitado.

Eu conhecia a Marcela desde que éramos dois pirralhos. Estudamos juntos a vida toda e eu a vi desde a fase gordinha desengonçada, a fase magrela gigante e a fase deusa grega. Éramos muito amigos de infância, um sabia muito sobre o outro, mas a prima dela, Mariana sempre atrapalhava a gente, aparecendo do nada e interrompendo a gente. Há algum tempo, costumávamos ser eu, ela e o Victor, um grupo inseparável de retardados. Até o Victor começar a gostar dela e foder tudo com aquela coisa maluca dele de não ser correspondido e querer foder a vida da garota. Foi aí que nos separamos. Mas isso eu conto outra hora.

Bom, eu nunca tirei a razão do Victor por gostar dela. Claro, ela era o sonho de consumo qualquer cara. Sim, consumo. Sinceramente, as coisas com a Marcela não passavam de sexo e não podiam passar disso. Não mesmo. Ela era a personificação da Afrodite, mas era completamente vadia.

Mas era gostosa pra caralho. E sim, eu aproveitava isso.