Notas iniciais
Leiam...é só o que posso dizer

Não foi um beijo de verdade, digamos que ele encostou seu lábio no meu, apenas. Eu empurrei ele de mim o mais rápido que pude. Meus olhos se arregalaram e minha mão subiu pra minha boca.

—O que você.. -gritei, mas ele tapou minha boca com sua mão

—Era o único jeito de fazer você calar essa matraca -ele deu de ombros e deu um sorrisinho

—Imbecil, nunca mais faça isso, era só ter pedido -tirei sua mão de mim

—Eu pedi -afastei ele de mim

—De uma forma bem mal educada — coloquei a mão na boca –Nunca mais toque em mim ouviu? Nem pense em me beijar de novo, seu idiota, imbecil, babaca

—Ah, pelo amor de Deus, isso nem foi um beijo de verdade -ele revirou os olhos

—Você encostou sua boca na minha, isso já basta, agora sai daqui -empurrei ele

—Por onde sua idiota, nossos pais estão em casa -o empurrei pra porta

—Dá seus pulos, agora sai, e eu juro que eu nunca mais vou ajudar você de novo -ele sorriu irônico e se aproximou de mim

—Você vai sim, e vai ser hoje, preciso de você

—Vai sonhando -ele me empurrou na parede e apertou a mão na minha cintura. Okay, talvez eu esteja um pouco nervosa.

—Você não quer que eu te beije né? Um beijo de verdade -eu não respondi, não consegui. Minha respiração estava descompensada, eu não conseguia respirar, só passava pela minha cabeça como seria um beijo seu, um de verdade.. Não, isso não. Olhei para os seus lábios e mordi os meus -Ou quer? -sim, adoraria ganhar um beijo daqueles lábios carnudos e branquinhos, mas nunca admitiria isso, ele me olhou nos olhos, estreitou os seus e sorriu de lado -Você quer, não é? -ele encostou nossos narizes, fingindo que ia acontecer

—Vai a merda Pedro -o empurrei, ótimo, minha sanidade ainda estava intacta -Agora sai daqui -ele mordeu o lábio

—Vou pensar no seu caso, mas então vai me ajudar ou prefere receber um beijo bem molhado meu? -aquele sorrisinho dele tava me deixando muito irritada

—Você não faria isso -eu mato esse desgraçado

—Não duvide de mim querida Hailey, não me importo se moramos na mesma casa, se nossos pais são casados, se somos irmãos ou não, poderíamos ser até irmãos, e eu beijaria você pra conseguir o que eu quero

—O que quer que eu faça? -cruzei os braços

—Vou dar uma festa aqui em casa hoje -meu queixo caiu

—Como é? E você quer que eu lhe encoberte? -não vou fazer isso.

—Exatamente -ele sorriu

—Não vou fazer isso -disse

—Tô sentindo meu lábio meio ressecado, hum, acho que alguma coisa pode melhorar isso -ele olhou pra mim e eu o encarei incrédula

—Eu deveria te matar, certo, eu vou ajudar você, mas se fizer alguma gracinha eu juro que te entrego

—Obrigado, amor -ele me seguiu

—E como você vai fazer isso gênio?

—Espere e verá

—Não, fale logo — disse irritada

—Tchau querida -ele tava saindo quando voltou e disse -Ah e a propósito, adorei a calcinha vermelha -me subiu uma raiva e uma vontade acabar com a vida dele, que só Deus podia controlar. Ele saiu batendo a porta do quarto, me deixando irritadíssima em plena manhã de domingo. Pelo menos me livrei dele.

...

2 horas depois ele apareceu no meu quarto e esquematizou tudo, todo o plano, só o que eu tinha que fazer era enrolar minha mãe até a hora da festa e depois levar ela direto pra o Walt no restaurante em que vão almoçar e passar o dia. O Pedro conseguiu essa proeza também, disse ao pai que se eles não saíssem e não tivessem um tempo juntos, iam ficar enjoados um do outro e o casamento não ia durar um mês.

—Isso não vai dar certo, ela vai descobrir, ela vai saber que eu estou mentindo -mordi o lábio nervosa

—Você mentiu super bem hoje -disse sem dar a devida importância ao caso

—Eu não estava sobre pressão, é a minha mãe, ela me conhece -ele rolou os olhos

—Tá, tá. você vai conseguir, relaxe -ele pousou sua mão sobre o meu ombro e eu arqueei a sobrancelha. Ele tirou.

—A que horas eu devo sair? -perguntei

—Agora, daqui a pouco o DJ chega -ele disse olhando no celular

—Você poderia ter me dito isso antes -corri pra trocar de roupa e escolhi uma, estava prestes a me trocar quando vi uma sombra no tapete -Não deveria ficar me espionando

—Se eu gosto do que vejo, qual o problema? Pode continuar, não vai nem reparar que eu estou aqui -ele sorriu

—Palhaço, saia daqui -o empurrei

—Você não quer que eu saia -disse com uma voz que me desnorteou

—Por que você fica tentando me seduzir? -olhei pra seus olhos

—Não estou tentando te seduzir, você já tá na minha

—Sonhe, saia Pedro, por favor

—Você tem certeza do que tá pedindo né? Não vá se arrepender depois -semicerrei os olhos e o encarei. Lembrei de mais cedo, quando o vi dormindo, tão lindo, calmo, vulnerável. Seus olhos me deixavam louca e talvez seja essa uma das diferenças agora, ele não está calmo, muito menos vulnerável, mas tão lindo como sempre.. O quê? Não, não, Hailey, se controla, eu ein, loca, para com isso, para de pensar nele, que coisa. Parei.

—Tenho certeza -olhei sua boca

—E por que está me empurrando na parede?

—Não estou te empurrando na parede -estou? Eu estava, gente, pelo amor de Deus, minha cabeça tá no cu? O que eu to fazendo? Alguém me ajuda, me controla porque eu não to sabendo lidar.

Olhei sua boca e me deu uma vontade imensa de beijar ela, tipo, a gente é "irmão" e tudo mais, mas ele é um puto muito gostoso e gato pra cacete, eu não dispensaria em qualquer outra ocasião, mas isso não é tão simples, imagina a confusão que ia ser se eu me envolvesse com ele. Eu me inclinei, mas lembrei do "irmão" e voltei. E me afastei dele.

—Acho que deveria sair daqui -disse séria e mordi o lábio nervosa

—Nunca mais faça isso na minha frente okay?

—O quê?

—Morder o lábio, da próxima vez eu não vou resistir -ele beijou minha bochecha e saiu.

Cara, eu odeio ele.

Notas finais
Comente se ficou péssimo, porque né? Preciso de opiniões gatas...