Quase Sem Querer...

17 Por Trás da Normalidade


Notas iniciais
Eu to sem internet T___T mas me virei nos trinta pra poder postar esse capitulo pra vocês!
Espero que gostem! Nos vemos nas notas finais!

Pov. Elena

Sai do banheiro, enrolada em uma toalha felpuda, depois de alguns longos minutos embaixo da água morna. Durante esse tempo eu tive a chance de organizar meus pensamentos conturbados e de raciocinar direito. Talvez seja muito exagero tentar esquecê-lo. O que eu realmente tenho que fazer é conviver com Damon, do jeito correto, como cunhada dele. E é isso que eu procuraria fazer. Alimentar um sentimento esperando que ele termine com Katherine para ficar comigo seria algo totalmente egoísta e maquiavélica, isso é tão... Katherine. E eu não sou como ela, por mais que meu coração grite e implore para que eu seja exatamente como ela, e esqueça os sentimentos alheios, eu prefiro ignorar os meus e viver com a consciência limpa.

Coloquei um short jeans e uma regata, pois depois que falasse com meu pai sobre o casamento de Jenna e o meu planejamento para a cerimônia do mesmo, eu iria passear pela cidade, atrás de mais ideias para o casório. Fui até o banheiro, pegando a roupa encharcada que eu havia deixado jogadas no chão. Voltei ao quarto, a fim de pegar a camisa jeans que tinha usado ontem, mas quando puxei a camisa para juntá-la as que eu tinha no braço, vi um celular cair no chão. Me abaixei, pegando o celular. Examinei o aparelho em minha mão. Era um smartphone, com uma tela touch screen enorme. Uma capa emborrachada preta, assim como o aparelho, o envolvia. Olhei confusa para o celular, não era meu. Apertei o botão central, fazendo com que o visor acendesse. Uma foto de Damon e Stefan fingindo estarem apoiados na torre de piza, uma das sete maravilhas do mundo, preenchia a tela do celular. Cala boca Damon – disse dando um soco no ombro de Damon pelo comentário idiota dele — Eu vou gravar no seu celular, caso você não se lembre de nada disso quando acordar... Sorri com a lembrança repentina do dia passado. Porém meu sorriso logo se esvaiu do meu rosto, lembrando-se de como a noite terminou. Eu teria que falar com ele para entregar o celular, ou poderia simplesmente entrar no quarto dele e colocar em cima da sua cama, ou então pedir para que Jeremy entregasse...

_Não. Não posso fazer isso... – disse reprimindo meu próprio pensamento covarde — eu disse a mim tudo iria ser como deveria. Eu sou cunhada de Damon, e cunhados conversão entre si.

Deixei as roupas em algum quanto do quarto, saindo em seguida do mesmo com o celular de Damon na mão. Caminhei no corredor indo até o quarto de onde ele dormia com Jeremy e Stefan. Bati na porta porem ninguém abriu ou sequer respondeu de la de dentro. Desci as escadas rapidamente parando no ultimo degrau, pensando aonde ele poderia se encontrar. Decidi começar pela cozinha. Parei na soleira da porta, a voz de Damon que vinha de dentro da cozinha me fez parar.

_ Tenho certeza que o estoque de bebida daqui acabou! Você tomou tudo ontem. – ri em silêncio do comentário de Damon — Sinto em te dizer Steff, mas seu fígado não é mais como antes, você não esta tão tolerante quanto acha que é!

_ Você fala como se eu tivesse bebido tudo aquilo sozinho – a voz de Stefan soava irritada, um sorriso divertido surgiu em meus lábios imaginando sua expressão — Não posso tirar o seu credito, nem o de Jeremy, vocês ajudaram muito! Até Elena... Falando nisso cadê ela?

_ Não sei – Meu sorriso desapareceu do meu rosto. Uma dorzinha aguda e incomoda surgiu em meu peito.

_ Damon o que esta te incomodando? Ta me escondendo algo? Damon, eu te conheço bem, algo aconteceu e você não quer me contar, se aproveitando na minha falta de memória, mas deduzo que tenha haver com a Lena...

