Quase Um Anjo
1 Cap. 1 – Prólogo.
Notas iniciais
A casa era pequena, não fazia tanto tempo que nos mudamos, mas também já havia me apegado à casa anterior. Essa era legal, eu tinha um quarto só meu, um banheiro só meu, o único problema é que dava de frente para a cozinha e a mesma era super movimentada.
Minha mãe, Liza, havia saído com o meu irmão Mike. Costumávamos sempre almoçar na casa dos meus avós, sempre éramos bem recebidos. Mas dessa vez não fui, fiquei em casa assistindo televisão enquanto meu pai, Stephen, concertava a geladeira e mexia em algumas revistas.
Eu o observava às vezes e ele sorria como se estivesse planejando algo legal para fazermos, eu apenas correspondia com um sorriso maior e olhava novamente a televisão.
- Sara! – Chamou meu pai pouco tempo depois.
Me levantei, caminhei até a pequena cozinha e o olhei. Ele estava sentado na cadeira principal, a da ponta da mesa e tinha as revistas nas mãos. Fitei as mesmas por certo tempo e o olhei, ele ainda com um sorriso no rosto.
- Sim, pai? – falei enquanto me aproximava da mesa, deixando minhas mãos ali.
- Quero te mostrar uma coisa – ele começou a falar mostrando a capa da revista, sorri e olhei -, bem legal. – ele completou olhando meu sorriso.
Olhei a capa, para mim era estranho, muito por sinal. Havia um casal sem roupa, os dois estavam com as partes baixas à mostra e ao que parecia, grudadas.
Meu nome é Sara, na época eu tinha apenas sete anos e meio, não entendia as coisas ainda, não sabia de nada, absolutamente, mas era novas coisas pra mim, eu... adorei.
- Pai, o que é? – perguntei fitando a imagem enquanto ele passava.
Cada página continha coisas e posições diferentes, mas sempre a mesma cara – distorcida de prazer.
- Revista de educação sexual. Está vendo? – ele apontou para a garota com os seios fartos à mostra – Isso é muito bom. Precisa experimentar! – ele sorriu.
- Ah... parece, olha a cara deles. – eu ri e ele acompanhou nas risadas.
E ficou por isso mesmo, ele depois pediu para que eu não contasse a ninguém, disse que era nosso segredo. Apenas afirmei.
Quando minha mãe chegou, o clima estava tão leve que mal percebi o tempo passar, apenas fui dormir a noite e de tarde, meu pai novamente pediu para eu ficar, disse que íamos à casa da minha outra avó, sua mãe.
Assenti e a tarde, quando minha mãe saiu, ele me chamou.
- Sara! – gritou ele do quarto.
- A revista de novo? É nojenta, pai. – Bufei caminhando até o quarto.
- Não, nada de revista hoje...
O ouvi enquanto chegava onde ele estava, parei na porta e ele me olhou. Estava sentado na cama, as janelas fechadas e o quarto escuro.
- Vem cá, princesa. – ele me chamou, eu sorri e fui até ele.
Ele me pegou em seus braços e me sentou em seu colo.
- O que acha de tentar o que estava na revista? É bom.
- Papai, não. Não acho uma boa ideia. – Falei tentando me soltar de seus braços, mas era impossível.
- Ah, que é isso, princesa. Pro seu papai, vai. Será muito bom, eu prometo. – Ele estava me deitando na cama.
Minha boca abriu e eu puxei todo o ar que eu pude naquele momento, meus olhos arderam e eu tentei não chorar, mas as lágrimas ocuparam meus olhos, eu não via nada, apenas vultos.
- Papai, por favor, não... – minha voz era um sussurro.
- Calma, princesa, papai não vai te machucar. – ele sorriu e se pôs de joelhos no chão.
Eu estava sentada agora, e as mãos dele em meu short, ele o puxava para baixo com rapidez e com um sorriso malicioso nos lábios. Jogando o short no chão, ele tirou minha calcinha com a mesma rapidez e então me deitou na cama, assim logo depois se ajoelhou novamente enquanto me olhava.
