Quase Sem Querer...

26 Protegendo Interesses


Notas iniciais
Eu sei que demorei, mas aqui estou eu! para alegria do povo com mais um capitulo fresquinho!Bom, como comentario inicial, eu quero agradecer a Lele4everDelena, e a Rebeca, pelas lindissimas e maravilhosas recomendações! Muito obrigada, eu amei! E o capitulo de hoje é dedicado a vocês, espero que gostem...Comentario secundario, ao que parece voces realmente gostaram do hot hein? fiquei muito feliz por isso, bem, eu não sei se me arriscarei a escrever um hot tao elaborado tao cedo entao...e como comentario final, me perdoem a minha demora, e meus erros ortograficos, eu acabei de fazer esse capitulo, e dei so uma revisada basica e vim aqui postar pra voces...Entao, nos vemos nas notas finais!:**

[Pov. Autora]

Enquanto isso, na Mystic Night...

A música alta e descontraída saia pelos alto falantes e se espalhava por toda a boate, contagiando a todos que ali estavam. Todos dançavam no ritmo da musica e sob as luzes frenéticas do ambiente. No meio de todos, um loira de vestido vermelho cintilante se esticava sobre os saltos, também vermelhos, a procura de uma cabeça de cabelos chocolates. Virou-se para o rapaz, de cabelos castanhos claros e olhos extremamente verdes, ao seu lado e o puxou para pode falar em seu ouvido:

_ Não consigo achar a Elena...

_ Damon me mandou uma mensagem de texto, ele ta com a Elena... – Carol já fitou Stefan, com um olhar apreensivo, porém Stefan logo fez questão de acalma-la – Relaxa Care, eles estão bem! Damon disse que tinha que resolver algumas coisas com a Elena, e por isso eles foram pra casa...

Stefan disse alto no ouvido da loira que o fitou com os olhos esbugalhados e com a boca aberta em um perfeito ‘o’. Pensou em ir atrás de sua amiga, porem se lembrou da conversa que elas tiveram a uma ou duas noites atrás, onde Elena confessava seus sentimentos por Damon. Um sorriso alegre se abriu no rosto de Caroline enquanto pensava consigo, que talvez uma de suas previsões pudesse estar correta, e ter se iniciado naquela mesma noite, naquele exato momento.

A loira soltou um grito histérico que foi abafado pela musica ensurdecedora ao seu redor. Stefan entendia absolutamente o motivo da extrema felicidade de Carol, ele também se sentia assim por dentro. Não sabia exatamente o porquê de Damon ter saído com Elena da boate, mas algo em seu interior lhe dizia que eles deveriam estar se “resolvendo” agora, e quem sabe mais eles fariam aquela noite.

Em vez de pular e agir efusivamente, Stefan puxou Caroline pela cintura, e a levou para a pista de dança. Uma batida conhecida começou a soar pelos alto falantes, e o ritmo animado e delirante da musica logo fora reconhecido por Stefan e Caroline, e logo eles dançavam mais loucamente do que nunca Don’t Worry Child, não dando nenhuma importância as pessoas ao redor, aliás, elas pareciam tão loucas e animadas quanto eles dois.

Alguns poucos e longos minutos de uma dança de movimentos freneticamente cansativos, Stefan puxou Carol pela cintura novamente, e a arrastou para fora da pista de dança, indo em direção ao bar. Stefan se meteu entre as varias pessoas que ali havia, e assim que chegou perto o suficiente, se inclinou sobre a bancada e estendeu sua mão com uma nota entre os dedos.

_ Ei, ruivinha... – gritou para chamar atenção da ruiva de cabelos curtos atrás do balcão – Duas cervejas, per favore!

_ Va bene! – a bargirl respondeu, se abaixou para pegar as cervejas em um refrigerador que havia atrás do balcão e voltou, entregando as duas longneck’s para Stefan com um sorriso sedutor em seus lábios – Aqui, caro... Por conta da casa!

_ Ah não queridinha... – Carol que estava logo atrás de Stefan se manifestou – Esse italiano aqui está acompanhado e encaminhado ok?