_ Stefan não fala besteira, nada aconteceu...

Um silêncio mortal pairou pela cozinha, fazendo o incomodo no meu peito aumentar um pouco. Eu estava confusa, e a dorzinha chata não me deixava raciocinar direito. Qual era a minha deixa? Será que seria estranho entrar agora na cozinha e agir como se nada tivesse acontecido? Oh meu Deus! Respira Elena! Respira! Inspirei e expirei profundamente e sem pensar duas vezes adentrei na cozinha. Damon estava de costas para mim e Stefan fitava o nada com uma expressão pensativa no rosto. Vamos la Elena, sem mais protelações, vista sua melhor mascara e haja normalmente.

_ Damon... – tentei soar o mais normal possível – Como esta a ressaca?

_ Elena? — ele se virou na cadeira e seus olhos azuis fitavam os meus incrédulos. Um sorriso lindo brotou em seus lábios, fazendo a dor em meu peito se tornar mais incomoda – Nem estou de ressaca, agora o Steff, acho que não pode dizer o mesmo, não é Steffinho – Damon disse voltando a ficar o irmãos de um jeito sarcástico, porem Stefan mantinha seus pensamentos em algum outro lugar pois nem sequer reagiu ao comentário do irmão.- Tenho certeza de que se ele estivesse prestando atenção reviraria os olhos pelo meu sarcasmo...

_ Parece que aquelas garrafas de vinho pegaram ele de jeito... – sorri tentando disfarçar a minha tristeza e procurando parecer o mais normal possível perto daquele que tira meu juízo. Porem, Damon tinha o dom de ver minha alma, e ele sabia que como eu realmente me sentia por dentro. A dor em meu peito não me deixava em paz e todo momento em que meus olhos fitavam os de Damon, ela se fazia mais presente, eu já podia sentir meus pulmões se comprimindo pela falta de ar. Eu tenho que sair daqui... – Então, encontrei isso no bolso da minha camisa...

_Ah, valeu Lena – Ele desviou o olhar do meu, eu respirei fundo ainda mantendo minha mascara. Entreguei o celular nas mãos de Damon, eu podia sentir minhas pernas acumulando energia para sair o mais rápido possível dali sem desmoronar em lagrimas – Senta ai, eu vou colocar uma xícara de café pra você...

_ Não precisa Damon, eu só vim entregar o celular – disse rapidamente, eu me dirigia a soleira da porta enquanto ele se levantava e ia até o balcão – Eu não estou tão mal quando achei que estaria... – Eu não estava tão mal, eu estava péssima, não pela ressaca, o banho e uns dois analgésicos resolveram essa parte, o que realmente me atormentava era a parte onde eu renunciei todo o amor que Damon estava disposto a me dar pelos meus ideais... Meu peito doeu mais ainda em resposta aos meus pensamentos. Não sei quanto tempo mais conseguirei manter essa mascara intacta.

_ Como assim? – Ele me olhou confuso como se tivesse percebido algo subentendido na minha frase – Quer dizer, você se denominou imperatriz da tequila ontem... Deve estar pelo menos com dor de cabeça...

_ Só um pouco, mas nada que um analgésico não resolva, eu já tomei um... – o que realmente sinto é uma dor no meu peito, que a alguns minutos era apenas um incomodo mais agora esta me matando. Sorri de lado, ele me dirigiu um olhar brando e complacente. Sim ele era capaz de ver através da minha mascara, e entendia a minha tristeza, não sei por que, mas acho que ele também sofria por dentro. As lagrimas queimaram atras dos meus olhos. Eu necessito sair daqui... — Então, eu já vou indo, tenho que falar algumas coisas com meu pai, a gente se ver por ai Damon... Steff...

