Quase Nerd.
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Como sempre, Penny murchou ao ver a lista, mas eu sabia que dentro daquela mente artística, ela maquinava brechas nas proibições e ideias muuuito melhores.
–Você já arrumou seu malão, pequena? — perguntou minha mãe, abraçando-me.
–Só faltam algumas coisinhas.
–Faltam 2 horas para entrarmos no trem. Vem logo que essas coisinhas não vão se arrumar sozinhas. — disse Penny, puxando-me pela mão.
Entramos no quarto e Maddux ainda estava na cama (consciência: Repetindo ESSE BICHO É MUITO PREQUIÇOSO). Era incrível como Penny era rápida, em menos de um segundo ela tirou a varinha da manga da blusa, pegou uma mala e disse:
–Extensus Totalus Indetecta — feitiço de extensão indetectável e a mala ainda fica leve. Um gênio, simplesmente um gênio, quem fez esse feitiço. — disse a maluca arrastando uma cômoda para a mala... Peraí, UMA COMODA???
–Uma cômoda? Uma cômoda?! Serio? Tá maluca, garota? — tentei tirar o móvel de lá, mas ela não deixou.
–Que foi? Naquele armário de Hogwarts não vai caber toda nossa roupa.
–Arrrg.
Sai do quarto e fui ao celeiro ver como Anakin estava e me despedir.
Abri a porta do celeiro e ele não estava lá. Então decidi olhar no pasto lá trás, mas também não estava lá. Até que eu olho pra cima e o vejo voando. Como eu amava aquilo. Voar, sentir o vento no cabelo, a rapidez, a altura...
–ANAKIN?!?! — Meu lindo cavalo alado olhou pra baixo e desceu do céu. — Vim me despedir, é hoje. Tenho que ir pra Hogwarts. Sabe, prometo que quando eu voltar, vamos ao Beco Diagonal. Eu prometo. Dei um beijo em seu focinho e voltei pra casa que estava toda melancólica por causa da minha mãe.
Subi para o meu quarto e fui ao closet. E adivinha? ESTAVA VAZIO. Olhei embaixo da minha cama e só o que eu encontrei foi uma bolsa. Observei o que tinha lá dentro e encontrei o anel e os brincos que eu tinha comprado na ultima vez que eu fui ao Beco Diagonal. Os dois eram lindos, o meu anel era preto com escritas e os brincos da minha irmã eram rosados.
Desci para o quarto da minha irmã e bati na porta.
–Penny?
–ENTRAAA.
Quando entrei, ela estava fechando a mala.
–Que foi, coisa chata? — ignorei o insulto e continuei
–Lembra que você tinha me pedido alguma coisa quando fui ao Beco Diagonal?
–Claaaro que lembro. E você não comprou nada. Pão dura.
–Ei! Eu comprei. — disse estendendo o pacotinho.
–Wooon que fofa *-*… PASSA PRA CÁ! – caraca, ela parecia um macaquinho vendo uma banana ou o Smigow vendo o anel. Só que nesse caso eram brincos e o anel era MEEEEU. MEU, MEU E MEU, meu precioooso, meeu precioooso (consciência: Ô doido, baixo o Smigow. Xó saia desse corpinho sexy que não te pertence mais). Dei os brincos pra ela e com certeza ela sabia ser um relâmpago quando queria, porque a maluca abriu o embrulho em meio milésimo.
–Ai que liiiiindoooo... AGORA XISPA DO MEU QUARTO QUE EU TENHO QUE ME TROCAR! Você devia fazer o mesmo. – É, com certeza a Penny iria voltar a ser o que era antes. Chata, irritante e incompreensiva.
Ela fechou a porta na minha cara (como sempre) e eu subi para o meu quarto me trocar.
Abri meu malão e puxei uma roupa trouxa, afinal iríamos passar por um monte deles. Olhei uma gaiola gigante no canto do quarto e pensei em colocar Auxtramaddux ali dentro.
–Droga, essa gaiola é tão pesada. MADDUUUUUUX. — gritei e o pequeno Gogritte veio correndo. — Vem, vamos pra estação.
Olhei pra gaiola novamente.
–Quer saber? Vou te levar na mão mesmo.
Peguei meus malões e os levei lá embaixo na porta. E puxa, Penny sabia fazer os feitiços que ela conhecia, geralmente eram todos inúteis (tipo, como fazer um passarinho mudar de cor; a anta usou esse em um João de Barro e o soltou sem desfazer o feitiço. Aí, no mundo trouxa a noticia do dia foi: “Erro na Genética. João de Barro ROSA é encontrado tranquilamente em uma pracinha e é capturado por uma menina de 10 anos que diz gostar muito de rosa”), mas esse das malas leves era ótimo.
