Quase Sem Querer...

30 Nada de GogoBoys ou Stripers


Notas iniciais
Demorei? Um pouquinho né? :DD
Bom, aqui estou eu, postando mais um capitulo!
Nos vemos nas notas finais! :***

P.s.: Perdoem os meus erros ortográficos! Errar é o mano! o

[Pov. Elena]

_ Não acredito que ela disse isso! – Carol resmungava furiosa enquanto eu dirigia e Bonnie tentava não rir no banco de trás – Você não deu nenhum tabefe naquela vaca? Nossa!

_ Carol, relaxa... – Bonnie, sempre calma e centrada, tentava acalmar Carol que parecia que iria explodir em raiva – A Elena não precisa apelar pra agressão, ela tem tudo a favor dela... Ela ganhou o cara! Só tem que fazer que a Katherine veja que perdeu...

_ Eu não quero esfregar o Damon na cara da Katherine como um prêmio – Disse olhando Bonnie pelo retrovisor, ela mantinha um sorriso devasso nos lábios – Apesar da ideia ser tentadora, acho que não me faria uma boa ganhadora... E também tem algo que ainda está meio que me pertubando, sei lá...

_ Sei lá o quê? – Carol disse ao meu lado, com os olhos azuis curiosos.

_ Não sei, mas acho que ainda não posso me vangloriar... Não ainda. – confessei com um dar de ombros sinceros – Carol e Bonnie, vocês conhecem a Katherine, sabem como ela é... Vocês acham realmente que ela deixaria Damon sair assim da vida dela, e ainda por cima ir para os braços da pessoa que ela mais odeia? Simples assim? Sem ao menos pestanejar?

Meu coração se apertava no peito somente por pensar nisso, mas não importava o quanto eu tentasse me dizer que tudo ia ficar bem do jeito que está, continuava sendo a verdade. Por mais que houvesse a mínima chance de Katherine cair em si e deixar Damon livre para seguir o caminho dele como e com quem ele quiser, algo dentro do meu peito, impedia que meu cérebro aceitasse tal percentual e ligasse o modo defesa. Meu cérebro estava à espreita como se esperasse pelo ataque de uma cobra venenosa.

_ Sinceramente não acredito que ela o deixaria em paz tão facilmente... – disse quebrando o silêncio desconfortável que se formou enquanto Bonnie e Carol permaneciam pensativas – Assim como ela disse, pode ser que em breve ela venha revindicar Damon, como se ele fosse uma maldita propriedade...

_Relaxa Elena... – Bonnie disse com um sorriso complacente enquanto acariciava meu ombro – Ela não vai fazer nada contra vocês... Ela tem muitas coisas em jogo, e deve estar morrendo de medo que vocês contem sobre o flagra que Damon deu nela e no tal do ‘Eli’ para o seu pai e Isobel.

_ Bonnie tem razão, qualquer coisa é só ameaçar a imaculada reputação dela diante dos seus pais, e puff! – Carol gesticulou com as mãos algo dissipando no ar – Qualquer coisa que ela podia fazer contra vocês, já era! E sempre estaremos aqui pra te ajudar, nem que seja pra sequestrar a Katherine e deixar em algum lugar no México, que ela nunca mais consiga voltar...

_ Vocês fariam isso? – ergui uma de minhas sobrancelhas enquanto perguntava perplexa e curiosa.

_ Sem pensar duas vezes! – Carol e Bonnie disseram em um uníssono com um sorriso nos lábios.

Não pude impedir as lagrimas que subiram aos meus olhos e o sorriso enorme que se formou em meus lábios. É bom saber que temos o apoio de pessoas que nos amam incondicionalmente. É como dizem: Deus nos deu nossa família, ainda bem que podemos escolher nossos amigos. Carol ligou o radio, que passava uma musica animada e contagiante, me fazendo lembrar dos momentos em que eu e Damon estávamos dançando colados ontem na Mystic... O que me fez lembrar do olho roxo de Stefan, e passei a me perguntar mentalmente como ele conseguiu aquele belo hematoma e por que Carol fez aquela cara de culpada quando Damon perguntou o que havia acontecido a ele.

_ Alguma de vocês sabe me explicar como o Stefan conseguiu aquele olho roxo? – Mesmo me dirigindo as duas, perguntei olhando para Carol ao meu lado. As expressões e gestos nervosos de minha amiga, a entregavam mais do que ela pensava. – Carol, você tem alguma coisa pra me contar?