Sai pela soleira da porta tentando não parecer desesperada, mas eu estava. Aquela aflição de ontem havia retornado para me atormentar. Andei o máximo que eu pude, o que não foi muito, pois assim como ontem a dor tirava todas as minhas forças. Conseguir chegar ao lavabo, me tranquei la dentro. Lagrimas começavam a descer pelo meu rosto involuntariamente, os soluços subiam pela minha garganta e espasmos musculares passavam por todo meu corpo. Eu havia perdido novamente o meu controle. Maldição!

Me apoiei na pia, olhando diretamente para minha imagem refletida no espelho grande e iluminado na parede a minha frente. Minha mascara finalmente havia caído, e eu estava horrível. O que eu sentia por dentro, estava todo refletido por fora. Meus esforços não valem nada quando eu estou perto dele. Eu não sou nada longe dele. Devia ter me censurado antes que as coisas se complicassem, e é isso que eu pretendo fazer agora... Impedir que as coisas se tornem piores, a um ponto sem regresso. Minhas palavras da noite passada rondavam a minha cabeça. Agora, aqui, parada, olhando para o meu reflexo nesse espelho, eu vejo o quão burra fui por não perceber antes, que já tínhamos passado desse ponto. Estávamos muito alem dele.

Respirei fundo, e expulsei essas lembranças da minha cabeça, buscando reassumir o controle do meu corpo. A dor em meu seio ainda se fazia presente, mas enquanto eu ia voltando a gerencia do meu próprio corpo, a dor ia diminuindo e minhas forças retornavam. Lavei meu rosto com água gelada, e depois sequei com a toalha de rosto que estava pendurada por ali. Sorri para o espelho a minha frente, colocando novamente a minha mascara de normalidade. Eu tinha coisas a resolver, coisas importantes demais para que eu passasse o resto dos meus dias, ou melhor, das minhas férias, chorando dentro de um banheiro ou de um quarto.

***

_ Pai... – chamei ao entrar no seu escritório. Meu pai estava sentado no sofá lendo o jornal. – Bom dia pai...

_ Boa tarde, você quer dizer... – Meu pai me olhou por cima dos óculos de leitura que usava dobrando o jornal – Achei que não ia acordar mais, parece que a madrugada foi boa ontem...

_ Nem tanto assim – sorri de lado sem graça – As garrafas de tequila cobraram o seu preço...

_ A ressaca da tequila é a pior... – Ele indicou para que eu me sentasse ao seu lado e assim o fiz – Se quiser eu te preparo algo bem gorduroso, sempre me ajudou com as bebedeiras da faculdade...

_ Não precisa pai, o meu cura ressaca é um bom banho e alguns analgésicos – ele riu divertidamente – Então pai, na verdade eu vim aqui falar com o senhor. Era para eu ter falado ontem mas eu acabei me atrapalhando com algumas coisas... Bom, pra resumi uma parte da história, Jenna e Ric vão se casar!

_ Nossa, que ótima noticia! Sempre gostei muito de Jenna, desejo o melhor pra ela, e sei que Ric não vai decepciona-la! – Ele se ajeitou no sofá virando de frente para mim – Então, me diga qual é a outra parte da história...

_ Eu sou a madrinha, e Jenna pediu para eu organizar a cerimônia! – Dei de ombros – Então, eu pensei, quem sabe, podíamos fazer aqui... no deque virado pra praia... Eu já tenho tudo na cabeça! Ficará tão lindo! O casamento dos sonhos de toda mulher!

_ E por que você esta aqui me dizendo tudo isso? – Olhei confusa para o meu pai – Não acredito que você esta me pedindo permissão Elena... Essa casa também é sua! Faça o casamento de Jenna aqui, tenho certeza que ela vai adorar! Toma... – Ele pegou sua carteira no bolso da parte de trás da calça, tirando de dentro seu cartão de credito e me entregando em seguida.

_ Mas pai, eu não posso aceitar... Jenna ficaria furiosa, e Ric tambem...

_ Sem “mas” Elena... – Meu pai assumiu uma carranca irritadiça, pegou uma das minhas mãos e colocou o cartão nela – Não me importa o que eles vão pensar, eu estou muito feliz e entusiasmado com o casamento deles. Diga a eles, que meu presente de casamento será pagar por toda a cerimônia... Eu ficaria muito magoado se rejeitassem...

