Quasar

8 Dylan... Eu...


Notas iniciais
mais um capítulo, Espero que gostem.

A pizza chegou e o vinho também, estava com uma cara ótima, comemos até não sobrar nada. Depois que terminamos, Erick levantou e disse:

— Vamos para uma balada que tem aqui perto?

— Eu tenho que fazer minha coluna pro jornal Erick! – eu disse.

— Você tem até sexta pra entregar isso bicha, vamos aproveitar a noite. Chefinho?

— Eu não vejo problema. – disse Dylan.

Levantamos, Dylan pagou ao garçom e seguimos para fora do restaurante. Dylan nos parou e me perguntou:

— Você se importa senhorita Orth, em ir comigo no meu carro? Tenho ar condicionado!

— Não, obrigada, no táxi também tem.

— Ela vai sim, não é Quasar? – disse Erick.

Erick ficou me pressionando e acabei aceitando a oferta. “Não vou mentir que eu sinto um frio na barriga muito forte, e meu coração acelera quando eu estou perto desse meliante”

Ele abriu a porta do carro, e antes de entrar olhei para Erick e fiz um sinal de que depois mataria ele, ele olhou e mandou um beijo.

Entrei, era um carro um pouco chamativo, não pela cor e sim pelo modelo, era um Mercedes-Benz Classe C, “é gente eu entendo de carro, um pouco”. Eu entrei e fiquei olhando em volta dele, Dylan deu partida e disse:

— Gostou? Estou pensando em trocar!

— Trocar? Esse não já está bom até demais não?

— Olha! Você falou uma frase sem me dar um fora – disse Dylan surpreso.

Desviei o olhar dele, mas ele continuo a falar...

— Eu te procurei sabia?

— Não sei qual a necessidade!

— Quasar, desde do dia do táxi eu queria arrumar alguma oportunidade pra te ver. E confesso, fiquei feliz em ter descoberto que você trabalha na minha empresa.

— Sua empresa?

— Não deixar por parte de ser minha...

— Olha, fala logo o que você quer!

— Não está obvio?

— Você me persegue desde o dia do táxi, pra onde eu vou você aparece, você parece um encosto.

— Está certo. Desculpa então, peço desculpa senhorita Orth.

Confesso que fiquei sem graça, eu sou chata e sei muito bem disso, e quando eu estou perto dele esse é a consequência que ele me traz, eu fico mal humorada, dando patada, mas na verdade ele meche comigo.

Ficamos calados até a balada de Erick, quando chegamos vimos o táxi parar, e então Dylan disse:

— Acho que é aqui.

Eu olhei para ele com a boca coçando para soltar uma ironia, mas eu me controlei. A primeira oportunidade que ele parou o carro eu abri a porta e eu desci. Ele olhou e disse:

— Você está louca? Eu nem parei o carro direito.

Fechei a porta e disse:

— Te espero lá dentro...

Ele olhou com uma cara feia para mim e foi estacionar o carro.

Lá dentro Erick estava dançando e Debora estava com o notebook na mesa, sentei ao lado dela e perguntei:

— Trabalho? Eu era pra estar fazendo o meu!

— Não, eu estou falando com meu noivo, ele está prestes a voltar do Canadá.

— Noivo?! Não sabia que você tinha noivo.

— É porque eu não costumo falar muito da minha vida perto do Erick, ele é meio “escandaloso”.

Ela olhou pra mim e nós duas começamos a sorri, então eu disse:

— Meio?

Enquanto estávamos conversando, Dylan entra na balada, senta perto de mim, encosta o ombro, olha ao redor e fala comigo.

— E então? Quer dançar?

— Não estou afim...

Ele levantou, pegou meu braço, me puxou e disse:

— Eu sei que você quer, vem...

Eu sorri quando ele me levantou, não teve como não esconder. Começamos a dançar e poxa eu não sei dançar, fiquei lá feito uma lesa balançando os braços. Ele olhou pra mim e disse:

— Eu sei que você sabe dançar, vai se solta.

— Ah e você sabe?

Ele revirou os olhos e disse:

— Adoro quando você me dá fora sabia?! Você fica fingindo que não gosta da minha presença, fica me evitando, dizendo que tem namorado...

— Eu tenho... pra sua informação.

