POV.Gabriel

Estava quase apertando o gatilho quando o meu celular começou a tocar, "que se dane " pensei, mas depois de um tempo algo me fez largar a arma e atender sem nem ao menos olhar quem era:

– alo?!

– MEU DEUS GABRIEL É VOCE?

– GABRIELA?

– SIM, GABRIEL, SOU EU

– AI MEU DEUS GABBY, ME DESCULPE FOI TUDO CULPA MINHA EU DEVIA TER PRESTADO ATENÇAO NA ESTRADA EU DEVIA ESTAR EM CASA EU... — eu comecei a chorar, "credo, o que diabos estou fazendo?"

– gabriel calma, por favor, nao fique assim a culpa nao foi sua nunca foi a culpa é toda minha nao devia ter saido correndo daquele jeito me desculpa serio

– eu vou ir ai preciso ver voce, cara voce nao sabe o quanto senti a sua falta meu anjo

– tambem senti a sua falta gabriel, mas agora nao é uma boa hora e tambem nao quero que voce me veja desse jeito, quando eu voltar para casa eu juro que vamos passar o dia inteiro naquele cinema vendo filme

– okay

– vou ter que ir agora gabriel, sinto muito a sua falta serio

– tambem sinto muito a sua tambem gabby, na moral voce nao sabe o quanto é bom ouvir a sua voz novamente mesmo que so por telefone e saber que voce esta bem

– vou ter que desligar agora as enfermeiras vao trazer o medico aqui daqui a pouco talvez eu volte amanha mesmo para casa, tchau gabbe ate mais

– tchau gabby ate baixinha

– baixinha teu nariz

– verdade voce bate exatamente nele

– va para o inferno

– tambem te amo

Entao ela desligou, levantei entao da cama, peguei a arma e a coloquei de novo no lugar depois, menos uma culpa na minha cabeça, entao tentei dormir coisa que nao fazia a um bom tempo por causa daqueles pesadelos malditos, por mais que as vezes eles parecem de vem em quando no final eles sempre voltam, sempre.