_ Tudo bem pai, não precisa fazer essa cara de gato de botas, eu vou falar com eles... Não se preocupe, quando eu falar o drama que você fez, eles vão aceitar! – Me levantei do sofá e ele me acompanhou até a porta do escritório — Agora, se você me der licença, tenho um casamento pra arrumar...

_ Se quiser, tenho certeza que Isobel ficara muito feliz em te ajudar!

_ Claro, quanto mais ajuda melhor, vou falar com Isobel e também com Jer, e os irmãos Salvatore para me ajudarem... Onde esta Isobel, falando nisso, eu não a vi hoje?

_ Ela saiu com Katherine, mas logo elas estarão em casa...

Abracei a cintura do meu pai e ele beijou o topo da minha cabeça. Era tão bom abraça-lo e sentir todo o carinho que meu pai tem por mim. Eu queria poder sentar de novo naquele sofá e dizer tudo que me aflige, mas naquele momento aquele abraço estava ótimo, e reconfortante o bastante para que eu me sentisse bem comigo mesma.

_ Elena, querida – Meu pai me abraçou mais forte – Algo esta te incomodando... Aconteceu alguma coisa?

_ Nada pai, nada... – O abracei por mais um tempo, até que tivesse certeza de que as lagrimas que ardiam atrás dos meus olhos não saíssem do controle – Bom, e que eu senti falta do seu abraço...

_ Filha, sabe que pode vim me abraçar sempre que quiser, eu estarei sempre do seu lado quando precisar... Eu te amo filha!

_ Também te amo pai...- Engoli o choro que se formou na minha garganta – Eu vou sair pra dar uma volta e ligar para Jenna, depois eu vou falar com o Jeremy e os outros para podemos organizamos as coisas, também vou ligar para Caroline e pedir para que venha... Tem algum problema a Car vim pra cá?

_ Elena... – meu pai tentou parecer bravo – Querida, você sabe que pode trazer quem quiser aqui... E também eu gosto muito da Car, como uma filha, ela pode vir aqui sempre que quiser!

_ Tudo bem pai... – me soltei de seu abraço, ainda um pouco relutante, era tão bom se sentir reconfortante – Até daqui a pouco pai...

***

_ Jenna, ele insistiu. Disse que vai ficar muito magoado se vocês não aceitarem...

_ Elena, eu não posso aceitar... – ela disse relutante em aceitar que meu pai assuma as despesas do casamento.

_ Olha, não vai sair muito caro, prometo! E também... Você vai ter que vim pra cá, assim vai poder supervisionar os gastos pessoalmente...

_ Mas Elena...

_ Sem mais Jenna – a interrompi antes que ela pudesse retrucar – Caroline já está vindo pra cá, passaremos esse final de semana organizando tudo, e na segunda você vira pra cá para podermos fazer todas as comemorações de praxe... E no próximo sábado minha querida tia, você estará se casando!

_ Semana que vem? É muito pouco tempo Elena... – Jenna choramingou do outro lado da linha — eu nem comprei o vestido...

_ Jenna você esta a quase sete anos com o Alaric, já ta na hora de sossegar! E além do mais, vocês se amam, e alem disso, se suportam, ou melhor, ele suporta você e suas manias...

_ Elena – ri com o tom indignado da voz de Jenna – como assim minhas manias...

_ Por favor Jenna, não me faça ter que listar todas eles... – Jenna bufou do outro lado me fazendo rir novamente – Então agora sem mais delongas, eu tenho um casamento pra organizar, e será Le-gen-da-ry! Beijos!

_ Ok Lena... Tchau querida, nos vemos na segunda...