Caroline pegou o dinheiro que estava na mão de Stefan e jogou sobre o bar, e não esperou para ver a cara de espanto da bargirl, muito menos se ela havia pegado o dinheiro. Agarrou Stefan pelo braço e praticamente o arrastou para longe do bar, e da ruiva paqueradora. Eles se sentaram em um lugar um pouco mais quieto e afastado da bagunça, onde havia algumas mesas altas com tampos de acrílico e bancos encapados com vinil preto. Pegou uma das cervejas de Stefan, que a olhava com uma das sobrancelhas erguidas em uma expressão de total confusão, abriu e bebeu um longo gole.

_ Carol? – indagou Stefan enquanto se sentava ao lado da loira – O que foi aquilo?

_ O que? – a loira sorria curiosa e divertida.

_ O seu ataque de há pouco? – Ele indicou com o polegar sobre o ombro – O que foi aquilo?

_ Ah sim... – Ela deu de ombros e seu sorriso se abriu mais ainda – Aquilo foi eu, Caroline, protegendo meus interesses...

_ Seus interesses? – A expressão confusa de Stefan foi substituída por uma curiosa e um sorriso brotou em seus lábios – E quais seriam?

_ Fisicamente falando seria, um italiano de mais ou menos 1,80m de altura, cabelos castanhos, e olhos verdes encantadores... – Ela tomou um gole da cerveja e voltou a falar – Forte, do tipo atlético, não o tipo “bombado”, e por ultimo, mas não menos importante, ele tem uma bunda maravilhosa!

_ Bunda o quê? – Stefan perguntou depois de quase se engasgar com sua cerveja quando começou a gargalhar graças às palavras de Carol – Está bem Care, acho melhor você parar de beber!

_ Que exagero, essa é a primeira cerveja que eu bebo! – Ela disse colocando a mão no peito ofendida.

_ Cerveja, sim... – Stefan deu de ombros – Porém, os copos de vodka e uísque, mais todos aqueles coquetéis que você tomou também contam como bebidas alcoólicas!

_ Não seja tolo, Steff...

Carol terminou o resto do liquido amarelo, se levantou e ficou de frente para o garoto de cabelos castanhos, lhe tirou a cerveja e virou o resto dela. Quando a ultima gota desceu por sua garganta, Carol colocou a garrafa sobre a mesa e segurou Stefan pelas mãos e o puxou dizendo manhosamente:

_ Vem, vamos dançar!

E lá foram eles em direção a multidão que estava amontoada na pista de dança. Carol dançava em uma coreografia nada compassada e descontrolada. Stefan tentava não rir, e procurava conte-la, porém, Carol sempre arruma um jeito se desprender de seus braços e voltava a sua dança desgovernada. Stefan conseguiu segura-la pela cintura enquanto ela rebolava descaradamente. Carol, em um movimento mais ousado, acabou por bater seu braço no rosto de um rapaz que estava ao lado deles, que conversava com algumas pessoas ali perto.

_ Porra! – O cara xingou colocando a mão no rosto onde Carol havia acabado de soca-lo. – Que merda!

_ Oh meu deus! Me desculpe!

Carol se soltou das mãos de Stefan e foi em direção ao rapaz que estava curvado e praguejando, porem graças a falta de equilíbrio ocasionada pela bebida, acabou por esbarrar em uma garota de cabelos coloridos que passava despreocupada com um copo cheio de uma bebida vermelho sangue, derramando todo o liquido sobre a camiseta branca do rapaz que ela havia batido sem querer.

_ Oh merda! – Caroline praguejou entre dentes e foi em direção ao rapaz moreno de nariz inchado e agora com uma camisa manchada de vermelho para tentar ajuda-lo de alguma forma – Caramba, eu sinto muito...

_ Sai daqui, imbecil! – O rapaz empurrou Carol, e se não fosse por Stefan, que a segurou, ela teria caído – Não acha que já fez o bastante? Loira idiota!

_ Ei, calma aí cara! – Stefan disse se colocando a frente de Carol protetoramente – Ela já pediu desculpa, e só estava tentando ajudar!

_ Essa loira ai, estragou uma camisa de quase quinhentos dólares! – o rapaz disse apontando para o estrago no tecido imaculado de sua camisa branca, olhou para Carol, que fitava espantada atrás de Stefan – Você vai pagar por isso, escutou vadia?

