Quase Normais
28 Era a touca dela!
Notas iniciais
Pov: Jessícah:
Literalmente vê um Lehing “Doido” atrás da Juliet, não é normal. Certeza que havia algo acontecendo, pois eu estou boiando no rio Nilo.
—Espera Lehing! – Dakke o chamou, mas ele não deu à mínima.
—Adoro a amizade de vocês.
Sai atrás do Lehing, a Juliet é minha amiga e eu vou achá-la, ou tentar.
—Ei Jess, espera! – Dakke falou me acompanhando. – Não queiria bancar uma de Lehing comigo. – disse irritado.
—Desculpa fofinho, mas a Juliet é minha amiga e eu vou bancar uma de Lehing quantas vezes forem necessárias.
—Tudo bem.
Basicamente corremos atrás do Lehing e mesmo assim ele não esperava a gente.
—Aaaa, que saber? Cansei! Lehing ESPERA A GENTE AGORA! EU TAMBÉM SOU AMIGA DELA, OU MELHOR, MELHOR AMIGA DELA! ENTÃO, PODE PARAR DE FINGIR QUE ESTÁ EM UMA CORRIDA OLIMPICA E NOS ESPERAR, idiota. – quando terminei de falar tinha um Lehing olhando para mim com cara de pouco amigos.
—Vocês poderiam me ajudar a procurar no lugar de só reclamarem.
—É o que estamos tentando fazer, mas você não colabora. – Dakke rebateu.
—Certo, então, para onde vamos? – Lehing quis saber.
—Vamos à piscina. – Disse passando por eles e indo em direção à piscina.
[...]
—Chegamos! – Dakke falou – Não tem nada ou ninguém aqui.
—Eu sabia que aqui ela não estaria, ela tem medo de água, o uma pessoa com medo de água iria fazer em uma piscina? – Lehing disse alterado andando de um lado para outro.
—Você não está ajudando. – Disse
—NÃO – Gritou Lehing
—O que houve mano? – Dakke perguntou
Ele não respondeu, apenas mostrou para a piscina, nós seguimos sua mão e, particularmente, eu não gostei do que vi.
Era a touca da Juliet!
—Se a touca está lá... – Comecei, mas logo o Dakke me interrompeu
—A Juliet está lá!
Em fração de segundos o Lehing correu em direção a piscina e pulou, eu estava apavorada, porque ela pulou na piscina? Talvez tenha escorregado e caiu. É, ela tinha escorregado.
Lehing voltou à superfície após alguns segundos, mas sem a Juliet.
—JULIET – Gritou, e eu o acompanhei.
—Juliet!
Lágrimas já começavam rolar pelo meu rosto.
A Juliet tinha que está bem, ela tinha!
Senti braços me abraçando.
—Calma, ela está bem! – Dakke sussurrou em meu ouvido.
—JULIET! – Novamente outro grito alto do Lehing.
Um movimento atrás do Dakke nos fez virar rapidamente.
Que não seja a diretora. Que não seja a diretora. Que não seja a diretora.
—Que gritaria é essa?
Não podia ser, era ela!
Era a Juliet.
—Ai meus Deus! – Me soltei do Dakke e corri em sua direção para abraça – lá assim constava que era real. – Você está bem! Graças a Deus.
—Me solta – Disse se afastando. – O que aquele idiota está fazendo na piscina? – Perguntou apontando pro Lehing que estava com a mesma cara que antes, de poucos amigos.
—Te salvando. – Respondi dando de ombros.
Hã?!
—Mas se você está aqui e o Lehing ali, que dizer que tu não está lá, ou seja, estávamos gritando...
—JULIET! – Gritou Lehing, mas desta vez não havia preocupação em sua voz e sim raiva. – Você mim fez pular naquela piscina por nada? – falou enquanto vinha em nossa direção e eu como sempre fui corajosa, saí da frente e fui para onde o Dakke tava.
—Eu não! Eu não estava aqui e muito menos te mandei pular. – Disse Juliet irritada.
Vai ter treta!
Merda
Foda-se, adoro treta.
—Mas sua touca estava lá, queria que eu pensasse o que? Que você a jogou porque estava brava com a nossa briga?
—Eu não você pensar nada.
—Você é tão cabeça dura! Não dava pra ter me escutado quando te chamei? Mas não tinha que sair correndo bancando a magoada, se você não sabia, eu também fiquei, você nunca me escuta! – Lehing falava e Juliet escutava sem querer e eu e o Dakke não entendíamos nada.
—Eu não te escuto? – Juliet disse em tom de voz indignada – Eu te escuto sim, só não concordo.
Lehing riu sem humor
—Qual a diferença? Você não escuta e não concorda, tudo bem eu aturo. Mas que culpa eu tenho de tentar querer nos assumir? Pelo menos eu estou tento, e você, o que você fez até agora? Me diz! – Juliet não o respondeu, ela abriu a boca três vezes, mas nada saiu – Isso mesmo, NADA, você Juliet não vez nada e no final ainda se banca de ofendida. – buscou ar e continuou – Você não o quanto difícil isso é pra mim, e você não faz nada.
—Também não queira ser inocente! – Retrucou Juliet.
—Eu não sou inocente, eu apenas quero que isso – disse apontando para os dois – Dê certo, eu já me declarei, eu já me humilhei e você nada fez. – umedeceu os lábios – Pelo simples fato de achar que sua vida é difícil ou complicada demais! – O Lehing estava bravo, a Juliet louca pra falar e eu e o Dakke, quietos sem entender nada.
—Mas minha vida é complicada...
Lehing a interrompe.
—E por ser complicada demais não quer se envolver, sério? – Ri sem humor – Eu, EU já passei por coisas piores e nem por isso me privo de relacionamentos!
Peraí, eu estava começando a entender. Relacionamentos. Ele e a Juli estavam “enrolados”!
—Me poupe Lehing! – Juli falou revirando os olhos.
—Me poupe você Juliet. Que saber? Eu acho que agora concordo com você – Juliet enrugou a testa – Somos opostos, isso ou qualquer coisa que envolvesse a gente não daria certo. – Respirou fundo e continuou – Lhe agradeço por ter me proibido de nós revelar, pois sinceramente, não vamos e nem iríamos dar certo.
Dito isso Lehing deu as costas para a Juliet e saiu.
—Lehing! – Dakke gritou, mas ele não deu ouvidos ao amigo – LEHING.
—Vai. – O incentivei, ele deu um meio sorriso e foi.
Agora só tinha eu e uma Juliet devastada olhado para o garoto de quase dois metros de altura indo embora.
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