Pov. Gabriel

Hoje completa um mês que gabriela esta em coma e eu nao paro de pensar que a culpa é toda minha, se eu nao estivesse no celular enquanto dirigia talvez tivesse parado antes, talvez se eu nao tivesse voltado da casa de michael aquela hora eu nao tivesse batido nela, talvez se eu nao tivesse saido de casa naquela noite eu nao tivesse batido nela, talvez...:

– gabriel, por que a sua prova esta em branco? — era a professora Livia falando, que horas aquela prova tinha começado? Ela nao seria na terceira aula? Nós nao estavamos na primeira aula ainda?:

– desculpe professora, mas a prova nao seria na terceira aula?

– nós estamos na terceira aula sr. Domiciano — conseguia ouvir a sala toda rindo. Depois que ela saiu da sala fui atrás dela para perguntar se nao daria para mim refazer a prova:

– professora sera que eu nao podia fazer outra prova? Trabalho? Ou seila alguma outra coisa para nao ficar com zero?

– sinto muito sr. domiciano, mas na proxima vez preste um pouquinho mais de atençao no que esta fazendo e nao fique apenas no mundo da lua, sinto muito

"Sinto muito uma ova sua cadela, eu devia pegar uma arma e explodir os seus miolos" pensei, nao aguentava mais ficar naquele lugar, peguei minhas coisas e fui para casa, quando cheguei peguei minha arma que estava guardada dentro da terceira gaveta de um de meus armarios da cozinha e subi para o meu quarto, sentei na cama e fiquei admirando a arma enquanto voltava para aquele domingo de noite:

Estava chovendo, tinha acabado de sair da casa de michael estávamos conversando exatamente sobre gabby, michael me dizia o quanto ele acabou gostando dela e que pretendia a pedir em namoro depois que a conhecesse melhor depois começamos a jogar xbox e 11:45 resolvi voltar para casa, minha avó havia me ligado, sempre pedia para que ela me liga-se aquelas horas porque eu nao sabia porque apenas pedia, ela perguntava quando iria visita-la de novo, dizia que sentia minha falta...

Foi quando vi gabby, ela estava correndo e se atravessou na minha frente nao deu tempo de freiar ate tentei mas nao deu quando vi ela estava no chão na frente do carro, desci naquela chuva ela ainda estava acordada quando a peguei e a enfiei no meu carro, enquanto ouvia o pai de gabby que estava do meu lado chorando, gritando e me xingando de tudo que era nome, nao me importei apenas pedi para que ele entra-se no carro e parasse de gritar que aquilo nao ajudaria em nada, dirigi com toda a velocidade que pude para chegar no hospital saint Thiago o mais rapido possivel, quando cheguei as enfermeiras a levaram para dentro e nunca mais retornaram, depois que eu meio que acampei no hospital esperando noticias o pai dela mandou eu ir embora, que eu nao tinha mais nada o que fazer ali porque gabby estava em coma e tudo o que eu podia fazer ja havia feito e ele nao me culpava por aquilo porque a culpa na verdade era dele e eu nao entendi o porque, mas mesmo assim dia apos dia eu ia visitar a menina no pequeno quarto que ela estava internada e dia apos dia aquele dia voltava aquele mesmo dia em que tudo aconteceu, quando eu tinha 5 anos e que por ter ficado doente fiz meus pais voltarem mais cedo da viagem, se nao estivesse doente meus pais nao teriam voltado as pressas para Loiusville na chuva e o caminhao provavelmente nao teria batido neles porque nao haveria caminhao e eu nao seria um orfão, foi tudo culpa minha, era culpa minha meus pais estarem mortos e era culpa minha gabby estar em coma, era tudo culpa minha, nao aguentava mais viver daquele jeito. Peguei entao a arma e a coloquei apontada para mim um pouco abaixo do queixo, " é essa a hora tem que ser" pensei "adeus Gabriel Toddy Domiciano tenha uma boa morte"