–PENNYYYYYYYYYYY, VAMBORA MULHEEEEE. — gritei vendo que minha mãe já estava no carro nos esperando para nos levar para a estação e, na porta, Penny correndo para o carro. Assim que entramos e colocamos a mala no carro, minha mãe acelerou. Percebi que não estávamos no carro da minha mãe, estávamos no do meu pai que era mais rápido.
–Uepa! Por que tá indo tão rápido, mãe?- perguntou Penny se segurando no banco, enquanto eu colocava o cinto e segurava Auxtramaddux.
–Emergência no Ministério, seu pai já foi pra lá. Vou ter que deixá-las na estação e correr para o Ministério. — disse minha mãe com uma voz sombria. Deve ter acontecido uma coisa horrível no Ministério porque ela quase nunca ficava assim.
–O que aconteceu? — perguntei já sabendo a resposta: Voldemort.
–Assunto sigiloso, não sei porque! Só me disseram para não disser pra ninguém, mas isso é impossível porque seu pai não me contou o que era; só falou pra irmos rápido, porque o Ministro chamou.
–Huum, já até imagino o que é!
–Também – Minha mãe suspirou — Acho que a época em que trabalhar no Ministério era perfeito já passou. Quando a Ministra era Ameliana Maggie, as coisas eram diferentes. Pena que se aposentou. A única coisa que presta pra fazer no Ministério é investigar pro pessoal da Ordem da Fênix. — Minha mãe suspirou de novo, um suspiro pesado.
–Como foi com o Potter no tribunal? Você votou que ele é inocente, não é?
–Tenho que admitir: foi difícil, mas bem melhor que eu imaginava. Eu não poderia me levantar e gritar: ”DEIXEM DE SER FROUXOS, SABEM QUE O GAROTO SÓ ESTAVA SE DEFENDENDO, ORA”. Se eu fizesse isso, me demitiriam. Na verdade ameaçaram TODOS que estavam no tribunal. Se levantássemos a mão para defendê-lo era rua. Mas a pressão foi um pouco aliviada quando Alvo chegou dizendo que era Testemunha de Defesa e puxa! Foi um grande alivio. Fudge ficou puto da vida, ele mudou a hora e o local da Audiência para que nem Potter nem Alvo chegassem e o garoto fosse acusado por culpa completa, mas parece que Artur tinha levado o Potter pro trabalho. Então eles chegaram beeem antes do esperado e Alvo, bom, Alvo é esperto. Disse que por um terrível engano, ele chegou três horas antes do combinado, mas ele sabe como Fudge está maluco. Deve ter chegado na hora que o Ministério abriu e esperado Quim dizer que a Audiência tinha mudado de hora. O coitado do Potter só conseguia disser: “Sim, senhor, mas...” e Fudge voltava a acusar o garoto. Quando Alvo disse que tinham mais uma testemunha além daquele trouxa gordo desemgunsado, ele falou que não tinha tempo para lorotas bem ensaiadas, mas deixaram Arabela Dora Figg, uma senhora bruxa abortada, vizinha dos tios de Potter, mas que viu que o que Harry disse é verdade, testemunhar. Depois Alvo disse que os dementadores foram mandados até lá e que não foi coincidência dois dementadores passear por um subúrbio de trouxa em Little Whinging.
“E aquela Dolores Joana Umbridge, aquela rã humana, rindo da cara do garoto. Fudge perdeu o controle e começou a gritar feito um doido, se esgoelando, dizendo que as leis podem mudar. Alvo lembrou que as leis estavam mudando até demais e estava 'se tornando normal promover um julgamento criminal para tratar de um simples caso de magia praticada por menores' e foi aquela algazarra por parte de Fudge que ficava cada vez mais rosa, vermelho, roxo, marrom, azul, ele parecia que tinha esquecido de como se respirava. Eu e seu pai estávamos quase desmaiando na primeira fila, ao lado da Umbridge, por causa daquele perfume enjoativamente doce. Ai droga, odeio ter que dirigir. É tão devagar”.
–Mãe? — chamou Penny, falando pela primeira vez.
–Que?
–Eu poderia ter aparatado com a Marry. — disse ela sorrindo amarelo.
–É perigoso aparatar perto de trouxas, eles são lerdos mais nem tanto. — Minha mãe falava, mas nunca tirava o olho da estrada, parecia hipnotizada.
A viagem que era para ter no mínimo uma hora e meia não demorou nem vinte e cinco minutos por causa da correria da minha mãe.