As lágrimas escorriam pelo meu rosto loucamente, minha respiração estava fora de ritmo e eu soluçava enquanto via a sombra de seu rosto descer até o meio de minhas pernas e sentia sua língua passava por ali.
Fiquei imóvel, me perguntando quando aquilo iria parar, mas lá no fundo eu sabia que era só o começo. As lágrimas desceram e eu pude ver com mais clareza a hora que ele levantou sua cabeça e passou a língua em seus lábios, como se tivesse comido algo muito saboroso. Assim me olhou e me pegou em seus braços.
- Não chore, princesa. Sinta, apenas. — ele falou e logo depois me deitou de brussos na cama.
Fechei os olhos com força tentando puxar o ar enquanto sentia o peso do corpo dele sobre minhas costas, sobre mim e algo duro encostar em minhas pernas; quente e duro.
Ele afastou minhas pernas e a tal coisa quente e dura se pôs um pouco mais abaixo do local na qual ele passou a língua. Forçando o local, uma dor aguda e torturante me fez gritar. Ele logo parou e me olhou, eu não parava de gritar.
Talvez isso o tivesse assustado, talvez ele tivesse medo de alguém ouvir e logo aparecer, mas ele apenas me olhou enquanto eu me debatia e gritava alto.
- Sara! Sara! Cale a boca, alguém pode ouvir. — Ele gritou em sussurros.
Senti sua mão tapar minha boca, abafando os gritos enquanto as lágrimas escorriam sem parar. Passou-se o tempo assim, eu logo fui ficando quieta, não gritava mais e ele me olhava assustado, talvez.
- Por favor, por favor... Não..não. — eu sussurrava sem parar.
- Você não está pronta ainda, mas já me deixou nesse estado.
Olhei para ele, meu corpo tremia e eu estava encolhida na cama, encostada no espelho abraçando as pernas enquanto via seu corpo nu. Meu estômago embrulhou e eu coloquei as mãos na boca para não vomitar. Seu pênis estava à mostra e grande, ele — de joelhos — ficou na minha frente e segurou uma mão minha. O fitei com medo nos olhos, as ondas de pavor estavam ali, me fazendo tremer, mas parecia que ele não percebia isso. Apenas levou minha mão até seu pênis, fazendo-me segurá-lo e assim movendo minha mão para frente e para trás. Fechei os olhos enquanto ele fazia isso.
Minutos depois, um líquido quente saiu dele e melou toda minha mão. Eu ainda mantinha os olhos fechados e ele gemia sem parar. Senti ele abrir um pouco minhas pernas e ao que parecia, massagear o ponto quente entre minhas pernas.
Tempos depois, ele sorriu, beijou minha testa e me olhou.
- Viu? Nada demais. Vá tomar um banho e vamos almoçar antes que sua mão chegue.
- Certo, papai... — Falei saindo da cama devagar.
- Ah, e não conte a ninguém, viu? Senão papai nunca mais vai amar você.
Eu o olhei com medo, eu não queria não ter um pai, eu precisava de um pai. Estava só com sete anos, e para mim aquilo não era uma coisa tão ruim, eu apenas tinha medo da dor... do rosto dele.
Tomei um banho, esfregando todo o meu corpo com o sabonete e chorando no banho. Sai, coloquei uma outra roupa e fui até a porta da frente, Stephen estava no carro, esperando-me. Entrei devagar e seguimos para a casa da minha avó.
Almoçamos, conversamos, voltamos para casa e minha mãe estava. Ela pediu para que eu sempre que pudesse, visitasse minha avó paterna como naquele dia, eu apenas assenti.
Fui dormir cedo, acordei cedo, fui para escola e na volta quando cheguei em casa, minha mãe já havia saído para a casa da minha avó. Meu pai estava no sofá de casa... me esperando.
Notas finais
Obrigada!
Kiss da Realest Life!
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