_ Do que você a chamou? – Stefan disse entre dentes enquanto seus olhos se tornavam furiosos e seu corpo tomava uma postura mais ameaçadora. – Repete se você for homem?

***

_ Jeremy acho que deveríamos ir procurar pelos outros... – Bonnie disse entre um beijo e outro que depositava nos lábios já inchados e avermelhados de Jeremy – Já esta ficando tarde...

_ Uhum... – Jeremy murmurou afirmando, e depois puxou as pernas de Bonnie para cima das suas, e voltou a beija-la com volúpia, como se ela não houvesse dito nada demais. – Só espera um pouquinho...

_ Jer... – Bonnie disse entre os lábios de Jeremy e sorriu complacente – eu gostaria muito de ficar aqui com você, e me deleitar com seus beijos, no entanto, já estar ficando tarde, e amanha temos que começar com a organização do casamento...

_ Tá, tá, tá bem! – Jeremy concordou relutantemente – Vamos logo antes que eu mude de idéia!

Bonnie lhe deu um ultimo beijo, e se pós a levantar do sofá de camurça vermelha da área VIP da boate. Segurou Jeremy pelas mãos e o puxou para que levantasse. Eles foram juntos de mãos dadas, até a escada que dava acesso ao térreo da boate. E antes que pudessem começar a descer os degraus, eles estacaram no lugar, observando, afoitos, a confusão que estava lá embaixo. Dois homens se atracavam enquanto alguns outros tentavam impedi-los de continuarem a brigar. Bonnie estreitou seu olhar, reconhecendo a cabeça loira que segurava um dos homens que brigava pela camisa azul escuro que ele usava.

_ Aquela ali é a Caroline? – perguntou Bonnie abismada para Jeremy – e aquele é o...

_ Stefan!

Ambos se entreolharam aflitos, e sem mais delongas desceram as escadas na maior velocidade que os saltos de Bonnie a permitiam. Assim que chegaram ao térreo, Jeremy, mais que depressa, se meteu entre a multidão que havia se formado ali, somente para observar o que estava acontecendo. Bonnie foi correndo para a área onde ficavam os seguranças da boate, e indicou para que eles corressem para conter a briga antes que algo pior acontecesse. Jamie, que estava na sua hora de pausa da portaria, se levantou de onde estava e seguiu Bonnie até o local da briga. Jeremy tentava segurar Stefan junto com Carol, e um rapaz loiro, que pedia calma em seu sotaque britânico forte.

_ Figlio di una cagna, bastardo, maledetto, stronzo! – Stefan xingava em sua língua natal, que ninguém ali conseguia entender, ou acompanhar. – Cazzo! Ti pagherà!

_ Stefan, se acalma! – Pedia calma porém, quanto mais calma se pedia mais enfurecido ele ficava. – Vamos embora!

_ É, seu imbecil! Faz o que a loirinha vadia ta falando, e dá o fora daqui, seu italiano de merda! – O rapaz de cabelos escuros e curtos disse com um sorriso debochado em seus lábios.

O sangue de Stefan ferveu nas veias, e sem que ninguém pudesse impedi-lo, ele se soltou dos braços que estavam ao seu redor, e praticamente voou para cima do rapaz, que a alguns minutos gargalhava sarcasticamente, agora olhava assustado. Stefan referiu um soco no nariz do moreno, que guinchou de dor enquanto caia no chão.

_ Tyler! – uma morena histérica e baixinha com um vestido rosa choque curtíssimo se pos ao lado do rapaz caído no chão e o ajudou a levantar – Você esta bem? Oh meu Deus, seu nariz está sangrando! Vem, deixa esse babaca ai, e vamos limpar isso...

_ Me solta, April! Eu vou acabar com esse escroto!

Tyler empurrou a garota que tentava ajuda-lo para longe, quase a fazendo cair em meio as pessoas que estavam ali, e foi em direção a Stefan, referindo um soco no rosto do mesmo. Porém Stefan não caiu como Tyler, ele se manteve de pé, e olhou furioso para Tyler. Sua fúria era tão grande que ele chegou a rosnar para o moreno, antes de ir em direção ao mesmo.