–Chegamos. Se cuidem, amo vocês. — disse ela nos abraçando e nos dando um beijo na testa.
–Também te amamos. — Eu e Penny falamos juntas.
Minha mãe entrou no carro e correu pela estrada que levava ao Caldeirão Furado, onde ela poderia aparatar sem se preocupar. Era estranho, neste exato segundo era pra minha mãe esta rolando no chão de tanto chorar e implorar para estudarmos em casa.
–Pelo menos ela não chorou. — disse Penny, ainda olhando onde a minutos atrás estava o carro trouxa.
–Ou fez a gente prometer mandar duas cartas por dia.
–É, foi horrível no ano passado. Ela me mandava duas corujas por carta. Coitadas das corujas. Cara, as cartas tinham dois metros de comprimento. E ai de mim se eu não respondesse ca-da pergunta. — reclamou Penny com um leve tremelique.
–PENNY, AQUI! -As garotas (Kitty, Mandy e Lissa) a chamaram. Penny correu até ela e eu me abaixei pra amarrar o cadarço. Enquanto Penny passava pela plataforma eu pensei por um segundo como seria minha vida. Andei lá pra perto da parede e uma menina com malões, gaiola com um mini leãozinho e estilo como o meu passou por mim parecendo confusa, mas ela não tinha cara de ter 11 anos de jeito nenhum.
–Aluna de intercambio? – perguntei à ela.
–Sí, la escuela de Hogwarts es difícil de encontrar, no?...Ah desculpa, às vezes eu esqueço que estou fuera do meu país.
–Tudo bem, eu entendo Espanhol. Se não me engano você acha que é difícil encontrar Hogwarts, certo?
A garota fez que sim com a cabeça e continuei.
–Posso te ajudar se quiser. Aliás, meu nome é Marry Owen e você é...?
–Nicolle Rojas Consuela Berretes, vim da escuela do México.
–Legal, eu sempre estudei em Hogwarts. Vem, posso te mostrar como chegar lá.
Andamos até a plataforma 9 ¾ e apontei para a parede.
–Me segue, tá legal. Eu sei que parece idiotice e você não vai bater na parede.
–Mas...
Não esperei Nicolle dizer mais nada; agarrei meu malão e corri em direção a parede e, como sempre, apareci do outro lado, o lado bruxo do mundo, o lado UAU, o lado vencedor. Olhei pra parede e lá vinha Nicolle correndo de olhos fechado.
–Abre os olhos. — disse antes que ela batesse em alguém. Cheguei perto dela puxando os malões.
–Eu morri? – perguntou ainda de olhos fechados.
–Não sua boba. Abre os olhos. — Ela abriu os olhos e arfou.
–Uau, espere... Vamos ter que pegar uno trem?
–É, como que é na sua escola?
–La Chave de Portal .
–Vamos colocar os malões no trem?
–Huum claro.
Fomos até o vagão de malas e as colocamos lá. A mala de Nicolle também estava bem leve e isso ajudou muito. Mas parecia que eu estava esquecendo alguma coisa importante.
Ouvi um barulho de raiva, como um grunhido atrás de mim, mas não era de uma pessoa, me virei e...
–Auxtramaddux, Meu Merlin da Calcinha Fio Dental Rosa, eu te esqueci fora da passagem? — O bicho fez um barulho raivoso e eu entendi que tinha o esquecido. Peguei-o nos braços e o abracei como se pedisse desculpas.
–Desculpa, desculpa, desculpa, desculpa...
–AHHHHHHH!!!!! — CABUM, PEFF, ZIEUUM, MIAAAAAAU. Barulhos ensurdecedores ao meu lado me fizeram pular, junto com Nic que soltou um gritinho abafado pelas mãos. Era uma garota de cabelos curtos e laranjas, não, não era ruivo, era laranja. Ela tinha caído com os malões e seu gato preto que estava com os pelos eriçados e corcunda. Eu e Nic, ainda com o coração acelerado, corremos até a garota e tiramos seu ultra-pesadíssimo malão de cima dela.
–Tu estás bem? — perguntou Nicolle com seu típico sotaque, estendendo a mão para a garota.
–Estaria, se não fosse por essa mala estúpida e essa roupa ridícula e esse laço idiota. Rosa, rosa, rosa. Parece que um arco-íris rosa vomitou em mim. — Foi aí que percebi que ela estava com um laço rosa no cabelo e um vestido rodado, com babados e renda também rosa e suas malas eram da mesma cor de tudo: rosa. E uma sapatilha com laços e adivinha a cor? ROSA.
