Quasar

5 Nova colunista


Notas iniciais
espero que gostem ^^

Não quis acorda-lo, fui para cozinha e preparei café e torradas com ovo. Enquanto eu estava fazendo o café, Tim acordou e veio para cozinha, sentou na mesa de frente para mim, colocou o braço apoiado na mesa e em seu rosto e ficou me olhando. Eu olhei para ele, sorri e continuei fazendo o café.

— O que foi? — disse eu sorrindo.

— Nada, só estou te olhando.

— Estou ficando sem graça senhor Tim Müller.

Ele levantou e parou do meu lado, escorado na bancada. Se inclinou e disse:

— Já disse que você fica muito sedutora com esses cabelos desarrumados? — disse ele como quem não queria nada, levantando uma mecha do meu cabelo.

Eu fiquei muito sem graça, bati nele e disse:

— Sai daqui Tim, para com isso, estou muito envergonhada.

Tim deu uma gargalhada e disse:

— Nossa você ficou rosinha!

— Para Tim, senta ai pra comer.

— Desculpa, não queria te irritar.

— Você é um ridículo.

Começamos a sorrir juntos.

Depois que ele terminou de comer, ele disse:

— Queria poder ficar mais, porém tenho que ver uns papeis pra amanhã da editora!

— Está bem, amanhã nos vemos na editora!

— Estou ansioso para ver seu trabalho.

Eu sorri. Acho que vocês já perceberam que eu costumo sorrir bastante, não é?! Até eu me incomodo. Enfim, Tim me abraçou e o levei até a porta. Fiquei escorada na porta olhando ele ir embora e fiquei pensando, “Tim é tão fofo, gentil e romântico”, esse tempo que a gente ficou junto me fez sentir segura, algo bom, diferente, acho que eu estou sentindo algo mais que só amizade, mas não tenho certeza. Subi, tomei um banho, me troquei e sai para correr, eu estava de short branco com listras vermelhas nas laterais, uma blusa cinza, de rabo de cavalo. Corri pensando se realmente eu daria uma chance pra Tim, ele é um cara legal. Porém, eu não parava de pensar no beijo do cara do táxi, não tenho certeza mas, ele mexe muito comigo. Corri por mais ou menos 5 quarteirões, corri até cansar.

Fui pra casa, cheguei muito cansada. Fato de uma pessoa sedentária como eu. Recebi uma mensagem de Tim, dizendo:

“Muito obrigado pela noite, foi ótima”

Olhei para o celular e sorri, realmente eu estava sentindo algo por Tim. Acho que Rebeca estava certa, eu deveria esquecer o cara do táxi.

No dia seguinte...

Acordei muito cedo, tomei banho e vesti uma calça preta, com uma blusa branca social, calcei um salto e fui para o meu primeiro dia de trabalho. Não sei se eu estava muito despojada, mas pelo menos não estava fazendo tanto calor. Sai de casa era 7 horas, e eu trabalhava de 8, não queria fazer feio no primeiro dia de trabalho e dar uma má impressão para Tim.

Chegando lá, subi e entrei na sala onde eu iria trabalhar. Chegou perto de mim uma menina, aparentava ter uns 20 anos, bonita, de cabelos loiros e olhos castanhos.

— Oi, você deve ser a nova colunista do jornal! Prazer meu nome é Debora Wish.

— Ah, sim, prazer eu sou Quasar Orth.

— Quasar? Nome legal, diferente.

— É sim. — disse eu sorrindo.

Ela me levou até a minha mesa, disse que às 15:00 horas das segundas, temos reuniões para definimos as matérias que serão das edições da semana. E como eu sou de um jornal, eu tenho reuniões não só nas segundas como também: nas terças... quartas e todos os dias da semana às 10 da manhã. Debora sentava na mesa da frente, fiquei fazendo meu trabalho e observei ela de vez em quando, (sei que é feio e chato, mas eu não consigo parar) e ela é bem organizada, até demais. Cada pote tinha uma cor de caneta diferente, os clipes de papel cada um ficava num departamento de cores diferentes, era legal e ao mesmo tempo estranho. Eu estava com cabelos presos em coque e uma caneta na boca e sem querer quando olhei para ela, olhei meio assim com cara de estar estranhando ela, ela olhou brevemente para mim, sorriu e disse:

— Costume de família...

Retribui o sorriso e voltei a fazer o meu trabalho.

