Quase Sem Querer...
5 Foi um sonho?
Notas iniciais
_ Olá Elena...
O cumprimento de Katherine soou falso aos ouvidos de Elena, era perceptível que ela não queria ser tão amistosa quanto foi, mas estava na frente de Isobel, e a mãe lhe recomendou que deixasse as implicâncias com Elena e a trata-se bem. Katherine sorriu falsamente e saiu pela mesma porta que estava encostada a alguns minutos antes.
_ Ela ainda me odeia... — Elena pensou alto.
_ Ela não te odeia querida, ela só não... — Isobel tentava encontrar palavras para justificar a atitude da filha mas não as encontrava.
_ Ela só não gosta de mim, Isobel – Elena sorriu ao ver que Isobel negou com um aceno de cabeça procurando se explicar mas, antes que ela falasse algo Elena a interrompeu – Não precisa se preocupar, Isobel. Sempre foi assim, já estou acostumada.
Isobel apenas sorriu sem graça, ela não tinha argumentos concretos para explicar os atos de sua filha, mas sempre achou que no fundo Katherine gostasse de Elena, e que logo ambas se entenderiam. Esperou isso durante anos, nunca houve entendimento algum entre as duas, mas ao contrario de Elena, Isobel ainda alimentava a esperança de que tudo se resolveria, um dia, quem sabe.
_ Um dia vocês vão se entender – Isobel falava como se fosse uma profecia, mas para Elena soou mais como uma prece, era como se ela acreditasse que ficar repetindo algum dia aconteceria.
Com a ajuda de Elena na cozinha, logo o jantar estava pronto. Elena subiu o quarto que seria seu, pelo menos por um período, para tomar uma ducha, enquanto Isobel colocava a mesa e chama o restante das pessoas para o jantar.
O quarto era simples mais cativante, o piso e as paredes eram de madeira assim como o restante da casa, havia uma janela no centro da parede que dava para o bosque inexplorado, embaixo dessa janela estava a que seria a sua cama, e ao lado um criado mudo com um abajur singelo em cima do mesmo. Ao lado da parta havia uma estante com alguns livros que Elena pensou ser a salvação dela durante a sua estadia, nada a animava mais do que ler um bom livro, e todos os títulos ali pareciam ótimo, o alguém que os escolheu tinha um bom gosto. Também havia uma escrivaninha e com um computador, e uma cadeira bem confortável.
Alguns poucos minutos depois , Elena já descia as escadas, indo se sentar à mesa com Jeremy, ao seu lado, Damon e Katherine, a sua frente, Isobel e seu pai, um em cada ponta da mesa. Tudo naquela situação parecia desconfortável para Elena, tirando Jeremy ao seu lado. O único barulho que se fazia ouvir, era o dos talheres batendo nos pratos e da comida sendo triturada nas bocas. Katherine olhava Elena como se fosse capaz de subir em cima da mesa e ir ate Elena simplesmente para lhe furar os olhos com o garfo e a faca em sua mão. Elena evitar, mas sempre se sentia observada.
_ então Elena, — disse Isobel quebrando o silencio – Como anda a faculdade?
_ Ótima, Isobel. — Elena sorriu sincera – Eu realmente gosto do curso, simplesmente apaixonante.
_ Qual curso você esta fazendo Elena? — Damon se introduziu na conversa, ele fitava Elena curioso pela sua resposta.
_ Faço letras, Damon – Ela respondeu, e os olhos de Damon brilharam – Um dia quero ser uma escritora renomada.
_ Boa sorte com a vida financeira querida... — Katherine falava debochada e cheia de si. — devia ter escolhido algo mais rentável e duradouro...
_Pode não ser algo duradouro e rentável, Katherine – Elena disse dando de ombros – mas é algo que eu amo, e tenho certeza que se eu fizer com paixão eu vou ter sucesso em tudo que quero...
_ Eu concordo plenamente com você... — Damon sorriu abertamente fazendo Elena sorrir em resposta – Quando estava no ultimo ano, participei de alguns projetos relacionados a escrita, acho que ainda tenho alguns textos meus guardados.
