Quase Nerd.
7 Os pais não devem deixar os filhos sozinhos.
Notas iniciais
Estava andando em direção à loja combinada e de repente algo me puxa pelo pescoço, tampando minha boca e com a varinha nas minhas costas. Tentei gritar, mas nada funcionou.
De repente a pessoa que me agarrou me vira e...
-Bu, HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA você tinha que ver seu... Seu HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA desespero HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA.
Adivinha quem era? Ah minha querida e maravilhosa irmãzinha que acordaria careca se depende de mim. Mas mamãe me mataria.
-Ai, você tá bem?- perguntou Lissa — Você está verde ?!
-Estou bem... Porque essas roupas? Pensei que só usassem rosa ou sei lá. — Perguntei depois que percebi que estavam todas de preto, Penny, Mandy, Lissa, Kitty e eu. Parecíamos um grupo de Comensaizinhas miniaturas.
-Duas razões: primeira, você está de preto, então ficaria meio suspeito, imagina alguém no Ministério te parar pra te convocar a uma audiência? Segundo: Eu fico a maior gatinha em preto. — explicou Kitty.
-Vamos? — perguntou Mandy impaciente olhando o céu, parecia que iria chover, as nuvens estavam acinzentadas e pareciam pesadas.
Entramos na loja, e uma senhora de cabelos cinza (mas bem modernos) e minuciosamente cuidados, veio nos atender.
-Olá senhoritas, meu nome é Madame Lewis. O que estão procurando?
-Uniforme... — respondeu Mandy.
-... Para Hogwarts. — completou Lissa.
-Oh sim, sigam-me! Tem uma senhorita de Hogwarts aqui também. — A senhora disse andando em direção a uma porta, onde dava ao Atelier (onde se faz a roupa antes de vender).
-Será que conhecemos? — perguntou Lissa a mim.
-Ai, eu não acredito, Merlin seu filho da puta, porque você me odeia? Hein? Te fiz algum mal? Eu nunca nem te insultei. (consciência: Serio? Tem certeza?). — sussurrou Penny.
-Fala serio. — falei em resposta ao que eu via.
-Senhorita Parkinson, acho que já temos medidas o suficiente, não? — disse a mulher.
-Oh, claro. ...Ora, ora, ora se não é as vagab... Garotas de Hogwarts. Quem é a novata? Até que ela é bonitinha.
-Não te interessa quem eu sou. — respondi.
-Hum, mas tem a língua afiada.
-Queria que fosse afiada o bastante para te cortar no meio. — respondeu Lissa.
-Alguém morreu? Estão todas de preto!
-Oh, sim. Ouve uma morte! Morreu tão jovem... Pena que era inútil.
-O–o quê? Quem morreu? — perguntou Pansy preocupada.
-Seu cérebro. — respondeu Penny.
Desatamos a rir, lágrimas escorriam pelos meus olhos depois de alguns minutos rindo. A Madame Lewis, que estava fazendo a saia de Pansy, segurava para não rir.
-Subam aqui, queridas. — Disse a senhora indicando cinco banquinhos para nós subirmos. Assim que o fizemos, ela balançou a varinha e várias fitas métricas foram tomar nossas medidas.
-Então Parkinsonzinha, me conte as novidades: Ainda esta correndo atrás do Malfoy mesmo ele te achando um nojo? O que eu concordo, claro.
-Isso não é da sua conta. — disse a Vaca-da-esquina que até agora estava calada.
-Quer dizer que sim. — disse Kitty.
-Pronto, acho que as medidas estão boas. — Madame Lewis balançou a varinha novamente e tesouras, panos, agulhas e linhas começaram a formar lindas três peças de uniformes de Hogwarts (o que por sinal ficavam maravilhosos em suas mãos, pois ela sempre dava uns toques especiais e nenhum era igual ao outro) para cada uma das cinco de nós.
-Tome, senhorita Parkinson. — disse Madame Lweis estendendo um embrulho (seu uniforme) para ela.