Me esparramei no sofá da sala de estar onde eu estava, exausta. Minha cabeça estava explodindo, e meu corpo dolorido. Graças as garrafas de tequila e a noite mal dormida no chão do banheiro. Mas por mais que eu esteja cansada, eu estava empolgada demais por organizar o casamento de Jenna. Eu adorava minha tia, e faria tudo o que ela me pedisse, sem hesitar. E também eu estava me beneficiando, pois quanto mais coisa eu tinha pra fazer, menos tempo eu tinha pra pensar em Damon, evitando que a dor em meu peito voltasse a aparecer.

Repassei novamente em minha mente a lista de tradições pré-casamento: Decoração, bufê, vestido de noiva, um DJ, que não seja Matt, é claro. Também tem a festa depois do casamento, que também precisa ser organizado. Um chá de panela, uma despedida de solteiro...

_ Oh meu Deus! Uma despedida de solteiro!

Me levantei do sofá, correndo escada acima, tinha que falar com o Jeremy, ele poderia me ajudar a organizar essa parte. Bati na porta do quarto que ele dividia com os irmãos Salvatore. Pra minha sorte alguém abriu a porta, mas para o meu azar foi Stefan.

_ Steff... – ele estava horrível. Seus cabelos estavam desgrenhados, e embaixo dos seus olhos havia duas manchas escuras – Stefan... Damon não estava brincando quanto a sua ressaca!

_ Elenita, por favor... – Stefan apertou entre as sobrancelhas – Eu estou sim, com uma ressaca do caramba, e nem o café preto e sem açúcar de Damon me fez melhorar...

_ Nossa... Bem, eu vim aqui procurar o Jeremy, você o viu? – perguntei logo indo ao ponto.

_ Jeremy? – Stefan me olhou com um sorriso psicopata nos lábios – Eu passei quase duas horas tentando tirar areia do meu cabelo, e de lugares que você não pode nem imaginar... Se eu encontrar o Jeremy hoje, com o humor que eu estou, sou capaz de matar esse cazzo!

_ Hã? – olhei confusa para o psicopata que surgiu em minha frente – Tudo bem, não precisa me explicar, mas eu preciso falar com o Jeremy por isso não o mate se o vir... e mais tarde eu preciso falar com você, preciso da sua ajuda e da do... – disse hesitante – Damon...

_ Ah sim, o Damon... – Stefan mudou novamente a sua feição. Como se soubesse o que aconteceu ontem, mas é claro que ele sabia, Damon devia ter contado para o irmão – Elena, eu vou tomar um banho para ir com você atras do imbecil do Jeremy, aproveito e mato ele quando encontrarmos. Mas enquanto isso nós conversamos, va bene?

_ Claro, te espero lá embaixo...

Ele entrou de novo no quarto, e eu desci as escadas discando o numero de Jeremy e colocando o aparelho na orelha. Fui em direção a sala de estar me esparramando novamente no sofá. Demorou um tempo mais Jeremy atendeu:

_ Jeremy, onde você esta?

_ Eu e Bonnie saímos para dar uma volta. – ele disse em um tom meio romântico — O que foi? Alguma coisa aconteceu?

_ Não, ta tudo na mesma... – dei de ombros — é que a Jenna vai se casar, e eu preciso da sua ajuda pra organizar algumas coisas...

_ A Jenna vai se casar? Nossa que máximo, conta comigo... – disse entusiasmado — Tenho certeza que a Bonnie vai ficar feliz em ajudar também...

_ Ótimo! O casamento é sábado que vem então toda ajuda é bem vinda! Onde vocês estão, eu busco vocês?

_ Estamos em uma lanchonete, mas não precisa se preocupar, daqui a pouco estamos em casa!

_ Okey então, não quis atrapalhar o romance de vocês! – Jeremy deu uma risada sem graça, podia ver seu rosto corando mesmo através do celular — Mas, antes de desligar me responde uma coisa... Por que o Stefan quer te matar? – Jeremy gargalhou do outro lado da linha.

_ Quando eu chegar te falo – disse ainda gargalhando – Tchau!