_ Eu adoraria ler os seus textos, Damon...
_ Somente se... — Damon sorriu brincalhão com um brilho nos olhos. — me deixar ler os seus.
_ Isso é meio que impossível, Damon...
_ Por que?
_ Por que... — Elena pigarreou antes de falar – Eu geralmente escrevo meus textos em meu diário, eles são mais como um desabafo para mim...
_ Eu adoraria ler seus desabafos, Lena...
John olhou para Elena, depois para Damon, desacreditando que o mesmo tenha a chamado daquele jeito e a Elena tenha permitido, mas a mesma nem percebeu, ela estava presa nos olhos azuis hipnotizantes de Damon, assim como ele mesmo disse mais cedo. Seus lábios tinha um misto de malicia e diversão que fez o rubor subir para as maças do rosto de Elena. Ela tentava desviar daquele olhar, mas era impossível deixar de fitá-lo. Elena ficava horrorizada ao pensar em Damon lendo os seus registros íntimos em seu diário, mas quando ele a olhava daquela forma, ele parecia ler ate o amago dela, aquilo não a incomodava, ela embriagador olhar para aqueles olhos.
Katherine olhava aquela situação furiosa, Damon jogava todo o seu charme em cima de Elena, e a mesma se derretia toda na cadeira. Katherine estava a beira de um ataque de ciumes, mas resolveu fazer algo mais cruel do que um ataque poderia ser:
_ Sabe Elena – A voz anasalada e irritante de Katherine tirou Elena de sua viagem no mundo azul que eram os olhos de Damon, a fazendo olhar sem graça para seu prato e voltar a comer – Fiquei aqui pensando com meus botoes, e me surgiu uma duvida, sera que pode saná-la?
_ O que foi, Katherine? — Elena ainda olhava para seu prato quando Katherine falou novamente.
_ Achei que você fosse a favor da dieta a base de carne de rato...
_ O que disse? — Elena levantou o olhar, direcionando-o diretamente para Katherine, que estava com um sorriso enorme no rosto – Você colocou aquele hanmister na minha lancheira, e espalhou esse boato ridículo.
_ Katherine – Isobel olhava a filha incrédula – você fez isso?
_ Eu? — Katherine colocou a mão no peito se fazendo de desentendida na frente da mãe – Jamais faria tal coisa...
_ Ah sim... vai falar o que agora Katherine? — o tom de voz de Elena era irritado – Que eu adoro por minhocas no meu sanduíche de pasta de amendoim com geleia
_ Agora que você falou... — Katherine falava sarcasticamente o que fazia uma raiva descomunal subir pela espinha de Elena ate seu peito fazendo seu coração pulsar rapidamente – Me lembro de você comendo esse tipo de sanduíche na hora do recreio quando eramos crianças.
Como é possível ser tao descarada. Elena apenas olhava para katherine, que ainda tinha um sorriso enorme no rosto, com a certeza de que a existência de Katherine dependia daquilo, ela não estaria satisfeita enquanto não a humilhasse ou fizesse Elena se sentir mal. A verdadeira vontade de Elena, não era dar uns tapas bem dados em Katherine, mas sim de ter um punhado de minhocas ou um rato bem gordo para poder enfiar na goela garota a sua frente e fechar bem a sua boca e seu nariz ate que ela engolisse ou morresse sufoca.
Por mais que adorasse a ideia de ver Katherine sofrer, ela não era que nem ela, Elena jamais a machucaria ou faria algo do tipo, ela suspeitava de que a garota pudesse ter algum distúrbio mental, e Elena não achava necessário ter que ser presa por tao pouca merda. Ela se concentrou em manter a raiva na caixa toraxica, se a deixasse sair, possivelmente seria capaz de fazer alguma besteira.
_ Eu vou...– Elena se levantou-se da cadeira onde estava. — Eu vou tomar um ar.
_ Elena, por favor – John falou pela primeira vez em todo o jantar – vamos esquecer essas besteiras e terminar o jantar em paz.
