Quase Sem Querer...
21 Pesquisa de Campo
Notas iniciais
Pov. Damon
Desci as escadas procurando manter longe de minha mente a vontade de sair atrás de Katherine e fazê-la me escutar. Entrei na cozinha, encontrando Jer e Stefan sentados com o laptop a sua frente. Fui até eles pra ver o que fitavam com tanta atenção. Era um site, com o layout preto e letras brilhantes, no topo da pagina, em destaque estava o nome da boate e embaixo em letras menores, estava escrito “a melhor da cidade”.
_ O que vocês estão fazendo? – perguntei puxando uma cadeira e me sentando ao lado do meu irmão.
_ Estamos vendo uma boate pra fazermos a despedida de solteiro do Ric! – disse Jeremy dando de ombros – Bonnie deu alguns nomes das boates mais badaladas daqui, então estamos fazendo uma pesquisa ‘teórica’ inicialmente...
_ Como assim, teórica? – perguntei confuso. – O que quer dizer com isso?
_ Quer dizer que ainda vamos fazer uma pratica... – Stefan sorria de lado irônico enquanto falava — Como uma pesquisa de campo! Capisce?
_ Capisco... E quando vamos fazer essa “pesquisa de campo”? – perguntei enquanto fazia aspas com os dedos ironicamente.
_ Hoje! – Stefan respondeu e ainda me olhou como se eu fosse algum idiota – Agora, pra ser mais exato... Você vai, não é Damon?
Por mais que eu quisesse ir, eu ia tinha que esperar Katherine para conversarmos... Mas como a mesma me disse, não era pra eu espera-la acordado. Iria ser uma burrada não sair com meu irmão e com o Jer pra ficar esperando uma pessoa que não vai chegar tão cedo.
_ E aí Damon? Você ta dentro? – Jer me olhava ansioso esperando pela minha resposta.
_ Eu vou... – Stefan abriu um sorriso enorme – Mas não vamos ficar até muito tarde, e Stefan vê se pega leve na bebida, ok! Não vou ficar cuidando de bêbado, e não me culpe novamente se alguém – disse olhando diretamente pra Jeremy – te enterrar na praia novamente...
_ Não se preocupe a bebedeira daquele dia ainda cobra seus efeitos... E essa parte de ser enterrado na areia... – Stefan apertou o ombro de Jeremy e um sorriso maligno dominou seus lábios – Até achei engraçado a brincadeira, você me pegou Jer... Mas temos um ditado na Itália, exatamente assim, Eccolo, qui paghiamo...
_ E o que isso quer dizer? – Jeremy perguntou, eu apenas pude rir com a ameaça do meu irmão.
_ Aqui se faz aqui se paga... – Stefan disse e logo gargalhou macabramente, deixando Jeremy com uma expressão assustada. – Sugiro que fique atento, no entanto, hoje te darei uma folga, pois hoje vamos nos divertir...
_ Tudo bem, já chega de momento ameaça... – Jeremy perguntou desconversando, ele parecia nervoso de um jeito engraçado — Vamos chamar as meninas?
_ Mas é claro! – Stefan disse exaltado – Festa da salsicha não é comigo!
_ Ok,ok... – soltei uma gargalhada com o que meu irmão disse. Levantei da cadeira e disse animado – Eu vou me vestir, nos encontramos na sala daqui a pouco! Divertiamoci!
* * *
Desci as escadas novamente, indo em direção a sala, onde havia marcado de encontrar Stefan e os outros, no entanto, somente Elena estava na sala. Ela estava deitada no sofá, com a cabeça apoiada em uma das fofas almoçadas com estampa floral que havia ali. Seus cabelos, antes lisos, agora caiam lindamente como uma cascata de cachos de cor chocolate. Me aproximei mas ela não percebeu. Ela estava de olhos fechados e escutava musica, e pela melodia que saia dos seus, escandalosos e nada discretos, fones de ouvido, eu deduzir que ela estava escutando imbranato, a mesma que eu dediquei a ela na noite do luau.