Ele desligou ainda rindo alto do outro lado. Olhei confusa para o aparelho em minha mão, sem saber o que estava acontecendo. Ri sozinha na sala. Jeremy era o mestre das pegadinhas, com certeza tinha armado uma das grandes pra cima de Stefan. Meu celular começou a tocar novamente. A foto de Caroline e seu nome dominaram a tela do celular:

_ Car, você já esta chegando?

_ Eu já estou aqui querida! Eu estava muito ansiosa pra ter que vim de carro, então eu vim de avião!

_Nossa Caroline... – escutei passos atrás de mim, olhei, e Stefan descia as escadas. Levantei do sofá e indiquei para que ele me seguisse. Peguei as chaves do carro do meu pai em cima da escrivaninha da sala e fui em direção a porta da frente – Eu estou indo te buscar, não me demoro! Tchau!

_ Tudo bem, tchau Elena.

Desliguei o celular, e o guardei no bolso novamente. Abri o carro e me sentei no banco do motorista. Stefan ficou parado na porta do passageiro esperando por algo. Abri o vidro e me inclinei para falar com ele.

_ Entra Steff...

_ Aonde vamos? — Ele disse seus olhos verdes confusos – Achei que íamos procurar o Jeremy...

_ E vamos, porem preciso buscar uma amiga minha no aeroporto... Entra que eu te explico.

***

_ Fico feliz pela sua tia, e pode contar comigo, e claro, com o Damon, pra qualquer coisa que precisar!

_ Eu sei que posso e já estou contando com isso – sorri amigável pra Steff – E eu não irei hesitar em pedir sua ajuda, e por isso que eu queria falar com o Jeremy. Jenna e Alaric chegarão na segunda-feira e o casamento será no sábado, então quero que vocês me ajudem em algumas coisas como a despedida de solteiro...

_ Ótimo! Já tenho algumas ideias em mente! – ele olhava com um sorriso divertido nos lábios.

_ Vai ser uma coisa simples, mas significativa, quero que seja perfeito e eu vou me empenhar para que seja!

_ Eu sei que vai ser perfeito Elena... Ainda mais com você organizando tudo! Pelo pouco que conheço de você, sei que é determinada, e não vai descansar enquanto não estar tudo perfeito pra Jenna...

_ Obrigada Steff... – Sorri lisonjeada com os elogios – Então, o que você queria que conversássemos?

_ Sobre essa sua mania de colocar a felicidades de todos acima da sua... – Ele me olhou dando de ombros como se fosse obviu o que ele estava falando.

_ Como assim coloco a felicidade das pessoas acima da minha? – eu percebi que tinha alguma coisa por trás do que ele havia dito. Ele deu de ombros e voltou a fitar a paisagem através da janela do carro – Stefan, o que você quis dizer com isso?

_ Olha, Elena... Eu entendo você, mas que tudo nessa vida eu entendo... – Ele se virou no banco do carro ficando de lado de frente pra mim – Mas, ás vezes você tem que ser egoísta e ter ganância por aquilo que se quer...

_ Stefan seja mais claro...

_ Damon me contou o que aconteceu, e também me disse do seu pedido... — fiquei quieta esperando ele continuar — Eu entendo que você não seja uma pessoa egocêntrica muito menos egoísta. Passar por cima de tudo e de todos para ter o que quer, não faz o seu tipo... Isso tem mais a ver com Katherine, mas as vezes é preciso ser assim!

_ Stefan, eu estou tentando manter tudo isso fora da minha cabeça, por favor, você não sabe o quanto me dói... – disse tentando mudar de assunto, mas ele continuou.

_ Elena! Você ama o Damon, e ele também te ama!... – interrompi Stefan. Eu já não suportava tudo aquilo.

_Sim, eu tenho sentimentos por ele, mas nos conhecemos há tão pouco tempo, e ele e Katherine estão a cinco anos, ele a ama, e não posso pedir que ele troque isso pela incerteza de ficar comigo... Eu queria ser egoísta, e passar por cima de tudo e de todos para ter o que quero mais eu não sou assim, então não me peça pra ser...