-Ufa, o ambiente vai ser desinfetado. — disse Lissa, pondo a mão no nariz, olhando para Pansy.
-Você tem sorte que eu não me rebaixo a você, garota. Você tem sorte. Ah e cuidado em Hogwarts, tá querida. — acrescentou pra mim.
-Por quê? Não te fiz nada. — falei com ironia.
-Tá na cara que você é novata em Hogwarts, não? E não é bom andar com essas daí. Enfim, adeus. — disse indo embora.
Quando percebi as garotas estavam dando gargalhadas.
-Nossa, ela nem te reconheceu! É, esse ano promete.
-Com toda a certeza do mundo. Esse ano vai ser o melhor. — concordei. Afinal porque mudar radicalmente se não pode brincar um pouquinho?
Nos despedimos de Madame Lweis que tinha feito perfeitos uniformes e fomos embora. Assim que pisamos na rua começou a chover.
-Pro meu quarto. — Penny disse para as garotas.
Penny segurou a minha mão e aparatou. E (arg!) é horrível aparatar, mas pelo menos nós tínhamos chegado em menos de cinco segundos.
Quando abri os olhos, vi que no quarto da minha irmã tinha cinco malas.
-Eba! Vão dormir aqui? — perguntei animada.
-Vamos.
-Eu vou tomar um banho e depois nos vemos, O.K? — disse saindo do quarto. Subi um lance de escada e entrei no meu quarto, fui ao closet, peguei uma roupa e fui para o banheiro ligar a banheira. Tranquei as duas portas do quarto, a que dá para a corredor e a de vidro que dá para a piscina, fechei todas as cortinas (a da porta de vidro também), tirei minha roupa, fui até uma mesinha e peguei meu notebook,
-Acho que já está bom. — Disse desligando a água da banheira. Joguei uns sais aromáticos e liguei as bolhas. Assim que estava tudo pronto, arrastei uma poltrona para a beira da banheira e coloquei o notebook em cima. Entrei no meu Tumblr, MSN e no Nyah ler a continuação de umas fics.
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-Po-po-po-poker face po-po-poker face, mamamama. — Que foi? Você canta no chuveiro, por que eu não posso fazer meu show particular? Que injustiça!(consciência: Injusto é eu ter de ouvir essa taquara rachada).
-Ô vida cruel! Por que a água tem de ficar fria, gelada e insuportável? E nem ao menos possa usar magia para me proteger desse mal? E digo novamente: ô vida cruel. Merlin me proteja. HAHAHAHA como as pessoas conseguiam falar assim antes? — Respirei fundo e sai da banheira, não tinha outro jeito mesmo. Fui até a pia e escovei os dentes, penteei o cabelo, sequei cada parte de meu corpo devagar e vesti minha roupa, uma roupa bem quentinha e confortável. Estava ventando e chovendo forte lá fora. Olhei o relógio e era 16h05min. Abri as cortinas e destranquei as portas.
Desci até a cozinha da família e nossa! Como eu estava com fome! Abri a geladeira e o armário e peguei um suco de morango com leite e biscoito de chocolate.
-A cozinheira tá falando alemão, a princesinha tá falando rupe, a italiana cozinhando o feijão, a americana se encantou com o Pelé. — Cantava enquanto comia, não tinha nada pra fazer. O dia estava chuvoso, então não dava para andar a cavalo, nem andar nos campos e muito menos ler ao ar livre.
Bipi, bipi, bipi, bipi, bipi, bipi, bipi, bipi, bipi, bipi, bipi.
Arrrg! Já disse que eu odeio esse barulho? Não? Tá, vou explicar: esse barulho é da piscina. Não, não da piscina, mas do teto móvel da piscina. Pennélope provavelmente estava querendo nadar.
Coloquei o copo da pia e fui dar uma espiadinha em Penny. Quando cheguei à ala da piscina, ela estava com um controle na mão, o teto estava se fechando e ligando as luzes.
-Vai nadar? — perguntei.