O moreno tentou dar outro soco em Stefan, porem o mesmo, segurou o punho de Tyler com uma de suas mãos, enquanto a outra acertava em cheio o rosto de Tyler, o fazendo cair nos pés de April, só que dessa vez ela não o ajudou a se levantar, ficou apenas fitando com os braços cruzado rende ao peito.

_ Vem, vamos sair daqui! – Carol passou seu braço pela cintura de Stefan, e dessa vez ele foi com ela.

Jeremy e Jamie ficaram para organizar a confusão e se livrarem do tal Tyler enquanto Bonnie, Care, e Stefan foram para uma área atrás do bar, onde só era permitida a entrada de pessoas autorizadas ou funcionários. Era parecido com uma cozinha, mas em vez de fogões e geladeiras, havia alguns freezers e estantes, lotadas de bebidas alcoólicas, refrigerantes, garrafas d’água, e alguns copos, dentre outras coisas, que seriam uteis no estoque de uma boate. Bonnie pegou um banco que havia ali, e deu para que Stefan pudesse se sentar. Pegou um saco plástico em uma das estantes, e foi até um dos freezers, e encheu o saco plástico, com cubos de gelo.

_ Toma. – disse entregando o saco para Caroline – Faz ele ficar com isso no olho, se não amanha ele não vai conseguir enxergar com esse olho, de tão inchado... Eu vou ver se está tudo bem lá fora, daqui a pouco eu volto para buscar vocês dois, e para depois irmos pra casa...

_ Ok Bonnie! Muito obrigada!

Bonnie sorriu agradecida, e logo saiu dali, deixando Stefan e Caroline sozinhos naquele cômodo monótono e frio. Carol fez menção de colocar o saco com gelo no hematoma que estava se formando no olho direito de Stefan, no entanto ele inclinou a cabeça impedindo que ela fizesse. Carol o fitou mortalmente, com os olhos estreitos e ameaçadores. Segurou a cabeça de Stefan com uma das mãos, enquanto ela segurava e colocava o saco de gelo na área roxa do rosto de Stefan.

_ Ai, devagar ai! – Stefan reclamava enquanto Carol mantinha o gelo em seu rosto. – Está doendo!

_ Serio? Sabe o que dizem por ai? Que uma dor maior é capaz de amenizar outra! – Ela disse sarcástica olhando dentro dos olhos verdes de Stefan – Se você quiser eu soco seu outro olho pra você!

_Calma Carol, não precisa falar assim! – Stefan disse encolhendo os ombros.

_ Desculpa Steff, mas o que você tem na cabeça! – Carol dizia aflita – Olha o que te aconteceu, você provavelmente vai ficar com um hematoma durante dias!

_ Eu sei disso!

_ Você sabe também que algo pior poderia ter acontecido? – Ela perguntou para Stefan que deu de ombros diante a pose preocupada e aflita de Caroline — Você poderia ter deslocado a retina, ou pior, poderia ter ficado cego... Sinceramente, o que você acha que estava fazendo?

_ Protegendo os meus interesses...

Stefan disse com um sorriso de lado em seus lábios, Caroline o fitava sem saber o que falar. Pela primeira vez em anos, alguém a havia deixado sem argumentos, e aquilo a surpreendia tanto quanto a deixava extremamente assustada. Antes que pudesse gesticular uma palavra ou gesto se quer, Bonnie adentrou novamente no cômodo, e os chamou para que eles pudessem ir para casa. Carol entregou o saco plástico com gelo para Stefan, e saiu a frente de Bonnie, deixando ambos pra trás.

A viagem foi silenciosa, pelo menos para o casal sentado atrás. Jeremy dirigia com Bonnie ao seu lado, rindo e comentando sobre a briga de Stefan e o tal Tyler. Steff murmurava e acenava com a cabeça, seu pensamento estava focado apenas na loira ao seu lado, que mantinha sua pose pensativa e seu olhar focado janela afora. Jeremy deixou Care, e Steff na frente de casa, se despediu de ambos e saiu com o carro novamente, indo levar Bonnie em casa.

