Quase Amigos
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Quando foi mais tarde a campainha tocou e eu já sabia era Gerard, mas quando abri tive uma surpresa, era Frank.
L: Fran...Frank? o que está fazendo aqui? – eu dizia rindo que nem uma criança abobalhada. – ai...eu nem sabia que sabia onde eu morava.
F: eu vim trazer você em casa com o pessoal se lembra?
L: ah é mesmo...lembrei. é mole? Que cabeça esquecida a minha. Você quer entrar?
F: eu aceito. – disse ele entrando e sentando no sofá.
L: aceita alguma coisa?
F: cerveja.
L: ah aqui nessa casa não tem cerveja, mas se quiser um refrigerante...
F: Ta.
L: nossa eu nem imaginei que você viria, pensei que fosse o Gerard... – eu dizia enquanto pegava o refrigerante na geladeira. Quando levantei Frank estava atrás da porta da geladeira parado. Eu levei um susto deixando as latas caírem no chão.
F: calma, deixa que eu te ajude. – disse ele se abaixando junto comigo pra recolher as latas, ele pegou na minha mão e eu olhei pra ele sem graça e vi aqueles olhos me olhando também, aqueles olhos verdes encantadores, ele deu um sorriso de meia boca percebendo meu encantamento, então me levantei quando dei conta que estava fazendo a cara de idiota que eu fazia quando me desligava do mundo. Sempre que via algo impressionante eu me desligava do planeta terra e fazia uma cara de idiota e de vez em quando chegava a babar. Isso acontecia principalmente quando assistia o canal do Discovery channel quando dava algumas coisas sobre o espaço ou sobre ciência, eu ficava totalmente desligada e meu cérebro ficava funcionando feito louco bolando um monte de idéia malucas eu literalmente saia da terra.
Ok, lá estava eu sem graça com as latinhas na mão. Coloquei-as de volta na geladeira e peguei outras já que aquelas tinham caído. Entreguei uma a ele e a outra abri pra beber. Depois fomos pra sala.
F: E então, o que você e Gerard costumam fazer todos os dias aqui?
L: estudar, não é engraçado? – eu disse dando uma risada que depois eu mesma me repreendi pela risada mais babaca que eu já tinha dado na minha vida.
F: Gerard me disse que você é uma ótima professora.
L: sério? – perguntei ficando envergonha e ficando lá em cima com o elogio.
F: Nossa! – disse ele me olhando fascinado.
L: o que foi? – comecei a pensar se estava com comida presa nos dentes ou pelo corpo.
F: Você tem os olhos lindos sabia?
L: ah você acha. Obrigada. – disse eu rosa de tão sem graça e ao mesmo tempo aliviada pois era um elogio. Foi quando a campainha tocou me deixando aliviada por ter cortado aquele clima tão estranho ali na sala eu não sabia o que fazer e nem dizer depois daquilo. – oi. – disse abrindo a porta e vendo Gerard com uma cara nem um pouco amigável quando ele entrou tomou um susto ao ver Frank.
G: que tu ta fazendo aqui? – perguntou ele.
F: vim pedir ajuda num exercício não foi Lola? – perguntou ele. – Lola? – perguntou ele. Eu estava babando. É, minha boca estava aberta e a baba escorria pelo meu queixo quando acordei com ele me olhando e Gerard também, os dois com cara de assustados.
G: Terra chamando. – disse estalando os dedos.
L: ah foi. Bem...ele veio pedir explicação de...de...de inglês. – eu disse nada convincente e bastante sem graça pelo que tinha acontecido.
G: desde quando você se interessa por alguma coisa?
F: desde muito tempo querido, minhas notas estão péssimas e eu to precisando de ajuda. Recorri a pessoa certa não foi? – perguntou ele me abraçando e eu olhei com um sorriso forçado pra cara de Gerard que olhou pra Frank que limpava o braço na camisa que com certeza deve ter sujado com a minha baba.
L: mas o Frank já estava de saída não era Frank? – enfim meu cérebro reagiu.
F: sim. – disse ele fazendo cara de nojo e esfregando o braço com toda a força na camisa.
L: então tchau. – disse quase que expulsando ele.
F: É... tchau. – disse ele me olhando com um pouco de nojo e foi embora.
G: isso realmente foi sensacional. – dizia rindo da minha cara.
L: cala a boca! – eu disse pra ele. – vou ao banheiro.
G: acho melhor mesmo.
No dia seguinte quando saiamos da aula Gerard entregou pra mim uma listinha.
“como emagrecer” dizia no topo da lista. Logo abaixo vinha escrito “plano A” e o plano era:
G: malhação. – disse ele me apontando a porta da academia. Ele tinha me trazido de carro logo após a aula. No alto da academia estava escrito Malhação com um monte de foto de corpos super sarados.
L: é...
G: Que foi?
L: é.
G: ah ta entendi. – disse me zuando. – vamos entrar?
L: ta. – eu disse meio sem vontade.
Entramos e fizemos nossa inscrição na academia. Chegando lá me senti super deslocada novamente, homens sarados e mulheres com corpo perfeito desfilavam de um lado pro outro. Estava paralisada olhando tudo aquilo.
G: se familiarizando? – perguntou ele chegando atrás de mim.
L: to é assustada.
G: por que?
L: não tem ninguém assim como te dizer...um pouquinho assim...? – dizia fazendo gestos tentando explicar.
G: gordos? – vendo minha cara ficar vermelha de raiva. – cheinhos!
L: melhorou.
G: mas é porque já ficaram assim com esse corpo olha só. — disse ele apontando a mulher que passava na nossa frente. — Delicia em...? – disse ele se distraindo, mas logo tratei de acorda-lo pra vida com uma cotovelada na barriga. – por que fez isso? – disse se contorcendo.
L: me respeita. Também sou mulher, se me olhar assim te dou um tabefe no meio da cara pra deixar de ser atrevido.
G: Pode deixar por que isso nunca vai acontecer.
L: o que?
G: esquece...toma. – disse me entregando uma sacola.
L: o que é isso?
G: sua roupa de malhar.
L: quem te deu isso?
G: Comprei aqui vende.
L: mas eu nem tenho dinheiro.
G: quanto a isso não esquenta.
L: eu não vou vestir isso.– eu disse lhe amostrando um top.
G: isso vai por baixo da camisa, ou você quer deixar os gêmeos soltos? – disse ele colocando as mãos no peito dele.
L: ah sim entendi. Mas e isso? – disse amostrando a calça super pequena que ele me dera.
G: É uma calça de academia.
L: eu não vou colocar esse troço que vai apertar até meu fígado.
G: Mas é isso que se usa pra malhar.
L: negativo, tu pensa o que? Que vou caber aqui dentro desse fiapo de roupa?
G: Então vem comigo e escolhe outra calça. – disse me arrastando.
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