_ Não posso, John – Elena costumava chamar o pai pelo primeiro nome quando estava chateada com algo que ele fez.
_ E por que não? — Os olhos de Elena se encheram de lagrimas, como ele poderia agir desse jeito enquanto Katherine falava daquele jeito.
_ não sei pai, — Ela olhou diretamente para Katherine a fuzilando com os olhos e disse com a voz embargada pelo choro que vinha pela sua garganta – de repente me sinto enojada.
Elena saiu da mesa, Jeremy segurou seu braço tentando impedi-la, mas quando ela olhou para o rosto de Jer, ele viu que ela precisava de um tempo sozinha. Ela saiu pela porta da frente indo direto para o caminho que daria para a praia, que aquela hora da noite era iluminada pela luz que a lua refletia. Caminhou desnorteada, deixando as lagrimas escorrerem pelo rosto, lavando toda a raiva que sentia. Ela queria ter sido mais corajosa e ter dito algo, ter revidado a altura que Katherine merecia, mas ela sabia que não valeria a pena, logo Katherine sairia por cima da carcaça com seu jeito sarcástico e irônico de ser, assim como ela sempre fez.
O que a deixava mais chateada era o seu próprio pai tê-la deixado sem seu auxilio, ela queria que ele falasse algo, que ele simplesmente tivesse imposto sua autoridade como padrasto de Katherine e a tivesse repreendido. Ate Isobel pareceu mais interessada a fazer isso do que o próprio pai. Não tinha raiva de Damon, muito menos de Jeremy, apesar de saberem por Elena, parte das escrotices que Katherine era capaz de fazer, eles não sabem da missa um terço.
O vento frio batia em seu rosto secando as suas lagrimas, Elena já tinha se acalmado um pouco e andado muito. Ela olhou para traz, mas nada via alem de mar, areia e alguns coqueiros. O som que o mar fazia quando a onda se quebrava era reconfortante, resolveu parar um pouco e se sentar e apreciar aquela vista magnifica.
Elena olhava para aquele oceano, que agora estava negro e provavelmente gélido, e logo percebeu porque a sua mãe amava tanto aquele lugar. Tudo parecia desaparecer junto com aquelas ondas, nada parecia ter importância o bastante. Aquelas ondas quebrando parecia chamar o nome de Elena, a brisa acariciar o seu rosto, a acalmando, e a fazendo relaxar, ela sentiu um perfume diferente no ar, um cheiro gostoso que tomava todo o seu olfato, o cheiro do mar, do sal, ela não sabia o que era, só sabia que a fazia lembrar da sua mãe, e por um minuto ela pensou que a mãe estava ali, a acalentando. Uma lagrima desceu pelo seu rosto, e um sorriso se formou em seu rosto, ela nunca havia conhecido a própria mãe, mas sabia que se ela estivesse ali, ela estaria deitada em seu colo enquanto a mãe passava as mãos pelos seus cabelos, a acariciando.
_ Eu sinto muito, Lena... — Elena nem viu Damon se aproximar, ela o viu sentar ao seu lado – Eu queria ter feito algo, eu sou um idiota, devia ter falado alguma coisa...
_ Damon... — Elena o interrompeu – Cala essa boca...
_ Lena, mas eu sou um tolo – ele abraçou as pernas e apoiou a cabeça nos joelhos – eu... você me mandou calar a boca?
_ Mandei – Elena não pode deixar de sorrir ao olha Damon incrédulo ao seu lado – Olha esse lugar, presta atenção nos detalhes.
Damon parou por um instante, observando todo aquele lugar minuciosamente, diversas vezes. Todos os detalhes daquela praia se juntavam em uma composição perfeita. Era como estar em um museu e se ver observando o mais belo dos quadros. Ele olhou para garota com lagrimas nos olhos ao seu lado, era como se ela fizesse parte do quadro, ela se encaixava perfeitamente na pintura. O coração de Damon começou a bater freneticamente, só de ver Elena daquele jeito, ele tinha vontade de abraçá-la e não deixar ela sair nunca dali, algo o atraia a ela, e ele não sabia dizer o que, mas ele sabia que Elena precisava dele, e a qualquer momento que ela precisasse, ele estaria ali.