_ Não tenho não...

Bonnie pigarreou no banco atrás de mim e Carol passou a estalar os dedos nervosamente. Eu fiquei em silencio, mantendo meu olhar na estrada, Caroline não era muito boa em guardar as coisas, e pela sua cara, ela estava se corroendo por dentro por não me contar e em breve, digo, em segundos, ela estaria despejando as palavras sobre mim. Em três, dois, e...

– Tá! Eu bebi mais do que deveria ontem e você sabe que quando eu bebo eu fico um pouco desajeitada e sem medida, então quando eu estava dançando eu acabei acertando em cheio o nariz de um cara, e ainda por cima, para completar a minha desgraça, eu derramei bebida na camiseta de marca do cara! A seguir foi uma serie de fatos inevitáveis: O cara me insultou, Stefan ficou puto, ele bateu no cara, o cara bateu nele, ele nocauteou o cara e nos fomos embora. Stefan com o olho roxo e eu com muita vergonha por ter feito Stefan passar por isso, e ainda na boate da mãe da Boon...

_ Calma Care! Respira! – Eu disse enquanto a olhava espantada, ela havia resumido e contado toda a historia em um só fôlego, até achei que ela seria capaz de desmaiar quando finalmente acabasse – Pelo o que eu entendi do seu discurso de 30 segundos de palavras interligadas e ditas em um só fôlego, Stefan apanhou por você?

_ Sim, você viu o tamanho daquele hematoma no rosto de Stefan? – Caroline cobriu os olhos com as mãos choramingando – Eu não queria que ele apanhasse, não queria que ele se metesse em confusão, muito menos que se machucasse... Tudo que aconteceu foi culpa minha...

_ Não é sua culpa Caroline... – Bonnie se sentou no meio, e se inclinou entre os bancos para tentar amenizar um pouco as coisas.

_ Claro que foi... – Carol olhou para Bonnie, e pelo canto do olho pude ver seus olhos azuis mareados – Se eu não fosse tão efusiva, desgovernada, extrovertida... Se eu não fosse tão...tão...

_ Se você não fosse tão você? – Eu disse completando sua frase, ela me olhou com um bico de magoa nos lábios – Care, não se martirize tanto. O que aconteceu não foi culpa sua, muito menos por conta da sua personalidade... Stefan é grandinho e sabe se cuidar, se ele quis se meter em confusão pra salvar sua pele, devia estar lisonjeada, tenho certeza que ele não faria isso por qualquer uma...

Fitei Bonnie pelo retrovisor, e pude ver seu olhar sugestivo e o sorriso devasso. Olhei de relance para Caroline, e ela ruborizou diante dos olhares libidinosos, meu e de Bonnie, dirigidos sem pudor para ela. Ela se encolheu no banco do passageiro, porém um sorriso dominou seus lábios. Não precisávamos dizer nem perguntar mais nada, estava implícito no rosto branco e angelical de Carol e no silencio que ali se formou que algo estava prestes a acontecer, era apenas questão de tempo.

Assim que chegamos ao aeroporto, estacionei o, grande e imponente, cadillac eldorado preto do meu pai em frente a saída do aeroporto, rente ao meio fio, e logo atrás de mim, Damon fez com destreza a mesma manobra. Eu sai do carro, para que Jenna ou Alaric, assim que saíssem, pudessem me ver. Me apoiei no carro para esperar enquanto mandava uma mensagem para o celular de Jenna avisando que já estávamos aqui, pelo canto do olho vi Damon sair da caminhonete e vim de encontro a mim. Ele parou na minha frente, apoiando uma das mãos no carro atrás de mim, enquanto seu rosto se aproximava cada vez mais do meu. Abaixei meu rosto, mesmo tendo deixado pra lá por alguns minutos, a possibilidade de Katherine fazer alguma coisa ainda me consumia por dentro, e mesmo por detrás dos óculos escuros que impediam que ele me fitasse nos olhos, Damon tinha o dom de me decifrar, e por mais que eu desviasse o olhar dos seus perfeitos olhos azuis, eu sabia que ele podia enxergar alem disso.