Logo mais chegou um rapaz com dois cafés na mão, aparentando ter corrido mais de 40 km. Ele encostou o braço na mesa de Debora e com a caneta na boca fiquei olhando a cena que ele fez.

— Para tudo amiga! Nunca mais eu vou comprar café pra você sua ingrata, eu andei nem sei quantos quarteirões pra achar esse café que só pode ser cagado pelos deuses do olimpo pra você. Olha querida, eu não vou me atrasar só pra comprar isso mais não viu gata. Preciso do meu emprego ainda...

Tim entrou na sala com uma cara de chateado e disse:

— Senhor Donner, chegando atrasado eu não já disse a todos que não gosto de atrasos. — falando com uma voz suave, mas autoritária.

Tim estava de roupa social, o rapaz chegou perto dele fez uma carinha bonitinha e disse:

— Calma chefinho, não irá mais se repetir.

— Espero que sim.

Tim olhou pra mim e sorriu. Retribui o sorriso, mas nem percebi que ainda estava com a caneta na boca, ele aponto e disse sorrindo:

— Está babando senhora Orth?

Eu levei um susto, tirei a caneta da boca, limpei com um papel, olhei pra ele e sorri:

— Ah, nem percebi. — disse eu envergonhada.

Tim saiu da sala e o rapaz e Debora ficaram olhando pra mim. O rapaz olhou para Debora e disse:

— Quem é essa ruiva poderosa pra tirar um sorriso do chefinho?

— Ela é a nova colunista do jornal.

Ele chegou perto de mim, me cumprimentou com dois beijos no rosto e disse:

— Prazer meu nome é Erick viu gata, aceito dicas pra tirar sorrisos do chefe assim viu.

Eu sorri e respondi:

— Oi, eu não sei como faço isso.

Erick olhou para Debora e disse:

— Ela não quer compartilhar o segredo.

E todos nós sorrimos.

Quando deu 5 pras 15:00 horas Erick levantou e disse:

— Está ai uma coisa chata: reunião de segunda-feira.

Debora levantou, pegou alguns papeis e disse:

— Quasar, você deve levar sua ideia de coluna dessa semana pra ver se os chefes aceitam.

— Chefes?

— Sim, são três. Agora vamos. Não quero chegar atrasada na reunião. — disse Debora saindo às pressas.

Fomos para a sala onde o pessoal da revista estavam saindo, na editora funcionava uma ala para jornal e outra para a revista. Eram unas 10 pessoas do jornal incluindo eu, Erick e Debora. Sentamos numa mesa grande que havia, Debora organizou seus papeis na mesa, Erick colocou aleatório seus papeis a mesa, e eu coloquei normal, nem desorganizado mas também nem tão organizado.

Tim entrou na sala juntamente com um outro homem, que parecia ter 28 anos, a idade de Tim. Eles sentaram e Tim disse:

— E então? Vamos começar.

Me inclinei para Debora e perguntei:

— Você não disse que eram três?

— Sim, são três. O outro quase nunca vem para as reuniões.

— Entendi. — voltando a minha posição.

Continuamos com a reunião. Tim perguntou qual seria a coluna que eu iria fazer dessa semana, respondi que estava com uma ideia de fazer uma coluna de entretenimento com dicas de lugares para os pais levarem seus filhos nessa nova temporada de férias, ele disse que gostou da ideia, e pergunto ao pessoal do jornal, disseram que para uma coluna de entretenimento estava bom. Debora também é colunista e a ideia dela foi falar sobre um festival que acontecia na Suíça, todos gostaram também, outras pessoas falaram sobre suas colunas, outras sobre reportagens. Ao fim da reunião Tim me apresentou ao outro “chefe”.

— Alejandro essa é a nova colunista do jornal, Quasar Orth.

— Linda Orth, prazer em conhece-la espero que se dê bem no jornal. — disse ele beijando minha mão.

— Ah prazer, obrigada.

Quando todos saíram da sala, chamei Tim e perguntei:

— Oi, queria pergunta se você não queria passar o tempo lá em casa?

— Está bem.

Tim abriu um sorriso e disse que só ia pegar as suas coisas na sala dele e que iria comigo para casa.

Eu coloquei uma mecha de cabelo atrás da orelha e disse que estava esperando, Erick e Debora chegaram perto de mim e disseram:

— Estou bege, rosa, verde, ele vai pra sua casa? Menina, sambasse na cara da gente.

— Erick, você já gosta de uma fofoca. Desculpa Quasar, essa bicha loca não se segura. — Disse ela repreendendo Erick.

— Sem problemas.