-Por qual outra razão eu estaria fechando o teto? — (consciência: Toma! Quem mandou fazer perguntas idiotas?).
-Onde fica o controle de temperatura? Aqui está muito frio, não dá pra nadar assim. — disse Kitty.
-Lá no canto esquerdo da porta dos fundos.
Assim que Kitty regulou o tempo tive vontade de tirar a minha roupa quente e pular na piscina. Mas ia ver se Anakin estava bem. Anakin é meu “cavalo” alado (alado é um cavalo com asas para quem não sabe). Anakin é lindo: preto como carvão, seu pelo é aconchegante como aquelas brisas da primavera, mais veloz que 20 águias juntas e forte como um elefante. Ganhei Anakin com onze anos assim que entrei em Hogwarts. Entrei em seu aconchegante estábulo. Ele estava deitado em varias almofadas coloridas, comendo feno.
-Ei, garoto. — Ele veio trotando até mim. — Quer um torrão de açúcar? Toma. Está chovendo lá fora, não dá pra trotar e muito menos voar. Mas prometo que te levo pra abrir as asas quando der, o.k?- Anakin balançou a cabeça positivamente e abaixou o focinho para que eu o acariciasse. Fiquei ali por um bem tempo, mas tive que ir embora.
-Volto depois. Boa-noite adiantado Anakin. — Ele fez um barulho com a boca e foi até seu feno. Fechei a porta do estábulo e fora dele estava chovendo forte e ventando. Cheguei em casa encharcada. Fui direto para o meu quarto. Chegando lá fui para o closet, onde fui procurar um biquíni e descobri que tinha VARIOS de diferentes tipos, tamanhos e cores. Peguei um bem bonito, sai do closet, abri a porta que dá para a piscina e olhei pra baixo.
-É... Dá uma boa distancia. Sorte que eu não tenho medo de altura... EEEI... OLHA A BOMBAAAAAAAAAA! — Pulei na piscina fazendo água espirar pra tudo quanto é lado.
Fui para a superfície e olhei em volta. Kitty, Lissa e Mandy estavam na água, mas Penny estava deitada lendo a revista Gloss, ou melhor estava. Depois que pulei na água, a revista molhou e se despedaçou.
-ARRRRG, VOU TER QUE PEGAR OUTRA. — Penny disse, saindo batendo pés.
-Ei, Kitty, Lissa, Marry, venham cá. Vamos fazer o seguinte com a Penny — falou Mandy aos cochichos.
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Saímos todas da água. Assim que Penny chegou, a agarramos pelos braços e pernas.
-AHHHHHHHHHHHHH ME LARGA, SUAS MALUCAAAAAS.
-UM... DOIS... TRES...E ...JÁÁÁÁ!
A jogamos dentro na piscina com a revista, o óculos de sol e tudo.
-SUAS PESTES. — Se esgoelava Penny, enquanto nós rolávamos no chão de tanto rir. Sabíamos que Penny não estava com raiva, porque dois minutos depois ela começou a rir também, junto com a gente.
Ficamos até umas 20h00min na água. Depois eu, Kitty, Mandy, Penny e Lissa fomos colocar pijamas. Não que fossemos dormir, mas é que seria mais agradável.
Fomos até a sala, pegamos as almofadas do meu quarto e a as do quarto de Penny, jogando-as no chão.
-O que vamos ver? — perguntou Lissa.
-Bruna Surfistinha. — respondeu Mandy com uma capa de DVD nas mãos.
-O quê? Mamãe nem papai nunca nos deixariam ver esse filme. — disse indignada.
-Maaaas mamãe e papai não estão em casa.
Reclamei um pouco, mas depois eu cedi. Não adianta reclamar com Penny. Vimos o filme inteiro, ele é ahmmm... Enfim, vimos o filme e subimos para o quarto de Penny, mas é claro que com os braços cheios de Doritos, latinhas de Coca-Cola, Nuttela, Natios e outras besteiras que todos nós adoramos.
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