–Minha mãe me vestiu assim. Ela disse que se eu quisesse vir pra Hogwarts sozinha eu teria que vir assim. Arrrrg droga. — Reclamou a garota arrancando um laço de seu cabelo laranja. A garota tinha olhos azuis e pele branca, branca como o isopor.
–Que país tu viestes? — Perguntou Nic.
–Japão. Ah, desculpa chegar já reclamando. Meu nome é Ayumi Nagay e vocês?
–Eu sou Marry Owen de Hogwarts e essa é a Nicolle Berretes do México. Você não parece ser Japonesa.
–Ser eu sou, mas meus pais não são. Minha mãe é canadense e meu pai argentino.
Percebi que já ia dar 11h00min e não seria nada legal perder o trem.
–Vamos entrar antes que o trem parta. Nós te ajudamos com as malas.
Nic e eu ajudamos a pegar as malas dela que estava ultra pesada e levamos para o vagão. Depois eu peguei a minha mala e Nic pegou a dela. Por fim só sobrou as malas de mão e nossos bichinhos que não estavam em gaiolas, mas nos esperavam pacientes sentados no chão da estação.
–Ufa! Pronto, vamos? — Perguntei já entrando no trem e as garotas me seguiram.
–Vamos tentar achar uma cabine vazia, o.k?
–Aham. — responderam as duas levando a mala de mão em um braço e o bicho de estimação em outro.
Fomos caminhando pelo trem. Estava bem difícil achar uma cabine vazia, mas acabamos achando uma no fim do trem. Assim que nos sentamos, Nic tirou um jornal bruxo, o Profeta Diário, da bolsa e estalou a língua.
–Tsc tsc, puebre Potter.
–Por quê? – Perguntei. Tenho que admitir que fiquei desligada do mundo quando dei aquela crise.
–Ora, não sabes? Potter estas sendo acusado de ter enlouquecido, como se quisesse atenção, carência excêntrica. Além de dizer que Você-Sabe-Quem voltaste do além, eu souberes por fontes mui sigilosas que nas férias foi atacado por Dementadores, sabes, aqueles monstros terríveis que são guardas de Azkaban. — explicou Nic.
–Não duvido nada que Aquele-Que-Não-Se-Deve-Nomear tenha voltado. Mortes sem explicação estão acontecendo e desaparecimentos também. Até hoje Berta não foi encontrada. Estão pintando o Potter como um idiota sedento por atenção. Estão zoando com a cara dele, sempre que aparece uma historia ridícula nos jornais, nos comentários eles colocam algo como, “Grande historia, digna de um Potter”. Minha mãe trabalha no Ministério e vive se queixando sobre ter que abafar casos feitos por Comensais, e você sabem, não sabe? A marca Negra apareceu ano passado na Copa Mundial de Quadribol, Bulgária VS Irlanda, teve até uma passeata de Comensais destruindo tudo. Mas Fudge está tampando tudo com um lenço transparente, só não percebe o que está acontecendo quem não quer. — Agora todos falavam aos sussurros como se tivesse alguém com o ouvido colado na cabine.
–Sim, sim eu estava na Copa. Todo mundo correu pro meio da floresta.
–O problema é que maioria de pessoas não querem acreditar, então se fazem de cegos.
Eu não sabia como elas sabiam de tanta coisa, mas concordava com elas. Como Nic disse “Puebre Potter”. Eu acreditava no cara, aliás ele derrotou Voldemort uma vez, acertou quando disse a Minerva que a Pedra Filosofal ia ser roubada, ele fechou a Câmara Secreta e lutou contra um Dragão ano passado. Eu sei que você deve estar pensando: “Como ela sabe disso?”, mas essa parte fica pro final e o final está bem longe. Eu sei de coisas além do normal quando quero e tudo será explicado.
De repente uma voz foi ouvida no trem inteiro:
“Os alunos com os nomes ditos a seguir favor se dirigirem ao Primeiro Vagão: Angela e Amélia Forneks ... Ayumi Nagay,...”
–O que é o primeiro vagão? — Perguntou Nicolle preocupada.
–Segundo o “Hogwarts, uma Historia” é um vagão grandessíssimo dos Professores, mas quase nunca é usado.
“Nicolle Berretes... Marryeta e Pennélope Owen... Frederico, George, Ronald e Ginevra Weasley… Zemy Katanaka”
–É, acho que é melhor nós irmos pra lá.
–Uau, nós três.
–Vamos logo, acho que é alguma coisa importante. Isso nunca aconteceu em todos os meus anos em Hogwarts.