_ Há algo de errado... – Ele sussurrou perto demais do meu rosto, fazendo que eu perdesse um pouco fio da meada – Algo esta te incomodando...

_ Nenhuma de suas orações foi uma interrogativa... – disse tentando fugir de seus questionamentos.

_ Isso, por que não foram perguntas e sim afirmações... – Ele disse enquanto dava um dos seus belos e desconcertantes sorrisos – Me fala o que esta te incomodando...

_ Damon... – Eu voltei a abaixar meu olhar, mas ele foi mais rápido e me impediu com sua mão em meu queixo. Antes que as palavras saíssem pela minha boca, meu celular começou a tocar em minhas mãos. Literalmente salva pelo gongo, ou melhor, pelo toque estridente do meu celular. Pelo visor eu pude ver que era minha tia. – Podemos falar disso mais tarde?

_ Claro... – Ele sorriu de lado, porém não se afastou. – Mas não pense que vai fugir de mim tão fácil, mocinha.

_ Jenna?– Atendi ao celular enquanto revirava os olhos para as palavras de Damon. — Cadê você?

_ A pergunta é: onde você esteve? – Jenna disse aparentemente irritada – Eu tentei te ligar ontem a noite e hoje pela manhã mais você não me atendia!

_ Foi mal, esqueci o celular no carro... Onde você está?

_ Na saída do aeroporto...

_ Eu estou aqui fora. Consegue me ver?

_ Não, para ser sincera meus olhos estão presos em um homem com um belo traseiro... – Ela sussurrou no telefone provavelmente para que Alaric não a escutasse, não pude deixar de rir – Espera aí, eu conheço esse traseiro! Elena, você pode me dizer o que esta fazendo sendo prensada pelo garoto com o belo traseiro que te buscou lá em casa?

_ Longa historia...

Consegui dizer depois de soltar uma gargalhada inevitável. Damon, que prendia uma risada depois de ouvir a minha conversa com Jenna, se afastou, me dando passagem para ir de encontro a minha tia. Ela estava parada ao lado de Ric, com uma expressão encabulada em seu rosto delicado. Fui em sua direção e a abracei com força. Jenna demorou um tempo para assimilar que a estava abraçando, e só depois de alguns longos segundos, ela retribuiu ao meu abraço.

_ Que saudades! – disse emotiva, enquanto me soltava de seu abraço e ia para o de Ric. – Parece que foram meses em vez de semanas...

_Sem duvida, você fez muita falta durante esses dias... – Ric disse enquanto me abraçava – Passar quase um mês comendo ovo cozido e fast food não é pra qualquer um não...

_ Você disse que não queria que eu cozinhasse! – Jenna disse ofendida.

_ Não é que eu queira que você não cozinhasse, a questão é que você não sabe! – Alaric disse mansamente enquanto agarrava Jenna pela cintura antes que ela ficasse emburrada – Mesmo assim, eu te amo...

_ O amor é lindo e tudo mais... – segurei Jenna pelo braço e a guiei até onde havia estacionado os carros – Todavia temos algumas coisas mais urgentes pra hoje então...

_ Mas uma vez Elena, muito obrigado por esta fazendo isso por mim... – Jenna me puxou para outro abraço – Eu te amo tanto, Elena... Você é como se fosse minha filha!

_ Oh Jenna... –Você é como uma segunda mãe, e depois de todos esses anos que você me aturou, eu tenho que fazer alguma coisa pra retribuir... disse tentando segurar as lágrimas que queimavam atrás de meus olhos – Agora chega, antes que a choradeira comece. Eu estou com fome, e está quase na hora do almoço, e tenho certeza que o Ric esta sentindo falta de comida de verdade!

_ Eu conheço o lugar perfeito! – Me sobressaltei assustada com a voz de Bonnie ao nosso lado, olhei pra trás, e todos estavam lá parados – Oi Jenna! Quanto tempo!

_ Bonnie? – Jenna da cabeça aos pés encabulada, e depois a abraçou – Como você está bonita! Jeremy? – Jenna olhou para Jeremy que estava atrás de Bonnie e foi até ele – O que você anda comendo menino? Fermento?

_ Bom te ver também Jenna! – Jeremy a abraçou apertado e depois cumprimentou Alaric com um aperto de mão.

_ Tia Jenna! – Carol praticamente pulou em cima de Jenna, eu só poderia rir da sua ação extrovertida – Saudades de você! Alaric Saltzman, a cada dia mais bonito hein... Tirou a sorte grande Jenna...