_ Sabe, Isobel hoje me disse, que um dia eu e Katherine iriamos ser amigas um dia, mas eu duvido muito disso.
_Tudo pode acontecer, Lena – Damon passou o braço ao redor de Elena, a aproximando dele – Lena...
_ O que, Damon? — Ela se aconchegou no peito de Damon ainda fitando o mar.
_ Eu... — ele não sabia o que dizer, gostaria de reconfortar Elena mas as palavras sumiram de sua cabeça – Eu não gosto de te ver triste...
_ Eu tambem não gosto de ficar... — Elena olhou nos olhos de Damon e sorriu – Obrigado por vim ate aqui, significou muito pra mim.
_ Disponha – Damon sorriu de lado, depois aproximou Elena mais ainda de si, precisava sentir o calor dela perto dele.
Eles ficaram um tempo abraçados, Elena se sentia bem no abraço de Damon, simplesmente ela confortável ficar ali, sentindo o calor e o perfume que emanava dele. Ela deitou a cabeça no ombro de Damon, ali o seu perfume se fazia mais presente, embriagando Elena com a sua fragrância. Em um ato impensado ela levou o nariz ate a base do pescoço de Damon e inalou a fragrância que ele exalava, ela jamais havia sentido um perfume tao gostoso, ela atrativo e enebriante. Ela roçou o nariz pela pele de Damon, e em resposta um arrepio subiu pela coluna dele, e os pelos de sua nuca se eriçaram. Elena acordou do transe em que havia entrado quando sentiu o cheiro de Damon, e envergonhada se desfez do abraço do garoto.
Eles ficaram um tempo sem falar, as coisas pareciam ter passado um pouco do limite, Elena sabia disso, por mais que Katherine não fosse sua pessoa preferida, ela jamais faria algo do tipo com ela. Era doloroso demais, ate pra alguém, aparentemente sem coração, como Katherine. Elena resolveu esquecer o que aconteceu, e quebrou o silencio:
_ Vir nessa viagem foi um erro... Mas, sabe, esse lugar é maravilhoso, olha só essa praia... Ficar aqui sentada não vai me ajudar em nada sinceramente...
_ Concordo plenamente...
_ Sabe de uma coisa, eu vou aproveitar esse lugar o máximo que eu conseguir, independente do que meu pai, Isobel, ou Kath digam, eu vou viver esse momento...
Elena se levantou de onde estava e começou a se despir, Damon apenas a olhava estático, observando os movimentos da garota a sua frente:
_ O que você esta fazendo, Lena...
_ Eu estou vivendo o momento, Damon, você pode me acompanhar se quiser...
O sorriso que havia em seus lábios, iluminava o seu rosto, e quando Damon se levantou e tirou suas roupas, ficando apenas de box preta, seu sorriso se iluminou ainda mais. Damon ainda a olhava, só que agora admirado. Desde que a conheceu, gostou do modo calmo e centrado que Elena lhe dava com as coisas, no entanto, agora ela parecia outra pessoa, o que o fez ficar muito mais encantado por ela.
_ Que tal uma corrida?
Elena estava apenas de calcinha e soutien, e apesar de serem pretos e rendados, a roupa de baixo de elena era muito comportada. Damon não pode deixar de olhar Elena com cobiça, ele não podia negar, ela era linda de alma e de corpo, a luz da lua em sua pele na pele alva de Elena, a deixava com um brilho encantador e irresistível. Ele desviou o seu olhar do corpo de Elena antes que ela percebesse, ou algo constrangedor acontecesse.
_ Vai amarelar, Damon? — Elena o desafiava com olhar, ele logo sorriu malicioso para ela e assentiu – então vamos... no tres, sem trapacear!
_ Vai logo, Lena, antes que eu desista.
_ 1...2... e...3!