_ Va bene! Va bene... – Stefan levantou as mãos em forma de rendição e voltou a se ajeitar no banco do carro – Mas saiba que Damon sofre...

_ E você acha que eu não? Você não sabe quão difícil foi colocar essa mascara hoje de manha, e não sabe a dificuldade que é mantê-la, então não me venha com esse papinho Stefan... – disse exaltada, ele me olhou com os olhos arregalados – Me desculpe, eu não queria ter falado assim com você...

_ Não, tudo bem... Eu entendo a sua angustia, se lembre de que eu já estive entre Damon e Katherine, assim como você esta agora...

O silencio reinou pelo carro. As lembranças que eu tentava evitar tinham voltado em minha cabeça, e a dor em meu peito aos poucos crescia em meu peito. Damon estava sofrendo, eu também estava, mas do que ele talvez. Meu Deus, como eu posso sentir algo assim por alguém que eu mal conheço, como posso estar amando em tão pouco tempo. Tratei de limpar logo a lágrima solitária que escorreu em meu rosto.

_ Então Elena, quem estamos indo buscar no aeroporto? – Stefan disse mudando de assunto. Ele viu a minha aflição. Ele olhou divertido pra mim — É alguma ragazza?

_ Minha amiga Caroline, na verdade ela na verdade é como se fosse a minha irmã... – Sorri de lado pra ele – Você vai gostar dela...

_ Serio? Me fala mais da sua amiga quase irmã...

_ Bom, ela é divertida, sempre me faz rir. É teimosa que nem um asno. Ela é bonita, e inteligente, o que é raro hoje em dia! – disse divertida me lembrando de tudo que eu e Carol já passamos – Ela tem muitas outras qualidades e os defeitos a completam... Sabe, eu até acho que vocês dois combinam.

_ Não posso esperar pra conhecê-la...

Estacionei o carro de frente ao aeroporto e avistei a cabeça loira de Caroline ao longe. Buzinei e acenei com a mão do lado de fora da janela assim que ela me viu. Sai do carro e ela vaio correndo em minha direção, me abraçando forte. Só agora, vendo minha amiga/irmã ali, foi que percebi quantas saudades eu tinha dela. Tinha tanta coisa pra contar a ela, eu tinha certeza que ela me ajudaria a colocar meus pensamentos em ordem.

_ Nossa, como eu senti sua falta esses dias! – Caroline disse enquanto esmagava Elena em seu abraço – Como você esta?

_ Eu estou bem... – Caroline olhou dentro dos meus olhos, depois me olhou meio descrente quanto a minha afirmação – Vamos?

_ Vamos, depois conversamos...

Claro que ela ia querer conversar depois, ela me conhecia bem o bastante pra saber que algo estava errado comigo. Entrei no carro novamente. Caroline abriu a porta de trás e jogou sua mochila em cima do banco antes de entrar. Olhou confusa para Stefan ao meu lado, depois voltou o seu olhar pra mim.

_ Car, esse é Stefan... – os apresentei – Irmão do namorado da Katherine...

_ Stefan Salvatore – um sorriso surgiu nos lábios de Stefan enquanto sua voz soava galanteadora – ao seu dispor...

_ Caroline Forbes – Car estendeu a Mao em um cumprimento – muito prazer!

_Que isso, cara... – Stefan disse ainda com seus galanteios enquanto olhava nos olhos azuis de Caroline, depois pegou sua e a beijou. — O prazer é todo meu!

Notas finais
Capitulo enorme nao acham? Jeremy se envolvendo com a Bonnie... uhhhh! :X e o Stefan todo galante pra cima da Car kkkk eu me apaixonaria pelo sotaque italiano dele *___*
Bem, vocês viram que a Elena nao esta tao bem quanto ela aparenta né! E esse casamento? será que a Elena conseguirá ajeitar tudo até o dia? O_O
OMG! Muitas coisas vão rolar nesse casamento! Aiinnn to doida pra compartilhar com vocês! :S
Beijoos e até o proximo!