_ Alaric, esse é o Damon, ou como a Jenna gosta de chamar, o garoto com de um belo traseiro – Alaric olhou confuso para Jenna, e eu não pude deixar de rir diante do embaraço da minha tia – E por ultimo mais não menos importante, o mais novo dos Salvatore, Stefan...

_ É um prazer finalmente conhecê-los... – Stefan cumprimentou Jenna com um beijo em sua mão, a fazendo corar – Elena fala tanto de vocês, que sinto que já os conheço!

_ Espero que ela tenha dito somente as coisas boas... – Jenna disse lisonjeada pelo cortejo e ruborizada pelo charme do belo italiano de olhos verdes.

_ Chega, para de bajular a minha tia... – disse falsamente alterada enquanto me metia entre os dois – Vamos, que o Alaric está ficando verde de fome, ou talvez de ciúmes do italiano aqui... Bonnie, você dirige...

***

Depois de alguns minutos, nos havíamos chegados a um restaurante singelo, porém aparentemente muito aconchegante e familiar. A comida era absolutamente ótima, e Carol até chegou a perguntar para o garçom que nos atendeu se eles tinham bufê, e para nossa sorte, eles tinham, então já podíamos riscar uma coisa da lista de coisas a se fazer para o casamento. Nós mostramos a Jenna e a Alaric o que havíamos planejado no final de semana, e eles simplesmente adoraram nossas ideias, sem objeção a nada. Decidimos que no dia seguinte pela manhã começaríamos os preparativos para o casamento e sem mais delongas.

_ Nos visitamos ontem a boate da mãe de Bonnie... – disse inserindo outro tópico sobre os preparativos – Faremos a festa de despedida de solteiro do Alaric, e o chá de panela de Jenna, na Mystic! Eles têm uma área vip magnífica, e eu estava pensado para o chá de panela que poderíamos até contratar alguns gogo boys, será que sua mãe se opõe Boon?

_ O que? – Damon perguntou exaltado enquanto Ric se engasgava com a água que ele tomava – Gogo boys?

_ Claro que não, minha mãe tem até alguns contatos – Bonnie disse respondendo a minha pergunta ignorando os resmungos de Damon e de Alaric – Já tivemos festas nesse estilo lá na boate...

_ Ótimo...

_ Eu sou o único aqui que se opõe a essa ideia de gogo boy? – Damon disse exaltado, Stefan segurou o riso, assim como o resto de nos.

_ Eu estou com o Damon! – Alaric disse depois de se recuperar do engasgo – Acho que não precisamos chegar a tanto!

_ Obrigado, Ric! – Damon se levantou e apertou a mão de Alaric e voltou a se sentar – Sinto que seremos ótimos amigos! Voltando... Gogo boys? Serio Elena?

_ Qual o problema? – Dei de ombros sem entender o porquê de tanta algazarra por parte de Damon – Um chá de panela que se preze tem que ter um gogo boy! E não me diga que é mentira, eu procurei no Google!

_ Ah, se for assim... – Ele me fitou com seus olhos azuis abrasadores e desafiadores — Toda despedida de solteiro que se preze tem que ter uma striper!

_ To gostando desse papo... – Stefan disse baixinho, e acabou recebendo um tapa na cabeça de Carol.

_ Não acho que será necessário... – Jenna disse ao meu lado, tentando segurar o riso – Sem striper, nem gogo boy, somente nos está de bom tamanho!

_ Concordo plenamente... – Alaric deu um sorriso aliviado.

Damon ainda me fitava com os olhos azuis cheios de volúpia, fazendo minhas entranhas se contorcerem diante do seu olhar provocativo. Revirei os olhos tentando desviar a minha atenção, mas era quase impossível prestar atenção em alguma coisa que não fosse o moreno com olhos cor de gelo a minha frente. Bebi um enorme gole do meu suco gelado, tentando amenizar de algum jeito o fogo abrasador de dominava meu ser naquele momento.

_ Elena? – Jenna, que estava do meu lado, me cutucou e se aproximou de mim, sussurrando – Você quer me dizer o que está rolando entre você e o ‘Sr. Belo Traseiro’?

_ Esta tão na cara assim? – sussurrei tão baixo quanto ela.