Caroline e Stefan estavam de frente um para o outro. Diversas vezes, Stefan viu Carol abrir e fechar a boca, enquanto juntava as sobrancelhas, confusa. Ela estava vasculhando a sua mente, procurando as palavras certas para dizer a Stefan naquela situação, porém nada parecia adequado ou simples o bastante para se dizer. Ela bufou e soltou um grunhido irritado entre os dentes, antes de sair marchando com raiva em direção a porta de casa, no entanto Stefan a segurou pelo braço a impedindo de seguir, e a puxou para si, fazendo seus corpos se chocarem. Eles estavam tão próximos um do outro, que Carol conseguia sentir o ar quente e com leve aroma de álcool de Stefan bater em seu rosto. Ele olhou no fundo dos olhos azuis de Caroline, que estavam aflitos e ansiosos pelo o que ele tinha a dizer.

_ Caroline... – Seu nome na voz de Stefan soou mais como um pedido de suplica – Não faz assim... Você estava tão animada a alguns instantes e agora estar assim, silenciosa... O que aconteceu Carol? Me diga.

_ O que você quer que eu diga pra você? – Caroline o olhava com lagrimas nos olhos – Que você é um idiota? Pois você é! Não deveria ter brigado com aquele troglodita, você poderia ter se machucado...

_ Mas eu não me machuquei... – Carol o olhou com furia e Stefan deu de ombros – Foi so um olho roxo, isso acontece com as melhores pessoas... Não foi nada serio!

_ Ta, mas e se tivesse sido? Se ele estivesse com alguma arma, faca, ou sei lá... – As lagrimas caiam silenciosas pelo rosto de Carol sem que ela percebesse – Toda essa briga idiota foi minha culpa, Steff... Eu jamais me perdoaria se algo acontecesse com você por minha causa...

_ Carol, não foi sua culpa...

_ Foi sim Stefan... – Ela disse aflita, o interrompendo – se eu não tivesse bebido tanto, ou tivesse tido mais cuidado e não fosse tão atrapalhada você jamais estaria com esse hematoma, nem teria que ter brigado com aquele idiota...

Caroline se debulhava em lagrimas, enquanto todas as possibilidades de que algo ruim pudesse ter acontecido com Stefan ali, por sua culpa. Stefan passou seus braços pelo corpo delicado de Carol, e a abraçou, beijando o topo de sua cabeça loira. Acariciava as costas de Carol, procurando acalma-la de algum jeito, enquanto ela soluçava e molhava sua camisa com suas lagrimas.

_ Caroline... – Stefan segurou o rosto da loira entre as suas mãos a fazendo olha-lo – Não foi culpa sua, eu assumo minhas próprias consequências, tudo bem?

_ Mas...

_ Mas nada Care! Sim, foi uma atitude totalmente impulsiva e irresponsável, mas eu não seria capaz de ouvir aquele idiota falar com você daquele jeito, e sair dali sem ao menos dar um soco nele. Você não entende... Quando aquele cazzo te chamou de... – Stefan respirou fundo, controlando a raiva que surgia dentro de si apenas pela lembrança do ocorrido – Você sabe bem do que ele te chamou, meu sangue ferveu e eu perdi minha cabeça...

_ Steff... Eu...

_ Shhh... – Stefan colocou o indicador sobre os lábios de Carol, a calando — Tem alguém vindo!

Stefan puxou Carol para ficarem atrás de uma grande e robusta arvore que havia ali. Carol ficou com as costas apoiadas no tronco da arvore, e Stefan estava a sua frente a segurando pela cintura, a mantendo perto dele. Eles inclinaram a cabeça, olhando para alem do tronco, fitando o casal que vinha pelo pequeno caminho que levava até a praia. Um rapaz e uma garota, ambos com seus cabelos molhados. Enquanto um vestia apenas uma calça, a outra usava apenas uma camiseta preta, que deixava suas pernas longas e bem desenhadas a mostra. Mesmo no escuro, era visível que se tratava de Elena e Damon.

_ Oh meu Deus... – Carol falou silenciosamente, apenas gesticulando as palavras com os lábios, que depois assumiram a forma de um perfeito e aberto “O”.