— Tem é? Se você tivesse, não estaria aqui e eu sei que ele ligaria pra você, ou você estaria igual a Debora ou... você é daquele tipo de mulher que tem e mesmo assim não perde de sair com um bonitão feito eu.

— Eu ainda tenho dignidade e respeito, está me escutando?! Não quero mais dançar com você.

— Está vendo, não tem. Eu já sai com várias mulheres Orth e nenhuma foi igual a você!

— Ah, claro porque todas se jogaram nos seus braços como se você fosse o último refrigerante do mundo. Ah, por favor Dylan, gostava mais de você quando você era só o carinha do táxi e não meu chefe.

— Hum... então você gostava de mim. Boa informação.

— Pelo menos você aparecia mas sumia depois.

— Hum rum. – disse Dylan.

E Dylan foi se aproximando...

— Até quando eu não sabia da sua existência...

— Hum rum.

... se aproximando...

Até que eu percebi que eu estava encostada na parede e ele estava na minha frente me encarando. Eu pensei “ai de novo, esse homem me deixa sem ar, sem noção do tempo, eu já disse sem folego?”

— Dylan, eu...

— Hum rum.

E me beijou, mas foi um beijo forte, agressivo e eu fiquei sem ar, perdi a noção de que eu tinha que dá um fora nele. Vamos confessar, eu estava gostando, eu estava me entregando até que eu tomei a consciência de novo e o empurrei.

— Você... está louco? Acha que essa... Barba... E ... Ai Jesus... Esses olhos azuis vão me seduzir? Vai não viu querido, adeus. – eu disse sem ar.

E sai feito louca para fora da balada, passei por Erick e ele fez:

— Gata, o que foi aquilo? estou bege!

— Continue bege, azul, amarelo, o arco-íris, pode pegar pra você, estou nem ai. Agora vou embora até amanhã ou hoje sei lá, tchau! – eu disse, ainda sem ar.

Sai da balada, fiquei na calçada em pé com as mãos na cintura olhando pros lados e Dylan veio atrás de mim.

— Quasar, espera!

— O que foi Dylan? Me esqueci está certo.

— Por favor Quasar...

Ele me segurou pelo braço e eu puxei meu braço, mas ele segurou forte e me puxou para perto dele.

— Para Quasar de fugir de mim! sabe por que eu te beijo a força? Porque você está sempre fugindo, para de se defender, apenas para de fugir, eu não quero te usar, eu sinto alguma coisa por você, por favor.

— Me deixa em paz Dylan, o que você quer escuta? Que gosto de você? então se for pra me deixar em paz, sim Dylan, eu gosto de você, desde o dia do táxi, fico mexida quando você aparece do nada, eu sinto um frio na barriga quando você me beija, está certo? Agora me deixa em paz.

Dylan foi soltando meu braço devagar, e ficou com uma expressão feliz. Eu me virei e chamei um táxi, ele correu e segurou meu braço de novo, virei revirando os olhos e perguntei:

— Pensei que o trato era me deixar em paz.

— Não, eu vou, não se preocupe, mas deixa eu te levar pra casa, é o mínimo que eu posso fazer pelo constrangimento.

Eu olhei para o táxi, olhei pra ele e dispensei o táxi.

— Está certo. Eu vou com você, mas sem nenhum ataque surpresa, preciso chegar inteira na minha residência.

Ele sorriu e disse:

— Você é uma graça, está certo, sem nenhum ataque surpresa, se você não quiser.

— DYLAN! Quer que eu desista?

— Não, não, não disse nada.

Ele abriu a porta do carro dele e ele me levou até em casa.

— Bem que você sabia onde realmente é minha casa. – eu disse.

Dylan me levou até a porta de casa e me deu um beijo na bochecha, fiquei com cara de séria e entrei. Subi, nem tomei banho, deitei, não, me joguei na cama, eu não sei se eu estava acabada do dia ou do beijo, provavelmente do dia, que não foi fácil.

Poxa eu me via sozinha, sem ninguém gostando de mim, forever alone, sem preocupação de magoar ninguém, e agora tem dois bofes maravilha como diz Erick, atrás de mim e eu não sei com quem fico, se com: o sedutor, que meche com minha cabeça ou se com o romântico, que me leva as nuvens de tanta doçura. Que clichê mais clichê, e ai? O que eu faço?