_ Vocês estão praticamente se comendo com os olhos... – Jenna confessou dando de ombros – Achei que ele fosse o namorado da Katherine?

_Sim e não... – disse também dando de ombros, minha tia me olhou confusa e me pus a explicar – Sim, Damon era o namorado de Katherine, e não, ele não é mais... Eles terminaram ontem, nos a pegamos com outro cara na boate ontem...

_ Uau... – Jenna me olhou incrédula – E por que vocês estão se olhando desse jeito... Por acaso vocês...

Jenna me olhou interrogativa, esperando minha resposta. Ela não precisa completar a frase para que eu entendesse aonde ela queria chegar. Assenti com a cabeça, e Jenna me olhou, com uma mistura de emoções e expressões, de incredulidade a libidinosa, o que me fez querer gargalhar, porém me contentei em prender o riso com os lábios entre os dentes. Não queria a atenção de todos no restaurante para nos.

_ Vocês e ele? Juntos? – assenti silenciosamente a sua pergunta sussurrada – Desde quando?

_ Desde ontem... – olhei pra ela esperando que ela surtasse, porém ela me sorriu devassamente.

_ Bom de cama? – Jenna perguntou, me fazendo corar instantaneamente.

_ Jenna...

_ Sim ou não? – Ela disse um pouco mais exaltada, apenas assenti positivamente, rezando para que ninguém reparasse que eu estava mais vermelha que um tomate maduro – Tem cara de ser... Garota esperta! Aprendeu com a tia... – ela disse com um dar de ombros e uma piscadela enquanto voltava a comer a sobremesa em seu prato. Oh pelos deuses! Socorro! Eu não sabia se ria ou se me escondia embaixo da mesa de vergonha.

***

Nos voltamos pra casa, e durante todo o caminho eu fiquei tentando evitar os comentados sugestivos de Jenna, mas quando juntou aos de Carol e de Bonnie... Eu uni todas as minhas forças para continuar a dirigir para casa, em vez de jogar o carro em algum barranco. Chegamos em casa quase seis horas da noite. Jenna e Alaric estavam exaustos, e depois que eles falaram com meu pai e com Isobel, eu os mostrei o quarto de hospede e eles foram dormir. Finalmente eu estava livre dos comentários pervertidos de Jenna. Depois de assistirmos a um filme qualquer na sala de vídeo, Carol e Stefan foram para o mesmo quarto onde dormiram noite passada, e Jeremy foi levar Bonnie em casa.

Eu e Damon subimos para o meu quarto e antes que eu pudesse fechar a porta do quarto Damon já estava me agarrando pela cintura e me puxando para junto de seu corpo quente. Um desejo abrasador e devastador surgiu em meu peito, e tudo que eu queria ela matar a minha vontade de Damon. Meus lábios, minhas mãos, minha pele, sentiam necessidade de estarem fundidas a Damon, e eu nada mais podia fazer do que atender as suas necessidades.

Necessidades sanadas e exaustivamente saciados, me deitei no peito de Damon, e respirei fundo sentindo o cheiro amadeirado e o calor vindo dele invadirem o meu ser. Eu já estava me tornando tão dependente de Damon, que não saberia dizer se conseguiria sobreviver sem ele ao meu lado. Novamente a preocupação e as palavras de Katherine invadiram o meu cérebro, e eu logo estava tensa diante da possibilidade de um dia ela me tirar meu único anseio.

_ Você esta quieta de um jeito suspeito? – Damon sussurrava preocupado enquanto fazia um carinho gostoso em meus cabelos. – Você estava tensa hoje a tarde e agora também. O que está te preocupando, minha pequena?

_ Nada demais... – tentei desconversar enquanto me aconchegava mais ao calor de seu peito.

_ Por favor Elena, eu posso sentir que algo te incomoda... – Ele levantou meu rosto com a sua mão livre, me fazendo olha-lo nos olhos azuis penetrantes — Não tente mentir pra mim.

_ Não estou mentindo, só não é algo irrelevante... – Tentei abaixar meu olhar mais ele foi incisivo e não me permitiu fazê-lo – Damon, por favor...

_ Por favor digo eu, Elena... – ele parecia magoado, o que fez meu coração se apertar dentro do meu peito. – Elena, como podemos ter um relacionamento se você teima em me esconder o que sente...