Eles observavam enquanto Damon pegava as suas chaves, que sempre levava consigo, e as rodava no seu indicador, enquanto fazia uma pose convencida para Elena, que apenas revira os olhos e se emburra. Sorrisos enormes invadiram os rostos dos dois espiões quando viram Damon puxar Elena para próximo de si e cobrir seu rosto de beijos. Aparentemente eles tinham resolvido toda a confusão, e finalmente poderiam ficar juntos. Assim que Damon e Elena sumiram porta adentro, Care voltou a fitar Stefan, tão entusiasmado quanto ela.

_ Parece que eles se entenderam finalmente! – Stefan disse baixo para Carol, com uma felicidade exorbitante. – Vamos entrar?

_ Vamos esperar um pouquinho...

Eles esperaram alguns minutos, se esgueirando pra dentro de casa. Caminhavam lentamente e na ponta dos pés para não fazerem nenhum barulho enquanto subiam as escadas. Passaram pela porta do quarto de Elena, justo quando aparentemente, alguém foi “jogado” contra a porta do quarto. Stefan mordeu o lábio inferior tentando evitar uma risada de se formar, e Carol parecia se esforçar para que o mesmo não acontecesse.

Outro bater de porta foi escutado, porém esse vinha de algum lugar no andar de baixo, e logo puderam escutar o barulho de passos, e pelo som agudo, eram barulhos de pés calçados com saltos agulha. Stefan puxou Carol pela cintura, entrando em seguida para o quarto onde ele dormia com Jeremy e Damon, que não era muito distante do de Elena. Fecharam a porta, deixando apenas uma pequena brecha para que pudessem ver quem era a pessoa que subia as escadas.

No topo da escada, Katherine surgia com seus cabelos cacheados e em total desordem apareceu, seu rosto inchado como se houvesse chorado durante toda a noite, e seu vestido fora do lugar e todo amarrotado. Estava perceptivelmente bêbada. Cambaleava um pouco, e trocava alguns passos, no entanto continuava calçada com seu par de scarpins vermelhos. Ela tentava manter sua pose sobre o salto 15, e com seu nariz empinado, porém seu estado era degradável.

Katherine passou direto pelo quarto de Elena, porém algo chamou sua atenção, e ela voltou alguns passos, parando de frente a porta do quarto de Elena. Sua expressão era confusa, suas sobrancelhas estavam arqueadas como se não acreditasse no que estava presenciando. Ela colou um de seus ouvidos na porta, e a cada instante em que o mantinha lá, sua expressão mudava drasticamente. De confusão e incredulidade, para fúria e humilhação.

Carol e Stefan, que ficaram o tempo todo observando os movimentos de Care, ficaram chocados quando viram os olhos da garota se encherem de lagrimas e as mesmas descerem por seu rosto. Uma tontura e ânsia de vomito dominaram Katherine, e antes que vomitasse ali mesmo, ela cobriu sua boca com a mão e foi correndo para seu quarto.

Caroline fitou Stefan, um pouco perturbada por tudo aquilo. As suas palavras, as mesmas que ela disse para Elena na noite em que chegou, rondaram por sua cabeça. Tudo aquilo poderia realmente estar acontecendo, porém em uma ordem cronológica um pouco conturbada. Em sua cabeça, Caroline tentava prever um outro futuro, um pouco mais próximo de acontecer do que os outros que ela previra anteriormente, porém esse mesmo futuro tinha varias vertentes e cheios de variáveis, e algumas delas não pareciam ser tão agradáveis quanto o esperado.

_ Você esta silenciosa de novo... – Stefan fechou a porta, e se sentou em uma das duas camas que havia ali – No que esta pensando?

Carol prendeu os lábios entre os dentes antes de proferir uma só palavra. Ela não queria compartilhar seus pensamentos, não agora. Era muito cedo para revelar suas suspeitas, primeiramente ela teria que comprova-las, para depois serem repassadas. Tentando parecer o mais normal possível, Carol deu de ombros e se sentou ao lado de Stefan.

_ Estou pensando onde irei dormir... – disse naturalmente com um sorriso nos lábios – Você sabe, já que a Elena e o Damon estão lá, fazendo, você sabe o que, no quarto, ou melhor, na cama onde eu durmo com a Elena...

_ Você pode dormir aqui... – Stefan deu de ombros como se fosse obviu — pode ficar com a cama do Damon, já que ele aparentemente vai dormir na sua...

