Quase Sem Querer
2 Capítulo 2
Notas iniciais
—Oi, você deve ser a Hailey -cara eu tava em outro mundo admirando aquela casa, o que era aquilo, casa não, mansão, eu ia morar numa mansão, é talvez não tenha sido má ideia sair de NY. Não prestei atenção em nada, até minha mãe, delicadamente, me dá um tapa, fazendo com que eu despertasse de meus pensamentos e percebesse que certo alguém tava com a mão estendida pra mim.
Apertei sua mão -Prazer, sua futura filha
—Hailey! -minha mãe repreendeu de novo -Eu avisei sobre ela
—Não sei o que ela falou de mim, mas garanto que sou uma ótima pessoa.
—Imagino que sim, ela me falou muito bem de você. -disse sorrindo, mostrando aqueles dentes reluzentes
—Ah sim -depositou um selinho nela, fiz careta com aquilo e depois um 'tse'
—E também falou que você tinha um filho, e ai cadê o pirralho? -falei com desinteresse
—O Pedro? Ele não é..
—Sch.. -minha mãe interrompeu, achei estranho -Só chame ele
—Okay, Pedro -quase cai pra tras com o susto
—Já vou pai -o garoto respondeu, não dei importância e voltei a falar com Cece no celular, essa garota é maluca. Alguém pigarreou me fazendo olhar pra cima e ver um garoto tipo eu, não que eu seja um garoto, mas tipo adolescente, minha idade e tal, ah vocês entenderam
—Quem é você? -arqueei uma das sobrancelhas
—Pedro, quem é você? -ele repetiu meu gesto
—Pedro? -arregalei os olhos -Ele é seu filho? -os encarei
—Sim -respondeu simples
—Você não é um pirralho, nem se parece com um, vocês mentiram pra mim. -me direcionei aos pilantras
—Não mentimos, você deduziu que ele fosse um pirralho -mamãe rebateu
—Achou que eu fosse um pirralho?
—A culpa não foi minha, ela me fez acreditar nisso -apontei pra sujeita
—Tanto faz -ele revirou os olhos -Pai, eu vou sair com os garotos
—Você está me avisando que vai sair, ou pedindo permissão? -perguntou Walt confuso
—Tô pedindo dinheiro -ele bufou e lhe deu duas notas de 100
—Só ele ganha dinheiro ou eu também tenho direito? -perguntei, aproveitando a oportunidade
—Hailey!
—O que é? Ele é o meu futuro pai, vai me bancar de um jeito ou de outro -
—Aproveitadora -Pedro se intrometeu
—Cala a boca, é conversa entre pai e FILHA -destaquei o filha pra ele se tocar, que garoto metido
Ele revirou os olhos.
—Não fui com a cara dele -falei baixinho
—Óbvio, não tem como você com a minha cara literalmente falando -respondeu sem importância
—Você é um idiota
—E você abusada
—É.. esse encontro não foi como a gente esperava -minha mãe suspirou
—Mãe, onde é meu quarto? — falei emburrada
—Em frente ao dele -bufei
—Que ótimo — subi pisando duro, sério, eu tava a ponto de arrombar o chão, cheguei lá em cima e não sabia qual era meu quarto, tinha duas portas exatamente iguais -Qual é a merda do quarto? — escutei uma gargalhada vinda lá de baixo e cruzei os braços esperando alguém responder
—Esse é seu quarto -ele respondeu e abriu a porta
—Obrigada -falei rindo falsamente, entrei e fechei a porta na cara dele
—Atrevida -ele murmurou através da porta
Peguei meu celular e liguei pra Cece
—O que tu quer coisa?
—Cara, seu amor por mim é impressionante -falei suspirando
—Qual a novidade? Agora fala logo que eu tô ocupada -
—Ta fazendo o que?
—Pintando as unhas -revirei os olhos -Vai fala logo
—Eu não te disse que o noivo da minha mãe tinha um filho?
—Sim, disse um pirralho
—Bom, ele não é tão pirralho assim
—Para tudo, quantos anos ele tem? -podia ver seus olhos arregalados em minha frente
—Eu sei lá, deve ter minha idade -falei
—É gostoso? -senti uma animação em sua voz
—Eu não sei, não reparo em garotos idiotas
—Vish.. Já vi que brigou com ele -como ela me conhece tão bem?
—Não, eu não briguei com ele, ele brigou comigo -só falei verdades
—Ta certo -disse como se acreditasse
—Não acredita em mim? -perguntei incrédula
—Não, mas enfim, ele é bonito? -perguntou, de novo, ela não desiste. Revirei os olhos.
—Esquece esse garoto, eu ein
—Ele é bonito? -revirei os olhos
—Não sei, não reparei -verdade
—Qual o nome? -ela está interessada demais
—Pedro -respondi
—Pega uma foto dele pra mim -Cece não existe
—O que? não -ela está maluca
—Por que? você é uma hacker, não reprima quem você é, aceite e seja feliz -ela insistia nisso
—Eu não posso fazer isso, eu disse que nunca mais ia fazer isso
—Por favor, e eu sei que você não vai resistir por muito tempo -eu tenho a pior amiga do mundo
—Cece, eu fui presa por isso, tenho certeza que não serei feliz dentro de um cela -depois conto a vocês essa minha pequena aventura.
—Por favorzinho.. -eu podia ver o beicinho dela na minha frente
—Ta bom, mas você está me devendo uma -terminei a ligação e peguei meu notebook, em pouco tempo eu estava dentro do dele, achei algumas fotos dele sem camisa, isso é que é amor próprio, enviei todas pra Cece e fiquei olhando, apenas olhando as fotos.
—O que você está fazendo? -fechei rápido o notebook
Merda. Merda. Merda.
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