Saímos da cabine com os nossos bichos nos braços e fomos em direção ao Primeiro Vagão junto com algumas pessoas. Alguns primeiranistas, outros do ultimo ano e alguns poucos estrangeiros. Quando todos os alunos chamados chegaram à porta do vagão, Penny (como sempre) se pôs na frente de todos e bateu na porta. Em um segundo, a porta foi aberta pela Professora Minerva McGonagall, uma ótima professora, mas severa quando quer.
–Entrem, entrem.
Assim que todos entraram no vagão, percebemos que tinham alguns Aurores, pessoas da Ordem da Fênix e professores; parecia ter havido ali uma reunião e todos perceberam. Após a Professora McGonnagall pedir, todos se sentaram em algumas cadeiras, sofás e tapetes que tinham por ali.
–Porque nos chamaram aqui? — Perguntou (como sempre) Penny.
–Bom, senhorita Owen. Como todos devem saber, seus pais são da Ordem da Fênix, não é mesmo? — Eu, Umy e Nic nos olhamos e percebemos porque cada uma sabia de muita coisa. Os nossos pais eram da OF, todos eles.
–Vamos direto ao assunto, Minerva... Seus pais estão em uma missão muito importante e não poderão mandar cartas nem vocês iram conseguir mandar cartas. Não podemos mostrar onde estão porque podem sofrer risco de perder a vida, estamos entendidos? — Disse Olho-Tonto Moddy.
E logo surgiram perguntas de todos os lados:
–Por quanto tempo?
–Onde estão?
–Podemos falar com eles?
–Como podemos confiar que você não está com uma Poção Polissuco e não é Alastor Moddy?
De quem veio essa “pérola” de ultima pergunta? Essa eu respondo: Penny.
–SILENCIO. — gritou Moddy.
–ALASTOR! São só crianças, acalme-se. — disse Ninfadora Tonks. – Gente, é o seguinte: Primeiro: isso vai ser por uma ou duas semanas; segundo: não podemos disser onde seus pais estão. É, eu sei vocês são filhos deles e devem saber, mas vocês podem estar colocando a VIDA de seus pais em risco. Terceiro: não podem falar com eles porque não estão por perto, quarto: é lógico que ele é o Alastor! Olhem: Revelus Identidor Homenun. —
Ao lado da cabeça de Alastor estava escrito ”Alastor Moddy, 57, nível Avançado, Auror...”.
Era incrível como Tonks sabia lidar com pessoas.
–É só isso, podem se retirarem. — disse Minerva. — É melhor que não contem a NINGUEM sobre isso. Estarão arriscando a vida de seus pais.
Em menos de dois segundos todos foram para suas cabines e, assim que Nicolle e Ayumi já iam sair, pedi que ficassem. E quando sobramos somente nós três, os Aurores da Ordem e os professores, perguntei:
–Tem a ver com a correria de hoje de manha? Minha mãe recebeu um patrono dizendo que tinha uma emergência no Ministério. É lá que eles estão?
–Você sabe demais, mocinha. Mas eles ESTAVAM no Ministério, não estão mais. — Respondeu Moddy.
–Não se preocupe, Tânia e Almer estão ótimos. Eles sempre souberam se cuidar. — disse Tonks suavemente.
–Foi fuga em massa de Azkaban? — perguntei na lata.
A feição de todos que estavam ali mudou de repente e antes que alguém pudesse dizer alguma coisa, completei:
–Não iremos contar a ninguém. Prometemos, não é gente?
–Claro.
–Si.
Saímos de lá sem dar oportunidade de ninguém falar nada e, assim que fechamos a porta, ouvimos Alastor dizer: “Ela sabe demais, mais até que alguns Professores. Como ela sabe tanto?”
–Como sabes sobre isso tudo? — perguntou Nic quando chegamos na nossa cabine. Assim que sentamos, ela começou a escovar o pelo de seu mini-leão.
–Voldemort – as garotas estremeceram ao ouvir seu nome — está solto e quer seus seguidores novamente. É lógica pura. Mas, mudando de assunto... Qual o nome dos seus bichos? Meu Gogritte se chama Austramaddux, Falando nisso, me lembrem de ir até a biblioteca procurar um livro sobre Gogrittes.
–Você ser tããão estranha. Mas gosto muito de tu. O nome de meu leão é Lawrent.
–Kia, o nome da minha gata é Kia.
–Quem quer um doce? Quem quer um doce? – A mulher dos doces se aproximou de nossa cabine. Eu abri a porta, afinal queria comprar umas coisinhas. — Vai querer um doce querida?