_ Nada mais que justo... – Carol sorriu, pensando que até seria uma boa dormir ali, porém algo passou em sua mente, e seu sorriso se foi – Droga...

_ Que foi? – Stefan perguntou.

_ Minhas coisas estão lá... – Carol se jogou sobre o colchão cobrindo o rosto com as mãos – Meu pijama, minha escova de dente, minha pantufa...

Stefan se levantou da cama, indo em direção a uma cômoda grande com três gavetas. Caroline se apoiou no cotovelos para acompanhar os movimentos de Stefan. Ele abriu uma das gavetas, tirando algumas coisas de dentro, que ele colocou sobre a cômoda. Fechou a gaveta, e se voltou para Carol novamente, entregando a ela uma camiseta branca, um samba-canção preta com bolas de bilhar estampadas, uma toalha e uma escova de dente, ainda lacrada.

Stefan era um exemplar do cavalheirismo italiano, e desde que ela chegou ali, se encantou por ele, e como ela tinha a capacidade de surpreendê-la com simples atitudes. Carol se levantou e abraçou Stefan apertado, em forma de agradecimento, e logo se dirigiu para o banheiro que havia no quarto, e fechou a porta atrás de si e se despiu. Tomou um banho quente e rápido, apenas para tirar o cheiro de bebida que havia se impregnado nela e em suas roupas. Secou-se e vestiu as roupas que Stefan havia separado. Estavam um pouco largas, porém ela não queria ganhar um concurso de beleza, e sim dormir confortavelmente.

Adentrou no quarto enquanto secava suas madeixas loiras, paralisando imediatamente com a visão que Stefan a estava proporcionando. O italiano de quase 1,80m de altura, com um corpo totalmente a mostra sendo coberto apenas por uma toalha preta, que estava presa em sua cintura. Ela estava tão inerte naquela pele branca e apetitosa que não se deu conta que Stefan a chamava. Somente saiu de seu transe, quando Stefan a segurou pelos ombros e a sacudiu levemente, chamando a atenção de Caroline.

_ Carol, está tudo bem? – Stefan perguntou preocupado.

_ Hã? Quer dizer, sim... Eu acho... – Carol desviou seu olhar, mirando em qualquer coisa que não seja o rapaz a sua frente.

_ Tudo bem então... – Stefan soltou os ombros de Carol e seguiu para o banheiro – eu já arrumei a cama pra você, pode ir dormir se quiser...

_ Ah sim, obrigada...

Carol se deitou na cama que era de Damon, e logo pode sentir o cheiro dos lençóis e fronhas limpos e recém-colocados. Se deitou de lado, e aproximou seus joelhos para perto de seu corpo, em uma posição fetal. Seus pensamentos voavam e se perdiam facilmente. Primeiro pensou na noite legal que estava tendo e como ela foi arruinada por algum idiota sem educação, sua segunda memória foi a alegria que sentiu quando viu sua amiga feliz com o amor da vida dela. Porém toda essa alegria se dissipada aos poucos, sempre que a lembrança de uma Katherine humilhada e raivosa invadia a sua mente.

Antes que os pensamentos de Carol fossem mais longe, Stefan saiu do banheiro, vestindo apenas uma calça de moletom escura. Ele se abaixou ao lado da cama onde Katherine estava, puxando debaixo da mesma um colchão coberto com um lençol azul marinho. Foi até o armário embutido, tirando de lá um travesseiro coberto com uma fronha da mesma cor do lençol do colchão e uma manta branca de tricô.

_ Boa noite Carol...

_ Boa noite...

Stefan deitou se de lado no colchão, que estava próximo a Carol, colocou a cabeça sobre o travesseiro e a manta dobrada entre suas pernas. Ele fechou os olhos, porém o sono não o dominou, na verdade, seu cérebro parecia nenhum pouco cansado. As lembranças do dia surgiriam diante de seus olhos. Carol estava belíssima naquele vestido vermelho, nenhum pouco vulgar e extremamente sexy. Ela o chamou de idiota por ter entrado em uma briga, no entanto cada célula do seu corpo o dizia que ele havia agido corretamente, e se fosse pra defender Caroline, ele seria capaz de enfrentar quantos fosse.