_ Eu não estou te escondendo nada do que sinto, muito pelo contrario... – confessei enquanto fazia pequenos desenhos invisíveis com a ponta do meu indicador em seu peito – Eu não preciso nem te contar o que sinto, pois você me lê facilmente...

_ Não tanto quanto gostaria... – Damon suspirou audivelmente. – Me diz o que está te incomodando...

_ Quando subir hoje mais cedo pra buscar a minha agenda, acabei me encontrando com a Katherine... – disse com pesar enquanto as lembranças das palavras de Katherine retornavam a minha mente.

_ O que ela falou? – Damon perguntou.

_ Falou para que eu aproveitasse bastante, pois um dia você voltaria pra ela... – Eu dizia enquanto tentava manter as lágrimas longe dos meus olhos, eu não podia evitar, mas quando Damon me segurava daquele jeito, eu me permitia inconscientemente ser vulnerável – Ela disse que quando você estiver gemendo em meu ouvido enquanto fazemos amor, que eu devia me lembrar que um dia você fez o mesmo com ela, e que voltaria a fazê-lo, e que não a nada que eu possa fazer pra evitar. Estou parafraseando, palavras dela, não minhas...

Damon se sentou na cama em um movimento rápido, me levando junto com ele. Suas mãos se moldaram em meu rosto, e o prenderam próximo ao seu. Eu tentava desviar meu olhar do dele, para que ele não pudesse ver minha fraqueza perante o que Katherine poderia fazer. Quando meus olhos por fim se encontraram com os de Damon eu não pode mais impedir que minhas lágrimas invadissem e inundassem meu rosto.

_ Lena, olha nos meus olhos... – Damon disse quando eu mais uma vez tentei desviar o meu olhar do dele. – Nada, nem ninguém, muito menos a Katherine, vão me tirar de você, ou você de mim...

_ Mas Damon... – Eu tentei argumentar, mas Damon cobriu meus lábios com os deles, me impedindo de continuar.

_ Mas nada Elena... – Ele se afastou o mínimo possível de mim – Eu não sei como eu conseguir viver esse tempo todo sem você ao meu lado... Agora que eu te encontrei, não vou te deixar ir tão fácil assim...

O sorriso que surgiu nos lábios de Damon era tão glorioso, tão sincero e perfeito. Suas palavras aqueciam meu coração, e naquele instante, nada parecia existir ou ser capaz de nos atingir, e qualquer medo ou insegurança tornou-se pó assim que seus lábios macios encostaram se nos meus ternamente.

_ Eu te amo Lena... – Damon disse entre meus lábios, me enchendo de sua essência – Você é meu mundo, minha vida, minha alma...

_ Damon, eu te amo... – Meus olhos e dedos vagavam por seu rosto, incapazes de guardar tamanha perfeição. — Droga, você tinha que ser tão perfeito assim?

– Pois é, deve ser alguma coisa de família... — Seu riso soou em meus ouvidos amolecendo meus ossos.

_ Me beija, seu idiota! – Disse, ou melhor, exigir entre um riso.

_ Só com uma condição... – Ele disse mansamente enquanto mordia meu lábio inferior me fazendo perder até a fala, apenas murmurei um som afirmativo – Me promete que vai esquecer essa historia de gogo boy...

_ Que gogo boy? – disse abobalhada enquanto me perdia no azul de seus olhos.

_ Boa garota... – Damon sorriu libertino e tomou meus lábios com volúpia e urgência. – Eu te amo, Elena...

_ Te amo, Damon.

Notas finais
Eu sinceramente me divertir ao escrever esse capitulo, gostei... foi razoavel, mas favoravel! Se você gostou, entao deixe seu review me dizendo a sua opinião, ela é de suma importancia para a historia, são as suas opinioes que fazem a fique evoluir...
Ainnn, novo episodio de TVD hj! Quem ta ansioso? Eu? Imagina se eu estou ansiosa, puff, so estou pra arrancar os cabelos mas tudo numa boa! kkkkk
Bem, nos vemos no proximo capitulo, e se vc quiser ler mais alguma coisa, e ainda nao ficou sabendo da minha nova fic, da uma passada lá...
http://fanfiction.com.br/historia/426624/If_I_Die_Young/

Beijoos e até breve meus queridos/minhas queridas leitoras!