Quase Sem Querer
15 Capítulo 15 -Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Flashback on
5 horas atrás.
-É O QUÊ? — Eu gritava, sacudindo os braços. — TODO MUNDO CANTANDO COMIGO! — Enchi meu pulmão — EU TINHA UMA EGUINHA O NOME DELA ERA MIJOLETA!
Eu movimentava o corpo no som da música que certamente não era a que tocava.
-PULA PULA MIJOLETA — E eu pulava junto, atraindo uma pequena porção de pessoas que acompanhava minha dança, eles riam. — MUITO OBRIGADA AO MEU PÚBLICO LINDO.
Gargalhava. Ai como a vida era engraçada.
4 horas atrás.
-Renato! — gritava enquanto ria. — Uhu Renato tá vivo gente!
-Maahzita — Gabi também ria, estava pendurada nos braços de um cara qualquer. — O Renato morreu, viu?
Meus olhos lacrimejaram.
-Como assim? Ele não pode ter morrido. — Choraminguei — O Renato gente... — Um loiro me encarava torto — Você não é o Renato?
-Quem é Renato?
-Seu burro, você não conhece o Renato.
-Que Renato?
-O RUSSO — Berrou Gabi, mas foi calada pelo cara que ela tinha ao lado.
-Graças ao Renato que ele calou ela — eu ri boba. — Qual é seu nome? — Perguntei, brincando com os cabelos encaracolados do cara que me reconfortava agora.
-Renato pra você.
3 horas atrás.
-E como é gente? — eu subia em cima da mesa com dificuldade, rindo cada vez que escorregava. — CANTA COMIGO! — Fazia a dançinha, gargalhando. Ao meu redor estava um público masculino. Meu sapato alto estava no canto da mesa. — AGORA TODO MUNDO NA MACARENA!
-Desce daí, Marina — uma voz rouca me chamou.
-Uy! — eu gargalhei. — Só se for para um local mais apropriado.
-Desce agora — ele voltou a ordenar. Um cara soltou um muxoxo quando o dono da voz rouca me puxou de cima da mesa.
2 horas atrás.
-Me solta — eu esperneava, ele me puxava pelos punhos.
-Cala a boca, tá?
-A boca é minha!
-Criança.
-Ninfomaníaco.
-O quê? — ele parou de caminhar pelo estacionamento. — Era eu que estava me exibindo em cima de uma mesa de uma boate?
-A culpa é sua, tá? — Eu resmunguei. Segurando o par dos sapatos em uma mão e a pequena bolsa em outra. Diego tinha puxado ela das mãos de um cara baixinho que tentava abri-la sem sucesso. — Você que ficou se esfregando com aquela vaca da Sabrina.
-E você estava se esfregando com uns 8 homens.
Eu gargalhei maliciosa. Ele bufou voltando-me a me arrastar para o carro.
Encontrei Gabi no banco de trás, esparramada no carro e soltando roncos baixinhos. Só me restou ficar ao lado do Diego no banco, ao contrário de mim ele estava sóbrio. E isso que me dava medo.
2 horas atrás.
-Me solta! — eu gritei.
-Marina...
-Já disse pra me soltar.
-Marina você está enroscada na cortina do banheiro. — Eu gargalhei ao contestar que era verdade.
Ele me empurrou para debaixo do chuveiro e eu gritei pela água fria. Diego colocou uma mão em minha boca.
-Shhh! — ele pediu, mais próximo ao meu rosto. — Todos estão dormindo.
Eu o olhei feio.
-Você pode trocar de roupa sozinha, não é? – enxugou as mãos molhadas na toalha. Sua blusa estava ensopada que nem a minha.
-Posso posso. — Eu resmunguei. — Diego — chamei-o. — Posso cantar Renato?
-Que Renato?
-O Russo.
Ele bagunçou os cabelos pouco molhados.
-Não.
Ele fechou a porta para me dar privacidade, logo depois eu já cantava a plenos pulmões Eduardo e Mônica.
1 hora atrás.
-Vai dormir, por favor — ele suspirou.
-Você vai se agarrar de novo com aquela Sabrina? — eu segurava sua mão com força, parecendo uma criançinha com medo de escuro. O quarto era preenchido pelos roncos ritmados da loira na cama ao lado.
-Não.
-Você não gosta de mim? — Ele tentava soltar minha mão.
-Vai dormir — ordenou.
-Você não respondeu minha pergunta.
-Se eu responder você vai dormir? — Eu balancei a cabeça positivamente. Ele respirou fundo, puxou a coberta para que me cobrisse. Eu realmente me sentia 10 anos mais jovem, estou assistindo demais a SBT. — Eu gosto de você, Mah.
-Quem gosta não deveria fazer o que você fez.
-Eu sei que não.
-Então por que... — bocejei, já cedendo à força que fazia em sua mão. — Porque você fez aquilo comigo?