–Claro: doces, revistas e… E o que é isso? — Perguntei olhando para um vidrinho no carrinho.
–Poção do amor. — Disse a mulher me olhando como se dissesse: “Com esse corpo quem precisa de poção do amor?”.
–Vou querer: 10 tortinhas de abóbora, 10 varinhas de alcaçuz, 10 sapos de chocolate, dois vidrinhos da poção, 10 balas de goma, 10 chicles de bola, 10 bolos de caldeirão, 10 pastelões... – É, eu sei. Eu aparentemente como demais, mas isso é um MEN-TI-RA. Na verdade, eu comprei pras meninas também, tá?
–Obrigada moça.
–Obrigada você, querida.
Voltei para minha cabine e joguei os doces nos bancos vazios.
–Podem atacar... O quê que esses bichos comem?
–Lawrent gostas de carne, carne e carne. Em outras palavras: eu vou deixa-lo solto em Hogwarts. Quem fores mordido, vais ficar sem parte do corpo. — Disse Nicolle, já com uma varinha de alcaçuz na boca.
–Ratos, ração, leite, sardinha, essas coisas de gato. — explicou Ayumi banalmente, pegando uma poção do amor.
–Se eu fosse você não bebia isso, é poção do amor.
–Eca! Por que você comprou isso? — perguntou ela parecendo enojada, largando o vidrinho.
–Pesquisa.
–Maluca.
–Rosinha.
–Quando que Hogwarts chega?
–À noite, na hora do jantar.
–Ainda é cedo. Podemos usar magia aqui dentro?
–Claro que podemos. Ah! Você me deu uma ideia: “Largus Abres Espansus”, “Forfortus Kaffken”.
–O que... — Nic parou de falar na hora quando viu como estava a nova cabine: gigante, confortável e elegante; tinha até um sofá.
–WOW, como fez isso?
–Somos bruxos! Tudo pode acontecer e a viagem vai demorar...
Ficamos conversando durante muuuuuuito tempo, até que a porta ao lado foi aberta com um solavanco.
–Hey Potter, com está a rachadura? Andou desmaiando pelas ruas de novo?
–Ai não, Draco Black Malfoy já começou com as suas gracinhas. Agora é a vez das gargalhadas estúpidas de Grabe e Goyle. — Assim que terminei de falar os comparsas idiotas de Malfoy começaram a gargalhar, uma gargalhada que lembrava surpreendentemente a porcos.
–Como tu sabes de tudo? – Nic fez essa pergunta pela segunda vez.
–Sempre é a mesma coisa.
–“Cala a boca, Malfoy”.
–“Olha como fala, Potty. Sou um monitor agora. Vou te vigiar feito um CÃO de caça”.
A cabine ao lado foi fechada e a nossa aberta.
–Uau, como fizeram isso? Vamos sentar aqui! — Adivinha quem era? Malfoy, Parkinson, Goyle e Grabe.
–Não, não vão. — Disse me levantando e ficando de frente para Malfoy.
–Não escutou, garota? Sou monitor, posso te dar uma detenção.
–Ai meu Merlin! Vou ter uma detenção com o Malfoy e seu cabelo seboso com água oxigenada, nãããããããããããão. — Falei com voz de zoação e dramatização.
–Só porque você é gostosa, eu não te darei detenção. — Não esperei nada, meti a mão na cara do Malfoy. Depois fui em direção a minha mala, pequei um pergaminho e uma pena e me sentei num canto.
–Podem ficar, mas se mexer com uma de nós...
–O que vai acontecer? Vai bater na gente? — perguntou Pansy me encarando.
–Eu sou uma bruxa, sua idiota, não preciso encostar em ninguém. É só lançar um Avada Kedavra e tá tudo resolvido. — Soltei uma gargalhada e vi que os intrusos estremeceram.
–Quem é você, heim garota? Nunca te vi em Hogwarts, mas você nos conhece. Quem é você? — perguntou Malfoy.
–Eu já te vi. Estava comprando uniforme com a Pennélope Owen e aquelas garotas. — Disse a sonsa da Parkinson
–Não estão me reconhecendo queridinhos? — Soltei mais uma gargalhada – Vocês se lembram que no ultimo dia de aula vocês estavam gozando da cara de uma garota? Marryeta Owen? — Rondei por volta de Malfoy e parei nas suas costas. Parecia que o garoto tinha congelado, ele sabia quem eu era. O abracei por trás e cochichei no seu ouvido de um jeito que sabia que todos estavam ouvindo.
–EU sou Marry Owen. — Me afastei de Malfoy. — Podem ficar, mas se ousarem dar ordem em qualquer uma de nós três... Vão se arrepender... E muito.
