Quase Perfeito.

5 Capítulo 5 - Luís.


Notas iniciais
Peço desculpa por esse capítulo ser tão curto, mas não poderia revelar mais sobre a estranha vida de Luís.

A madrugada francesa esfria bruscamente, “ele” se encontrava em sua cama confortável enquanto tinha mais um de seus temidos pesadelos.

–Você não merece essa vida- essa palavras saiam de sua boca.

–Piedade, por favor.

–Chega de chances. Morra... - Sussurrava sem nenhum remorso aparente.

Então desperta, completamente suado, sem entender muito bem como sempre se vira como assassino em seus sonhos. Diplomata, milionário e filantropo, tinha uma vida que qualquer ser humano poderia sonhar. Conhecia cada canto do globo terrestre, poliglota e extremamente culto.

Luís era baixo, magrelo e tinha sérios problemas respiratórios. Morou em um orfanato nos Estados Unidos até os 14 anos quando foi adotado por uma família milionária, onde lhe foi apresentado o mundo erudito. Aos 19 anos já estava formado, era realmente um gênio, e novamente órfão, apesar de milionários, os Pratti não possuíam uma saúde fortificada. Seus pais adotivos o deixaram de herança uma by Savings Sidekick\">fortuna inestimável, milhares de apartamentos e um grande avião “Airbus A319CJ”, um típico avião presidencial a qual sempre tivera bastante afeto, mas a única coisa que realmente o emocionava de ter recebido era o seu sobrenome.

Sua esposa ainda dormia, como era linda, tinha olhos azuis que o lembravam a tranquilidade do céu, um corpo escultural e provocante, em resumo, Ana tinha feições angelicais e um corpo projetado pelo próprio Satanás era como Luís a descrevia para amigos. A conhecera em um de seus trabalhos voluntários dentro de sua ONG. Gostava de admira sua beleza inerte, tinha essa fixação por vela sonhar, tinha até certa inveja disso, gostaria de poder ter sonhos serenos.

Faminto, começa a catar o resto de alguma carne do jantar, apenas se alimentava de carnes vermelhas, dizia que isso fazia parte de sua by Savings Sidekick\">dieta.

–Ai está você- Exclama quando acha seu gato

Fraklin, o Ashera gordo, estava como de costume rondando pela casa com seu ar preocupado. Acredita-se que os gatos têm um pé no inferno, algo que era completamente descartado por Luís até o dia atual, conseguia ver a beleza em tudo.

Olha para o relógio, ainda eram três da manhã. Tinha o costume de acordar diariamente naquele horário, após visitar vários neurologistas e ter feito algumas cirurgias nunca se foi explicado o motivo para tal. Fato era que dormia poucas by Savings Sidekick\">horas, isso quando dormia.

–Meu filho, sinto sua falta- Uma voz sussurrava em seu ouvido.

O diplomata atordoado deixa cair seu prato espatifando-o em milhões de pedaços, sua mulher desperta assustada.

–Amor! Está tudo bem ai?

–Sim, só me assustei com o gato- mentiu descaradamente.

–Teve mais um daqueles pesadelos?

–Sim. Estão cada vez mais comuns, mas esse era diferente.

–Diferente como?

–Podia ter certeza que era real.

–Amor, lembra o que o psicólogo disse?

–Sei, amor, mas acho difícil que isso tenha algo relacionado com a minha infância.

–Talvez seja só um filme que você viu que te traumatizou.

–Talvez...

Cata muito mal os cacos jogados por toda sua cozinha e se joga na água gelada. O frio francês não o incomodava, gostava daquele clima, na verdade, era apaixonado por tudo que remetia ao frio, porém, não dispensava o calor de sua mulher.

–Volte a dormir, Ana. Não quero causar-lhe preocupação.

–Ok, mas amanhã cedo iremos ao médico

–Você não tem que ir by Savings Sidekick\">trabalhar?

Ela não responde deve estar dormindo, entra no quarto para poder dar uma mais uma olhada em sua mulher adormecida, realmente gostava de ter aquela visão.

Para seu desespero sua amada estava em meio de chamas amareladas, porém, não parecia se incomodar com isso. Era como se estivesse apenas em um sono profundo, corre para tentar sacudi-la de forma desesperada e antes que pudesse tocar seu rosto, ela explode em milhares de grãos cinzentos. Sua mulher tinha se reduzindo a cinzas.

Sai em disparada para rua, seus pensamentos o torturavam. Precisava procurar socorro, apesar de não conseguir acreditar no que seus olhos acabaram de presenciar. Um senhor estava na porta do seu prédio como se o esperasse.

–Preciso de ajuda, minha mulher está morta!- Gritava

– Uma bela madrugada não acha?

–Você não ouviu?- perguntou desesperadamente.

–Sim, se esta morta não existe motivo para se incomodar. Pensei que já estivesse acostumado com a morte- dizia calmamente.

–Pera, eu conheço o senhor?

–Mais do que você imagina.


–XX-


No seu íntimo sabia que seria impossível encontrar seu primo antes de Lúcifer, mas era difícil de desistir de uma ideia que já estava fixada.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.