Eles começaram a correr para o mar, Damon sempre tomando a dianteira, Elena sempre em seu encalço, porem, assim que chegou na parte onde a onda quebrava, Elena parou de correr, deixando Damon seguir e entrar na água cortante de tao fria.
_ AHHH... CASSETE! TÁ MUITO FRIA!
Elena começou a gargalhar com a cena que estava vendo, provavelmente a agua devia estar muito fria, e agora ela tinha certeza, graças ao escândalo de Damon. Ao perceber que estava sozinho, olhou para trás onde Elena gargalhava ate as lagrimas descerem de seus olhos de tanto rir.
_ Poxa Elena, que sacanagem!
_ Como esta a água Damon? — Elena não podia deixar de rir de Damon – Espero que esteja do seu agrado!
_ A água esta ótima, devia vim experimentar!
_ Acho que vou passar essa...
_ Ah... — Damon estava voltando a ]beirada onde Elena estava – você vai vim aproveitar essa água deliciosa comigo.
_ Damon? — Elena viu um brilho diferente nos olhos de Damon, o olhar do caçador, ela arregalou os olhos – Damon, não faça isso!
_ Ah, Lena – o seu sorriso era malicioso novamente, e ela sabia no que aquilo levaria – Agora é tarde demais pra lamentar.
Elena tentou correr de Damon, porem, ele a puxou pela cintura e a pegou com facilidade em seus braços fortes, a colocando em seu ombros. Elena se debatia em meio a gargalhadas, implorava para que ele a colocasse no chão, mas Damon não atendia aos seus pedidos, indo cada vez mais para o fundo.
_ Me solta, Damon! — Elena continuava a se debater nos ombros de Damon.
_ Seu desejo é uma ordem!
Elena achou que estaria livre, no entanto, ela não percebeu que a água já estava batendo perto da cintura de Damon, quando ele a soltou, ela caiu na água gelada, se arrependendo de ter implorado para ele soltá-la, assim que ela emergiu do seu mergulho se agarrou a Damon, prendendo os braços no pescoço dele, e as pernas na cintura dele.
Damon, que antes ria com a situação de Elena, agora permanecia estático, observando a garota que estava agarrada a ele. O seu coração batia descompassado novamente, ele sabia que aquilo devia ser errado, mas assim que ele olhou nos olhos castanhos de Elena nada mais parecia tao certo. Elena tremia em seus braços, mas não de frio, o seu corpo estava tao próximo ao dele, ela podia sentir o coração dele sob ela bater muito rapido, Damon olhou no fundo dos seus olhos, e ela novamente se perdeu naquele mar azul que era o olhar de Damon.
Ele, sem nunca deixar o olhar de Elena, levou uma mão ate a altura do rosto de Elena, colocando o cabelo molhado dela, atras da orelha. Sua mao encostou na pele quente de Elena e os tremores dela pareceram aumentar. A mão de Damon desceu pela orelha, acariciando, ate a base do pescoço de Elena, onde ele encaixou a sua mão. Damon observou todo o rosto de Elena, absorvendo a sua beleza sob a luz da lua.
_ Tão Linda, Lena...
E em mais um ato impensado, ele levou os lábios ate os de Elena, os beijando ternamente, Elena não sabia o que fazer, mas depois que os lábios de ambos se encostaram, ela sentiu se derreter naqueles braços e se entregou aquele sentimento que a consumia. Damon tirou a mão do rosto de Elena, a abraçando pela cintura, colando mais ainda seus corpos, aprofundando o beijo. Suas línguas dançavam em sincronia, o que deixava tudo muito mais delicioso. Elena sentia o sabor de Damon dentro de si, e ele era tao enebriante quando o cheiro que ele emanava.
Quando o ar se fez necessário, o beijo foi cessado com leves beijos ate finalmente chegar ao fim, Damon colou a testa na de Elena, de olhos fechados, ainda tentando acreditar se aquilo tudo era verdade, ele tinha medo de abrir os olhos e tudo não ter passado de sua imaginação.
_ Lena, me diz que estou sonhando...
_ Damon, eu não sei dizer.
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