Quase Sem Querer
5 Capítulo 5
Estavamos indo pro meu quarto quando eu vi a Hailey jogando League Of Legends na sala
—Esse não é aquele jogo de gay? -Fin perguntou
—É, deve ser -não que eu acho que seja jogo de gay, mas a galera acha, eu jogo, só que escondido, não venha me julgar, eu sei que você também joga.
—De 8 campeonato que ela participou ganhou 9, valendo dinheiro -Jeniffer apareceu no nosso lado -Queria tirar dela, mas não seria justo -ela ganhou a batalha
—De 8 ganhou 9? -o Daniel coçava a cabeça
—Cara você é burro ou só se faz? -rolei os olhos e me afastei dele
—PEGA OTÁRIOS, TOMA MAIS UMA -ela gritou
—Não sabia que jogava -me joguei ao seu lado
—Quer tentar a sorte? -ela falou tirando os fones
—Ta insinuando que é melhor do que eu? -perguntei sem acreditar. Olhe só que audácia
—Não -ela deu um sorriso presunçoso -Estou afirmando, quer tentar me vencer?
—Eu não jogo lol -disse
—Eu sei que não, lol é requer o mínimo de inteligência e agilidade pra formar estratégias e tomar o campo inimigo, e não é o tipo de coisa que um garoto das cavernas saiba fazer -ela desconectou a tv do notebook e eu revirei os olhos
—Pois bem, vamos ver como você se sai com um jogo de verdade -coloquei rb6 pra rodar e começamos a jogar. Até parece q ela ia ganhar de mim
...
—SEU TIME PERDEU DE NOVO, OTÁRIO
—Ele não tava atendendo aos meus comandos -não acredito que perdi pra ela, de novo
—Cara, ela tá te massacrando -Fin observou
—Ah, jura? Tá beleza, você pode até ganhar de mim no rb6, eu não sou muito bom nele mesmo, apesar de nunca ter perdido -dei de ombros
—As pessoas com quem você joga são tão baixo nível assim? -ela perguntou rindo.
—Mas eu duvido você ganhar de mim no FIFA, aha, ninguém ganha de mim no FIFA
—Você quer apostar quanto?
—Cara, ela vai acabar contigo, não faça isso — Daniel ria
—Qual é cara? Vai deixar a mina te vencer assim tão fácil? Mostra pra ela o que você sane -encarei ela, e ela me encarava com aquele sorrisinho de lado. Vaca. Eu vou mostrar a ela quem é o melhor aqui
...
—Ah, vai tomar no cu, quero jogar essa merda mais não -ela tinha ganhado 2 vezes, como isso é possível? Ela é menina
Ela gargalhava alto, e os meninos também
—Cara, eu não to aguentando, você perdeu, de novo -Fin disse enquanto ria parecendo uma foca engasgada
—Eu perdi pra uma menina, num jogo de menino, isso é humilhante -falei olhando pro nada
—Machista, quero minhas 100 pratas — a encarei puto e ela estirou a mão, peguei a carteira, tirei uma nota de 100 de lá e a entreguei
—Nunca mais eu jogo com você
—Não chora não bb -ela se levantou e saiu
Pov's Hailey
Eu subi as escadas e me joguei na minha cama, rindo, meu Deus, eu sou muito boa. Ai ai
—HAILEY, O ALMOÇO TÁ PRONTO -mãe gritou lá de baixo
—JÁ VOU -tomei um banho rápido e coloquei uma roupa qualquer, amarei o cabelo e desci
—Cadê os meninos? -perguntei
—Foram embora
—Filho, o que vai fazer agora de tarde? -Walt perguntou
—Não sei, acho que vou no shopping comprar umas coisas — falou sem importância
—Leve a Hailey com você -eu parei o caminho do garfo
—Ah, não, não é necessário -neguei
—Filha, vai, pelo menos você sai de casa, conhece um pouco da cidade, vai ficar enfurnada aqui o final de semana inteiro? -mamãe disse
Revirei os olhos
—Não, mãe, não precisa, eu não me incomodo -tomei um gole do suco
—Mas eu sim, não quero você em casa, meu Deus, você é uma adolescente, vá ser uma adolescente -olhei pra Thomas e ele me implorava pra q eu dissesse não, mas ela não ia parar de insistir, até que eu aceitasse
—Ele não quer que eu vá -sussurrei
—Tenho certeza que ele não vai se incomodar, ne Pedro? -o pai dele o encarou
—Não, claro que não -ele revirou os olhos
—Ah que ótimo, só assim vocês se conhecem melhor e talvez parem de brigar
—Sem chance -dissemos juntos
...
Estávamos a uma hora numa loja do shopping, porque ele não conseguia escolher uma roupa pra ir numa festa hoje a noite.
—Caramba que demora, Pedro, é só uma roupa, meu Deus -me joguei de novo no sofazinho que tinha lá
—Ta incomodada? Não devia ter vindo então — ele pegou uma camisa. Bufei
—Se eu não dissesse que sim, ela ia me infernizar até eu aceitar -verdade, conheço minha mãe
—Ta, então me ajuda se quer ir embora logo -me levantei e fui atender
—Essa camisa com essa calça, e..esse tênis -entreguei a roupa a ele
—Hum, vou provar -e entrou no provador, mais 20 minutos perdidos até que ele saiu
—Até que enfim -disse quando o vi
—Pelo menos você sabe escolher roupa -claro que sim
—Já decidiu? -perguntei
—É, vou levar essa mesmo -e pegou a roupa q eu escolhi
—Podia ter pedido minha ajuda antes -falei
—Pois é, mas com essa sua cara, quem que imagina que você tem bom gosto? -estirei o dedo -Mal educada
—Seu cu -paramos de discutir e eu fiquei esperando ele na porta da loja enquanto pagava.
Até que ele apareceu sorrindo
—Até se enfim, achei que ia ter que te buscar lá -ele me ignorou -Ei, to falando contigo
—Ham? Ah, desculpe, eu tava ocupado -ele olhava a sacola e mexia no celular, quando eu vi um número de telefone escrito na mesma
Revirei os olhos
—Puta
—O que disse?
—Nada -e sorri -Vamos pra casa, já andamos demais por aqui
Ele voltou pela estrada da praia, depois de eu implorar pra ver o mar, em Nova Iorque não tem essas coisas, e lá é tão bonito, e tão lotado, e cheio de surfista gatinho.. tenho que aparecer aqui algum dia.
Cheguei em casa e fui direto na geladeira, até que o Pedro apareceu.
—Você não se cansa de comer?
—Por que você se importa? Eu ein, cuida da tua vida garoto -peguei o pote de sorvete e fui pro meu quarto, ler, meu Deus, eu vou morrer de tédio aqui. Adormeci enquanto assistia uma série na Netflix e acordei de madrugada com fome, me levantei e fui na cozinha, tirei um pedaço de torta da geladeira e comecei a comer, meu Deus, não existe nada melhor do que torta de chocolate. Escutei um barulho vindo da porta dos fundos e tremi, não tinha como ninguém ter entrado aqui, tinha? A casa tinha câmera, eu acho, vi uma silhueta através da porta, puta que pariu, peguei uma frigideira e não esperei assim que o ladrão abriu a porta taquei na cabeça dele. E ele caiu no chão, mas não era o ladrão
—Ah meu Deus, matei o Pedro
Fale com o autor