Fui me sentar ao lado das garotas que pareciam nem ligar para o que acontecia, elas nem tinham nos olhado quando disse que ia lançar uma Maldição da Morte. Nic estava deitada no sofá com a cabeça apoiada no colo de Umy que enquanto arrancava uns babadinhos de seu vestido rosa rodado, fazia cara de nojo. Tudo estava em completo silencio até que Ayumi começou a tagarelar de repente:
–Acho que eu vou vomitar se ficar com esse vestido mais um segundo. Com esses babados, com essa sapatilha, com essa maquiagem. Eu tô parecendo um pano de mesa de velha, eu TENHO que trocar de roupa. Arrrg rooosa. Eu odeio rosa, porque tinha que ser ROSA? Pelo menos se fosse PINK com PRETO? Mas nãããão tinha que ser rosa, babadinhos, lacinhos, fofinhos, tudinho, daqui a pouco vai ser vomitozinho, e... — Foi ai que Ayumi percebeu que todo mundo olhava pra ela. — Que foi, cambada? Má, onde posso trocar de roupa? Se não tiver um lugar EU TROCO AQUI MESMO. — Umy começou a abrir um botão da camisa
–Mas tem sim um lugar para essa dai se trocar. É no final do vagão, à esquerda. — Disse Pansy provavelmente temendo que Draco visse Umy sem roupa.
–Como eu queria que não tivesse lugar. — os garotos cochicharam ao mesmo tempo.
Ayumi pegou sua bolsa e saiu da cabine, indo na direção do banheiro.
–Depois você vai, tá Nic? Não confio neles. — Falei alto para todos ouvirem
–O.K.
–Porque não confiar na gente? — perguntou Malfoy debochando.
–Você confiaria em um Comensal da Morte? — perguntei – Ahh é! A resposta pra você é sim, não é mesmo?
–Porque seria “sim”?
–Você confia em SEU PAI, não confia?
Sem esperar qualquer reação dele, comecei a escrever no pergaminho que eu tinha em minhas mãos:
“Caros, Srs. Fred e George Weasley,
Chegou aos meus ouvidos que seus experimentos para logros estão evoluindo. Queria que me mandassem a lista de materiais. O preço não me importa, estou disposta a pagar tudo e todo o preço necessário.
Seria mais apropriado que não usassem uma coruja. Por favor, enfeitice a carta: 'Marguncus levituso'.
Marry Owen
Quinto ano,
Sonserina.
PS: Peço que ninguém fora do necessário saiba sobre nosso contato
PSS: Se não estiverem com um pergaminho escreva atrás dessa carta e eu irei até a sua cabine”.
Fiz um origami de pássaro com a carta, coloquei uma pena que não precisa de tinta amarrada ao lado e puxei a varinha. “Marguncus Levituso”, ordenei em pensamento. A carta saiu como uma bala da cabine e foi para a direita; ótimo eu já sabia onde eles estavam.
–Mandando cartas Owen? — perguntou o enxerido do Malfoy.
–Não, não. Tô mandando cocaína. Tô mexendo com trafico, essas coisas assim, sabe? É mó barato, loucão mano.
Nic deu uma risada gostosa atrás de mim e eu acompanhei. A porta da cabine foi aberta.
–Agora sim, eu estou respeitável. — disse Ayumi entrando na cabine com uma roupa UAU! Nem sabia que ela podia ter cara de mal. Sua roupa com certeza era respeitável. Ela estava com o uniforme sem Casa, meia calça, patins e luva, tudo preto, menos o patins. — Fala serio, isso é melhor que aquela mulambeira de vestidinho rodado rosa né, não?
Ela conjurou um espelho e se olhou nele:
–UUUUI como eu tô gatêêênha... Marry?
–Oi gatêêênha.
–Fala o nome de um gatêêênho, sabe, tô precisando.
Draco ficou me olhando como se esperasse que eu dissesse seu nome.
–Huum, acho que talvez um dos gêmeos Weasley, gatêêênhos em dobro.
Draco me olhou com um olhar do tipo “tá-de-brincadeira” e murmurou algo como: “Ralédepérapado”.
–Gêmeos e gatêêênhos? Perfeito. — continuou Umy ignorando o Malfoy.
–Dá pra parar de falar gatêêênhos?
–Tá parei, gatêêênha.
Olhei para a porta e vi que meu origami estava voando esperando que a porta abrisse, e foi isso que eu fiz. Abri a porta e peguei a mensagem.