Me sentei na beirada da mesa de centro e fiquei ali observando, e como sempre fiquei encantado pela beleza dos seus traços simples porém marcantes. Minha mão formigava, ansiando toca-la, e quando dei por mim, a ponta dos meus dedos passavam levemente pela linha de seu queixo. Ela não se mexeu, apenas respirou fundo, meneou a cabeça, e franziu o cenho, confusa. Levantei de onde estava e me pus sobre seu corpo, apoiando no encosto do sofá, tomando cuidado para não toca-la. Com a mão livre, tirei seu fone de ouvido e ela abriu os olhos de repente, me fitando sobre ela com uma expressão nervosa e confusa ao mesmo tempo, não sabendo o que estava se passando, como se tivesse saído de um transe profundo.
_ Damon? – ela sussurrou, a surpresa transpassando pelo seu rosto.
_ Imbranato hein... – murmurei enquanto um sorriso dominava meu rosto, me aproximei mais para dizer manso em seu ouvido – Se quiser eu posso cantar pra você novamente...
_ O que você esta fazendo? – Ela sussurrou confusa.
_ Apenas admirando sua beleza de perto... – sussurrei em seu ouvido, e eu percebi quando um arrepio passou pelo seu corpo. Arrastei a ponta do meu nariz pela base de seu pescoço, sentindo o cheiro inebriante que tinha sua pele. – Adoro o cheiro da sua pele... Mas sinceramente prefiro o gosto. – disse enquanto mordia de leve seu pescoço – Tão doce...
_ Damon... Não Dam...
Elena gemeu meu nome, de um jeito que eu não sabia se ela relutava ou suplicava. Eu adorava escutar meu nome sair pela boca dela, adorava mais ainda provoca-la e ver suas reações que eu causava sobre ele. Ela soltou uma risada nervosa, me deixando hipnotizado. Aqueles lábios carnudos e levemente avermelhados tiravam toda a minha atenção, principalmente quando ela tentava disfarçar seu nervosismo mordendo o lábio inferior. Eu queria tanto beijar e tê-la ali mesmo, naquele sofá, no entanto, eu queria fazer as coisas certas, e e “ponta solta” ainda permanecia ali, e estava me impedindo de continuar com meu desejo. Em todo caso, não fazia mal algum deixar Elena saber que ela seria minha. Aproximei meus lábios dos delas, eu podia sentir sua respiração invadir minha boca.
_ Damon... Não... não faça isso...
_ Fazer o que? – beijei o canto dos seus lábios, sentindo seu corpo amolecer sob o meu – Isso?
_ Damon, por favor... – sua voz quase não se fazia audível.
_ Por que Elena? – disse fitando sua boca, eu estava sedento por aqueles lábios – Eu quero te beijar, por que não posso ter o que quero? Por que não?
_ Por que é errado? – sua afirmação soou mais como uma pergunta.
_ Não me parece tanto assim...
Elena fechou os olhos, e eu podia sentir sua respiração ficar irregular. Sorrir ao vê-la ali, tão entregue as sensações que eu lhe proporcionava. Não queria deixa-la daquele jeito, mas tínhamos que ir aquela boate idiota. — Elena... — Chamei manso e ela abriu os olhos e eu pude ver o calor emanar naquele olhar, como calda quente de chocolate. Praguejei o meu irmão por ter essa ideia de ir pra essa tal boate. – Elena, temos que ir...
_ Pra onde? – Não pude deixar de rir com a confusão que atravessava seu olhar – Ah caramba, a boate...
Levantei relutante do sofá, suspirando pesarosamente por temos que parar a nossa “brincadeira” e irmos pra aquela boate besta. Elena se sentou no sofá, ajeitando seu vestido amarrotado. Sorrir de lado, mordendo meu lábio, tentando pender o riso que se formava em minha garganta. Ofereci a minha mão, e ela me fitou com um sorriso perfeito emoldurando seus lábios. Elena pegou a minha mão e uma corrente passou por todo meu corpo assim que nos tocamos. Ela me fitou de um jeito estranhamente confuso, e por um segundo pensei que ela pudesse ter sentido o mesmo.
_ Vamos, antes que eu mude de ideia!
Notas finais
Me digam o que vocês acham que vai acontecer na boate? um momento Delena talvez? ou um Steline? A noite é uma criança e tudo pode acontecer! Prometo postar o mais breve, nao quero torturar vocês... Então, até o proximo cap!
Beijooos!
Fale com o autor