Logo suas memórias se voltaram para a felicidade do irmão e em como ele estava entusiasmado com isso. Durante cinco longos anos, ele foi testemunha do quão errado era esse relacionamento de seu irmão com Katherine. Ele a conhecia, e mesmo tendo ficado encantado com seu jeito determinado de ser, logo ele pode ver o quão fútil e calculista era ela. Stefan esperou muito tempo para ver Damon caindo em si, e arrumasse alguém que realmente sentisse algo além de tesão. Alguem que ele amasse de verdade.

Sua mente foi um pouco mais adiante, visualizando Katherine, com sua imagem totalmente deturpada, e a sua feição de fúria quando escutou o que não devia, ele não sabia que ela poderia ter sentimentos, se os tinha nunca deixou transparecê-los. Lagrimas, era outra coisa que Stefan não sabia que Katherine era capaz de expelir. Mas foi mesmo a mistura de fúria e total humilhação que o chamou a atenção. Nada de bom poderia vim dessa mistura, e um arrepio transpassou sua coluna somente de imaginar o que ela era capaz.

_ Stefan? – Caroline sussurrou, o tirando de seus devaneios.

_ O que foi Care?

_ Eu não consigo dormir...

_ Nem eu... – Confessou com um suspiro pesado.

_ Eu acho que me acostumei a dormir com a Elena do meu lado... – Carol disse, porém era uma mentira, na verdade o que realmente a perturbava era a feição de Katherine que ainda dominava seus pensamentos.

_ Você quer que eu durma com você?

Stefan se sentou encarando Carol sob a pouca luz da lua que invadia o quarto pela janela. Ela estava adorável com suas maças do rosto ruborizadas e seus cabelos loiros ainda um pouco molhados espalhados pelo travesseiro branco. Carol assentiu, e se afastou um pouco para o lado, liberando espaço para que Stefan pudesse se deitar. Ele se levantou de onde estava, pegou seu travesseiro e a manta e se deitou de lado, ficando de frente para Carol. Stefan analisou todo seu rosto, e as duas ruguinhas entre suas sobrancelhas dizia que ela estava preocupada com alguma coisa.

_ Quais pensamentos estão te incomodando? – Stefan sussurrou.

_ Como pode uma coisa dessas... – ela sussurrou tão baixo quanto Stefan – Você me conhece a tão pouco tempo e já sabe dizer quando algo me perturba? Você deve ser bom em ler as pessoas...

_ Diria que um pouco, mas você é realmente muito difícil de decifrar... – Stefan deu de ombros com um sorriso de lado em seus lábios – Você me deixou ver que estava preocupada...

_ Certo... – Carol sorriu envergonhada – Algo realmente esta me preocupando, e eu não sei como dizer, mas eu estou com medo...

Seus olhos azuis brilhavam por causa das lagrimas que os invadiam. Carol espremeu os lábios tentando não chorar, mas não conseguiu, as lagrimas desciam por seu rosto lateralmente, molhando seu travesseiro. Stefan rapidamente encostou suas costas na cabeceira da cama, puxando Carol para junto de seu corpo. Ele fazia carinhos em sua cabeça com uma das mãos , enquanto a outra a mantinha presa próximo a ele. O calor do seu corpo a acalentava, e ali Carol podia dizer que se sentia segura. Nada nem ninguém, seria capaz de atingi-los, não naquele momento.

_ Steff? – Carol o chamou, sua voz era sonolenta e ela mantinha seus olhos e sua cabeça apoiada no peito quente de Stefan – Por que você brigou com aquele idiota hoje?

_ Como eu já te disse antes, eu estava protegendo meus interesses...

Notas finais
Capitulo grandinho nao acham? Entao, me digam o que acharam? ficou bom? mais ou menos? podre? joga no lixo? Quero saber!Bem, o que voces acham? A katherine vai ou nao aprontar uma das suas? e o que voces acharam desse momento Steline? Eu adoro os dois juntos, tanto nas fics quanto na serie...Falando em TVD, ta tao pertooooo! OMG 4 dias! >< nao vejo a hora! vou nem dormir de ansiedade!Bom, até o proximo capitulo! Amo vcs! :**