“Srta. Marry Owen
Como previsto estamos sem pergaminho. E concordamos em manter completo sigilo, sobre nosso contato, não queremos que se espalhe que andamos com pessoas da Sonserina.
Fred e George Weasley”
Peguei a mensagem e coloquei no bolso da calça.
–Vou ali e já volto. — peguei minha bolsa, já que tinha dinheiro nela, e abri a porta da cabine. — Se cuidem.
Fui para a direita onde o origami foi e procurei pelos gêmeos, que estavam acompanhados por Lino Jordan. Abri a porta da cabine, me sentei ao lado de Lino e fechei as cortinas.
–Oi ^^. — cumprimentei e eles ficaram me olhando. — Que foi?
–Hum... É... Nada, é que você não se parece com a Owen. — disse Fred me olhando de baixo a cima e os outros fizeram o mesmo.
–Ah, eu não mudei taaaanto assim; só tirei o aparelho, o óculos, mudei o cabelo, a roupa... Mas não estamos aqui pra falar disso. Quero comprar seus produtos. — falei indo direto ao ponto, sem delongas.
–Ham claro, claro. Huum é que alguns dos nossos produtos ainda estão em testes. — disse Fred.
–Temos poucos, três ou quatro a venda. O kit Mata Aula nem está pronto. — completou George.
–Quais são os que já estão a venda? — perguntei.
–Humm, pó escurecedor do peru, poção do amor em perfume e creme de canário.- respondeu Lino mexendo em uma bolsa avermelhada, que tilintava como se tivesse vários vidros dentro.
–Nenhum bom pra fazer vingança? Aff!
–Vingança? — perguntou George. Ele, Fred e Lino arregalaram os olhos, depois nos três se formaram um sorriso maligno no rosto. — Porque não falou antes?
–Vingança. Em quem? Podemos saber?
–Malfoy, Goyle, Crabe, Parkinson, pessoas que eu precisar tirar do meu caminho...
–Os produtos que estão prontos não são lá tão bons para se vingar. Mas, se quiser, pode reservar seus produtos. Mas infelizmente vamos ter que coloca-la no fim da lista e... — Explicou Lino, mas o interrompi pegando cem galeões e sacudindo na frente de seus rostos com olhos cobiçosos.
–Bom, eu acho que podemos esquecer essa baboseira de lista de espera e... E... -travou George ainda olhando os cem galeões que tilintavam na bolsa de veludo azul.
–Te adiantar para o primeiro lugar. — completou Fred.
–Perfeito. Tenham um bom dia. Ah, e pra quem anda com o Mundungo, não tem que se preocupar em andar com alguém da Sonserina. — Joguei os cem galeões no colo de Lino e sai da cabine dos meninos e fui para a minha cabine, mas antes de entrar lembrei que não tinha trocado de roupa. Corri para o banheiro, me troquei como uma flecha, voltei para minha cabine e entrei.
–Demorou gata.
–Cala boca, Zé Bonitinho.
–Minha vez de trocar roupa. — disse Nic pegando só a roupa e saindo da cabine cantarolando baixinho Macarena.
–Ah! Santo Merlin da Macaca Albina. — Falou Umy depois de vários minutos que a cabine estava em silencio.
–Que foi agora, Macaca Albina? — perguntei segurando o riso.
–EI, eu passei de gatêêênha pra macaca albina? Ufff, não gostei.
–Então fala gatêêênha: Qual o problema?
–Eu preciiiiiiiso de um companheiro.
Eu gargalhei alto me lembrando do vídeo de um trouxa no youtube.
–Que foi? — ela perguntou seria.
–Nada.
–Vooooooltei! – avisou Nic entrando na cabine com o uniforme sem Casa. – Ai caramba, quem é aquele moreno alto, com uniforme e gravata dourada e vermelha, cabelo rastafári...?
–Dino Thomas. Gatinho, né não? – respondi, eu tinha que admitir aquele corpo, aquele rosto, aquele cheiro, meu Merlin.
Draco me olhou como se disse “Quando vai olhar pra mim?”.
Peguei umas almofadas e deitei no chão.
–Então de qual escola que vocês vieram?
Autora:
Oi gente, desculpem mesmo a demora.
Sabe, eu tenho taaaaanta coisa para dizer a vocês, mas obvio não se animem minha vida é mais lenta que uma lesma.
PS: No proximo capitulo eu falo tudo o que se passou.
PSS:Feliz Natal.
PSS:Feliz Ano Novo.
PSSS:Atrasados é claro.
PSSSS: Depois eu coloco as imagens na historia, hoje não dá.
Beijos tomara que gostem.
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