-Porque eu me importo com você.
Então ele se afastou a passos largos.
-Eu também gosto de você, Di. — Aconcheguei-me na cama, puxando a coberta. Confessei, sabendo que talvez amanhã, quando eu estivesse consciente eu me arrependeria disso.
-Infelizmente. — Então a porta se fechou.
Flashback off
-Eu não acredito que você fez isso com ela!
-Não fiz nada demais — Justificou a outra voz. — E eu só a tirei a força de lá porque ela não queria me obedecer.
Minha. Cabeça. Dor.
-Daí você sai carregando a garota no meio do pub e a joga dentro do carro. E isso tudo porque ela só queria se divertir em cima do balcão.
-Isso mesmo.
-Qual é, Diego — falou sarcástica.
-Não era para eu cuidar dela?
-Qual é seu problema? — devolveu com outra pergunta.
-Você está perguntando qual o meu problema? — a 2º voz voltou a berrar.
Deus. Era tão difícil calarem a boca?
-Não vejo motivo algum para tratá-la como uma criançinha — Porque diabos a 2º voz, além de ser mais rouca, tinha que ser tão alta?
-Eu avisei a você! — Deixa pra lá, a 1º acabou de ganhar no ranque de berros. — Eu disse que ela não estava acostumada a essas festas ou a esses relacionamentos, e que ela não tinha nada a ver com a gente!
-Não estou aqui para ser babá de ninguém, ok?
-Você sabe muito bem que eu não estou falando disso.
Cocei os olhos. Minha boca estava ressecada, minha cabeça parecia pesar 3 vezes mais que o normal. Gemi baixinho. Por obra de alguém lá de cima encontrei um comprimido e um copo d’água no criado mudo. Engoli sem nem saber o que era. E se fosse *Lexotan?
Bem, se fosse eu só iria acordar próximo ano.
-Ótimo! — gritou, eu me encolhi. — Se sabe tão bem do que estamos falando, porque você finalmente não esclarece as coisas por aqui?
-Diego — murmurou.
-Porque eu não pareço ser o único a esconder as coisas, não é?
-Diego — voltou a chamar mais baixo.
-Droga Gabriela! Até quando você vai esconder o que rolou entre a gente?
Saltei da cama com um pulo, meus pés bêbados bateram na quina do pé da cama e eu fechei os olhos com força, tentando não xingar todos os palavrões possíveis.
-Alguém pode escutar — ouvi-a falar um pouco mais alto. — O que aconteceu não era para ter acontecido, ok?
-Nem somos primos de verdade! — ele berrou. – Minha mãe é casada com seu tio.
Olhei em volta, estava no quarto que compartilhava com Gabriela. O único porém é que não tinha nem sombra dela ali no recinto.
-Mas é como se fôssemos, tá legal?
-Acho que você não pensou nisso enquanto estávamos os dois na cama do seu quarto e você...
-Diego! — falou mais alto. E por um momento eu me senti zonza como se realmente eu tivesse tomado *Lexotan.
Notas finais
E ai minhas paçocas? Quem vai querer me matar com um facão?
Preciso de uma opinião de vocês, por favor, lembre-se de votar entre os xingamentos.
Fiz mais algumas capas para a fic. Vote 05000 2012 001 para escolher essa http://25.media.tumblr.com/tumblr_m320l8cJd61qjlo9go1_r1_500.jpg
Vote 0500 2012 002 para escolher essa: http://24.media.tumblr.com/tumblr_m320l8cJd61qjlo9go2_250.jpg
E 0500 2012 003 para essa: http://25.media.tumblr.com/tumblr_m320l8cJd61qjlo9go3_250.jpg
Podem ativar a sinceridade, minha mãe implorou para que desistisse de todas e voltasse para a antiga e primeira.
O capítulo não saiu como eu queria realmente. Acordei hoje mal, fui pra escola mal, pedi para a moça da secretaria ligar para meu pai e quem me fez companhia em casa foi meu cachorro/enfermeiro. Ele não saiu do lado da minha cama a manhã inteira e ainda fazia um escândalo quando alguém se aproximava.
Um agradecimento especial a Nathalia que fez a recomendação linda da minha fic e me deixou aos prantos. Sigam o exemplo dela e eu viro uma autora desidratada e mais feliz ainda.
E as meninas que merecem uma mordida na bochecha do menino da sala ao lado (nome de fic né?), que tem os olhos azuis lindos, é alto, cabelo preto e versão masculina da branca de neve e isso tudo ao lado da minha sala: Sonhadora00, ameblifls_smart, Allison, Luu Amorim, Nathalia, Leti Mathias, Joyce Nunes, Adriana Morais e iMitch. Todas aqui?
Vocês são as melhores leitoras que uma autora poderia ter :3
Não esqueçam de dar sua opinião sincera sobre as capas e não quererem me matar, ok?
Se cuidem direitinho.
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